MENSAGEM # 1 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

setembro 24, 2016 Randerson Figueiredo 0 Comments


A partir de hoje trarei minhas mensagens do site Pensador aqui pro blog Jung na Veia, serão quotes especiais dedicados a você caro leitor deste blog. Por isso sinta-se à vontade a curtir, compartilhar e criticar estas frases, ou até mesmo modificá-las caso necessário.

Deixo as frases a disposição para compartilhamento em rede caso gostem claro, será um grande prazer.

São frases elaboradas por mim, Randerson Figueiredo, e postadas no site Pensador.

Entre uma postagem e outra essas frases serão recorrentes aqui nesta plataforma. Então fique preparado, vez ou outra elas aparecerão por aqui.

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FREUD E JUNG - DE DISCÍPULO A MESTRE

setembro 19, 2016 Randerson Figueiredo 0 Comments



“Um homem caminha por uma estrada e encontra dois outros homens. O primeiro lhe pergunta de onde ele vem, o segundo, para onde ele vai. Esses dois homens são Freud e Jung.” - autor desconhecido.

Antes de mais nada quero esclarecer que retornarei as origens dos meus textos sobre a figura de Jung. Os textos estavam fugindo um pouco da perspectiva da psicologia analítica estavam se tornando meramente filosóficos, reconheço.

Pois muito bem, sabe-se que Jung era discípulo de Freud. Até aí tudo bem não é? Mas o que pouca gente sabe é o verdadeiro motivo da separação ideológica dos dois. De forma resumida, mas não menos profunda, tentarei abordar sobre essa relação dos dois.

Todo esse imbróglio reside principalmente no fato sobre a neurose.

Jung discordava de Freud a respeito desse questionamento, pois para Jung a neurose é causada pela incapacidade de lidar com um problema do momento, e esse estado mental pode persistir e ser renovado dia após dia.

Para Freud a neurose era intimamente relacionada com o Complexo de Édipo. O argumento de Jung era que o conceito do complexo de Édipo , no ensino de Freud, subtendia uma tendência ao incesto, ou seja, para Jung, Freud atentou-se a questão estritamente literal e não espiritualmente falando, como uma linguagem simbólica.

Nessa perspectiva, as diferenças entre Freud e Jung estavam ficando cada vez mais acentuadas. Em 1912, as coisas atingiram um ponto crítico no IV Congresso Psicanalítico em Munique.

O que estou querendo salientar aqui é que Jung não era um puxa-saco e não colocaria Freud em um pedestal.

Foi nesse congresso psicanalítico que a Psicologia do Inconsciente de Jung se viu alvo de fogo cerrado. Freud não podia aceitar as ideias de Jung como desenvolvimento da psicanálise.

Entretanto, 3/5 dos participantes da Conferência votaram a favor da reeleição de Jung para presidente. Era a separação de caminhos, e Jung retirou-se da escola Freudiana.

O próprio Freud posteriormente quando tudo já havia se estabelecido disse: “Jung foi uma grande perda”.

Jung foi duramente criticado ao se associar a Freud é bom que se diga, até 1907 Freud não era visto com bons olhos pelos médicos e leigos de Viena.

Outro ponto importante: Jung criticava as prerrogativas de Freud, mas não o criticava como pessoa. Sabia das grandes qualidades de Freud.

Escreveu Jung:

“O que Freud tinha a dizer acerca da sexualidade, do prazer infantil, e seus conflitos com o ‘princípio de realidade’ (...). Pode ser considerada a expressão mais fiel de sua psicologia pessoal. É a formulação bem-sucedida do que ele próprio subjetivamente observou (...). Freud começou por adotar a sexualidade como a única pulsão psíquica, e só depois de meu rompimento com ele é que passou a adotar ouros fatores (...). Por minha parte, resumi os vários impulsos psíquicos (...) no conceito de energia. Não pretendo negar a importância da sexualidade na vida psíquica, embora Freud sustente obstinadamente que eu a nego. O que procuro é fixar limites à desenfreada terminologia do sexo que vicia toda a discussão da psique humana, e colocar a própria sexualidade em seu lugar adequado (...). A sexualidade é apenas um dos instintos biológicos, sem dúvida de grande extensão e importância.”

No tratamento de pacientes, Jung preferiu sempre “ver o homem à luz no que nele é saudável, e libertar o homem doente daquela espécie de psicologia que impregna cada página do que Freud escreveu”. Segundo um dos grandes amigos de Jung: E. A. Bennet.

E de que modo, foi abordado o problema psicológico da controvérsia Freud-Jung? Isso é o que veremos numa próxima postagem sobre os tipos junguianos, introversão e extroversão. A próxima postagem será a de número 150, portanto, será especial.


Até a próxima.

*Dica de filme*

Um Método Perigoso

Sinopse:

Dirigido pelo cultuado David Cronenberg, o longa é uma mostra de como a relação entre Carl Jung (Michael Fassbender) e Sigmund Freud (Viggo Mortensen) faz nascer a psicanálise. Aborda a intensa e polêmica relação da dupla com a paciente Sabina Spielrein (Keira Knightley). O filme foi exibido em primeira mão no Festival de Veneza de 2011 e conquistou uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante para Mortensen.

Data de lançamento 30 de março de 2012 (1h 39min)
Direção: David Cronenberg
Elenco: Keira Knightley, Michael Fassbender, Viggo Mortensen e outros
Gênero: Drama
Nacionalidades Reino unido, Alemanha, Canadá, Suiça

Trailer:


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A CRIANÇA INTERNA QUE HABITA EM NÓS

setembro 11, 2016 Randerson Figueiredo 0 Comments



"Em todo adulto espreita uma criança - uma criança eterna, algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo e que solicita cuidado, atenção e educação incessantes. Essa é a parte da personalidade humana que quer desenvolver-se e tornar-se completa" (Jung, O Desenvolvimento da Personalidade, página 175)

Soterramos uma eterna criança em nós. Uma criança que deseja se libertar, uma criança que deseja amadurecer, que se manifesta das mais diversas formas: infantilizada, infantilóide e até mesmo ser aquilo que ela não se propõe a ser.

É notório saber que as experiências insatisfatórias da primeira infância repetem-se exaustivamente na idade adulta com consequências drásticas.

Essa relação é inegável: trauma infantil e catarse na idade adulta.

Por isso que esse reencontro com nossa criança interior reflete algo muito maior do que simplesmente um reencontro no mesmo em-si, mas uma maneira de reavaliarmos nosso caminhar.

A parte infantil de nossa personalidade é dual. "O eu infantil é espontâneo, criativo, brincalhão, sensível, reativo emocional e fisicamente, e cheio de prazer, deslumbramento e amor. (...)

Mas a criança também é egocêntrica, exigente, dependente, irresponsável, não discriminativa, caótica, imatura e supersticiosa" (Thesenga, O Eu sem Defesas, página 79).

Podemos ver o "eu criança" operando em nós, adultos, nessas duas facetas.

Ele pode interferir tanto limitando percepções e escolhas quanto nos oferecendo novas e criativas formas de perceber e escolher.

Esse reencontro nos faz enxergar diversas facetas até então adormecidas, facetas essas que sempre nos renovam a um novo estilo de vida.

Inocência, determinação, amor próprio, criatividade e muito mais...

Agora temos que ficar alerta, pois essa ativação deve ser seletiva.

Recorrer à criança interior é buscar força renovada para lidar com às pressões externas e internas, é integrar a dimensão lúdica à vida adulta e resgatar a confiança em nosso potencial criativo.

Para Jung, o símbolo da criança traz em si a ideia de potencialidade, de realização da potência. Em A Psicologia do Arquétipo da Criança, ele descreve os poderosos atributos da criança simbólica:

"é uma personificação de forças vitais, que vão além do alcance limitado da nossa consciência, dos nossos caminhos e possibilidades, desconhecidos pela consciência e sua unilateralidade, e uma inteireza que abrange as profundidades da natureza. Ela representa o mais forte e inelutável impulso do ser, isto é, o impulso de realizar-se a si mesmo" (Jung, Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo, página 171, parágr. 289).

E a criança é um ser divino. Acredito eu. E como toda divindade deve ser respeitada, e esse respeito deve ser mesclado com muito amor e carinho.

“Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus
Mateus 18:3

Fique agora com essa música de Milton Nascimento bem alusiva ao tema de hoje:

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A GUERRA DOS CHACAIS SELVAGENS

setembro 11, 2016 Randerson Figueiredo 0 Comments



“Não somos anjos nem demônios, somos os dois” – Carl Jung.

É nessa perspectiva que elaboro o texto de hoje.

Temos verdadeiros chacais dentro de cada um de nós. Chacais selvagens.

E esse assunto vai amealhando outros assuntos.

Como por exemplo somos inflamados a toda hora com elogios, parece que somos movidos a técnica do elogio, queremos ser bajulados, mimados, tratados como bibelôs super-hiper-mega sensíveis.

E quando esse bibelô quebra gera uma série de transtornos insustentáveis, um efeito dominó acontece, e aí já pode ser tarde demais. Esse efeito pode ocasionar um forte problema interno, que somente nós conhecemos, cada um de nós.

E tecendo outras histórias que se coadunam a esta aparece a fofoca. E não venha me dizer que não liga, pois você liga sim, se importa, se disser que não liga... Você é o que mais se importa com tudo isso.

A inveja também dá as caras nesse quesito, pois a maioria das pessoas dizem que são sempre invejadas, mas nunca invejosas... Já reparou nisso?

E tudo isso vai contando pontos para que os chacais internos fiquem revoltados, acelerados, muito estressados.

Somos observados a todo momento e temos porque temos que mostrar algo a alguém, e esse alguém inclui nós mesmos, sim porque não?

Nesse ínterim surgem os problemas baseados tecnicamente em questões emocionais e financeiros, este ligado ao mundano aquele ao espírito.

A o espírito...

Somos cada vez mais subjugados ao apelo do erotismo do cifrão ao passo que espiritualmente falando atrasados no amor com o irmão.

Essa é nossa sina, mas que pode ser mudada, não é o carma mas com o carma, compreende? Nossa jornada requer uma abertura maior, mais plena, mais ampla.

E isso não quer dizer se você acredita em Deus, Nossa Senhora, ou em vida após a morte, nada disso. Tudo isso tem haver com transcendência, algo muito maior que possa nos preencher.

Isso não elimina o que há de errado conosco, mas ameniza, torna-nos mais belos e humanos, tornamo-nos cidadãos mais humanizados com uma carga brutal de adrenalina injetada a todo momento em nosso organismo.

Adormecer os chacais selvagens com uma dose cavalar de serenidade e sensibilidade e não ser tão previsível requer um olhar mais ameno e não tão sisudo, como se fosse o dono de uma ou outra verdade.

Deixe as verdades para serem ditas quando se sentir preparado. Algum dia quem sabe. E pode ser que esse dia nunca chegue. Até mesmo porque sempre costumo dizer: a busca pela Verdade é sempre a melhor alternativa. Melhor até do que encontrá-la.

Para finalizar, os chacais revoltados, estressados, selvagens merecem uma atenção especial haja vista que são eles que determinam para onde vamos e quem podermos ser daqui pra frente.


Na verdade os chacais são garotos mimados, dentro de cada um há alguém esperando a despontar com o seu melhor, com uma nova abertura, com uma transcendentalidade rediviva em busca do seu novo eu.

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