PÁGINA PENSADOR - RANDERSON FIGUEIREDO

fevereiro 28, 2016 Randerson Figueiredo 0 Comments



Aproveito a oportunidade para apresentar a você, leitor do Jung na Veia, a minha página no site Pensador. Lá você irá poder acompanhar aforismos e pensamentos em geral.

Se puder dar uma olhada e dizer o que achou agradeço.

Abraço,


Randerson Figueiredo.

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TODOS NÓS SOMOS INSUBSTITUÍVEIS

fevereiro 28, 2016 Randerson Figueiredo 0 Comments



Sempre critiquei a velha frase que diz: "ninguém é insubstituível". Sempre defendo a máxima de que somos insubstituíveis sim, sempre seremos, afinal somos individualidades. Somos únicos.

Mas essa antiga máxima do corporativismo tende a dar o ar da graça sempre, uma pena. A máxima do descartável, do "é trocando-se que se perdura" sempre irá fazer vítimas.

Mas o que quero dizer aqui é que sempre seremos insubstituíveis para alguém - aquela frase bendita, aquele olhar, aquele verso que foi recitado nos arredores da escola em que se estudou... Aquele abraço...

Tratar o outro como mera mercadoria faz refletir o quanto necessitamos evoluir no abecedário do aprendizado espiritual. E quanto todos nós devemos manter acesa a chama dessa vida.

Como bem disse Coco Chanel, a grande estilista: "para ser insubstituível você precisa ser diferente".

E esse diferente a meu ver não quer dizer ser estranho, muito pelo contrário, quer dizer ser algo que outras pessoas não tenham ainda experimentado em suas (mornas) vidas.

Uma doçura, uma brandura, um afago...

Atenção, precisamos ser atenciosos a todo instante, pois quando menos se espera podemos nos ver diante não da perda, pois só perdemos aquilo que um dia foi nosso, mas da falsa ideia da perda.

E temos essa falsa ideia justamente porque acreditamos que sempre possuímos algo, até mesmo aquela pessoa que você diz ser insubstituível, que dizemos para nós mesmo que nunca iremos perdê-la.

Mas um dia nos damos conta, como diz o poeta: "é impossível ser feliz sozinho".

Ser insubstituível não é estar presente 24 horas por dia em sua vida. O nome disso é oxigênio... Piadas à parte. Ser insubstituível é estar sempre presente mesmo estando ausente.

É lembrar de alguém que ocupa um lugar no espaço do nosso coração, é reservar uns minutos para bater aquele papo, é ser autêntico com suas conjecturas.

O insubstituível na verdade é um caminho árduo que se deve trilhar não na vida de outrem, mas na sua própria vida, ser "o insubstituível" para você mesmo e se possível em outra vida também.

Não há segredo nisso, mas há trabalho, muito trabalho a ser executado. Trabalho nível hard diga-se de passagem.

Ninguém impõe ser inesquecível a alguém, isso se conquista, como já mencionei no texto. Agora ser insubstituível... A isso se pode obter com muito afinco.

Essa palavra na verdade está relacionada mais a aspecto físico, e a palavra inesquecível a aspecto moral/espiritual, acredito.


Pois então que nos façamos presentes física e emocionalmente para que um dia quem sabe, possamos ser insubstituíveis e nos tornarmos inesquecíveis na vida de alguém.

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ENTREVISTA - CARL GUSTAV JUNG / AGOSTO DE 1957 - LEGENDADA EM PORTUGUÊS

fevereiro 22, 2016 Randerson Figueiredo 0 Comments


Entrevista com Carl Gustav Jung / Agosto de 1957 - Legendada em Português.


Uma excelente abordagem sobre os mais variados assuntos. Com uma entrevista como essa nos aproximamos muito mais da sua obra. Com vocês: Jung por ele mesmo.

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# SÉRIE PECADOS CAPITAIS # 4 # PREGUIÇA – PECADO EM IR TÃO DEVAGAR

fevereiro 16, 2016 Randerson Figueiredo 0 Comments



“São os ociosos que transformam o mundo,
porque os outros não têm tempo algum”.
Albert Camus

Continuando nossa série sobre pecados capitais confesso que hoje me senti representado em relação à preguiça. Sim sou preguiçoso, mas não me considero uma pessoa improdutiva.

Não sou um vamos dizer assim procrastinador a ponto de deixar todos os meus afazeres serem levados pelo vento. Como diz a música: “camarão que dorme a onda leva”...

A procrastinação é irmã gêmea da preguiça e por isso merece uma ressalva neste texto. Tudo que dá trabalho gera preguiça. E esse trabalho por mais que seja algo realmente prazeroso vai te deixar com uma vontade de deitar naquele sofá e acordar só no outro dia.

É meu caro, a preguiça realmente pode ser considerada algo ruim? Acredito que não, sinceramente. Pode ser considerada um ato de rebeldia? Possivelmente... Vamos à análise.

“Vai trabalhar vagabundo”, diz aquela música do Chico Buarque, pois no dicionário Aurélio, a palavra preguiça significa aversão ao trabalho, mas também como “morosidade, negligência, moleza, indolência”.

Quando nos apresentamos a alguém a primeira coisa que perguntamos é: o que você faz?

A partir dessa resposta trataremos aquela pessoa com distinção ou não. É assim que somos, é assim que fazemos.

Acredito que temos direito ao famoso ócio criativo, algo para ficar marcado em nossas ações em relação ao que podemos fazer de útil diante de algumas circunstâncias, pensar, refletir obre algo.

Defendo o direito de andarmos devagar, como diz aquela música também: “ando devagar, porque já tive pressa e levo esse sorriso, porque já chorei demais”.

Ir um pouco mais devagar não significa que somos preguiçosos, significa que necessitamos de algo para refletir uma correria que muitas vezes não tem sentido.

Corremos tanto para buscarmos exatamente o quê? Dinheiro? Um curso de nível superior? Um amor? Esse último então parece que quanto você mais corre mais ele se afasta de você.

Para os gregos trabalho era tudo que fazia suar, ou seja, condição digna dos escravos e não para os cidadãos de primeira classe que utilizavam o seu tempo para a filosofia, o estudo, a poesia e a política. Eram expressões mentais, ociosas.

Para arrematar o texto de hoje, quem prega o evangelho do andar-sempre-depressa acredita nas seguintes frases: a vida é curta, tempo é dinheiro, precisamos correr... Entre outras.

Devemos viver o máximo, aproveitar o máximo, gozar o máximo. O ócio e a preguiça devem ser evitados a todo custo. O problema é que certas coisas não podem nem devem ser apressadas. Elas levam tempo, precisam de lentidão. Quando aceleramos coisas que não devem ser aceleradas, quando esquecemos como é possível moderar o ritmo, sempre pagamos um preço.

E este preço tem sido cada vez mais alto. Estamos cada vez mais ansiosos, mais deprimidos, mais doentes do corpo e da alma. E toda esta velocidade certamente contribui para este mal-estar contemporâneo.

Num mundo que sempre anda com tanta pressa nada mais revolucionário do que ir devagar, nada mais rebelde do que ser um pouco preguiçoso.


Está lá na Bíblia: “Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia” (João 3:4). Então, que sejamos rebeldes. Viva o ócio! Viva a vagareza! Viva a preguiça!

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SENHOR DO PRÓPRIO DESTINO

fevereiro 08, 2016 Randerson Figueiredo 0 Comments




Já faz um tempinho que não cito Jung nos meus textos, invariavelmente escrevo mais sobre filosofia do que sobre a psicologia analítica propriamente dita.

Hoje com o texto “Senhor do próprio destino” será diferente, irei retomar a questão junguiana, a psicologia analítica em si, de forma breve.

Como sempre gosto de abordar meus textos com frases de Jung, aí vai mais uma delas: “O que não enfrentamos em nós mesmos encontraremos como destino.”

Essa frase foi dita sobre a questão Ego e Arquétipo. Frase lúcida e contundente sobre como devemos enfrentar a vida e de que forma podemos transformá-la sempre.

É como se fosse um bumerangue, no qual o lançamos com toda envergadura e força e ele um dia retornará para prestar contas, para prestar satisfações sobre como estamos levando a vida.

Essa, acredito eu seja a essência da frase de Jung. Um problema mal resolvido retornará em algum momento para um acerto de contas, seja ele pequeno, médio ou grande...

E chamaremos assim de destino. Devemos pois assim sermos senhores do nosso próprio destino, sabendo que há uma força maior que nós capaz de modifica-lo a qualquer momento chamado: Deus.

Mas tudo que está ao nosso alcance merece e deve ser cumprido da melhor maneira possível com pompa e circunstância como a ocasião merece.

Não devemos delegar tudo a Deus, nem Ele quer isso, acredito. “Esforça-te e eu te ajudarei”, está na Bíblia. Mais do que estar na Bíblia, esta palavra deve estar em nossos corações.

No sermão da montanha em Mateus capítulos 5 ao 7 Jesus nos brinda de forma eloquente (é até redundante falar isso não é?) de como devemos agir com nós mesmos e com nosso irmão.

Ele faz um resumo de todos os principais ensinamentos Divinos e de como devemos enfrentar a vida, levando sempre com sabedoria e humildade um dos maiores ensinamentos do Cristo: “amai ao próximo como a ti mesmo”.

Portanto nosso destino deverá ser aquele almejamos vir a ser, um devir que se torna um grande dever. De sermos bons cidadãos, de sermos cristãos, de sermos donos da própria vida.

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