MULHERES FAMINTAS E UM DESPERTAR CONSCIENTE DA FEMINILIDADE ATRAVÉS DO ANIMUS – PERCEPÇÕES NA PSICOLOGIA PROFUNDA
Arte: Os Amantes de Rene Magritte
Quanto
mais cego é o amor, mais é instintivo, e mais é atendido por consequências
destrutivas, pois é um dinamismo que precisa de forma e direção. Portanto, um
Logos compensatório juntou-se a ele como uma luz que brilha na escuridão.
- C. G Jung, na CW13. 391
Boa
tarde, depois de ter escrito sobre anima e sua intrincada relação com diversos
fatores que envolvem o universo masculino, agora chegou a vez do animus, que é
justamente o lado psicológico masculino presente na mulher.
Dentro
da minha perspectiva como pesquisador, e eu humildemente falo dos pés pra baixo
como se diz, dentro da minha pouca vivência em pesquisar a psicologia analítica
percebo que dentro do universo feminino há situações doentias que acabam
minando todo o seu comportamento na sociedade.
Conheço
muitas mulheres que são bem-sucedidas e competentes em termos externos, mas em
termos internos são uma verdadeira fábrica de fracassos, são extremamente ansiosas
e inseguras.
São
atormentadas por um sentimento interno profundamente enraizado de inutilidade,
falta de valor e inferioridade. Muito curioso, haja vista que essas mulheres só
falam em empoderamento e o quanto elas podem ser mais ambiciosas e esforçadas.
Eu
vejo todo esse imbróglio feminino como um fenômeno que só cresce a cada dia. E
o conceito psicológico de Animus é muito interessante para tentar compreender
de forma simbólica essa angústia que as mulheres enfrentam.
Para
escrever o texto de hoje pesquisei algumas obras sobre o assunto e li muitos
especialistas, claro que a seleção das obras serão devidamente indicadas no
término da postagem, fique tranquilo.
É
importante mencionar que enquanto o Animus de uma mulher permanecer
inconsciente, ela irá projetar o seu Animus, através de romances intensos,
relacionamentos estereotipados e uma existência alimentada pelos homens que
irão surgindo na sua vida.
Em
relação a nós homens, temos uma mistura de horror e fascínio pelas mulheres,
sempre que o seu Animus (força masculina) opera no sentido do triunfo, com
realizações externas, internamente essas mulheres estão acabadas capazes de
sentir os momentos mais melancólicos da sua vida, misturando uma sensação de
tristeza e de inutilidade interior.
Ou
seja, deu para perceber que o Animus possui uma força extraordinária dentro da
psique feminina, porque é um arquétipo. É impessoal, desumano e autoritário.
Uma
mulher extremamente ambiciosa, autoritária e cercada por conceitos frívolos
normalmente está tomada pelas forças do Animus, ao agir quando o Ego feminino
não está funcionando.
Por
isso é como sempre costumo citar aqui na plataforma, uma tomada de consciência
é fundamental para uma “educação” dos arquétipos psicológicos tanto do homem
como da mulher.
Procurar
conversar com seu lado masculino fará da mulher alguém capaz de sentir e
produzir um ambiente externo e interno sadio e uma vivência capaz de não ferir
quem estiver ao redor.
Isso
ocorre principalmente no que diz respeito a sentimentos feridos que, se não
forem expressos de maneira relacionada, podem se transformar em ataques de
Animus.
O
Animus pode danificar o casamento ou os relacionamentos íntimos cortando a
função de sentimento e também envolvendo inconscientemente a Anima do homem.
Quando
a Anima e o Animus começam a rebelar-se, são alimentados por uma reserva de
sentimentos reprimidos de raiva, ressentimento, inveja, poder, frieza e medo,
cada um alimentado pelos complexos parentais de cada um dos parceiros.
A
mulher em outras palavras deverá realizar um trabalho para humanizar o Animus,
principalmente nos relacionamentos mais próximos.
E
isso obviamente não é uma tarefa fácil.
Uma
das questões que sempre discuti e discuto com qualquer pessoa que tenha
bom-senso é sobre a questão da emancipação feminina, o tal do empoderamento,
que a meu ver, se trata de um empobrecimento do feminino.
A
mulher hoje rejeitou conscientemente a sua mãe e do arquétipo coletivo da
feminilidade, tentando se livrar dos grilhões do defasado patriarcado que nossa
sociedade insiste em sustentar, o que sabemos que esse sistema é uma verdadeira
desgraça para todos, inclusive para o homem, ou melhor, principalmente para
nós.
Essa
separação consciente de modelo de vida e casamento da mãe abre uma fresta sem
precedentes no modo de vida da mulher como um todo.
Veja
bem, a palavra empoderamento lembra PODER, a sombra do amor não é o ódio, é
justamente poder meu caro amigo leitor. Amor e ódio vêm da mesma placenta,
quando ainda se tem ódio, pode-se dizer que ainda tem amor, só que um amor
adoecido, compreende?
A
meu ver faz-se necessário desenvolver uma reconciliação da identidade da mulher
com sua entidade mantenedora da sociedade, com seu papel biológico de mãe e
mais que isso, respeitar de forma profunda as suas escolhas profissionais,
contanto que não perturbem a ordem biológica das coisas, da sociedade.
Um
feminismo radical não é o caminho, essa é uma posição minha, quero deixar bem
claro. Dizer que o radicalismo vai salvaguardar os interesses em comum isso é
uma falácia, falácia essa que uma das maiores expoentes, a senhora Judith
Butler, faz questão de dizer.
Inclusive
penso até em fazer um filosofando especial sobre ela.
Mas
voltando ao que interessa...
Um
dos pontos cruciais para essa educação do Animus é possivelmente trabalhar com
rituais (modelagem, desenho, arte, tricô...), esses rituais fazem com que as
mulheres desenvolvam de dentro para fora a realização de um padrão. Mulheres
com transtornos alimentares por exemplo fazem com muita participação esses rituais.
Percebo
que hoje as mulheres são focadas em objetivos cada vez mais externos, são
famintas, loucas por trabalho (workaholic) e quando não estão em movimento
possuem a tendência de procurar fazer algo para preenchimento de um vazio sem
tamanho internamente.
Quero
aqui dizer que não fazer nada de vez em quando pode ser algo bacana. É aí que
começa o processo de educação do Animus e também a tomada de consciência que
chegou a hora de dar uma desacelerada: dar atenção às crianças, cuidar do
jardim e dar atenção a um animal são fontes de vitalidade. Só para citar alguns
exemplos.
Sinceramente
leitor, nós homens somos frágeis, nós também quando somos tomados pela Anima
nos encontramos enfraquecidos e fragilizados, nos entregamos a relacionamentos
tóxicos e violentos, e tendo como resultado sua forma mais cruel que é a
explosão com o feminino, vide feminicídio.
É
necessário mais do que nunca procurar estabilizar estes estados psicológicos,
tanto o masculino quanto o feminino.
Eu
sinceramente acredito que esses traços “feministas” já foram superados e é
necessário mais do que nunca que uma nova forma de combate sério e vigoroso em
relação ao feminino surja e isso tem que ser pra ontem, porque esse feminismo
antiquado e que desejava quebrar os grilhões da mulher em relação a opressão de
nós homens já passou. Ou você acredita que não? Ou será que ainda estou no mundo das cavernas? Porque algo mais ultrapassado do que isso, estou para notar...
Acredito
que um novo feminino e um novo masculino surgiram ou estão prestes a surgir.
É
como se o hardware fosse o mesmo que é o nosso corpo, mas o software, nossa
psique como um todo sofresse algumas transformações que discursos misândricos e
misóginos não têm mais espaço, deu para compreender?
A
meu ver, essa questão do feminismo e empoderamento, braço armado daquele
último, não passam de um descontrole e de um englobamento justamente desse lado
psicológico feminino: o Animus.
E
a grande questão está justamente aí, da mulher conter esse avanço desenfreado
do Animus tanto nas esferas arquetípicas quanto pessoais.
Essas
teorias feministas chocaram o ovo da serpente, é assim que eu vejo, pois
promoveram um descontrole não só psicológico, como também biológico, haja vista
como já foi mencionado, muitas mulheres relutam no aparato materno, em querer
dar continuidade a humanidade e transformaram as dificuldades com nós homens em
algo infantil e medíocre, numa guerra dos sexos sem fim.
As
mulheres são muito maravilhosas, capacitadas e fantásticas!
Reduzir
essas qualidades a um apelo chinfrim de igualdade entre os sexos pelo amor de
Deus, é de um reducionismo fora de série, o que observo entre as diversas
mulheres que me relaciono, seja amorosamente ou somente com afeto é que elas
estão perdendo um precioso tempo tentando demonstrar algo extremamente inútil.
As
mulheres precisam despertar para um feminino consciente. É isso. Nada de
feminismo sem nexo, isso é ridículo. Toda vez que vejo uma mulher que luta por
estes conceitos tardios e retardatários fico triste, pois sei que se a maioria
ali for exprimida e fizer valer a sua opinião não vai sair muita coisa boa
dali, sabe porquê?
Porque
são conceitos tão preconceituosos quanto a própria luta.
E
isso não é exercer uma cidadania participativa, muito pelo contrário, é feio e
é um retrocesso. Homens e mulheres são iguais? A resposta vem como um foguete:
NÃO!
E
jamais serão. Graças a Deus, pois as mulheres são infinitamente superiores a
nós, e isso é uma constatação. Pelo amor de Deus, você mulher que me acompanha
e que lê este texto, vocês são muito superiores, muito mesmo, querer descer os
degraus por capricho e birra aí já é descer das tamancas.
Ser
igual não significa ser semelhante.
Acredito
que hoje podemos perceber que podemos ser diferentes e sermos capazes de notar
que essa luta é uma luta mais do Ego do que qualquer outra coisa e partirmos
para outro assunto mais importante: até que ponto sou engolido pelo meu
egoísmo?
Espero
que tenha gostado do texto de hoje, fiz muita pesquisa, acredito que deu para
perceber e eu faço esse expediente com todo o carinho do mundo.
NÃO
SOU PSICÓLOGO, PSICANALISTA E MUITO MENOS PSIQUIATRA, TENHO FACILIDADE ATRAVÉS
DAS PESQUISAS DE ESTUDAR E TENTAR COMPREENDER MELHOR AS NOSSAS VIVÊNCIAS, SOU
AUTODIDATA EM PSICOLOGIA PROFUNDA, AGRADEÇO SEMPRE A SUA PARTICIPAÇÃO E CARINHO
COM ESTE QUE VOS FALA.
Até
a próxima, se Deus quiser.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
Carl
G. Jung “O Eu e o Inconsciente”. 6ª Ed. Petrópolis: Vozes. 1987, 166 p.
Emma
Jung, “Animus e Anima: Dois Ensaios” (Publicações da Primavera), p. 39
John
Sanford, “Os Parceiros Invisíveis”. Ed. Paulus (1987)
Linda
Shierse Leonard, “Redimindo o Pai e Encontrando o Espírito Feminino para Ser
Mulher”. Ed. Connie Zweig (Jeremy P Tarcher, Inc)







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