A ALTERIDADE EM JESUS CRISTO

janeiro 31, 2016 Randerson Figueiredo 0 Comments




“Ame seus inimigos, faça o bem para aqueles que te odeiam, abençoe aqueles que te amaldiçoam, reze por aqueles que te maltratam. Se alguém te bater no rosto, ofereça a outra face.”
― Jesus Cristo

*Por favor, se possível leia o texto ouvindo a música de Padre Zezinho, uma música muito bela e que diz muito sobre o texto.


O texto de hoje é mais reflexivo do que o habitual. Quando entrei no curso de Ciências Sociais na UFC ano passado escutei muito a palavra Alteridade.

E o professor com suas explicações conseguiu exaurir quase todos os meus questionamentos a respeito do significado do que vem a ser Alteridade.

E o que significa Alteridade? Alteridade é um substantivo feminino que expressa a qualidade ou estado do que é outro ou do que é diferente. É um termo abordado pela filosofia e pela antropologia.

Vamos ver Alteridade na Antropologia, já que estou falando de ciências sociais.

A Antropologia é conhecida como a ciência da alteridade, porque tem como objetivo o estudo do Homem na sua plenitude e dos fenômenos que o envolvem.

Com um objeto de estudo tão vasto e complexo, é imperativo poder estudar as diferenças entre várias culturas e etnias. Como a alteridade é o estudo das diferenças e o estudo do outro, ela assume um papel essencial na antropologia.

Um dos princípios fundamentais da alteridade é que o homem na sua vertente social tem uma relação de interação e dependência com o outro. Por esse motivo, o "eu" na sua forma individual só pode existir através de um contato com o "outro".

Quando é possível verificar a alteridade, uma cultura não tem como objetivo a extinção de uma outra. Isto porque a alteridade implica que um indivíduo seja capaz de se colocar no lugar do outro, em uma relação baseada no diálogo e valorização das diferenças existentes.

Alguns autores abordaram a ideia de Alteridade como Malinowski: Com Malinowski a Antropologia se torna a ciência da alteridade. As sociedades de costumes diferentes têm significados e coerência próprios, com sistemas lógicos perfeitamente elaborados.
Preocupou-se em abrir fronteiras disciplinares, considerando que o homem deveria ser estudado articulando o social, biológico e psicológico.
Outro ator que colaborou foi Laplantine: Descoberta proporcionada pela distância em relação a nossa sociedade: “aquilo que tomávamos por natural em nós mesmos é, de fato, cultural; aquilo que era evidente é infinitamente problemático” (Laplantine, 1996:21).
Agora depois de toda essa explicação sobre Alteridade tudo nos leva a um só nome, e não é nenhum desses que citei agora a pouco não.
O nome que nos vem à mente chama-se Jesus Cristo. Sim o Grande Mestre Jesus nos falou sobre Alteridade de forma muito mais profunda que esses autores.
Amai ao próximo como a ti mesmo. Uma das máximas de Jesus representa o quanto ele queria nos atingir positivamente, claro.
Amai vossos inimigos!
Outro sinal de Alteridade, concorda? Colocar-se no lugar do outro continua a ser uma das tarefas mais difíceis, mais antiga do que andar pra frente.
Outra ideia: “Não julgueis para não serdes julgados. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos.”

Ou seja, Jesus já nos ensinava a ideia de Alteridade naquela época. Uma ideia altamente vanguardista. Altamente solidificada em preceitos cada vez mais conectados em respeitar o outro, o seu espaço, o seu caminho, a sua verdade.
Por isso essa ideia de Malinowski e Laplantine e companhia já não me chamaram tanta atenção no curso, na área de antropologia, justamente porque acredito que Jesus é o cerne, é o caminho, a verdade e a vida.
E digo mais, estou particularmente tão estafado de tanto conhecimento técnico que necessito sinceramente conhecer mais os preceitos do Cristo, Dele, da fonte rediviva da eterna juventude do espírito.
Não condeno o conhecimento, pelo contrário, alia-lo a uma prática espiritual acredito que seja o melhor caminho para uma jornada de tranquilidade e autoconhecimento.
Por isso que esticando um pouco a baladeira como se diz, o Oráculo de Delfos quando disse: Conhece-te a ti mesmo, estava enganado, já até falei sobre isso em outra postagem, não está no blog e sim no livro como postagem inédita. Só podemos conhecer a nós mesmos conhecendo o outro.
Então é isso, queria expor um pouco a minha análise sobre a Alteridade em Jesus Cristo. O quanto esse tema é atual e conturbado, já que ainda não conseguimos por completo sermos irmãos, sermos fraternos...
Até a próxima.

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A TÉCNICA DO FINGIMENTO

janeiro 14, 2016 Randerson Figueiredo 0 Comments



Até que ponto fingimos? Fingimos ser quem não somos? Fingimos ser aquilo que um dia poderemos nos tornar? Ou melhor, que técnica utilizamos para demonstrar esse fingimento?

Muitas perguntas, algumas respostas. Não objetivas demais, claro que não, pois somos o contraponto da subjetividade, mas alguns desses questionamentos podem ser perfeitamente direcionados a cada um de nós.

Sabe aquele seriado? O House? Muito bem, aquela questão: “everybody lies”. Muito certa. De certa forma mentimos sim, quase o tempo todo, e isso evidencia uma grande sentença.

Mentimos para satisfazer o nosso ego. E obviamente o fingimento está atrelado a mentira, de forma muito constante, contundente, contumaz.

E fingimos tantas coisas: gostar de uma pessoa, que está tudo bem, da roupa que ganhou no aniversário, ser legal, orgasmo... E tantas e tantas coisas que nem daria para citar aqui.

O fingimento acredito ser uma técnica de sobrevivência. E quem diz não ser fingido está fadado a ser fuzilado por uma multidão que está ao seu redor que assim o é. Fingimos em algum momento de nossas vidas.

Fingimos para ter o famoso traquejo social imposto a tudo e a todos. Pois caso contrário se você for um poço de sinceridades acabará no limbo do ostracismo carnal e findará sua vida como diz aquela música da Marisa Monte sobre ser mais uma das pessoas da sala de jantar...

O fingimento é a melhor técnica para conseguir o que se quer e se você tiver um rostinho bonito aí que as coisas melhoram pro seu lado de uma vez por todas.

Resumindo: quem quer conseguir tudo na vida de mão beijada - finja. Mas finja com vontade, finja com garra, seja um verdadeiro ator global a ponto das maiores baixezas para conseguir tudo(não necessariamente os atores globais são capazes das maiores baixezas). Eu disse: tudo.

Só assim, em evidência e sinergia astral você poderá agarrar tudo da melhor maneira possível e ser um grande "privilegiado" e ser honrado pelo resto da vida como uma grande pessoa.

O fingido não está nem aí pro que você pensa ou acha. Ele simplesmente age da melhor maneira possível para você pensar aquilo que ele quer que você pense. Simples assim.

E não adianta você dizer: a mas eu sou tão transparente. Ninguém me engana. Será mesmo? Não acredito nessa afirmação. Pois para todo "super inteligente" há um leve verniz de idiota em potencial estampado no rosto.

Posso até estar errado e tomara que esteja, mas os fingidos devem estar na categoria dos sociopatas. E se estiverem devem estar sambando na cara de todos nós a torto e a direito, a qualquer momento, nesse exato momento.

Devemos encarar a realidade, e essa é uma triste e severa realidade que nos deixa atordoados com tamanha franqueza num jogo mais do que sujo, pois quem vence não é o mais forte, e sim o mais fingido.

Ninguém é tão ilibado a ponto de não ter fingido uma vez na vida, pela menor falha que seja, pelo menor rabo preso que se possa ter e imaginar e pela maior constância que possamos a vida levar.

Mentimos não para o outro, mas para nós mesmos, fingimos ser quem não somos e isso é uma lástima, uma crueldade conosco, acabamos por enterrar o que há de melhor na gente: a ombridade.

E nesse calvário onde a nossa dignidade agoniza, deixamos levar embora a nossa franqueza, o nosso amor próprio e o brilho que um dia perpetuamos, tendo sempre em mente que o fingimento pode sucumbir e o brilho da verdade um dia ressurgir.

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# SÉRIE PECADOS CAPITAIS # 3 # IRA – E O DESCOMPASSO DO ÓDIO

janeiro 05, 2016 Randerson Figueiredo 1 Comments



Pecado, do latim, peccatum literalmente quer dizer passo em falso. O que faz da ira figurar no rol dos sete pecados capitais? Será que somente pelo fato de não possuir um controle das emoções?

Acredito que não, a ira vai mais além. Vou entrar agora na questão divina. A ira desarmoniza todo um equilíbrio originado do Criador, não só para quem pratica algo contra alguém, mas também para quem sofre a ameaça iminente.

Acredito que seja por isso que a ira está elencada nos sete pecados capitais, porque ela desequilibra toda uma harmonia antes do ato, ou atos praticados por quem está irado.

Na base da ira está a questão de preservação, ou melhor, autopreservação da espécie, das duas uma, ou se defende ou ataca, a ira fica com a segunda opção.

Ou seja, é preciso identificar a causa da ira. Caso contrário ela provocará sérios danos psicológicos a quem sofre deste mal.

Já argumentei neste espaço sobre a raiva e a mitologia grega, mas raiva é diferente da ira. Você vai entender perfeitamente a diferença da raiva e da ira quando ler o texto com o link acima.

Os dez mandamentos alerta explicitamente para a questão da ira: não matarás. Este pecado infringe um dos dez mandamentos onde o Senhor diz para não matar (Cf. Êx. 20, 13). O lado máximo da desordem.

Por estas e tantas outras razões é que os dez mandamentos querem banir a ira do coração dos homens e que Tiago em sua carta à igreja de Cristo, exorta seus irmãos de fé para que todo homem demore para irar-se, pois a ira não produz justiça divina (Cf. Tiago, 1- 19-20).

E a antítese da ira é justamente a paciência. Tema que irei abordar com mais calma em outra ocasião. Essa sim traz para si o viés da brandura e ternura de que tanto necessitamos.


O texto de hoje foi mais enxuto, com mais calma abordarei em outras postagens este e outros temas relacionados a este assunto tratando-o com mais profundidade.

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