MENSAGEM # 10 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

março 24, 2017 Randerson Figueiredo 0 Comments


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MENSAGEM # 9 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

março 22, 2017 Randerson Figueiredo 0 Comments


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O GRANDE DELÍRIO DE RICHARD DAWKINS

março 20, 2017 Randerson Figueiredo 0 Comments



Dando continuidade a série Pedagogia de Deus, hoje nosso personagem será Richard Dawkins, autor do livro: Deus, um delírioe suas perspectivas quanto ao ateísmo, fundamentalista, diga-se de passagem. Escreveu outros livros como O relojoeiro cego.

Logo na página 64 de Deus, um delírio ele define Deus como um “delinquente psicótico”, inventado por pessoas loucas e iludidas.

Na página 394 ele argumenta a respeito da fé: “É um mal impensante, porque não exige argumentação lógica e não exige justificação.”

A todo momento nesse livro, o senhor Dawkins foge. E foge dele mesmo. Dos seus monstros interiores e conjecturas que ele sabe que são incorretas, mas insiste em bater de frente.

Ou seja, sem delongas, ele descreve que os creem em Deus estão em delírio.

Em suas primeiras obras enfatizou que crer em Deus é como crer no coelhinho da páscoa ou no papai noel, crenças infantis que são abandonadas quando passamos a pensar com base nas evidências.

O que ele quis fazer com isso? Ridicularizar a religião, óbvio!

Agora um ponto para o Dawkins é que sua obra acerta em demonstrar preocupação com a doutrinação das crianças, ele faz isso das páginas 415 a 429. Para ele essa educação religiosa perniciosa é uma espécie de abuso infantil. Concordo. Temos que ter tato com as crianças, pois sabemos que o que ocorrer na infância não fica somente na infância.

Também foi um dos poucos pontos, se não for o único, que achei interessante.

O que define a obra de Richard Dawkins é o seu caráter de fundamentalismo ateu, nossa, é de dar calafrios. Em toda a obra, e olha que li ela toda, são mais de 500 páginas e que demonstra as fragilidades e sentimentos vazios do autor.

Um dos pontos mais marcantes e polêmicos de Dawkins é mostrar o patológico como normal, o extremo como o centro e o excêntrico como padrão.

Mas isso não é aceitável nem científico. Repito: não é científico.

E tem mais, ele não conferia suas fontes, simplesmente citava fontes de ateus famosos antigos e muitos deles nem tinham dito tais afirmações. Como Tertuliano por exemplo.

Na página 251 ele cita o pai do protestantismo Martinho Lutero e faz uma mistura sem tamanho tentando provar que Lutero era um completo idiota fanático. O que não é verdade.

Ou seja, nem as fontes são respeitadas, pois ele retira da internet (isso mesmo, da internet – página 251) e não explica de forma contundente seus argumentos e ratifica seu preconceito religioso.

Dawkins discorda veementemente também das formulações de Tomás de Aquino do século XIII, tradicionalmente conhecida como as cinco vias ou provas. Um abuso.

Resumo da ópera: Dawkins escorrega feio em suas teorias evolucionistas e digo mais, seu fundamentalismo parece mais com uma criança birrenta do que um cientista sério.

A mesma liberação quis experimentar F. Nietzsche ao declarar a morte de Deus, ou melhor, ao dizer que os homens o haviam assassinado.

De modo que para eles a negação ou “morte” de Deus não estaria fundamentada no relativismo, mas seria a origem mesma do relativismo.

A afirmação da não existência de Deus seria uma escolha, algo indiscutível e impossível de ser demonstrado a partir de verdades anteriores.

E aceitá-lo seria assumir a crença num novo dogma que faria desmoronar todos os demais dogmas. O ateísmo fundaria assim o relativismo na moral e no conhecimento humano.

Embora isso seja claro, é comum pensar que o relativismo funde o ateísmo; que as pessoas que não aceitam Deus, fazem-no porque não querem aceitar a existência da verdade, à qual deveriam se submeter.

Isso é um absurdo.

O ateísmo parte de uma afirmação que tem valor de verdade absoluto: Deus não existe. Se essa afirmação não fosse tomada pelos ateus como verdade, eles simplesmente deixariam de ser ateus.

O relativismo para eles se dá somente nas “verdades” inferiores e todos deveriam se submeter ao imperativo único da nova moral: é proibido estabelecer regras morais.

O interessante é que F. Nietzsche e outros conhecidos filósofos ateus reconheceram que afirmar o relativismo cognoscitivo e o ateísmo é em si mesmo contraditório.

O motivo seria que o relativismo implica a afirmação da não existência de verdades absolutas; mas isso se funda, por sua vez, numa verdade absoluta: a não existência de Deus.

Sendo assim, a afirmação da não existência de Deus implica a afirmação da sua existência. Outros pensadores ateus que perceberam bem as contradições do ateísmo contemporâneo foram M. Horkheimer e Th. Adorno.

De fato, eles diziam numa obra conjunta, A Dialética do Iluminismo, citando a Nietzsche: “Percebemos que também os não conhecedores de hoje, nós, ateus e antimetafísicos, alimentamos ainda o nosso fogo no incêndio de uma fé antiga dois milênios, aquela fé cristã que era já a fé de Platão: ser Deus a verdade e a verdade divina”.

Sendo assim, a ciência cai na crítica feita à metafísica. A negação de Deus implica em si uma contradição insuperável, enquanto nega o saber mesmo.

Em outras, palavras, só pode negar a Deus quem previamente o afirma.

Por isso, o ateísmo, ao negar Deus e a verdade das coisas (que é sempre relativa ao sujeito que a conhece e é progressiva), reivindica para si mesmo o caráter absoluto, próprio do mesmo Deus, estabelecendo assim um novo dogmatismo.

Portanto, o ateísmo não existe, só é um esquecimento de se estudar fenomenologia; nada mais é do que uma espécie de idolatria que consiste no colocar-se a si mesmo e as próprias convicções pessoais, por mais contraditórias que possam ser, no lugar de Deus, o único que garante toda a verdade.

Espero que com essa postagem possamos abrir espaço a novos debates e estar sempre atentos ao que a mídia divulga como correto e ilibado. Até a próxima.

Abaixo você pode fazer o download do livro que tanto mencionei no texto, é uma versão resumida, pois não tem apêndice, livros citados, notas e índice remissivo como na versão original de 520 páginas, essa tem 381 páginas que correspondem as primeiras 475 primeiras páginas do livro impresso. 

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INTROVERTIDOS E EXTROVERTIDOS – A TIPOLOGIA JUNGUIANA

março 20, 2017 Randerson Figueiredo 0 Comments



Há algum tempo não abordo de forma profunda a psicologia analítica aqui no blog, hoje é o dia. Irei falar sobre introvertidos e extrovertidos. A tipologia de Jung, vamos a ela...

Mas antes peço encarecidamente que você, leitor deste blog, leia a postagem que elaborei no dia 19/09/2016 sobre a relação de Freud e Jung. O nome da postagem é: FREUD E JUNG - DE DISCÍPULO A MESTRE.

Irá ajudar a compreender com mais clareza o pensamento não só de Jung, mas de Freud e Alfred Adler. E como Jung chegou a tais análises. 

Agora comecemos o assunto em questão de fato.

Quando o psiquiatra Alfred Adler reagiu ao pensamento de Freud quando dizia que a neurose derivava do poder e Freud afirmava que derivava do complexo de Édipo, Jung tinha em suas mãos uma análise profunda sobre introversão e extroversão.

Utilizou os dois para fazer suas observações e traçar um paralelo com sua tipologia específica utilizando a nomenclatura introversão e extroversão.

O plano de Jung para estudar a diferença entre Adler e Freud foi tomar cada teoria e mostrar como poderia ser aplicada em um caso concreto de neurose.

Jung concluiu: “cada investigador vê logo aquele fator na neurose que corresponde à sua peculiaridade (...) cada um vê coisas de um ângulo diferente e assim desenvolvem teorias e pontos de vista diferentes (...). O espetáculo desse dilema fez-me ponderar sobre essa questão: será que existem dois tipos humanos diferentes, um deles mais interessado no objeto, o outro mais interessado em si mesmo? (...) Finalmente, na base de numerosas observações e experiências, postulei duas atitudes fundamentais, a saber, introversão e extroversão.”

Em seus termos mais simples, Jung concluiu que Freud e Adler eram de diferentes tipos: Freud era um extrovertido, Adler um introvertido. No sistema psicanalítico de Freud os pais representam muito a formação da criança, por isso sua importância do complexo de Édipo.

Já Adler era um introvertido. Para o introvertido a resposta as circunstâncias é subjetiva. Segundo Adler a criança inicia suas atividades com desconfiança em relação aos pais e ao mundo de uma forma geral.

Jung acreditava que extrovertidos e introvertidos eram membros normais, saudáveis, da comunidade e que estavam dispostos a viver de forma diferente na sociedade.

Agora é importante dizer que essa disposição não é fixa como um destino, ela pode variar e se tornar menos marcante com o passar dos anos.

Nas minhas pesquisas descobri que o próprio Adler com o passar dos anos passou a ser mais extrovertido.

Outra coisa... Com frequência a introversão é confundida com introspecção. A introspecção é considerada um estado mental doentio a introversão não.

E a pergunta que não quer calar: qual era a tipologia do próprio Jung?

Jung era introvertido mas bem diferente de Alfred Adler, é bom frisar.

É bom que se diga também que Jung tinha todo um cuidado ao fazer tais análises, pois ele sabia que a Natureza humana é extremamente complexa dificilmente poderia ser dividida em dois grupos, mas ele nunca hesitou em relação a essa teoria.

Ele queria explicar essa teoria tão complicada de forma simples, tanto é que sustou a obra Tipos Psicológicos por 10 anos, só foi lançada em 1920, mas em 1916 escreveu um artigo esboçando essa teoria.

Todos os indivíduos possuem ambos os mecanismos, só que um prevalece sobre o outro e é isso que determina o tipo.

Na extroversão o fluxo de energia é de dentro pra fora.

Na introversão o conteúdo consciente refere-se mais ao sujeito, o que está dentro do indivíduo.

Algumas pessoas parecem proclamar sua tipologia, mas as aparências podem enganar, é necessário conhecer bem um indivíduo, antes de chegar a uma conclusão.

Até a próxima.

 Referência bibliográfica

O que Jung disse realmente

Edward Armstrong Bennet

Editora Zahar, 1985

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FRITJOF CAPRA E A NOVA ERA

março 19, 2017 Randerson Figueiredo 0 Comments



Quando li há alguns anos Ponto de Mutação, Sabedoria Incomum e mais recentemente O Tao da Física do físico austríaco Fritjof Capra confesso que fiquei surpreso com a quantidade de informações que as obras trazem.

Resolvi argumentar sobre ele, Capra, somente agora porque tudo tem seu tempo, e a época não tinha embasamento suficiente para de fato contestá-lo, pois não poderia ir além dos meus sapatos.

Pois muito bem...

Capra não é nenhum gênio. Começo por aí. Primeiro porque seus livros refletem antes de mais nada uma espécie de miscelânea holística que perpassa ecologia a física quântica.

Na verdade o que há por trás de Fritjof Capra diz respeito a Nova Era e seus arremedos para deflagrar um embate não somente com a Igreja como também com o pensamento ocidental.

Levando conceitos físicos maldosamente além de seus limites, o autor defende abertamente o fim do pensamento ocidental e o nascimento de uma “Nova Era”.

Quando todas as pessoas estarão livres do pensamento medieval e estarão interligadas num só pensamento. Essa Nova Era é baseada em misticismos e religiões orientais.

Capra defende o fim das tradições religiosas ocidentais e prega uma espécie de sincretismo por inteiro, com uma religião universal que abarcará todas as crenças.

Para o autor tudo passa a ser relativo, como se as pessoas pudessem estar interligadas com energias cósmicas misteriosas. Ensina uma “ecologia cósmica” e defende que o cristianismo é fonte de mal para a natureza.

Pessoas de todas as áreas do conhecimento abraçam a filosofia da Nova Era, inclusive alguns físicos. Capra, sem dúvida, é o mais famoso deles.

Ele defende que a Física Moderna, na Relatividade de Einstein, na Mecânica Quântica e na Cosmologia, “oferece, não raro, surpreendentes paralelos face às ideias expressas nas filosofias religiosas do Extremo Oriente” (O Tao da Física, pág. 21).

Para ele, a Igreja é a vilã responsável por alienar o mundo ocidental das visões holísticas místicas que são capazes de libertar o homem unindo a ciência com a religião.

Não compactuo com essa ideia. E você entenderá o porquê.

Todo esse discurso é falso. Nada na física leva ao misticismo oriental. Dizer que o mundo está todo conectado é o óbvio. Nada demais nisso.

Não há nada de moderno nisso, sinceramente, Capra decepciona e nos constrange face aos grandes físicos com suas conclusões impróprias e sem fundamento.

Ou seja, o pensamento de Fritjof Capra é ideológico e não científico.

E tem mais, o cristianismo não está falido, pelo contrário, cada vez mais a Igreja unificou e abrangeu todo e qualquer ensinamento relativo a ciência. Basta observar que tivemos vários cientistas religiosos e que a universidade existe graças a essa instituição.

Na realidade Capra bebe da fonte da Igreja, do pensamento ocidental quando tece suas críticas a esse modo de pensar e agir. A Física Moderna nunca foi incompatível com a fé, nunca.

Na página 25 de O Tao da Física corrobora a respeito do que o autor compreende a relação entre Aristóteles e a influência negativa da Igreja.

Fico espantado como uma porção de cientistas se diz crente face a esses pensamentos pseudovanguardistas e que só fazem trazer à tona exclusão e negativismo.

São pessoas que são levadas a acreditar que o pensamento de Capra é expansionista do ponto de vista físico, pelo contrário, é expansionista do ponto de vista mercadológico, haja vista seu reducionismo científico.

É todo um marketing por trás dessa figura. Assim como tivemos marketing com Richard Dawkins, o vovô gagá do evolucionismo e sua teoria evolucionista mais ultrapassada do que não sei nem o quê.

Capra é na verdade um físico estrela que deseja sustentar suas vertentes em conceitos falidos e desnecessários pondo em xeque questões sérias, ludibriando muita gente.

Fiquemos de olho nesses ditos cientistas que trazem à tona mais exclusão do que inclusão. Então caro leitor, esteja mais atento a esses tipos de leituras, vale sempre a pena fazer uma análise crítica.

    
      (1) P.S.: Resolvi escrever esse texto sobre Fritjof Capra e suas falácias, pois vira e mexe tentam nos ludibriar com falsas conclusões acerca da ciência e religião.

      (2) P.S.: E outra notícia, com esta postagem abro uma discussão que vai muito mais além de ciência e religião e uma nova etapa na série Pedagogia de Deus. Você pode clicar no botão dos ícones acima onde tem escrito Pedagogia de Deus entre frases e pecados capitais para acompanhar outras postagens relativas ao tema, veja abaixo:
             

    (3) P.S.: Trarei autores “aclamados” e seus pontos de vista sobre ciência e religião.

      << Caso queira fazer o download dos livros de Capra basta acessar o link >>
     

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O SEXO DOS ANJOS

março 18, 2017 Randerson Figueiredo 0 Comments



Discutir o sexo dos anjos significa não chegar a um consenso sobre determinado assunto. E normalmente assuntos desnecessários e que não representam uma ameaça.

Tudo começou quando a Igreja Católica, na época da Idade Média, considerada a maior senhora feudal e detentora de um poder fabuloso discutiram realmente o sexo dos anjos no século XV em uma reunião de clericais em Constantinopla.

Enquanto debatiam diversos temas de ordem teológica e religiosa, os turco-otomanos empreenderam os violentos ataques que determinaram a perda daqueles territórios controlados por reinos cristãos.

Em uma situação destas, muitos poderiam imaginar que os clérigos estavam ali enclausurados para decidir questões de grande urgência e relevância.

Contudo, os documentos da época revelaram que, entre outras coisas, os religiosos ali presentes discutiam se os anjos tinham ou não tinham um sexo.

Ao fim do embate, ninguém conseguiu chegar a uma conclusão segura. Não por acaso, a expressão “discutir o sexo dos anjos” ainda é bastante empregada para definir aquelas discussões que parecem nunca chegar a um fim! Que não merecem muita atenção.

Pois muito bem, sabendo-se disso podemos traçar um link a perda de tempo com assuntos que não levam a nada. E isso é proposital, haja vista que todo esse imbróglio pervertido e inconteste reflete uma manobra da massa feita principalmente pela mídia.

É essa mídia a meu ver é a pior forma de governo que existe.

O poder midiático é um dos, se não for o mais influente de todos.

Enquanto discutem o sexo dos anjos, maquiando tudo contra todos, refestelam-se de forma grosseira usando toda sua potência contra o povo, contra a massa.

Ou seja, situações desnecessárias são levantadas justamente para ludibriar todos nós e escancarar o que há de pior no cenário da mídia como um todo.

E tome novela! Minisséries! Filmes! Reality Show!

E o que precisamos para nos informar é filtrado de forma sórdida. Nunca vi em tantos anos no Brasil discutirem o sexo dos anjos como agora, de forma proposital, pretensiosa e ridícula.

O sexo dos anjos na verdade é tudo o que é desnecessário a todos nós, e o que é importante é levianamente jogado no lixo, descartado, pois uma sociedade bem informada é perigosa. Sabemos disso.

Não vamos ser ingênuos a ponto de deixar que os “anjos demoníacos” da mídia afetem nossa veia calibrada com determinação e vontade de aprender e apreender o que de melhor pode ser oferecido.

Não serão eles que roerão nossa corda a ponto de nos ver despencar do último andar de um prédio de 35 andares filmando tudo para depois nem ser editado e ser despejado num programa policial de vigésima quinta categoria. Jorrando sangue pela televisão e tudo mais...

Vamos resistir e filtrar o que eles (a mídia) passam para nós, precisamos e devemos fazer isso. É urgente! É necessário! E principalmente crucial. Principalmente tudo o que estoura no cenário "alimentício": entre coxinhas e mortadelas. 

Deixemos que somente Deus determine qual é o sexo dos seus anjinhos fofinhos. E não meia dúzia de lacaios que surgiram diretamente das profundezas do inferno para "atazanar" nossas vidas que já é bastante sofrida.

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AS VEREDAS DO BOM SAMARITANO - PEDAGOGIA DE DEUS

março 18, 2017 Randerson Figueiredo 0 Comments



"Colocar-se no lugar do outro é mais que um exercício de humildade, é uma amostra de que somos eternos aprendizes na rediviva escola da vida." 
Randerson Figueiredo

Vereda significa do baixo latim: caminho velho e estreito. Pois muito bem, dando continuidade a série Pedagogia de Deus, hoje escrevo sobre as veredas do bom samaritano.

Na famosa passagem em Lucas 10,25-37 na qual acredito que todos devem conhecer, Jesus nos apresenta um acontecimento que nos leva a um modo de pensar único e revelador.

E o bom samaritano pode ser obviamente cada um de nós.

"Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!"

Ele, o bom samaritano, ou nós quando agimos de forma despretensiosa e nos inserimos sem prepotência na vida do outro podemos usufruir do que há de melhor do verdadeiro caminho da vereda.

O grande e famoso caminho da porta estreita, aquele caminho que devemos percorrer quando estamos não somente em maus lençóis, mas quando temos confiança no Alto, no Senhor, em Deus.

Devemos ter confiança no Altíssimo. Ah o famoso grão de mostarda...

E fazer o bem porque é necessário e bom fazê-lo, não porque teremos algo em troca em um futuro próximo.

E ao longo do caminho para se chegar a vereda padecemos muitas vezes com sofrimento e miséria dos mais variados tipos. Somos imagem e semelhança de Cristo! Ou será que não?!

Como bem disse Jung: “Qualquer árvore que queira tocar os céus, precisa ter raízes tão profundas a ponto de tocar os infernos.”

Disse tudo! Jung disse tudo!

E interpretando o nosso querido Jung, pelo menos nessa frase, o bom samaritano se colocou no lugar do outro, no inferno do outro, nas mazelas do outro.

"Compaixão é palavra-chave. Misericórdia é o que engloba essa palavra-chave. E amor é o que as une num só sentimento."

“O que o Santo Evangelho traduz é que a mácula pode ser suplantada por caminhos honrosos da chama viva de Deus em nossas vidas, sem medir esforços para alcançar a plenitude.”

Essa frase é de minha autoria e o texto de hoje pode ser sintetizado desta forma. Concorda?

Os caminhos da vereda representam o que de melhor podemos fazer pelo outro, pois automaticamente estaremos fazendo por nós mesmos, somos reflexo um do outro.

E partindo desse pressuposto, já que somos reflexo, que esse espelho quando estiver embaçado possamos limpá-lo com água e vinho do amor de Deus, quando unimos a humanidade com a divindade.

Acredito que ser um bom samaritano, seguir seu exemplo requer esforço/determinação, mas com humildade e cautela para não nos sentirmos superiores com a mazela alheia e abrir mais ainda suas chagas.


"Colocar-se no lugar do outro é mais que um exercício de humildade, é uma amostra de que somos eternos aprendizes na escola rediviva da vida." 

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MENSAGEM # 8 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

março 10, 2017 Randerson Figueiredo 0 Comments




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MEDO: UMA GRANDE PRISÃO

março 06, 2017 Randerson Figueiredo 0 Comments



Na verdade temos medo, muito medo de tudo aquilo que poderíamos nos tornar a ponto de abortar o presente, sufocar o inconsciente e ser uma mera representação, uma alegoria vazia que perdeu o desfile pelo simples medo de tentar.
Randerson Figueiredo 

Emitir uma opinião requer certos cuidados. Digo isso porque além de ser blogueiro e também escritor, com as redes sociais podemos a qualquer momento formar opiniões, dos mais variados tipos e tamanhos.

Ora, se somos capazes de emitir a qualquer um nossas avassaladoras opiniões, porque não somos capazes também de discernir sobre as mesmas? Porque temos tanta dificuldade em escutar o outro? Mesmo sabendo que ele agoniza a poucos metros de você?

Emitimos a todo custo um juízo de opinião e não uma opinião de juízo. A diferença é clara entre ambas.

O juízo de opinião a meu ver é aquilo que foi imposto arbitrariamente para ser enfiado goela abaixo. Já a opinião de juízo requer embasamentos mais fortalecidos em parâmetros consistentes. Bem, isso tudo é um jogo de palavras, mas que requer atenção.

Acredito que toda essa miscelânea de fatos e acontecimentos gira em torno de um sentimento muito ruim que nos paralisa: o medo.
É ele quem determina para onde vamos e o que faremos.

Toda essa balbúrdia de tragédias, violência, drogas é justamente o retrato fiel de uma sociedade que não trabalha o medo. Temos a tendência de sustenta-lo até o último segundo em nossas vidas.

E o que isso significa?

O uso da violência dos mais variados tipos, pois o agressor seja ele físico ou moral tem medo de ser subjugado por outro mais forte do que ele. O agressor seja ele qual for, é o ser mais covarde, mais medroso que existe.

Drogas dos mais variados tipos – a fuga da realidade favorece o surgimento de uma coragem relativamente constante, o que torna o usuário alguém que pode superar tudo, inclusive o medo.
E tudo isso caro leitor, é porque temos um medo que extrapola tudo.
O medo da morte!

Sempre bati nessa tecla de que tudo acontece de forma desordenada e angustiante porque temos medo de morrer antes de executar nossos projetos. Temos um medo danado da morte. Pra onde iremos?

Isso é angustiante. Nos deixa ansiosos, cheios de manias, fobias e outras coisas mais. É isso que nos tortura. Ou seja, a morte representa o ponto final de uma história que poderia ter se tornado realidade.

E não estamos prontos para o ponto final, no mínimo umas reticências.

E onde quero chegar com a opinião de juízo?

Que o nosso senso comum aceita tudo o que vem à mente, que somos alienados, que temos fobias, reações alérgicas, que somos desacreditados da vida, marginais... Nós temos medo meu querido! Tudo, a meu ver, gira em torno disso, avalio mais uma vez.

É o medo que nos paralisa e ao mesmo tempo nos move num caminho incessante, alucinado e eufórico para conseguirmos tudo aquilo que nem sabemos que almejamos, achamos que almejamos algo, na verdade somos impelidos a acreditar nisso.

Nada está sob nosso controle, nada!

Também não somos um joguete nas mãos de Deus, muito pelo contrário, somos um joguete nas mãos do medo, Deus é amor e medo é terror/assombro.

Por isso, meu juízo de opinião e minha opinião de juízo é que não tenha medo de ler um jornal, de assistir uma telenovela, de ir ao teatro, cinema, ler um bom livro ou dançar até o chão-chão-chão-chão-chão com medo do que o outro vai pensar. Com medo de ser quem você é.

E outra coisa muito séria, muitas vezes temos medo de ter medo... Isso também paralisa. Temos que tratá-lo como um amigo, oferecer o que há de melhor em nós: coragem!

Na verdade temos medo, muito medo de tudo aquilo que poderíamos nos tornar a ponto de abortar o presente, sufocar o inconsciente e ser uma mera representação, uma alegoria vazia que perdeu o desfile pelo simples medo de tentar.

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