A ILUSÃO DO LIVRE-ARBÍTRIO
Será que o livre-arbítrio é uma ilusão mesmo? Diante de tantos questionamentos será que podemos chegar a uma conclusão plausível? O que diz a ciência? Os religiosos?
Enfim, vou tentar tecer alguns questionamentos a respeito desse assunto.
A questão é que sempre imaginamos que somos completamente livres para escolher nossas decisões, mas será que essa “liberdade” realmente corresponde à realidade?
A meu ver a vitória do livre-arbítrio nunca foi completa.
Muitos acreditam que o nosso destino é completamente determinado pelas estrelas, pelos astros ou mais precisamente por Deus.
Mas aí chegaram uma leva de cientistas, mais precisamente os neurocientistas e são enfáticos em falar: o livre-arbítrio não passa de uma ilusão. E eles têm como aliados uma série de dados e testes que monitoram o cérebro em tempo real.
Dados comprovam através de testes que dados cerebrais foram atestados antes mesmo do que a pessoa fosse determinar o que fosse fazer. Tivese consciência, compreende?
Ou seja, o cérebro já sabia o que ia fazer, mas a pessoa não.
Seríamos como computadores de carne e nossa consciência a tela do monitor, sendo mais didático.
Um dos primeiros trabalhos que ajudaram a colocar o livre-arbítrio em suspensão foi realizado em 2008. O psicólogo Benjamin Libet, em um experimento hoje considerado clássico, mostrou que uma região do cérebro envolvida em coordenar a atividade motora apresentava atividade elétrica uma fração de segundos antes dos voluntários tomarem uma decisão – no caso, apertar um botão.
A atividade cerebral precede e determina uma escolha consciente. Em outras palavras: é o cérebro que “manda” na mente e não o contrário.
Exames com ressonância magnética também foram utilizadas em diversos experimentos, de apertar o botão, por exemplo, e mostraram que a atividade cerebral identificou qual botão apertar sete segundos antes do evento.
E essa pesquisa demonstra que sete segundos, convenhamos é um tempo bastante longo, concorda? Entre a atividade cerebral e o ato consciente.
O sentimento de querer algo ocorre após uma atividade cerebral e não antes. Ou seja, já existe uma atividade cerebral para qualquer atividade que possamos tomar, seja ela motora ou sentimental.
A consciência é um produto da nossa atividade cerebral.
A sensação de que existe um eu, que habita e controla o corpo, é apenas o resultado da atividade cerebral que nos engana.
Acredito que apesar de todas essas constatações, o mundo sem livre-arbítrio parece um tanto quanto estranho, pois também diversas pesquisas foram feitas, e asseveraram que pessoas que acreditam no livre-arbítrio são mais suscetíveis a serem emocionalmente mais equilibradas, honestas e saudáveis de uma forma geral.
Resumo da ópera: o livre-arbítrio é uma ilusão necessária, para manter o equilíbrio, a ordem. Para manter o castelo de cartas em constante equilíbrio.
Afinal, como somos puramente emocionais, somos movidos puramente pela emoção. E o pior de tudo, quando acreditamos que somos guiados pela racionalidade, no fundo no fundo estamos agindo pela emoção.
Diante de todas essas explanações o Deus onipresente, onisciente e onipotente estaria excluído de tudo isso, já que nossa livre escolha, o livre-arbítrio já estaria predefinido pelo nosso cérebro e não por Ele (Deus).
Portanto estou em busca por um Deus consciente, tema de uma próxima postagem.
O que você acredita diante de tudo isso? Deixe seu comentário, crítica, opinião. Será um grande prazer poder conversar com você, leitor.
Até a próxima.


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