DARWIN, NIETZCHE E JESUS – A ADAPTAÇÃO COMO REAÇÃO A UMA CADEIA GLOBAL
Olá caríssimo leitor! Tudo bem com você? Espero sinceramente que sim!
Depois de ter escrito sobre a Espetacularização da violência vinha estudando uns textos para escrever aqui no blog sobre ciência, espiritualidade e filosofia de forma mais contundente.
Hoje vou matar três coelhos com um só cajado.
Não sei se você percebeu, mas os meus textos estão mais objetivos.
Mais concisos e diretos ao assunto tratado.
Hoje será Darwin, Nietzche e Jesus que serão nosso objeto de estudo. O que os três têm entre si? É isso o que vou responder a partir de agora.
Em 1859 quando a “Origem das Espécies” foi lançada, Darwin mesmo que sem querer influenciou muitos pensadores e pesquisadores que tendiam para o ateísmo.
Nesse ínterim essa querela entre ateísmo e evolucionismo chegou à Alemanha, e Arthur Schopenhauer foi um dos seus maiores expoentes, que por sua vez influenciou o maior filósofo alemão moderno: Nietzche.
De família protestante, luterana, ele (Nietzche) começou a enveredar por outros caminhos. No seu último livro “O Anticristo” publicado em 1900 afirma que a religião cristã e sua mensagem de compaixão fazem mal.
E mais do que isso, prejudicam a evolução natural.
Ele passa a dizer que o homem evoluído será aquele que superar a ideia de Deus e dizendo que o mais forte sobrevive.
Essa ideia de que o mais forte sobrevive é justamente de Nietzche e não de Darwin, ou seja, a elite dominante capitalista adorou essa ideia central, pois através dela poderia colocar seus interesses em prática.
Darwin não falava em mais forte, mas em mais adaptado é sempre bom reiterar.
Quando pensamos em força, pensamos em brutalidade – Nietzche negava a compaixão.
Quando pensamos em adaptação pensamos em mudanças – Darwin mostrou isso claramente com o seu livro.
E Jesus? Onde entra nessa história toda?
Jesus entra para afirmar o pensamento Darwinista da seguinte maneira:
Jesus pregava o amor, a misericórdia, a compaixão; mas em todas as suas incursões seja com os apóstolos ou não Ele pregava que para se ter um coração digno de encontro com Deus era necessário a mudança.
Mudança de vida.
Mudança de rota.
Mudança de hábito.
Era necessário em meio a todas aquelas manifestações de respaldo intelectual por meio dos sacerdotes, doutores da lei e etc e tal que a adaptação fosse usada o mais rápido possível.
E a conversão é ou não é uma adaptação que parte de dentro pra fora?
Percebemos isso em várias passagens bíblicas como por exemplo:
A passagem da mulher adúltera é um bom exemplo (João 8.1-11).
Jesus no auge de sua sabedoria trata do caso com extrema maestria.
Porque se Ele fosse a favor do apedrejamento ele estaria sendo contra o que Ele mesmo pregava. Por outro lado se fosse contra, seria contra os ditames da época, da lei Mosaica.
E o que Ele fez todos sabemos, usou de seu método para atingir a consciência daqueles que estavam dispostos a atacar e ridicularizá-lo.
Ou seja, utilizou de meios hábeis para se adaptar as circunstâncias sem atingir de forma cruel quem quer que fosse, quem estivesse ali, no caso a mulher adúltera, escribas e fariseus.
E ainda disse mais: vai-te e não peques mais. Mais um exemplo de adaptação para ela seguir adiante e não cometer tal ato, tentar se adaptar a sociedade em que vive.
Por isso que digo que Darwin tem muito a falar sobre Jesus. Pois Jesus resolvia tudo na base da diplomacia, menos quando fizeram do templo um local de comércio... Mas aí é outra história.
Conversava com todos e sempre recomendava não pecar mais, essa referência nos diz muito, pois não pecar mais não significa somente deixar de praticar atos errôneos, mais do que isso, significa se adaptar a uma sociedade que está disposta a te atacar a todo momento.
A qualquer vacilo, a qualquer distração... Penalidades serão aplicadas.
Acredito que essa é a ligação que Darwin e Jesus têm em comum e Nietzche está aí no meio para atrapalhar a mensagem que o pai da teoria evolucionista veio para passar.
Agora já finalizando esta postagem leitor, acredito que a grande questão disso tudo foi o demônio que criaram em relação a ciência com essa teoria. Rejeitá-la significa refutar no que a ciência trabalhou e está trabalhando. É injusto.
E digo mais, é muita injustiça com milhares de cientistas no mundo todo, que trabalham arduamente em busca de uma ciência séria e de qualidade. Temos sim muitos cientistas entusiastas da religião, como o geneticista Francis Collins, ex-chefe do renomado projeto Genoma.
Tudo isso atrapalhou demais chegar num consenso, num bom papel de argumentação para destrinchar tudo isso, até mesmo porque o Darwin explicou muito bem a teoria das espécies, já a criação do mundo aí já é outra história. Essa parte não é com ele.
Procurar compreender a Bíblia literalmente não é a melhor saída.
A melhor saída, acredito, é unir os dois roteiros: fé e ciência. Mas não trata-los como meros antagonista e protagonista, devemos trata-los como atores que cumprem seus papéis da melhor maneira possível. Entrelaçando-os.
Como bem disse o grande Albert Einstein:
Até a próxima.




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