# SÉRIE PECADOS CAPITAIS # 6 # GULA – NEM SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM
Nem só de pão vive o homem. Começo o texto de hoje com essa citação espiritual, pois como ficou acordado disse que iria tratar sobre os pecados capitais com viés filosófico.
A gula a meu ver vai muito além do comer e beber exageradamente, ela está além das aparências, vai muito além do que deveras enxergamos como gula.
Acredito que ela também pode ser confundida com a inveja. Sim, pois veja, a gula é om descontrole por algo, por aquilo que se quer, por aquilo que se almeja. Desmedidamente. Descompassadamente.
É aí que está o ponto negativo da gula, que eu vou chamar de “inveja física”, pois a inveja é mais que espiritual, pode até ser carma escondido num entrave de batalhas e hostilidades.
A gula é visível e fere diretamente aquele que tem gula.
A inveja é invisível e fere o outro. Muitas vezes é bem visível eu sei, mas fere sempre o outro...
Deu para perceber a diferença?
Quando passamos a enxergar o macro ao invés do micro podemos fomentar uma série de questionamentos que até então não observávamos.
Esse é o meu papel com você amigo leitor.
Esse pecado também nos mostra o quanto somos atraídos por situações efêmeras e que podem nos levar ao fundo do poço, se não tivermos cuidado.
Por isso acredito que a gula é mais sinergia astral do que alimentícia. E que por mais que saibamos o que estamos fazendo, e na verdade não sabemos, fica o alerta: prestemos atenção em tudo que está ao nosso redor.
A gula muitas vezes pode ser fuga para o transtorno da ansiedade dentre outros sintomas. Quando colocamos todas as nossas frustrações num bom pudim e num sundae com calda de chocolate.
Digo e repito, vai muito mais do que está ao nosso redor, do que está bem perto de nossos olhos. A gula foge do nosso domínio, principalmente por ser concreta e palpável.
Então por hoje é só. Encerro com essa frase de Alphonse Daudet: “A gula começa quando deixamos de ter fome”.
E essa fome pode ser de várias formas, física e espiritual.
Até a próxima.



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