UNIVERSIDADE – UMA FÁBRICA DE PRODUÇÃO EM MASSA DE IDIOTAS.

novembro 09, 2012 Randerson Figueiredo 0 Comments




A vida universitária se tornou um constante mal-estar. Hoje somos formados para não sermos originais, digo isso principalmente em relação ao curso de filosofia. Hoje entendo que, qualquer originalidade possível em filosofia é algo conquistado a duras penas.

Lembro-me de uma das primeiras aulas em que um dos grandes professores que tive nos disse algo assim: "Você não está aqui para achar nada, antes de achar algo estude, e descobrirá que muita gente já pensou o que você pensa, e muito melhor do que você, antes de você."

Meus caros, com uma patacoada dessas, ou melhor, com esse choque de realidade você começa a perceber que necessita ser original e não mais uma cópia de padrões pré-estabelecidos que vigoram nos campi.

Essa dureza nos faz pessoas menos optativas e mais rigorosas. Essa é a diferença entre pensar filosoficamente e pensar como senso comum. Vale lembrar que do ponto de vista da filosofia, as ciências humanas em geral são senso comum.

Por isso chego a dizer que a universidade está morta. Basta observar os que fazem parte da academia: um antro de política lobista e de burocracia da produtividade a serviço da morte do pensamento.

Não vou muito longe, só o preenchimento da plataforma Lattes é angustiante, uma plataforma informática que supostamente democratiza o acesso à produtividade da comunidade acadêmica, ao mesmo tempo em que normatiza e quantifica esta produtividade. Na prática, o Lattes serve para nos tomar tempo (sempre dá pau) e acumular platitudes e repetições que visam à quantificação de um quase nada de valor.

E o que falar dos professores? Bem, de uma forma genérica, obrigam os alunos a pesquisar aquilo que não querem, de uma forma que também não querem a fim de garantir verbas de pesquisa institucional em grande escala.

Esmagam nossa criatividade e boas intenções fazendo-nos uma infantaria estatística. A universidade mente: quer formar rebanhos dizendo que defende a liberdade de pensamento.

Temos que ser imodestos e mais do que nunca encontrar nossa própria linguagem individual para não sermos tragados e tratados como meros robôs do pensamento pré-fabricado.

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LEI DE CAUSA E EFEITO: UMA CURIOSA LEI.

novembro 08, 2012 Randerson Figueiredo 0 Comments





É muito comum estabelecermos uma relação de vingança em nossas relações interpessoais em relação ao outro quando estas não dão certo.

Isso nos é muito perceptível quando nos achamos prejudicados. Entra em cena a famosa lei de causa e efeito. Uma curiosa lei.

Digo curiosa, pois essa lei rege nossa convivência natural com nossos pares e também ímpares. Quando algo não dá certo, costumamos resvalar: o que é dele (a) está guardado.

E está mesmo. Não é de hoje que essa visão rege nossas vidas. O que se planta hoje se colhe amanhã, seja ela uma safra boa ou ruim. Já diziam os sábios.

Chego a dizer que essa lei é uma visão cosmológica da nossa vivência no planeta.

E tudo piora quando a figura do suprassensível entra em cena, Deus, como o costumamos chamar. Estabelecemos com Ele desde os mais remotos tempos uma relação doentia, de difícil compreensão.

Você não consegue visualizar o que estou querendo dizer?

É muito simples, quando simplesmente discutimos com Ele. Se eu faço isso o Senhor tem que fazer aquilo, e não vale ser na mesma proporção, ou seja se faço 10% desejo que Ele realize 90% ou até mesmo 100% do que pedi.

A meu ver temos uma relação de corrupção com Deus, e alimentamos isso descaradamente.

Fazemos de forma arbitrária e constante. Isso só indica que mais do que nunca fazemos parte de uma sociedade doente e cada vez mais dependente de uma situação hipotética.

E quando o que foi pedido não acontece, frustramos nosso ego e nos deixamos embebedar pelo sentimento que tratei no início do texto, de vingança.

Ou até mesmo quando não provamos que somos bons o suficiente para Deus, realizando os seus mandamentos, por exemplo, dizemos que Ele nos castiga e que, por conseguinte Ele é mau.

Veja só, mais uma aplicação da lei de causa e efeito. Como disse essa lei é curiosa não é verdade?

O que quero expor aqui neste breve espaço é que costumamos jogar toda a carga bruta em um ser que idealizamos como portador de uma esfera benevolente e que não consegue dizer não aos seus afilhados.

Costumamos achar que Ele está ao nosso serviço, a nosso bel-prazer, para satisfazer as nossas vontades assim que o chamarmos e que essa lei de causa e efeito nada mais é que uma vingança, ou melhor, corretivo (vou ser bonzinho com Ele) pela nossa desobediência.

Bem, não acredito que Deus seja vingativo, acredito que nossas transgressões morais nos fazem sentir na pele algo que Ele nos deu chamado de livre-arbítrio, e que só nossa consciência aplicada ao bom uso da razão poderá saber a diferença entre agir corretamente ou não, e achar que somos meras vítimas da famosa lei de causa e efeito.

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