# SÉRIE PECADOS CAPITAIS # 6 # GULA – NEM SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM

abril 29, 2016 Randerson Figueiredo 0 Comments



Nem só de pão vive o homem. Começo o texto de hoje com essa citação espiritual, pois como ficou acordado disse que iria tratar sobre os pecados capitais com viés filosófico.

A gula a meu ver vai muito além do comer e beber exageradamente, ela está além das aparências, vai muito além do que deveras enxergamos como gula.

Acredito que ela também pode ser confundida com a inveja. Sim, pois veja, a gula é om descontrole por algo, por aquilo que se quer, por aquilo que se almeja. Desmedidamente. Descompassadamente.

É aí que está o ponto negativo da gula, que eu vou chamar de “inveja física”, pois a inveja é mais que espiritual, pode até ser carma escondido num entrave de batalhas e hostilidades.

A gula é visível e fere diretamente aquele que tem gula.

A inveja é invisível e fere o outro. Muitas vezes é bem visível eu sei, mas fere sempre o outro...

Deu para perceber a diferença?

Quando passamos a enxergar o macro ao invés do micro podemos fomentar uma série de questionamentos que até então não observávamos.

Esse é o meu papel com você amigo leitor.

Esse pecado também nos mostra o quanto somos atraídos por situações efêmeras e que podem nos levar ao fundo do poço, se não tivermos cuidado.

Por isso acredito que a gula é mais sinergia astral do que alimentícia. E que por mais que saibamos o que estamos fazendo, e na verdade não sabemos, fica o alerta: prestemos atenção em tudo que está ao nosso redor.

A gula muitas vezes pode ser fuga para o transtorno da ansiedade dentre outros sintomas. Quando colocamos todas as nossas frustrações num bom pudim e num sundae com calda de chocolate.

Digo e repito, vai muito mais do que está ao nosso redor, do que está bem perto de nossos olhos. A gula foge do nosso domínio, principalmente por ser concreta e palpável.

Então por hoje é só. Encerro com essa frase de Alphonse Daudet: “A gula começa quando deixamos de ter fome”.

E essa fome pode ser de várias formas, física e espiritual.


Até a próxima.

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CEGOS COMO TOMÉ?

abril 08, 2016 Randerson Figueiredo 0 Comments



A o dedo, aquele dedo que ficaria eternizado nas chagas do Mestre Maior Jesus Cristo simboliza não só nossa incredulidade, mas também uma forma de conversão para um passo mais além.

A famosa frase muitas vezes ridicularizada do "ver para crer" vai identificar um Tomé, um discípulo comprometido com uma evangelização mais nua e crua.

A meu ver Tomé representa todos nós. Sempre. Ou quase sempre.

Mas que ele representa a isso ele representa. Até mesmo porque o choque de realidade que ele levou naquele momento de tocar nas chagas é um caso não isolado, mas conjuntural.

Acredito que ele poderia ser o quinto evangelista, sem sombra de dúvidas.

Ali foi mais que uma conversão instantânea, foi uma forma que Cristo encontrou de nos alertar para a incredulidade que nos assombra diuturnamente.

Através de Tomé podemos inverter o ver para crer para o crer para ver.

Essa é uma base não só teológica, mas humana. Não só estrutural, mas interior. Não é banal e sim essencial.

Essencial para enxergarmos o quanto tropeçamos por não queremos enxergar o óbvio!

A nossa realidade cotidiana nos faz agir como Tomé, mas devemos nos lembrar que assim como Tomé reagiu quando chocou-se com o óbvio, devemos estar atentos sempre quando nos chocarmos com a Verdade.

Muitas coisas agem ao nosso redor e nem damos a devida importância.

Um lado Tomé sempre estará presente como disse em nossas vidas e é bom que esteja mesmo, pois ele não tinha medo de perguntar, de buscar a verdade, isso fica evidente na última Ceia. Um contraponto.

Mas ao ativar nosso olhar para dentro como bem disse Jung, despertaremos o que melhor poderemos encontrar: a essência da vida, do caminho e da Verdade.


Tomé corrobora nossa fé cega, nossa característica de sobrevivência, a desconfiança. Mas mais do que isso, Tomé representa nossa pujante capacidade de nos renovarmos a cada dia em busca de um novo caminho, em busca da plenitude, em busca da luz.

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