A SANGRIA DOS ESTUPRADORES

maio 27, 2013 Randerson Figueiredo 0 Comments




Já se tornou corriqueiro a investida de homens em mulheres da forma mais cruel possível: o estupro.

Acabei de assistir ao telejornal e fiquei espantado em saber que só na grande São Paulo o número de estupros aumentou 26%. Isso é um absurdo! Essa é uma das formas de abuso mais cruéis que se pode imaginar.

Sem contar que muitas vezes a vítima não delata o estuprador com medo de represálias, pois muitas conhecem quem praticou o ato. E sem contar também com os índices alarmantes em outros estados por aí afora.

Dia desses uma psicóloga foi vítima da ação de um desses covardes "brutos aliciadores" que estão à solta por aí. O carro apresentou problema na estrada e apareceu um sujeito pronto para trocar o óleo... Que maravilha! Desgraça feita.

O que mais me causa indignação também é o fato de ainda aparecer advogado, ou melhor, ADEVOGADO pronto para defender um sujeito como esse.

Porque se pararmos pra pensar na crueldade da situação iremos notar que muitas vezes não se trata de patologia psicológica do indivíduo em questão, mas sim da própria natureza turva em que ele se apresenta.

Já escrevi neste espaço várias vezes, e em uma destas oportunidades escrevi sobre a sombra coletiva, e mais uma vez me remeto a ela.

Sinceramente penso o que leva uma pessoa a cometer um ato medonho como esse. A que proporção chega o ato de selvageria animalesca com uma mulher que se mostra indefesa? 

Sei que fazendo uma análise histórica, no século XVI, o crime de estupro passou a
ser visto como de violência sexual, encarada, por sua vez, como roubo da castidade e da virtude. Entretanto, pelo fato de esposas e filhas serem vistas perante a lei como propriedade patriarcal, a prática dos tribunais continuou a tratar o estupro como um crime a ser resolvido entre os homens.

A violência contra a mulher é uma violência masculina que se exerce contra as mulheres pela necessidade dos homens de controlá-las e de exercer sobre elas o
seu poder.

Portanto voltando ao assunto de sombra coletiva, chego a dizer que muitos dos casos são compatíveis com essa abordagem definida por Carl Jung.

O lado negativo da força remete a uma ação calculada, premeditada e articulada da melhor maneira possível por parte do indivíduo que planeja toda a ação, fazendo com que a mulher se torne a parte vulnerável da história. A demonstração de fato do poder de gênero!

"Como a arma básica de força contra as mulheres, o estupro, uma prerrogativa masculina, é menos um crime sexual do que uma chantagem de proteção; é um crime político, o meio definitivo de os homens manterem as mulheres subordinadas como o segundo sexo". (Brownmille,1975, p.15).

E não adianta afirmar que a mulher de hoje é vulgar, vulnerável, promíscua e uma série de adjetivos, pois nenhum deles legitima esta ação obscura que um ser humano pode tomar.

A mulher pode andar até sem nenhum traje na sua frente que não temos o direito de usufruir da sua dignidade de forma violenta sem a sua permissão, quem pensa o contrário está agindo também em comum acordo como a mente de um estuprador.

Até a próxima,

Randerson Figueiredo.

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BONDADE E MALDADE: UMA FACE DA MESMA MOEDA

maio 06, 2013 Randerson Figueiredo 0 Comments





Será que somos criaturas plenas para alcançar a elevação espiritual de Jesus? Essa pergunta é fácil de responder não é? Óbvio que não.

Mas se tentarmos, tropeçaremos em muitos obstáculos até conseguir satisfazer os desígnios do Pai celeste, o que todos nós sabemos que não é uma tarefa fácil.

Quando Buda disse que deveríamos nos abster das coisas materiais para alcançar a elevação espiritual desejada, o Nirvana, ele foi um tremendo de um canalha. Eu explico por que.

Como pode um homem que já possuiu tudo nessa vida dizer algo desse tipo? Sim, ele era rico. Então é muito fácil lançar uma tese de sacrifício perfeito nessas condições.

É nessa seara que entra o questionamento de bondade e maldade que para mim fazem parte do mesmo lado da moeda, cada uma ocupa o mesmo lado, juntinhas, coladinhas.

Pois a bondade não é sinônimo de merecimento eterno. Você achava que era? A bondade é uma obrigação ímpar em nossa jornada, mas agora cuidado com as trapaças sorrateiras da vida.

E quanto à maldade, bem, a maldade como mencionei anda colada com a bondade, pois o que pode ser bom para você pode ser péssimo para mim.

Essa dualidade é deveras preocupante. Muitas pessoas acreditam até hoje que existem pessoas completamente boas e más, isso é um verdadeiro despautério.

Se isso fosse verdade, todos os presidiários estariam mofando na cadeia até hoje, o que não ocorre, justamente porque temos a capacidade de nos redimir de nossas más inclinações.   

Na verdade vou ser bem sincero com você que está lendo este texto, acredito que estamos aqui para passar por um processo de depuração espiritual.

Processo esse que envolve uma série de situações no decorrer da vida. E que existem pessoas que sentem prazer em fazer o bem de uma forma mais direta e outras tantas para fazer um trabalho sujo com mais intensidade, mas nada as impede dessas pessoas um dia trocarem de posição.

Não vou entrar aqui no âmbito religioso sobre Deus e demônio, porque não é necessário, mas quando cito a espiritualidade falo nesse sentido mais global, ao dizer que a bondade e a maldade não são antíteses, pelo contrário, mais uma vez ratifico meu pensamento: os dois elementos se completam!

Sempre desconfiei de quem é bonzinho demais, excessivamente fofinho (kkkk), que faz tudo para agradar aos outros, bajuladores, enfim, pessoas sacais que não possuem um quê de veneno. Ser bom por completo é possível? NÃO! Graças a Deus que não.

O que seria da bondade se não fosse à maldade? Vou encerrar com uma frase de Nietzsche que resume bem o que eu quis expressar nesse texto:
“Há uma exuberância na bondade que parece ser maldade”.

Até a próxima.

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