O GRANDE DITADOR – ANÁLISE DE FILME

março 29, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments



Hoje a análise de filme será com o estupendo filme O grande ditador do grande Charlie Spencer Chaplin. Quero neste espaço agradecer publicamente ao meu avô por ter me apresentado a este gênio do cinema, pois desde criança que assisto aos filmes de Chaplin. 

Já assisti a esse filme inúmeras vezes, tenho a coleção completa dos filmes do Chaplin, e vez ou outra assisto as suas brilhantes interpretações que marcaram a história do cinema.

A meu ver sem querer desmerecer outros trabalhos desse gênio de codinome Chaplin, é a sua obra-prima. Primeiro, porque era a transição do cinema mudo pro falado e segundo que foi de uma sutileza e tremenda coragem enfrentar o maior ditador da época que era o Hitler.

Na sua autobiografia, que eu também tenho e rara por assim dizer, ele disse que faria o filme para se vingar de quem o tinha roubado o bigode. Sim, Hitler tinha vamos dizer assim havia se “inspirado” em Charlie Chaplin para fazer o seu conhecido bigode.

Mas polêmicas à parte...

O filme nos mostra a importância da democracia, a democracia seria o ideal de liberdade, de diversidade, de livre expressão, de luta pelos direitos, de valorização de espaço público.

É interessante esse contexto histórico do filme para refletir sobre as diferenças do regime totalitarista existente na época para o que seria uma democracia. Pensar também que tipo de democracia é essa que temos vivido atualmente.

O filme sem sombra de dúvidas é um manifesto de liberdade.

E o discurso final é o ponto alto da película.

A crítica de Chaplin chegou ao mundo do cinema, quando em seu discurso invoca a liberdade e a igualdade entre “negros, judeu, gentio e branco.”

Chaplin roga para que passemos a usar as virtudes que nos tornam humanos e não apenas as máquinas criadas com grande tecnologia, pois se necessita nesse mundo de mais “afeição e doçura.”

E é com a frase de Charlie Chaplin que encerro esse texto, em um pedido para todos, soldados nessa luta que todos lutamos, que nos diferencia dos incautos e nos proporciona a voz:

Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!

Sinopse do filme:

Adenoid Hynkel (Charlie Chaplin) assume o governo de Tomainia. Ele acredita em uma nação puramente ariana e passa a discriminar os judeus locais. Esta situação é desconhecida por um barbeiro judeu (Charlie Chaplin), que está hospitalizado devido à participação em uma batalha na 1ª Guerra Mundial. Ele recebe alta, mesmo sofrendo de amnésia sobre o que aconteceu na guerra. Por ser judeu, passa a ser perseguido e precisa viver no gueto. Lá conhece a lavadora Hannah (Paulette Goddard), por quem se apaixona. A vida dos judeus é monitorizada pela guarda de Hynkel, que tem planos de dominar o mundo. Seu próximo passo é invadir Osterlich, um país vizinho, e para tanto negocia um acordo com Benzino Napaloni (Jack Oakie), ditador da Bacteria.

Eis o discurso completo:

Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!
Charlie Chaplin – 1940

Curiosidades, bastidores, novidades, e até segredos escondidos de "O Grande Ditador" e da sua filmagem! – Retirados do site Adorocinema:

Vários

- Charlie Chaplin teve a ideia de O Grande Ditador quando Alexander Korda, seu amigo, reparou na semelhança física existente entre Carlitos e Adolf Hitler. Posteriormente Chaplin descobriu que ele e Hitler tinham nascido com apenas uma semana de diferença, tinham a mesma altura e peso e ainda nasceram na pobreza e depois ascenderam. Chaplin resolveu usar esta semelhança para atacar Hitler quando soube da política de opressão racial que o governante estava implementando na Alemanha;

- A produção teve início em 1937, quando ainda não estava claro que o nazismo era uma ameaça real. Em 1940, quando foi lançado, não havia mais esta dúvida;

- Quando Chaplin anunciou a produção de O Grande Ditador a Inglaterra logo divulgou que iria banir o filme de suas salas de cinema. Na época o país buscava uma conciliação com o governo nazista. Na época em que o filme foi lançado a situação tinha mudando drasticamente, já que a Inglaterra e a Alemanha estavam em guerra. O filme foi então usado como veículo de propaganda anti-nazista;

- Quando soube que alguns executivos de estúdios queriam convencer Chaplin a desistir do filme, o presidente dos Estados Unidos Franklin Delano Roosevelt enviou um representante, Harry Hopkins, para encorajá-lo a fazer o filme;

- Originalmente se chamaria The Dictator, mas a Paramount Pictures notificou Chaplin de que detinha a posse deste título devido a um livro de Richard Harding Davies, cujos direitos de adaptação para o cinema foram adquiridos pelo estúdio. A Paramount informou que cobraria US$ 25 mil caso o título não fosse alterado. Foi quando Chaplin resolveu alterá-lo para The Great Dictator;

- Foi inteiramente financiado por Charlie Chaplin e tornou-se seu maior sucesso de bilheteria;

- A produção durou 539 dias;

- É o último filme em que Charlie Chaplin usa as vestimentas de Carlitos;

- É o 1º filme de Chaplin desde Behind the Screen (1916) em que interpreta um personagem identificado por um nome;

- Segundo documentários da época, Charlie Chaplin ficou cada vez mais desconfortável para interpretar Hitler à medida que tomava conhecimento de seus atos na Europa;

- Chaplin declarou que vestir as roupas de Hynkel fazia com que ele automaticamente ficasse mais agressivo;

- A cena em que Chaplin brinca com um globo representando o planeta foi criada em 1928, para um vídeo caseiro feito pelo ator;

- A invasão da França por parte dos alemães inspirou Charlie Chaplin a incluir o famoso discurso final de O Grande Ditador;

- Chaplin pisca menos de dez vezes durante todo o discurso final, que dura cinco minutos;

- A personagem de Paulette Goddard, Hannah, recebeu este nome em homenagem à mãe de Chaplin;

- Durante as filmagens o relacionamento entre Charlie Chaplin e Paulette Goddard foi se deteriorando cada vez mais. Em 1942 ele chegou a apresentá-la como sua esposa em um evento realizado em Nova York, mas meses depois já estavam divorciados;

- Todas as supostas falas em alemão foram improvisadas;

- A linguagem usada nos sinais, pôsters e no gueto judeu é o esperanto, criado em 1887 por L.L. Zamenhof;

- Charlie Chaplin perdeu bastante tempo tentando simular o som do motor de um avião, usando vários métodos. Um dos técnicos de som resolveu o problema simplesmente indo a um aeroporto e gravando o som desejado;

- Nos créditos finais pode ser lido "qualquer semelhança com o ditador Hynkel e o barbeiro judeu são puramente incidentais";

- Jack Oakie certa vez declarou ter feito centenas de filmes, mas que as pessoas apenas o reconheciam pelo personagem Napaloni de O Grande Ditador;

- O ator Douglas Fairbanks visitou os sets de filmagens em 1939 e riu sem parar de uma cena que estava sendo rodada. Esta foi a última vez que Chaplin o viu, já que Fairbanks faleceu uma semana depois;

- Lançado 13 anos após o fim da era muda no cinema, é o primeiro filme inteiramente falado e sonorizado feito por Charlie Chaplin;

- A première mundial de O Grande Ditador ocorreu em dois cinemas de Nova York, Astor e Capitol, em 15 de outubro de 1940. Foi um grande evento de gala, no qual compareceram, entre outros, Franklin D. Roosevelt, H.G. Wells, Alfred E. Smith, Charles Laughton, Elsa Lanchester, Constance Collier, James A. Farley e Fannie Hurst. Chaplin e Paulette Goddard compareceram em ambos os cinemas;

- Após o término da 2ª Guerra Mundial, quando os horrores do nazismo foram divulgados, Chaplin declarou que, se tivesse conhecimento do ocorrido antes, jamais teria feito graça baseado em tamanha insanidade homicida;

- Não é a primeira sátira anti-nazista feita no cinema. Nove meses antes os Três Patetas lançaram You Nazty Spy! (1940), que detém este feito;

- Adolf Hitler baniu O Grande Ditador da Alemanha e de todos os países que estavam sob seu controle. Entretanto, por curiosidade mandou vir de Portugal uma cópia do filme, para que pudesse assisti-lo. Não se sabe qual foi sua reação após vê-lo;

- Um grupo de resistência dos Balcãs conseguiu uma cópia de O Grande Ditador vinda da Grécia, durante a 2ª Guerra Mundial. O filme foi exibido em um cinema militar alemão, em substituição à uma comédia, sem que o público soubesse. Quando se deram conta do filme que estavam assistindo, parte dos soldados alemães disparou em direção à tela e outra simplesmente deixou o local;

- O Grande Ditador foi banido na Espanha até a morte do ditador Francisco Franco, em 1975;

- Na Itália todas as cenas em que a esposa de Napaloni é vista foram cortadas, em respeito à viúva de Benito Mussolini, Rachele. A versão completa apenas pôde ser exibida em 2002;

- O general Dwight D. Eisenhower pediu cópias dubladas em francês de O Grande Ditador, para exibi-las na França após a vitória dos aliados sobre Hitler;

- Charlie Chaplin aceitou o convite para repetir, no rádio, o famoso discurso final de O Grande Ditador;

- O Grande Ditador foi indicado em cinco categorias no Oscar, mas perdeu em todas. Esta foi a primeira premiação em que os vencedores foram mantidos em sigilo até a divulgação na cerimônia;

- Seu orçamento foi de US$ 2 milhões.

OSCAR 1941
Indicações
Melhor Filme
Melhor Ator - Charlie Chaplin
Melhor Ator Coadjuvante - Jack Oakie
Melhor Roteiro Original
Melhor Trilha Sonora

A cena antológica com o globo terrestre que abre esta postagem.


Ficha Técnica

Data de lançamento: 1940
Duração: 2h 05min
Gênero: Comédia
Direção: Charlie Chaplin
Elenco: Charlie Chaplin, Jack Oakie, Paulette Goddard
Nacionalidade: EUA

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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 11

março 29, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


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O ISLÃ – KAREN ARMSTRONG | BOA LEITURA

março 28, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments



Hoje trago a série Boa Leitura para abrilhantar o blog.

E o livro que será indicado hoje será O Islã da escritora e ex-freira britânica Karen Armstrong, que a meu ver é uma das principais estudiosas do mundo em matéria de religião.

Bem, como já deu para perceber não ofereço somente indicações no que tange à psicologia, mas sobre um pouco de tudo e de tudo um pouco.

Se for um bom livro, pode ter certeza que irei indicar.

Um pouco sobre a obra...

O livro é um apanhado geral sobre o islamismo e seu surgimento com o profeta Maomé, quando ainda pertencia a tribo dos coraixitas, tribo de comerciantes.

Teve uma revelação através do anjo Gabriel, que mais uma vez se faz presente dentro do mistério das religiões, e recitou dessa forma o Alcorão. O livro é muito profundo em diversos aspectos.

Não vou ficar aqui contando sobre o livro e dar uma de estraga prazeres, mas vale muito a pena adquirir a obra, seja ele novo ou não, contato que esteja em bom estado de conservação, pois ele tem mapas e gráficos interessantíssimos.

Se você é um daqueles que gosta de estudar religiões assim como eu, vale muito a pena adquirir essa obra. E sem contar que você irá estudar por dados confiáveis, pois a Karen Armstrong é a maior, a the best of the best.

É importante dizer que o livro é de 2002 e fala claro do dia 11 de setembro de 2001.

E outra coisa que já ia me esquecendo: o livro é repleto de curiosidades e dados importantes sobre uma das maiores religiões do mundo, com 14 séculos de existência.

Acredito que você não vai mais encontrar esse livro dando sopa por aí assim tão fácil, mas pode encontrar em algum sebo da sua cidade, ou até mesmo no site Estante Virtual.

Então é isso, encerro o Boa Leitura de hoje com essa indicação: O Islã da escritora britânica Karen Armstrong.

Desejo por fim uma Boa Leitura.

Dados técnicos do livro:

título: O ISLÃ
isbn: 9788573024210
idioma: Português
encadernação: Brochura
formato: 14 x 21
páginas: 272
ano de edição: 2002
edição: 1ª

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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 10

março 26, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


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TODO PODEROSO – ANÁLISE DE FILME

março 25, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


Olá distinto leitor do blog Saber Jung, hoje venho com a análise de filme da película Todo Poderoso, estrelada por Jim Carrey e conta também no elenco com Morgan Freeman e Jennifer Aniston.

Mais do que um filme de sessão da tarde ou até mesmo de qualquer outro programa que possa vir a passar na programação de alguma emissora, o filme nos apresenta muitas lições.

Bruce Nolan é um jornalista que vive insatisfeito com sua vida. Tem um cargo no jornal da cidade de Buffalo e uma bela namorada, Jennifer Aniston, mas isso não parece ser o suficiente. Principalmente porque vive pagando mico na emissora que trabalha.

A grande virada na vida de Bruce Nolan acontece quando ele reclama de Deus.

O todo poderoso, Morgan Freeman, surge com uma proposta irrecusável, Ele precisa tirar férias e dá como missão para Nolan ser Deus por uma semana.

A princípio Nolan só vê vantagens, mas não será uma tarefa tão fácil assim, pois precisa lidar com angústias das pessoas, não interferir no livre-arbítrio e dentre outras situações.

E com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.

Negligencia o namoro com Grace(Jennifer Aniston) e transforma Buffalo num verdadeiro caos. Milhares ganham na loteria e meteoritos caem na cidade.

O filme em si nos mostra um olhar para nós mesmos. Para as coisas que realmente importam. É um olhar para dentro, como bem disse aquele pensamento de Jung: quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.

E esse despertar do personagem de Bruce foi crucial.

Como é dito no filme: seja o milagre!

Não é necessário termos os poderes de Deus para percebermos o quanto podemos mudar em relação às dificuldades da vida, em relação ao caos que nos circunda.

Quantas pessoas não se sentem o próprio Deus na face da Terra?

Digo isso principalmente em relação às pessoas que ocupam cargos elevados no contexto social, como presidentes dos países, estes sim se acham muitas vezes as próprias divindades encarnadas.

Uma das lições que o filme me ensinou foi justamente isso: devemos ser humildes e aprender e acreditar que tudo, absolutamente tudo está sob controle. Apesar de acharmos o contrário.

Isso não significa que nossa interação com o meio que vivemos não possa ser benéfico e salutar, agindo em prol de uma causa ou de um bem comum.

A meu ver o filme é morno, têm piadas prontas e uma reviravolta convencional, uma proposta que segundo minha opinião não deveria ter sido aplicada.

Acredito que o filme poderia ter sido muito mais, poderia ter ido muito mais além... Não pelas interpretações, de caras e bocas de sempre do Jim Carrey, mas principalmente pelo roteiro em si.

Como sempre gosto de apresentar algumas curiosidades sobre as filmagens: Robert de Niro chegou a ser sondado para interpretar Deus no filme, Jim Carrey trabalhou pela terceira vez com o diretor do filme: em Ace Ventura e o Mentiroso.

Fez uma ótima bilheteria no mundo todo, a maior bilheteria do ano com mais de 400 milhões de dólares e fez mais de 5 milhões de pessoas aqui no Brasil irem ao cinema. Uma delas fui eu a época, tinha 13 anos.

Então é isso, essa foi a análise de filme de hoje.

E como bem disse Bruce Nolan: e é isso que a vida tem de melhor.

Trailer de Todo Poderoso



Data de lançamento: 6 de junho de 2003  
Duração: 1h 41min
Gênero: Comédia , Fantasia, Drama
Direção: Tom Shadyac
Elenco: Jim Carrey, Jennifer Aniston, Morgan Freeman
Nacionalidade: EUA

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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 9

março 25, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


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A COOPERAÇÃO DAS FORMIGAS – FILOSOFANDO

março 24, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments



Elas surgiram há 80 milhões de anos, são exemplos de cooperação, de desenvolvimento e obtiveram sucesso em colonizar quase todas as regiões do mundo.

As formigas a meu ver representam um ótimo modelo para nos inspirarmos em seu desenvolvimento, na sua forma de vida, como elas se organizam.

Por isso que o Filosofando de hoje será sobre a vida das formigas e o que podemos tirar de proveito em sua organização.

Pertencem à família Formicidae, são insetos com exoesqueleto impermeável, três pares de pernas e o corpo dividido em três partes: cabeça, tórax e abdome.

Num formigueiro existem fêmeas estéreis chamadas de operárias e uma única fértil: a Rainha. A Rainha, claro realiza o chamado “voo nupcial” na qual se acasala com os machos, depois eles morrem e fecunda os ovos, os não fecundados dão origem aos machos e os fecundados dão origem as fêmeas: as operárias.

Depois disso tudo há um longo processo de divisão do trabalho. Justamente o ápice do nosso texto, quando as formigas entram em cena no sentido de cooperação.

O formigueiro tem estruturas muito complexas e é próximo a fonte de alimentos nos quais eles são construídos. Deve ser seco e bem protegido.

As formigas são insetos sociais e apresentam uma clara divisão das tarefas necessárias à manutenção das colônias. A rainha é responsável pela reprodução, ou seja, pela geração de novos indivíduos para o grupo.

As operárias realizam diversas tarefas, como coletar alimento, defender o formigueiro e cuidar das larvas e pupas. Os machos fertilizam as rainhas, durante o período de acasalamento, e morrem logo depois.

Os feromônios representam substâncias químicas responsáveis pela comunicação entre as formigas. É através desse feromônio que as formigas alertam umas as outras sobre possíveis ameaças e alertas no geral sobre as colônias.

A maioria das espécies de formigas tem pouca ou nenhuma visão. Por outro lado, o olfato é bem desenvolvido. Combinando com sua falta de coordenação hierárquica, isso poderia fazer delas péssimas exploradoras, mas há uma forma incrivelmente simples pela qual as formigas maximizam a eficiência de suas buscas: modificando seus padrões de movimentos com base em interações individuais.

E o que de fato aprendemos com as formigas?

Interação é a palavra-chave. Afinal representam a maior unidade cooperativa do mundo. Pois suas características se aplicam ao coletivo e não ao individual, além de realizar a simbiose, que é uma cooperação com o meio ambiente.

Aprendemos o quanto necessitamos uns dos outros para progredir e realinhar nossas tarefas, seguir adiante na jornada à procura de melhorias.

Temos tantas habilidades e níveis hierárquicos, mas nossa habilidade de comunicação é deficiente. Nesse período de quarentena devemos tomar muito cuidado com nossas interações, não falo no sentido de precaução, mas no sentido de cooperarmos mesmo uns com os outros.

Se não aprofundarmos nossos esforços na constante busca do bem comum iremos sucumbir mais cedo ou mais tarde, e isso pode ser com diversos tipos de pessoas e obviamente classes sociais.

Com meu tio, com meu pai e mãe, com meu vizinho... Enfim, como podemos aprender com um dos animais mais complexos que a natureza nos brinda diuturnamente?

Como já foi citado no texto, sob diversos aspectos. A natureza tem muito a nos ensinar, principalmente as formigas. Como elas têm muito a nos ensinar só nos resta nos espelharmos na prodigiosa vida das formigas.

Até a próxima.

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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 8

março 24, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 7

março 23, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


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CORONAVÍRUS E O REALINHAMENTO COM O SELF | POSTAGEM ESPECIAL

março 19, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


Olá leitor do blog Saber Jung.

Não poderia deixar de escrever aqui no blog sobre a pandemia do CoronaVírus, o COVID-19, mas numa abordagem dentro da psicologia profunda.

Descoberto em 31/12/19, a partir de inúmeros casos registrados na China, o coronavírus (COVID-19), de acordo com a OMS - Organização Mundial de Saúde “é uma família de vírus que causa infecções respiratórias”.

O coronavírus recebe esse nome por ter o formato de uma coroa.

Por aí já começamos a nos questionar sobre a simbologia dentro do conteúdo da psicologia analítica, pois como bem disse Jung, símbolos são manifestações de conteúdo inconsciente. O símbolo é diferente do signo, pois o signo é de conhecimento de todos, já o símbolo representa algo de misterioso.

Aí que entra o conceito de alquimia proposto por Jung, o coronavírus traz uma representação de que algo muito maior está por vir, ou seja, sua simbologia até o presente momento tem sido algo catastrófico.

O conceito de alquimia proposto por Jung nos mostra o quanto devemos ir em busca da nossa essência, do nosso aprimoramento, da nossa elevação espiritual. Transformação!

Alquimia gera transformação, e no caso do COVID-19 o que pode nos transformar com todas essas mudanças radicais na sociedade?

Para uma nova mudança ser profícua é necessário um contato maior com a natureza, se alimentar bem, beber bastante água, manter o corpo aquecido, enfim saber viver!

Em tempos de quarentena, precisamos nos isolar cada vez mais, e esse isolamento é necessário para buscarmos de fato o contato com o SELF, Si-mesmo ou Imago Dei.

Vivenciamos um vazio existencial sem tamanho, numa sociedade transparente ao extremo que se liga cada vez mais em selfies e em exibicionismo alarmantes.

E claro muitos tentam se beneficiar com a tragédia alheia, vendendo produtos de higiene pessoal a preços alarmantes. Enquanto voltarmos nossos olhos para o individual, o coletivo será aniquilado.

O verdadeiro contato com o outro, de olhar nos olhos, de interagir de verdade e de sentir a essência do outro vem se perdendo a cada dia.

E essa é nossa chance de buscarmos a grandiosa e poderosa essência em procurar ser cada vez melhor, não num aspecto materialista, mas sentimental e espiritual.

Em pouco tempo esse coronavírus se alastrou e ao invés de uma epidemia, estamos vivendo uma pandemia.

Não vou aqui ficar propagando que é o sinal dos tempo e etc e tal, que está na bíblia e outras coisas assim, mas se esse surgimento desse vírus aconteceu é porque alguma mensagem deseja chegar até nós.

Esse isolamento, reitero, é um chamado à reflexão.

E é uma reflexão mais que individual, mas coletiva, para pensarmos e repensarmos sobre nossas ações. Diante da indiferença da realidade do outro e suas mazelas.

Pois se, por exemplo, um álcool gel está sendo vendido a preços exorbitantes e se você está estocando comida, por onde anda sua consciência?

Lembrei-me do furação Katrina nos Estados Unidos, o abastecimento de água ficou precário e muitos comercializaram-na a preços indecifráveis, ou seja, se aproveitaram da desgraça alheia.

É chegada a hora do verdadeiro encontro com o Sagrado, de um realinhamento com o SELF e com um Ego mais colaborativo capaz de assumir situações em que possa agir de acordo com os maiores anseios da coletividade.

É evidente que nós mesmos atraímos essas doenças.

Então mais do que nunca é tempo de olhar para dentro de nós mesmos, da nossa essência e acreditar que juntos podemos ir mais longe e sanar essas gigantescas dificuldades.

Até a próxima. 

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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 6

março 19, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


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UM FOGO DIVINO! - PEDAGOGIA DE DEUS

março 14, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments



O tema do Pedagogia de Deus de hoje será sobre a questão do fogo numa análise psicológica e porque não dizer também teológica e alquímica.

Iremos estudar hoje sobre a calcinatio(calcinação).

Esse processo químico envolve um intenso aquecimento de um sólido, destinado a retirar dele a água e todos os demais elementos passíveis de volatização.

O processo de calcinação envolve a geração de calor.

Os alquimistas acreditavam que era o próprio fogo.

Santo Agostinho, por exemplo, é um dos que descrevem sobre a cal no seu livro Cidade de Deus.

Cada um dos 4 elementos tem a sua própria operação particular, a calcinatio é a operação do fogo, solutio – água, coagulatio – terra e sublimatio – ar.

Toda essa minha introdução nos leva a uma rica, complicada e extensa explicação sobre o simbolismo do fogo. Jung demonstrou que o fogo simboliza a libido, mas vai muito mais além.

E para exemplificar sobre essa questão da calcinatio vou utilizar o Santo Evangelho como prova de que o fogo foi deveras utilizado em diversos textos bíblicos.

Aquele que demonstra invulnerabilidade ao fogo indica uma imunidade com uma identificação ao afeto. Esse fogo, da calcinatio é purgador, embranquecedor.

Ou seja, o seu simbolismo vincula a questão do purgatório. A doutrina do purgatório é a versão teológica da calcinatio projetada na vida depois da morte.

Interessante não é? Mas o mais interessante está por vir...

A principal fonte escritural da doutrina está em I Coríntios 3:11-15.

Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.
E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha,
A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.
Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão.
Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.

1 Coríntios 3:11-15

Santo Agostinho comenta essa passagem, mais uma vez em Cidade de Deus, 21:26. É importante que se diga caro leitor, que a doutrina do purgatório não havia se estabelecido à época de seus escritos.

Todavia essas observações seriam aplicadas ao fogo do purgatório.

Santo Agostinho faz duas importantes afirmações de cunho psicológico.

Em primeiro lugar o fogo do purgatório é causado pelas frustrações da luxúria, do desejo, do amor possessivo, ou seja, pela concupiscência.

Em segundo, podemos sobreviver a esse fogo caso tenhamos um forte fundamento em Cristo. Mas e o que quer dizer isso psicologicamente?

Bem, segundo minhas pesquisas, o desenvolvimento psicológico será promovido pela frustração dos desejos de prazer e de poder, obviamente desde que a pessoa tenha uma relação viável com o Si-mesmo/Self/Imago Dei, simbolizado por Cristo.

A questão do fogo é muito alusiva à punição. A ideia do fogo eterno punitivo. Uma calcinatio perpétua. Da mesma forma no Budismo, o Avichi, o mais baixo dos “infernos quentes”, é um lugar de tortura pelo fogo como punição dos pecados.

Sabemos perfeitamente que essa imagem é mais bem desenvolvida na doutrina cristã do inferno.

Uma dessas fontes é Mateus 25:41-43.

Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
Mateus 25:41-43

Orígenes, compara o fogo com as paixões do homem. Ele faz uma interpretação psicológica do inferno, ao dizer que o próprio homem ateia ele mesmo seu próprio fogo, cita o profeta Isaías que o fogo que cada homem é punido pertence a ele mesmo.

Em Isaías 50:11 - Eis que todos vós, que acendeis fogo, e vos cingis com faíscas, andai entre as labaredas do vosso fogo, e entre as faíscas, que acendestes. Isto vos sobrevirá da minha mão, e em tormentos jazereis.

O que isso quer dizer? Que para os primeiros padres da igreja as realidades teológica e psicológica eram uma só.

O fogo do inferno é a condenação final àqueles que foram julgados no juízo final, que são pesados na balança e julgados culpados. É o destino dos aspectos transpessoais do ego que tem que passar pela calcinatio.

Existem muitas simbologias expressas do fogo do juízo final.

Por exemplo, em Apocalipse 20:13-15 temos:

E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.
E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.
E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.

Apocalipse 20:13-15

O fogo punitivo do juízo final é considerado a ira de Deus.

Algumas passagens para elucidar os fatos.

Há inúmeras passagens do Antigo Testamento que usam metáforas metalúrgicas para descrever os testes que Iahweh submete seu povo eleito.

E voltarei contra ti a minha mão, e purificarei inteiramente as tuas escórias no cadinho; e tirar-te-ei toda a impureza.
Isaías 1:25

Eis que já te purifiquei, mas não como a prata; escolhi-te na fornalha da aflição.
Por amor de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome? E a minha glória não a darei a outrem.
Isaías 48:10,11

E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é o meu Deus.
Zacarias 13:9
E Deus no AT continua a falar dos purificados dos que passaram pela calcinatio:

Mas agora, assim diz o SENHOR que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu.
Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.
Porque eu sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador; dei o Egito por teu resgate, a Etiópia e a Seba em teu lugar.

Isaías 43:1-3

Essa passagem faz alusão de que na morte as almas passam por um rio ou mar de fogo, que atinge os ímpios, mas não os justos. Aos justos é como leite quente e aos ímpios como metal derretido.

As observações a respeito do fogo a que Iahweh faz a respeito que dá ao uso do fogo podem ser comparadas com as afirmações de Paracelso, acerca dos efeitos alquímicos do fogo:

Pelo elemento fogo, tudo que há de impuro é destruído e retirado.
Na ausência de teste pelo fogo, não há como provar uma substância.
O fogo separa aquilo que é constante ou fixo, daquilo que é fugidio ou volátil.

Paracelso, The Hermetic and Alchemical Writings of Paracelsus, 1:4.

Jesus Cristo também suportou o fogo da ira divina naquela passagem no Monte das Oliveiras e também na Cruz, quando ele questiona a Deus, de tê-lo abandonado na Cruz, mas também sabemos que essa passagem é para confirmar o salmo davídico (Salmo 22) no AT:

Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas do meu auxílio e das palavras do meu bramido?
Salmos 22:1

Na Grécia encontramos o fogo como purificador e separador da alma. Em Ilíada temos essa presença marcante, quando se diz que somente pelo fogo as almas dos mortos são apaziguadas (Ilíada, VII, 410). Para a alma de o morto ser dirigido ao Hades o corpo antes tinha que ser queimado.

Em toda parte associamos o fogo com Deus, são experiências numinosas.

Cristo também é associado com o fogo. Vamos a outra passagem:

Vim lançar fogo na terra; e que mais quero, se já está aceso?
Lucas 12:49

Os estóicos por exemplo percebiam dois tipos de fogo: terrestre e etéreo (Espírito Santo). A palavra de Deus é descrita como um fogo:

Portanto assim diz o Senhor Deus dos Exércitos: Porquanto disseste tal palavra, eis que converterei as minhas palavras na tua boca em fogo, e a este povo em lenha, eles serão consumidos.
Jeremias 5:14

Porventura a minha palavra não é como o fogo, diz o Senhor, e como um martelo que esmiúça a pedra?

Jeremias 23:29

Outro ponto diz que a língua do homem é inflamada pelo inferno:

A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.
Tiago 3:6

Outro ponto também que posso destacar é o milagre de Pentecostes, em Atos 2:3, o Espírito Santo vem como línguas de fogo. Pronto! Um exemplo do fogo como Espírito Santo.

Então o que dá para perceber é que a simbologia do fogo é altamente representativa, elucidativa e porque não dizer psicológica e teológica.

Porque sabemos também, mais uma informação importante, que nos tempos primitivos o fogo ele era utilizado como método de sacrifício dos deuses, o que era sacrificado pela combustão, de certa forma era sagrado.

Aquilo que queima, sobe aos deuses como fumaça.

Esta é a base do sacrifício dos gregos e dos judeus.

Resumindo: por meio do fogo pode cooperar com os deuses.

Agora para finalizar, um exemplo clássico da calcinatio, é a lenda de São João Evangelista...

Conta-se que depois que se separaram, os apóstolos, João Evangelista ele foi para a Ásia e lá fundou várias igrejas, o imperador Domiciano sabendo de sua fama o chamou e o jogou numa bacia de óleo fervente na chamada Porta Latina.

Pasmem! Ele sobreviveu ileso é bom que se diga, e depois não satisfeito o mesmo imperador Domiciano o exilou na ilha de Patmos, vivendo sozinho escreveu o Apocalipse.

O cruel imperador foi assassinado naquele mesmo ano.

Deu para perceber a importância do fogo na história? Hoje me alonguei bastante, mais até do que deveria, mas para mim foi muito importante esclarecer esse debate sobre a calcinatio.

Resumo da ópera: o fogo tem mais do que uma importância meramente de utilidade para nós, mas simbolicamente ele representa purificação, o Espírito Santo, Deus...

Sua simbologia é enorme, deu para perceber não é? E de tão importante teologicamente, empiricamente e psicologicamente ele se tornou uma forma de poder.

Sei que hoje dei uma exagerada no texto, reitero, mas foi necessário. Espero que tenha gostado. Até a próxima.

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