O PODER DAS MÃOS.

agosto 23, 2013 Randerson Figueiredo 0 Comments



Hoje o texto é comemorativo, cheguei a marca de 50 textos escritos, e para comemorar essa pequena grande marca escrevo sobre o poder das mãos.

Essa semana lendo um artigo científico em uma revista especializada, fiquei muito impressionado com o poder de nossas mãos.

Quando li a obra A Pré-história da mente de Steven Mithen na faculdade pude observar uma relação do artigo que li com o que o autor do livro quis transmitir com sua pesquisa. 

No livro, ele descreve a evolução dos hominídeos com uma grande diferença em relação aos outros animais, a nossa postura, lançando como pano de fundo uma grande peça de teatro em cada capítulo.

O livro é bem interessante mas um pouco repetitivo; voltando ao assunto da revista, o poder das mãos consiste exatamente em usá-las. Mas não somente isso.

O uso das mãos expande o desempenho de nossos neurônios, e foi exatamente isso que resultou na diferenciação dos outros animais, a forma como utilizamos nossas mãos. Principalmente com a prática da agricultura.

Existe uma prática que é chamada de Toque Terapêutico e é utilizado com base nos conhecimentos da física quântica, comprovada cientificamente essa técnica tem ajudado inúmeras pessoas com diversas patologias.

Não vou muito longe, o próprio espiritismo utiliza a técnica de imposição das mãos, chamado passe, na qual transmite energias fluídicas a quem necessita.

São as mãos que embalam o bebê, que prepara a comida, que muda um objeto de lugar para o outro, que ajuda a dar à luz, que segura o caixão, que borda uma bela toalha de mesa...

Já aqui no Brasil, parece-me que os pés são mais utilizados, digo isso em relação ao esporte mais querido pela maioria das pessoas: o futebol.

Basta observar que em outros países o futebol é preterido, mas não aqui, aqui é uma verdadeira unanimidade.

Em outros países pratica-se: tênis de mesa, tênis, golfe, cricket, polo, water-polo, baseball, futebol americano, basquete, até campeonato de sinuca...

Acredito que também deva ser por isso que não sejamos tão desenvolvidos intelectualmente comparando a outros países, porque só pensamos em futebol, onde o juízo está nos pés e não na cabeça. 

Até a próxima,

Randerson Figueiredo.

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A CORDA BAMBA DA VIDA

agosto 19, 2013 Randerson Figueiredo 0 Comments




Não é de se espantar que podemos constatar que vivenciamos em uma verdadeira corda bamba constante. A corda bamba no tratamento com o outro.

Já falei neste espaço, ou melhor, mais precisamente no blog Jung na Veia sobre vários aspectos da persona, sobre sombra coletiva, inconsciente coletivo, anima e animus, enfim, sobre as circunstâncias nas quais estamos inseridos psicologicamente.

Mais do que isso, tentamos a todo o momento a necessidade de nos equilibrarmos na corda bamba da vida. Aglutinar todos esses elementos em um só para nos oferecer um equilíbrio vital, essencial à vida.

É sabido que algumas pessoas são mais sensíveis e mais suscetíveis que outras em muitas questões. Resta saber em que ponto sobressaltou o direito do outro.

Tem uma frase muito interessante que exemplifica o que estou querendo dizer: “10% dos conflitos são causados por diferença de opinião e 90% é devido ao tom de voz errado”.

Esse era o ponto que queria chegar, pois o tom de voz como dito na frase acima diz muito sobre como tratamos o outro. Sendo ou não sensível essa prática revela como de fato não só como o interlocutor se comporta como também a outra parte.

E esse comportamento se revela como uma prática sadista, isso mesmo, sadista. Porque revela a maldade que está inserida em um (não tão) simples tom de voz.

A entonação nos dá dicas de como está a sua vida, por isso é tão importante preservá-la e dedicar o bom uso para exercitá-la.

A correria da vida é tamanha que não há espaço para longas explicações quando se é traído pela língua, nesse mundo de redes sociais a vida torna-se oscilante a todo o momento e requer um cuidado redobrado quando o assunto é o tratamento com alguém.

E muitas vezes nem somos acachapados por doses dilacerantes de veneno com o tom de voz, mas a nossa hipersensibilidade faz com que pareçamos ingênuos, e percamos a chance de ir mais além com alguém que poderia sanar nossas dúvidas mais inquietantes.

A ultra sensibilidade das pessoas hoje acredito que seja devido ao grande período em que ficam reclusas nos seus computadores e não possuem espaço para o diálogo sincero.

Adoram bradar tudo que acreditam via internet, mas ao vivo os argumentos desaparecem como rastilho de pólvora. Por que isso acontece?

Ora, as redes sociais funcionam como uma espécie de escudo protetor capaz de frear os lances mais arredios e expandir a sua risada escandalosa como disse Ivan Lins.

Tudo isso contribuiu para que tenhamos pessoas mais tristes, acabrunhadas, e menos desenvoltas com as relações interpessoais, com a esperança de mostrar, de exibir o seu mundinho feliz ao seu suposto amigo que você conheceu ontem, no domingo à tarde, no churrasco na casa do vizinho.

Mas o que isso tem haver com o tom de voz? Tudo. Com o desenrolar da tecnologia, as pessoas não possuem mais altivez consigo mesmas, o tom de voz é baixinho, quase inaudível, quanto mais com os outros. Tornamo-nos reféns das nossas próprias conjecturas.


Cada vez mais está a se perder o amor próprio por uma curtida ou por um compartilhamento, e isso é grave. E o verdadeiro tom de voz está em se determinar qual será o tom da vida.

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NÃO SOMOS NADA!

agosto 06, 2013 Randerson Figueiredo 0 Comments




A velha e tão atual máxima socrática “só sei que nada sei” nos faz pensar sobre algumas circunstâncias da vida a respeito de como nos sentimos superiores por possuirmos um cargo, uma formação acadêmica ou até mesmo um carro de luxo.

A questão é que chego à conclusão de que não somos nada. Argumentar sem meias palavras que sou isso ou aquilo só faz atestar mais ainda que o indivíduo não condiz com a realidade.

E afinal de contas, o que somos?

Chegar à conclusão de que não somos nada nos leva a uma grande reflexão: já que não sou nada devo seguir minha vida adiante com o objetivo de ser alguém, de ser algo.

Aí está a chave para libertar o segredo. Acreditar nesta ação nos projeta a nos tornarmos mais humanos, mais compenetrados, com força de vontade, com determinação para aprender e reaprender.

Aprender que a aprendizagem é para o resto da vida, e que não devemos achar que já sabemos o bastante, pois vale lembrar a máxima do início do texto: só sei que nada sei.

Sócrates, este sim, foi um grande sábio, pois admitia sua ignorância diante dos que alardeavam certo grau de conhecimento, pois queriam intimidá-lo.

A dominação do ego não é uma tarefa fácil, pelo contrário, é como andar em um pântano, corre-se o risco de sermos atacados por algum bicho que está à espreita para dar o bote.

Já o inconsciente coletivo se encarrega de fazer o resto, de responder e corresponder às nossas ações mais sorrateiras, já que boa parte de nossas ações é comandada pelo inconsciente.

Como bem disse Carl Jung em um de seus inúmeros escritos: "Tenho visto as pessoas tornarem-se frequentemente neuróticas quando se contentam com respostas erradas ou inadequadas para as questões da vida. 

Elas buscam posição, casamento, reputação, sucesso externo ou dinheiro, e continuam infelizes e neuróticas mesmo depois de terem alcançado aquilo que tinham buscado. Essas pessoas encontram-se em geral confinadas a horizontes espirituais muito limitados. 

Sua vida não tem conteúdo ou significado suficientes. Se têm condições para ampliar e desenvolver personalidades mais abrangentes sua neurose costuma desaparecer."

Devemos trocar o “eu sou” pelo “eu possuo/eu conquistei” tal coisa, situação financeira, conhecimento, status quo. E ter certeza daquilo que possui e não daquilo que somos, pois somos ilimitados, fisicamente e espiritualmente falando.


Afinal de contas, serei bem sincero: quem vive “se achando” acaba no fim se perdendo.

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MASCULINO X FEMININO - ANIMA E ANIMUS

agosto 02, 2013 Randerson Figueiredo 5 Comments



É certo que existe um lado feminino dentro de cada homem e que o mesmo se aplica a mulher, um lado masculino. O que não é certo é como esses lados são mesclados e como agem de acordo em cada situação.

Não me refiro aqui a questão da homossexualidade, não, não se trata disso. Refiro-me a uma questão mais transpessoal, mais subjetiva e inquietante em ambos os lados.

Hoje percebo que há uma certa feminilização do homem e uma masculinização da mulher. O inconsciente do homem encontra expressão como uma personalidade interior feminina: a Ânima.

No inconsciente da mulher, esse aspecto é expresso como uma personalidade interna masculina: o Ânimus. Que de uns tempos para cá vem se mostrando cada vez mais aguerrida.

A força intrínseca que move este universo, está na mulher e não no homem. Coloca-se à prova sempre a constatação de que o homem é o ser vital que encabeça a raça humana.

Sabemos hoje que isso é um arquétipo, segundo a nomenclatura definida por Jung, e que esse arquétipo está prestes a ruir, se é que já não ruiu definitivamente.

Por participarmos de uma sociedade ainda patriarcal e machista, o homem teve que se soerguer a uma infinidade de argumentos para tentar provar que ele é o mais forte.

Esse argumento é uma falácia. Haja vista que a mulher já ofereceu inúmeras provas que é largamente mais forte principalmente emocionalmente que o homem.

Primeiro porque já na gestação é mais provável que nasça uma mulher do que um homem, isso já foi comprovado cientificamente; segundo que estamos nas mãos delas, porque? Bem, se a mulher não sofrer a dor do parto, se optar só por cesariana a raça humana corre o risco de extinção.

E terceiro, ela possui o verdadeiro eu masculino dentro dela, por isso torna-se uma super mulher. Não, não estou aqui para fazer uma defesa arbitrária a respeito da mulher, mas para comprovar evidências de que tudo isso é verdade.

Para ficar mais claro observe: podemos definir algumas características ânimus como ser ativo, rígido, cobrador, ligado à razão, à lógica, usar mais o amor condicional, buscar o conflito, a agressividade e a destruição.

Já a personalidade ânima é passiva, flexível, tolerante, ligada ao sentimento, à intuição, usa mais o amor incondicional, evita o conflito, é protetora do mundo afetivo e ligada à criação.

Claro que, só para reforçar a ideia, não são os homens personalidades ânimus e as mulheres ânima. Em cada um interagem aspectos de ambos os pólos, havendo predominância de um sobre o outro.

Por isso, cada um de nós precisa estar atento à parte que nos falta a alcançar, percebendo no outro, não um alvo às nossas críticas, mas um espelho que nos sirva de referencial de auto-observação.

Ao estabelecer uma relação conjugal, homens e mulheres se associam com personalidades que lhes são diferentes e ao mesmo tempo lhes completam.

Integrar o que há de bom no outro como um conteúdo pessoal é ampliar o patrimônio próprio de conteúdos psíquicos e tornar-se mais próximo da individuação.


Nós homens precisamos aprender e apreender o lado bom de ânima, e as mulheres o lado bom de ânimus. Assim acredito em uma sociedade no futuro mais ânima, mais tolerante, mais flexível... Criando valores frutíferos, enfim, um mundo melhor para se viver.

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