PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 3

fevereiro 29, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


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OS BRUTOS TAMBÉM AMAM? – FILOSOFANDO

fevereiro 29, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments





O anonimato do bem é muito mais intenso do que a exposição despudorada do mal.
Randerson Figueiredo

Olá leitor do blog Saber Jung, mais um encontro marcado nesta plataforma.

Ontem (28/02/2020) estava a conversar com meu avô sobre diversos assuntos, e dentre esses assuntos conversamos sobre nosso atual modo de viver, de comportamento enquanto ser humano.

E chegamos a uma conclusão um tanto quanto avassaladora.

Estamos embrutecidos como seres humanos.

É como se estivéssemos anestesiados sobre o que acontece ao nosso redor.

E meu avô disse:

- Filho, é como estivéssemos cada vez mais insensíveis diante de diversas situações que antes nos chocavam, mas que hoje não damos a mínima. Diante de tanta violência que nos circunda, de tantas situações degradantes e crimes horrendos. Acabamos por nos acostumar com a barbárie...

E ao analisar todas aquelas palavras e assertivas que meu avô acabara de falar, fiquei atônito e fui obrigado a concordar. E pensei: bem que essa nossa conversa poderia ser um bom texto de reflexão e filosofia.

E para asseverar todas essas indagações nada mais justo do que quantificar o texto com exemplos elucidativos que comprovem o que por ora estou a afirmar.

A começar por inúmeros programas policiais que praticamente fazem jorrar sangue da televisão, como posso dizer... Apagam fogo com gasolina.

Mas aí você pode dizer, ora mas o ser humano tem tendência a maldade. Disso eu bem sei, mas não é porque muita gente tem o espírito de vampiro, adoradores de sangue alheio, diga-se de passagem que o circo ficará armado, não é verdade?

A assertiva do meu avô é certa e firme como uma rocha: estamos cada vez mais insensíveis sim!

A miséria alheia, a dor do outro, não temos mais misericórdia... Isso é grave e cruel. Refugiamo-nos com um dar de ombros ao dizer: mas não foi comigo, o que posso fazer?

Sei que a realidade é essa, e ela é dura e avassaladora, mas cabe a cada um transformá-la em algo melhor, ter o mínimo de sensibilidade e altruísmo conosco e com o outro, ter cuidado e zelo não custa nada.

E meu avô completou:

- Filho, também tem outra coisa, como podemos agir de acordo com o Santo Evangelho nos propõe com o irmão? Vivemos assustados e com medo de tudo e de todos. Há muito tempo não conseguimos agir como o Evangelho assim nos ensina, pois o clima de insegurança é massacrante. Vivemos presos em nós mesmos.

Lembrei-me automaticamente da passagem do bom samaritano, a qual até já comentei aqui em outra oportunidade, bem alusiva ao que estamos falando.

Mais uma vez concordei com meu avô e completei:

- Realmente vô a realidade nos impõe medo e tristezas sem fim. E cada um de nós pode ser uma vítima em potencial de todo esse mau que está dentro de cada um de nós, assim como a bondade.

- Mas uma coisa também é certa a bondade é anônima, por isso que não temos capacidade de avaliar o bem e o mal numa escala global, porque a bondade age em surdina, filho, a maldade é explícita e escancarada, logo percebemos sua ação. Ela necessita de aplausos.

E ao observar tamanha desenvoltura no vernáculo do meu avô pude observar o quão estamos longe de atingir uma melhoria na esfera espiritual, pois acredito que ainda estamos no abecedário no quesito fraternidade, no quesito amor mesmo.

O que parece é como sentíssemos prazer com a tragédia alheia.

E assim finalizo o texto de hoje com uma indagação: será que os brutos também amam?

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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 2

fevereiro 21, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


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DE OLHOS BEM FECHADOS – ANÁLISE DE FILME

fevereiro 21, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


Hoje vamos de análise de filme com a película De olhos bem fechados do diretor Stanley Kubrick.

Na abertura de De Olhos Bem Fechados, enquanto uma despida Nicole Kidman se arruma elegantemente para ir a uma festa ao lado de um charmoso Tom Cruise, ouvimos o alegre instrumental de Dmitri Shostakovitch, Valsa 2, enquanto aqueles dois personagens se vestem de maneira apropriada para o evento ao qual estão se encaminhando.

Pouco antes de o casal deixar o recinto, a música é interrompida, e neste momento, sem nenhum tipo de artifício e tendo como mérito apenas suas simples imagens, Stanley Kubrick nos deixa claro que a partir dali, aquelas aparências serão apenas a capa para uma sucessão de momentos onde o verdadeiro eu daquelas figuras será dissecado.

Porque De Olhos Bem Fechados é exatamente sobre isto: a desconstrução das aparências. E nessa desconstrução é inevitável virar o rosto com certa ojeriza, pois reflete alguns de nossos comportamentos. Preferimos muitas vezes não encarar a verdade.

A meu ver, De olhos bem fechados, é um filme de horror, sim. Mas um horror que se encontra dentro do próprio ser humano. Com suas angústias, traições e segredos obscuros. E claro também dentro da sociedade que nos cerca.

Baseado no conto Traumnovelle, de Arthur Schnitzler, Kubrick troca o cenário de Viena da obra original por uma sombria Nova Iorque, onde acompanharemos as desventuras do casal, especialmente as do Dr. William Harford (Cruise), que após uma ligação de um de seus pacientes, caminha pelas ruas da cidade e se vê frente a frente com diversas realidades surreais e perturbadoras.

Meu objetivo não é dissecar o filme, mas dar um gostinho de querer assisti-lo, como sempre, claro.

É um filme de horror mergulhando em verdades perturbadoras, levando o espectador a entrar numa espécie de transe durante as duas horas e meia de projeção. Sentimo-nos desconfortáveis e incomodados, mas apenas porque Kubrick nos obriga a encarar o nosso próprio eu em tela, aquele eu escondido e adormecido em meio às aparências.

Muitos arquétipos da análise de Jung estão presentes na película.

Uma delas muito evidente é a persona. E esse arquétipo fica muito evidente em algumas cenas do filme. Fica muito claro, explícito até.

O filme em si mostra o nosso despreparo em lidar com a realidade que nos cerca, queremos a todo o momento fugir da realidade através de sonhos ou até mesmo pesadelos.

Decidimos muitas vezes viver aprisionados dentro das convenções propostas pela sociedade.

Uma curiosidade é que Kubrick morreu cinco dias depois de entregar o corte final do filme à produtora. Stanley Kubrick encerrou sua carreira com um dos mais brilhantes filmes de horror já feitos sobre um dos muitos lados obscuros do ser humano.

Até a próxima. 

Trailer 



Ficha Técnica



De Olhos Bem Fechados (Eyes Wide Shut, EUA/Reino Unido, 1999)
Roteiro: Stanley Kubrick, baseado em romance de Arthur Schnitzler
Direção: Stanley Kubrick
Elenco: Tom Cruise, Nicole Kidman, Sidney Pollack, Leelee Sobieski, Alan Cumming, Todd Field, Vinessa Shaw, Christiane Kubrick
Duração: 159 min.

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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 1

fevereiro 14, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


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FRASES E PENSAMENTOS ESCOLHIDOS

fevereiro 14, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments



A partir de hoje vou selecionar os melhores pensamentos de minha coleção de frases do site Pensador e postar aqui no blog Saber Jung.

Tenho uma coleção de mais de 600 pensamentos e selecionei 10% deles, somente os melhores irão constar na lista e estarão numerados de 1 a 60.

Espero que apreciem a novidade. Mais uma série estará presente no blog: Pensamentos Escolhidos.

Até a próxima.

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A PSIQUE NA ANTIGUIDADE VOLUME I – DE TALES A PLOTINO – EDWARD F. EDINGER

fevereiro 13, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments







Olá, leitor do blog Saber Jung!

Sei que ando um pouco-muito ausente aqui do blog, mas prometo que vou tentar recuperar o tempo que andei meio distante, mas sempre à  procura de novos desafios e leituras.

Pois muito bem, o tema de hoje será a série Boa Leitura que algum tempo não vem sendo abordada por esta plataforma.

O autor da obra A psique na antiguidade – volume I – de Tales a Plotino é um velho conhecido nosso, chamado Edward F. Edinger, sempre que posso cito-o por aqui.

O livro é uma maravilha, primeiro porque além de apresentar os filósofos de forma filosófica vamos por assim dizer (sei que ficou redundante), de forma mais usual, ele os apresenta numa esfera psicológica.

É justamente o grande barato do livro, apresentar os filósofos num viés da psicologia, apresenta também algumas curiosidades e pormenores filosóficos.

Particularmente gosto muito desse autor, ele é bem didático. O que acaba por facilitar muito a nossa vida não é verdade? Vou passar a indicar mais livros dele, um que lembro de ter indicado foi Anatomia da Psique, também excelente.

Eu adquiri o livro num sebo aqui em Fortaleza por um preço camarada, camaradíssimo na realidade. Em ótimo estado de conservação. Praticamente novo.

Se puder, você que se interessou por essa obra, ir até um sebo mais próximo eu aconselho. Nada de ficar gastando muito dinheiro com livros que você pode perfeitamente adquirir de forma mais econômica e em bom estado de conservação.

E digo mais, ir a sebos é uma forma de fazer a economia dos pequenos girar também, afinal encontramos cada raridade nesses maravilhosos locais...

Então é isso, a indicação de hoje é mais uma obra do famoso analista junguiano Edward Edinger, além de se informar filosoficamente a instrução psicológica ficará também garantida.

Em breve outras obras serão analisadas, não só de psicologia, mas também da literatura mundial.

Até a próxima.

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