A SUPERIORIDADE ILUSÓRIA – O EFEITO DUNNING-KRUGER

fevereiro 20, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments




Olá leitor deste blog! Mais uma vez aqui neste espaço para tecermos comentários sobre algum assunto interessante, que nos causa espanto, contentamento, frustração...

E o tema de hoje será sobre o efeito Dunning-Kruger. Você sabe o que significa isso?

Refiro-me a superioridade ilusória, quando as pessoas falam sem ter nenhum conhecimento, quando se acham as tais, se acham as melhores em todos os sentidos.

E quando falo no termo pessoas, digo no termo mais amplo a todos nós.

Tendemos a superestimar nossas aptidões físicas, sociais e intelectuais. E essa crença é tão difícil de superar que chega a transgredir as leis da matemática.

Em artigo de 1999, publicado no Journal of Personality and Social Psychology, David Dunning e Justin Kruger fizeram um estudo bem interessante que pode ser resumido da seguinte forma:

a)  As pessoas acham que sabem de tudo;
b) As que menos sabem são as mais pretensiosas sobre seu saber;
c) As que menos sabem são as mais difíceis de admitirem seu desconhecimento;
d) As que menos sabem chegam a se comparar com especialistas em vários temas;

Simplificando, as pessoas incompetentes pensam que sabem mais do que realmente sabem, e tendem a ser mais orgulhosas disso.

Charles Darwin afirmou em 1871 que a “ignorância gera mais confiança do que o conhecimento”. Tinha razão.

O experimento dos pesquisadores se resumia a questionar sobre vários temas e depois sobre o desempenho do participante.

Depois de respondidas as questões os que mais erraram eram os mais confiantes nos acertos. De zero a dez os que tiravam 1 em geral acreditavam ter tirado 7, na média.

O ano de 2017 provocou um retorno ao debate em função das eleições. Embora as declarações do Presidente Trump sejam repletas de erros, falsidades ou imprecisões, ele expressa grande confiança em sua aptidão.

Incrivelmente a reduzida habilidade política de Trump lhe fornece uma confiança brutal. Ele não lê e não estuda, mas acha que sabe tudo.

Veja:

1)   São incapazes de reconhecer sua própria incompetência.
2)   Tendem a não reconhecer a competência de outras pessoas.
3)   Não são capazes de tomar consciência de quão incompetentes são em uma área.
4)   Se forem treinados para aumentar sua competência, serão capazes de reconhecer e aceitar sua incompetência anterior.

Trazendo essa questão para o Brasil não estamos longe desta catarse de erros. Somos governados por pessoas que não sabem de quase ou absolutamente nada. Mas acreditam saberem de tudo.

Os que mais tendem a ter melhor ideia sobre si mesmos são, exatamente, os menos capacitados: quanto menos sabemos sobre um tema, mais tendemos a achar que sabemos o suficiente. Já os especialistas tendem a subvalorizar ligeiramente suas aptidões.

E outra coisa: uma mente ignorante não é vazia.

É preconcebida de diversas informações, ideias, experiências, fatos e intuições. Com tudo isso, construímos histórias e teorias que nos dão a impressão de ser um conhecimento confiável.

A questão é que desconhecemos os limites de nossa incompetência e não as dos outros. Ou seja, podemos ser laçados pelo efeito Dunning-Kruger e nem saber disso.

Eu mesmo, esse que vos escreve, posso acreditar que esse texto está de arrepiar em informações e considerar que estou arrebentando com vocês leitores durante todos esses anos de blog.

Mas tudo pode ser um ledo engano. Posso não ser tão bom quanto acredito ser, mas tento me esforçar para suprir minhas necessidades enquanto escritor a todo momento.

Ninguém está a salvo da superioridade ilusória, por mais esperto que seja, ou melhor, por mais esperto que acredite ser.

Até a próxima se Deus quiser.

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MENSAGEM # 78 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

fevereiro 17, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments


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MENSAGEM # 77 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

fevereiro 17, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments


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MENSAGEM # 76 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

fevereiro 17, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments


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MENSAGEM # 75 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

fevereiro 17, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments


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A SUA REPRESENTATIVIDADE NÃO ME REPRESENTA

fevereiro 17, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments



Olá caro leitor deste blog!

Hoje a temática será sobre representatividade, mas visto sob outro aspecto, um outro olhar a respeito deste tema que suscita debates calorosos e inflamados.

Ontem, 16.02.2019, estava a assistir ao Jornal Nacional quando me deparei com a Maju Coutinho como âncora no jornal televisivo, antes ela só figurava como moça do tempo no mesmo telejornal e de vez em quando em outros telejornais. Até aí nada demais, mas quando fui acessar o twitter ontem mesmo, seu nome estava nos Trending Topics (tópicos mais acessados).

E a repercussão foi gigantesca sobre a jornalista ser âncora no JN.

Tudo pelo fato dela ser negra e estrear como âncora num grande telejornal. É aí que entra o tema de hoje. Representatividade.

Assim como o tema politicamente correto, já tratado aqui nessa postagem o tema representatividade gera muito lucro por parte de muitos setores da esfera capitalista.

Por isso que sustento que a representatividade tratada da forma como é tratada hoje é falsa! É uma falsa ideia de luta ideológica. Onde quem ganha realmente é verdadeiramente uma minoria com poder aquisitivo elevado.

E a grande maioria do grupo formado por negros, mestiços, cafuzos, mamelucos, mulheres, comunidade LGBT são colocadas de lado com o intuito de serem cada vez mais explorados.

A representatividade vende e vende muito bem.

O marketing hoje está se remodelando a essa estrutura.

O que eu percebo é que esse mesmo marketing está se moldando ao consumo dessas maiorias, que aliás nunca foram minorias, podem ser minorias em relação ao poder aquisitivo, mas aí é outra história.

A questão é que demorou tanto para que essa ideologia de representatividade pudesse dar o ar da graça que as pessoas se vislumbram, se vendem a qualquer custo para parecerem que estão sendo vistas.

Você é apenas um consumidor, só isso!

Aí o mercado viu que essa estratégia deu certo, começaram a vender boneca trans por não sei quantos reais, blusas com frases feministas e com foto da Simone de Beauvoir e tudo mais. Favela é nois morô?! por R$ 150,00. E por aí vai.

Drag queen em campanha de hamburgueria conhecida nacionalmente.

Empresa de cerveja que muda cor da latinha em tom de respeito pela diversidade sexual. Tudo isso a meu ver é blá blá blá. Querem mesmo é faturar em relação a ideologia alheia.

Então tudo isso é uma ideia capitalista. A roda do dinheiro gira.

É ou não é uma falsa representatividade?

E o que fazer? Não sei, pois provavelmente o mercado iria se readaptar a novos conceitos e quebrar padrões. É isso que ele faz constantemente.

Voltando a questão da jornalista que tratei no início do texto, ela também representa uma falsa ideia atrelada a questão da representatividade.

Acompanhe comigo, qual é o maior sustentáculo da emissora em questão?

Se você respondeu novelas acertou.

A maioria das novelas que se passa em locais onde os negros são maioria como Bahia, por exemplo, por incrível que pareça, os negros não aparecem como maioria, muito pelo contrário, quando aparecem desempenham papéis ultrajantes e de teor preconceituoso.

Então o que esperar de uma emissora que nos trata dessa forma? Digo nos trata, pois também sou negro.

Empoderamento? Representatividade? Não, nenhuma dessas alternativas.

A mídia está aí para enganar, tratar e idealizar um falsa noção de ideais ditos utópicos. 

Essa ideologia é coletiva e não individual.

Por isso que a emissora colocou ontem uma âncora negra, poderia ter feito isso há muito tempo, não? Porque resolveu fazer isso somente ontem?

Por exemplo, o Heraldo Pereira (que é negro) já é âncora faz tempo no jornal, mas porque cargas d’água somente agora uma mulher negra apresentou o telejornal?

Coincidência? Não, porque esse tema está na moda, e quando o tema está em evidência fazem de tudo para explorar ao máximo. Com um verniz de sofisticação e boas maneiras, como se estivesse se adequando aos novos conceitos.

Então sustento até o fim que essa questão de representatividade é lucro, e dá muito dinheiro! Não é meramente uma questão ideológica, mas sim de cunho financeiro.

Vou encerrar o texto de hoje com uma frase de Bob Marley que diz muito sobre o que conversamos hoje:

Se Deus criou as pessoas para amar e as coisas para cuidar, por que amamos as coisas e usamos as pessoas? Bob Marley

Fraternal abraço e até a próxima se Deus quiser.

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O GRANDE COAXAR MÁGICO DOS COACHINGS DESESPERADOS

fevereiro 09, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments




Olá caríssimo leitor, é com muita alegria que dou novamente início aos trabalhos aqui no blog Saber Jung. Finalmente de volta!

A postagem de hoje será sobre uma intrincada rede de colaboração entre pessoas, os chamados coaches.

A meu ver a utilização desse anglicismo coach refere-se exatamente a ajuda profissional ou pessoal que esses ditos “profissionais” oferecem a pessoas que necessitam de um auxílio em diversas áreas da vida.

Funciona basicamente como alguém que dá um tipo de orientação, como uma espécie de treinador, e segundo seus seguidores, uma aplicação mais pragmática que a terapia.

Tenho muitas ressalvas a tecer no texto de hoje.

Já existe até personal coach assim como o personal trainer. E acredite se quiser, o universo dos coachings já soma um universo de mais de 40.000 “profissionais” no mundo todo.

O salto desses "profissionais" em outros países é algo assustador.

No Brasil estima-se que houve um aumento de 300% entre 2010 e 2014 de coaches ativos no país. É óbvio que essa explosão causa um grande desconforto, em relação à aplicação de sua miscelânea de funções.

É como se fosse uma grande lagoa, onde coaxam sem um objetivo principal. Isso tudo obviamente com um verniz de qualificação e tudo o mais.

Dependendo de quem vende o serviço, o coach vende um pouco de tudo, funciona como um faz tudo.

E quanto maior o coaxar melhor você se acha coach. Pois já que a grande maioria cobra por hora, tem quem cobre de R$ 60,00 a R$ 1.500,00.

Ou seja, quanto menor é a formação, mais capacitado você se acha para resolver o que lhe aprouver, ou o que lhe for solicitado diante do imbróglio do cliente.

A minha grande crítica que faço no texto de hoje é justamente o fato desses “profissionais” no início serem colocados à prova para questões meramente profissionais, até aí pode ser que seja aceitável, já que o modus operandi deles funciona na base da objetividade extrema, e nós sabemos perfeitamente que tempo é dinheiro, segundo a visão capitalista claro.

Agora o que é inadmissível é que essas mesmas criaturas usem o seu coaxar mágico para tratar de um transtorno, por exemplo, de depressão e por aí vai. Como se estivessem tão qualificados quanto um terapeuta.

Como se a vida fosse tão objetiva quanto seu faturamento.

Isso faz parte quero deixar bem claro do processo terapêutico, com psicólogos e psiquiatras. E até mesmo psicanalistas. Sinceramente não tem nada de coaching disso ou daquilo que possa oferecer um tratamento adequado ao paciente que sofre com a subjetividade e não com a objetividade.

Essa é a questão central do texto de hoje.

Surgiu nesse ínterim o life coach. Um coach da vida diária, pode isso? Bem, para a International Coach Federation (ICF) pode sim. E para eles, essa perspectiva é bem próxima da terapia.

Resta-nos saber até que ponto um dia seremos levados a sério realmente, digo nós, pessoas que são sérias e que merecem ser tratadas com respeito.

Já que o coaxar mágico dos coaches ainda representa uma fantasia alimentada em conceitos pré-estabelecidos e em formas pré-moldadas.

Muitos escolhem o coaxar mais barulhento, aquele mais ensurdecedor, muitas vezes esse é o pior de todos, como diz aquele velho ditado: quanto mais vazia é a carroça, mais barulho ela fará.

A solução é não procurar esse tipo de serviço, pois é um desserviço às pessoas. Também comparo o coach como uma espécie de livro de auto-ajuda que se personificou, virou gente, e você sabe que esse tipo de livro só ajuda realmente o autor com suas vendas.

Não há coaxar mágico nenhum que faça qualquer ser humano ir em busca do que ele realmente tem que ir, ele tem que fazer isso por vontade própria e não ser levado pela mão como uma criança mimada.

Fraternal abraço e até a próxima se Deus quiser.

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