UM MÉTODO PERIGOSO – ANÁLISE DE FILME

março 31, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments



Hoje farei uma indicação de um filme que mostra a relação de Freud e Jung propriamente dita. Chama-se “Um método perigoso”.

Extrai a crítica do site Adoro Cinema, até mesmo porquê não há o que analisar especificamente a não ser a relação dos dois e o surgimento da psicanálise o que já foi abordado aqui no blog em algumas postagens; e com o envolvimento da paciente Sabine com Jung.

O filme a meu ver peca um pouco pelo enquadramento e pela lentidão em alguns momentos da história, mas o principal não é isso, o principal é a história de dois grandes pensadores da história mundial: Freud e Jung.

Vale muito a pena assistir a “Um método perigoso” e tirar suas próprias conclusões. Veja agora o trailer e a crítica do site Adoro Cinema.


Crítica do site Adoro Cinema:

Um filme sobre a relação entre Carl Jung e Sigmund Freud e o surgimento da psicanálise dirigido por David Cronenberg. Só essa premissa já é o suficiente para motivar o expectador e despertar uma grande expectativa, que felizmente é correspondida.

Um Método Perigoso é um longa interessantíssimo, conta com atuações memoráveis e uma ambientação digna de prêmios. Direção de arte, figurinos, cenários, tudo foi pensado detalhadamente, dando à produção um caráter de registro histórico muito impressionante.

Dentre os nomes do elenco, Keira Knightley é quem se sai pior. A atriz já demonstrou seu talento para o drama em obras como Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação, mas não consegue acompanhar a intensidade necessária para viver Sabina Spielrein, paciente que acaba se envolvendo com Jung. A relação entre os dois já havia sido abordada no fraco Jornada da Alma.

Parceiro de Cronenberg nos ótimos Marcas da Violência e Senhores do Crime, Viggo Mortensen interpreta Freud e o faz muito bem. Envelhecido e utilizando a tradicional barba do autor de "A Interpretação dos Sonhos", o ator entrega um excelente trabalho de voz e a todo o momento em cena desperta o interesse do expectador. Quem também está bem é Vincent Cassel como Otto Gross, mas sua participação tem menos destaque.

Mas é inegável que o grande destaque de A Dangerous Method (no original) é Michael Fassbender. O jovem Magneto de X-Men: Primeira Classe está na melhor fase de sua carreira e dá vida a um Jung repleto de dúvidas e ideais. Curiosamente, o longa deveria marcar seu reencontro com Christoph Waltz após Bastardos Inglórios, mas este recusou o papel de Freud para se dedicar a Água para Elefantes (mesmo).

Por incrível que possa parecer, o que mais decepciona em Um Método Perigoso é a direção convencional de Cronenberg, não lembrando em nenhum momento a ousadia de obras como A Mosca e Crash - Estranhos Prazeres. É sem dúvida o filme mais quadrado do cineasta.

A trama é baseada no livro "A Most Dangerous Method", de John Kerr, mas antes de chegar às telonas passou pelos palcos com a peça The Talking Cure. Vencedor do Oscar por Ligações Perigosas, o roteirista Christopher Hampton foi o responsável por escrever tanto a peça teatral quanto o filme.


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DIA MUNDIAL DO TRANSTORNO BIPOLAR - 30 DE MARÇO

março 30, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments

Dia para refletirmos sobre esse transtorno mental. Deixo aqui a minha lembrança e mensagem para quem possui esse transtorno e a esperança de que dias melhores virão. Quem segue o tratamento possui mais chances de ter uma vida plena.

Vamos lutar pelo fim do preconceito não só com quem possui o transtorno, mas também com quem possui em relação a ele mesmo.

Deve-se procurar ajuda clínica (psicólogo e psiquiatra), espiritual e medicamentosa.

Os três devem seguir juntos, um complementando o outro.

Nunca desista de você, sempre procure ajuda. E seja feliz por ser quem você é. Sempre!

Essa é minha mensagem para lembrarmos deste dia tão importante.

Saúde mental é coisa séria e deve ser respeitada e cuidada. Que cuidemos mais de nós mesmos e uns dos outros, afinal estamos aqui para isso, para nos ajudar e ajudar ao próximo.

Um grande abraço a você leitor. 

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O DEUS DE JUNG

março 24, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments




Olá caro leitor, tudo bem com você? Espero que sim.

A postagem de hoje será sobre O Deus de Jung.

O principal perfil do blog é filosofia, espiritualidade e psicologia analítica. Pois muito bem, hoje estreitaremos mais ainda essas três área de conhecimento.

Primeiro vou começar com uma citação de Edward Edinger, grande terapeuta junguiano que escreveu vários livros, os quais em momento oportuno irei indicar aqui no blog.

“Deus é o nome pelo qual eu designo todas as coisas que cruzam o meu caminho de modo intencional, violento e de forma imprudente, todas as coisas que perturbam meus pontos de vista subjetivos, planos e intenções e mudam o curso da minha vida para melhor ou para pior.”
(Citado por Edward Edinger, em seu livro: A transformação da imagem de Deus).

O grande Ser supremo que criou o universo não pode ser compreendido por nossas mentes, talvez algumas pessoas especiais quem sabe possam senti-lo e compreende-lo de fato.

Mas a verdade é que a imagem de Deus (Imago Dei) não coincide com a totalidade do inconsciente na sua totalidade, na realidade coincide com o conteúdo particular do inconsciente que chamamos de SELF que é o arquétipo do si mesmo. Vamos dizer que é uma espécie de comandante geral da psique.

Já o EGO não direciona nossas vidas como muita gente imagina...

Ele, o EGO, é o lado consciente da psique, mas com situações estressantes, de raiva e de perigo o comando passa a ser do SELF, que como já disse representa a imagem de Deus.

Através do SELF podemos ter contato diretamente com a imagem de Deus: sonhos e imaginação.

Por isso suas célebres frases: "Querendo ou não, Deus está presente". Ou ainda a sua outra frase também célebre: "Eu não acredito em Deus. Eu sei que ele existe".

Claro que Jung sabia perfeitamente o que estava falando, pois desde criança juntou percepções que o levariam a formular tais teses.

Jung foi o primeiro cientista a confirmar cientificamente que a religiosidade é instinto e que o arquétipo existe por que foi criado e permanece alimentado pelas projeções do ser humano.

Portanto é interessante notar que Jung não aborda Deus do ponto de vista teológico, mas sim do ponto de vista da psique humana, psicológico, ou seja a partir de um instinto no qual a psique humana cria espontaneamente imagens de conteúdo religioso.

Não sou eu quem está falando isso abertamente, tirando conclusões precipitadas, mas está presente na obra “Memórias, sonhos, reflexões” e na obra de Jung claro, que é uma biografia sobre Jung, inclusive saiu uma nova edição pela editora Nova Fronteira excelente por sinal.

Essas criações da psique representam um caráter religioso, é instintivo, são de natureza religiosa.

Com seus pacientes esquizofrênicos Jung observou que todos tinham uma carga muito forte antiga e herdada na psique ao que ele chamou de Inconsciente Coletivo, e que muitos pesquisadores hoje chamam de Memória Celular.

Na infância Jung era de família protestante, seu pai era um pastor luterano e toda a sua família pertencia aos ditames religiosos.

Mas desde pequeno pesquisava sobre a imagem de Deus e sobre a fé. Mas sempre se sentia acuado em relação aos preceitos da moral cristã a qual estava inserido. Teve inclusive um sonho na infância que o perseguiu durante toda a sua vida, que o marcou profundamente.

Foi aí que teve um insight a respeito de Adão e Eva, e com seus pensamentos começou a perceber que não deveria se sentir coagido/culpado em relação a tais preceitos religiosos.

Essa percepção com Adão e Eva se deu da seguinte maneira:

Foram criados direta e intencionalmente por Deus, tais como eram. Não poderiam imaginar outra maneira de ser senão aquela que lhes fora dada. Eram criaturas perfeitas de um Deus que criava apenas a perfeição.

No entanto, foram eles que cometeram o primeiro pecado. Jamais o teriam feito se Deus não tivesse posto neles a possibilidade de fazê-lo.

O mesmo se deu com a serpente que Deus criou antes mesmo deles. Criou com a evidente intenção de que ela fosse capaz de persuadi-los ao pecado.

"Consequentemente a intenção de Deus era que pudessem pecar". Diante de tal descoberta, Jung se sentiu aliviado. Não sentia mais culpa em questionar e pensar.

Resumo de tudo...

O arquétipo é sim uma criação humana, e querendo ou não querendo ele existe, pois a humanidade possui desde os mais tenebrosos dias os mesmos pensamentos e compartilha praticamente as mesmas emoções e ideais.

Para pensar de forma científica é necessário trata-los como força e não como moral, pois é energia psíquica. Pois a religião não é somente um apanhado de regras, mas sim um contexto de espiritualidade vivido pela pessoa.

Deus a meu ver segundo as minhas pesquisas em relação a psicologia analítica representa projeções de conteúdo psíquico sobre os quais o EGO desconhece, em resumo acredito ser isso. São representações de processos psíquicos inconscientes.

Digo isso para fechar o artigo de hoje numa frase.

Para Jung, acontecimentos que se produzem no Cosmo criam imagens em nós. Ou de algum modo se desenrola, tornando-se assim conscientes (Memórias, sonhos, reflexões).

E assim continua: "Nossa consciência não se cria a si mesma, mas emana de profundezas desconhecidas. Na infância desperta gradualmente e, ao longo da vida, desperta cada manhã, saindo das profundezas do sono, de um estado de inconsciência. É como uma criança nascendo diariamente do seio materno." 

E aí pergunto: Onde está Deus? Está em toda a parte. Como diz São Bonaventura: “É como se Deus fosse um círculo cujo centro está em toda a parte, e a circunferência em lugar nenhum”.

Fraternal abraço e até a próxima.

Referências bibliográficas

PSICOLOGIA E RELIGIÃO. OBRAS COMPLETAS DE C. G. JUNG, V. 11/1.
Carl Gustav Jung 
Petrópolis: Vozes, 1978.

A CRIAÇÃO DA CONSCIÊNCIA - O mito de Jung para o homem moderno
Edward F. Edinger
São Paulo: Cultrix, 1987
Nesse livro, o autor propõe uma colaboração criativa entre a busca científica do conhecimento e a procura religiosa de um significado.

A TRANSFORMAÇÃO DA IMAGEM DE DEUS
Edward F. Edinger
São Paulo: Cultrix, 1990

MEMÓRIAS, SONHOS, REFLEXÕES
Carl Gustav Jung
São Paulo: Nova Fronteira, 2017


OBS.: Como os livros de Edward Edinger são um tanto quanto antigos, acredito que você poderá encontra-los na Estante Virtual, poderá fazer uma pesquisa e saber qual o melhor preço e estado físico da obra. Desde já desejo uma excelente leitura.

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MENSAGEM # 43 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

março 23, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments


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MENSAGEM # 42 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

março 23, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments


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MENSAGEM # 41 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

março 23, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments


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MAIS DE 10.000 ACESSOS MENSAIS NO BLOG SABER JUNG (POSTAGEM ESPECIAL)

março 14, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments






Caro leitor deste blog, é com muita honra que chegamos a grande marca de mais de 10.000 acessos mensais com o blog Saber Jung. Você pode conferir a marca na imagem acima, está circulado com pincel vermelho.

É motivo sim para comemorar, você não acha?

E tudo isso graças a você que participa, comenta e interage comigo nesta seara do conhecimento.

Começamos de forma modesta com poucos acessos e gradativamente a marca foi se aproximando cada vez mais e hoje a alcançamos definitivamente. Agradeço primeiramente a Deus e a você leitor.

Sinceramente: o meu muito obrigado! Estou imensamente grato pela conquista, pela aceitação dos textos, pela interatividade. Pelo carinho que cada um de vocês tem comigo.

Mais uma vez o meu muito obrigado e que possamos trilhar mais e mais caminhos ligados ao conhecimento, a psicologia analítica, a filosofia e a espiritualidade.

Que a nossa parceria seja efetivada sempre. Muito, mas muito feliz mesmo.

Um fraternal abraço e até a próxima!



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DIA INTERNACIONAL DA MULHER – UM DIA PARA REFLETIRMOS (POSTAGEM ESPECIAL)

março 08, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments


Mulheres em São Paulo durante marcha no Dia Internacional da Mulher


Hoje é dia internacional da mulher e antes de mais nada meus sinceros parabéns a todas as mulheres, em especial as que leem o blog Saber Jung. E hoje é dia também de postagem especial.

Acredito que hoje não é dia de simples comemoração, mas de intensa reflexão.

Apresento a partir de agora algumas informações pertinentes:

Violência contra a mulher

No mundo

Até 70% das mulheres sofrem violência ao longo da vida.

A violência física imposta por um parceiro íntimo, como espancamento, relações sexuais forçada e outras condutas abusivas, é uma forma mais comum de violência sofrida pelas mulheres no mundo.

De um total de 11 países pesquisados, o percentual de mulheres vítimas de violência sexual por um parceiro varia de 6% no Japão para 59% na Etiópia.

Na Austrália, Canadá, Israel, África do Sul e EUA, 40 a 70% das mulheres assassinadas foram mortas por seus parceiros.

Mulheres com idade entre 15 e 44 anos têm maior risco de sofrerem estupro e violência doméstica do que de câncer ou sofrer um acidente de carro.

As mulheres agredidas por parentes têm 48% de chance de contraírem AIDS.

No Brasil

A cada 4 minutos uma mulher é vítima de agressão.

A cada uma hora e meia ocorre um feminicídio (morte de mulher por questões de gênero).

Mais de 43 mil mulheres foram assassinadas nos últimos 10 anos.

O Brasil é o sétimo país sem classificação de assassinato de mulheres dentre 84 países. Os números são maiores do que os de todos os países árabes e africanos.

Estima-se que mais de 13 milhões e 500 mil brasileiras já sofreram algum tipo de agressão de um homem, sendo que 31% são mulheres ainda convivem com o agressor e 14% (700 mil) continuam a sofrer violências.

54% dos brasileiros conhecem uma vítima de violência doméstica, apenas 18,6% das mulheres afirmaram já ter sido vítima da violência. O medo ainda é o maior inibidor das denúncias de agressões contra as mulheres.

1 em cada 4 mulheres disse que já é sentiu controlada ou cerceada pelo parceiro: que ficava controlando aonde ela ia (15%); procura mensagens sem seu celular ou e-mail (12%); vigiava e perseguia (10%); uma impedia de sair (7%) ou já tinha rasgado / escondido seus documentos (2%).

O total de relatos de violência para a Central de Atendimento à Mulher no primeiro semestre de 2013, uma agressão foi presenciada pelos filhos em 64% dos casos. Em quase 19% eles também sofreram agressões.

O Espírito Santo é o estado brasileiro com os melhores taxa de feminismo (11,24 a cada 100 mil mulheres), seguido pela Bahia (9,08) e por Alagoas (8,84). O Nordeste é uma região com as piores taxas.

Há apenas 500 delegacias para atender mulheres agredidas em todo o Brasil.

2.000 homens são presos anualmente por agredirem suas parceiras.

À medida que as mulheres são mais agredidas; 71% apresentam um aumento de violência em seu cotidiano.

30% das mulheres acreditam que como leis do país não são capazes de proteger as mães da violência doméstica.

A violência física predomina, mas cresce o reconhecimento das agressões morais e psicológicas.

75% dos brasileiros acreditam que as agressões nunca são punidas.

Fonte:   Percepções dos homens sobre a violência doméstica contra uma mulher (Acesse o link e faça o download da pesquisa em pdf)

Depois de todos esses dados estatísticos não temos nada a comemorar e sim a questionar esse abuso que as mulheres sofrem cotidianamente.

Esses índices são alarmantes!

A lei Maria da Penha foi um grande avanço, mas ainda é pouco.

É necessário que se tenha uma proteção às mulheres vítimas de desrespeito e agressão.

Num país onde a misoginia ganha cada vez mais espaço, é necessário urgentemente que medidas sejam tomadas constantemente.

Decidi fazer essa pequena reflexão para abrir um pouco mais os nossos olhos. Afinal de contas devemos respeito ao ser humano de uma forma geral.

E a mulher principalmente. Que esse dia possa ser marcado por muita luta e amparo as mulheres que padecem vítimas do preconceito e da ignorância.

Até a próxima!

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AS MANIFESTAÇÕES DA SOMBRA COLETIVA

março 06, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments



“A sombra constitui um problema de ordem moral que desafia a personalidade do eu como um todo, pois ninguém é capaz de tomar consciência desta realidade sem dispender energias morais. Mas nesta tomada de consciência da sombra trata-se de reconhecer os aspectos obscuros da personalidade, tais como existem na realidade”.
Carl Gustav Jung

Já falei aqui sobre sombra coletiva há alguns anos, num artigo intitulado ESPIRITUALIDADE E SOMBRA COLETIVA – PLURALIDADE OU SINGULARIDADE?

Mas dessa vez vamos aprofundar mais um pouco esses questionamentos de forma mais concisa, que são de extrema relevância para todos nós, principalmente em relação a sociedade em que estamos inseridos.

Muitos pensam que sombra representa somente o lado dark, o lado negro da situação. Não, não é só isso.

A sombra é muito mais. É ela que nos coloca o pé no chão, que de certa forma nos traz para a realidade nua e crua que vivemos.

Gosto de frisar que sou um pesquisador da psicologia analítica e não um especialista, estou aqui para despertar em você que lê os artigos questionamentos essenciais para nosso convívio.

A sombra representa também a parte não vivida da personalidade, é por isso que é tão importante falar e falar quantas vezes forem necessárias sobre esse tema.

Acredito que a sombra coletiva é como se fosse um pântano.

E nesse pântano está escondido um tesouro, mas para acessá-lo é necessário entrar nesse terreno, é lá que está o tesouro que poderá nos salvar. A chave para nosso aprendizado.

Como bem disse Jung:

Tudo aquilo que não queremos ser é justamente aquilo que nos cura. O desprezível em si e nos outros, todo comportamento que abominamos, por mais paradoxo que seja, é a nossa salvação.

Aceitação – palavra-chave.

Mas cuidado, uma aceitação que requer um aprimoramento interpessoal e não uma mera aceitação por aceitar de braços cruzados.

Adaptar-se as circunstâncias de acordo com seus sentimentos e suas necessidades. Podemos de certa forma projetar o que sentimos no outro.

Projeção? Mas a projeção não é sempre ruim?

Nem sempre, segundo Marie-Louise Von Franz (pesquisadora, trabalhou com Carl Gustav Jung em suas pesquisas) a projeção em muitos momentos se faz necessária.

É através dela que poderemos estabelecer uma conexão com o mundo. A questão não é projetar, mas por quanto tempo mantemos a projeção sobre o outro, deu para compreender?

Um exemplo é Marilyn Monroe, segundo Von Franz:

Milhares, milhões de homens americanos projetaram seu feminino interior sobre Marilyn Monroe. Se um milhão de homens deixou suas projeções sobre ela, o mais provável era que Marilyn morresse (…)

Por isso que existe uma sombra arquetípica, e através dela podemos tecer comentários com a ajuda da mitologia e dos contos de fada. Mais adiante irei abordar sobre esse tema especificamente.

Devemos tornar a sombra consciente, pois é através dela que podemos florescer.

Lembra do texto que escrevi sobre a flor de lótus? Vale a pena conferir. Acesse aqui.

Pois muito bem, devemos acessar a imundície do nosso interior se quisermos florescer. Sempre! Afinal de contas devemos e merecemos encontrar o nosso melhor lado em qualquer circunstância.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

HALL, C. S.; NORDBY, VERNON, J – Introdução a Psicologia Analítica, Ed. Cultrix, São Paulo, 1972.

JUNG, C. G. Aion – Estudo sobre o simbolismo do si-mesmo. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 2011.

VON FRANZ, M. L. A sombra e o mal nos contos de fada. 3 ed. Paulus. São Paulo: 2002.

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