O FUNDAMENTALISMO JUNG – POSTAGEM ESPECIALÍSSIMA
Fanático é aquele que não consegue mudar de opinião e não aceita mudar de assunto. – Winston Churchill
Muito
bom dia, já que estamos em período de guerras pelo mundo afora (e desde quando
deixamos de estar?), tudo como sempre no front, tudo como dantes no quartel de
Abrantes...
O
assunto de hoje já era para ter sido tratado há muito tempo por aqui, mas como
sempre vez por outra sempre aparece algo bastante interessante para falar,
deixo engavetado.
Chegou
a hora de argumentar sobre O FUNDAMENTALISMO JUNG.
É
importante antes de mais nada, sempre salientar que não pertenço propriamente
dito à seara PSI, NÃO SOU PSICÓLOGO, PSICANALISTA E MUITO MENOS PSIQUIATRA.
Eu
sei que o nobre leitor já sabe disso, mas é sempre bom dar uma refrescada na
memória, como se sabe sou estudioso destes assuntos tão maravilhosos e
instigantes, autodidata como se diz.
Dentro
dessa perspectiva junguiana na qual estou inserido deste 2010, quando me
deparei com uma obra intitulada O EFEITO SOMBRA, de Deepak Choppra, Marianne
Williamsom e Debbie Ford, lançada à época pela Lua de Papel comecei meus
estudos com a obra do mestre.
À
época não sabia absolutamente nada sobre o nosso querido Carlos Gustavo Jovem
(Carl Gustav Jung), não sabia nem pronunciar o nome Jung, não estudava alemão,
hoje além de estudar psicologia profunda com afinco, também sou estudioso do
idioma germânico.
Pois muito bem, hoje sei um pouquinho desses assuntos, um pouco mais do que outrora. E com o pouco que sei tento aprender muito com você que participa desta plataforma e nas redes sociais, principalmente junto ao Instagram:
<<< @blogsaberjung >>>
Uma
das situações que mais me incomodou em tudo sobre a questão desse universo PSI,
principalmente na expertise analítica, do psiquiatra suíço Jung é a questão que
gira em torno da sua figura.
Jung
é tratado como um bibelô inquebrantável e que suas inserções no campo psíquico
tornam-se dogmas irrefutáveis e invioláveis com uma força que o maior dos ímãs
não pode deixar de atrair.
Isso
sempre me incomodou profundamente. Muito mesmo.
Jean-Jacques Rousseau, isso, o do contrato social, disse certa feita que: devemos estudar muito para saber um
pouco. Eu nunca vi frase
mais certeira do que essa.
Olhe,
caro leitor, humildemente falando, se me permite... Eu discordo que a coragem é
a virtude que garante as demais, eu acredito que é a humildade. Sim, ela que
abre as porteiras para todas as outras ações benevolentes, ela é a chave
principal. Essa, reitero, é uma opinião particular.
Nesses
quase 14 anos de estudo em psicologia profunda, o que é muito pouco, eu sou
como se diz: um bebê a engatinhar na esfera psicológica. Neste vasto mundo de
ordem e natureza psíquica.
O
próprio Freud já havia feito essa observação, essa analogia.
Como
bem disse o escritor Hermann Hesse: não
sou aquele que sabe, mas aquele que busca.
E
eu a cada dia busco, de forma bastante sincera e amistosa ao falar isso pra
você leitor, aniquilar a minha ignorância. E acredito que manter essa
consciência, expandir esses fiordes cristalinos que transcendem o espírito é o
que nos torna mais humanos.
Voltando
ao nosso assunto, percebo que há uma inquietação muito prejudicial por parte
dos estudiosos da minha área de estudo, da análise junguiana.
Vejo,
vou agora tecer comentários no que concerne a minha área de atuação, aqui em
Fortaleza, onde moro. Aqui o “bicho pega”, aqui o negócio é brabo, sinceramente.
Quando
entro em contato com diversos especialistas no assunto pelas redes sociais,
leia-se Instagram, tenho contato com
mais de 300 profissionais do brasil inteiro, e a cada dia aumenta, graças a
Deus.
Muitos
dos especialistas no Insta (olha a intimidade rsrsrs), são profissionais muito
conhecidos da temática psi, e eu tenho a honra de conversar e beber da fonte,
muitos são professores da área, com currículos de botar qualquer criatura que
deseje se meter a besta no bolso, e eu falo isso dos pés pra baixo, com toda
sinceridade do mundo e humildade mesmo, pode acreditar.
Sempre
entro em contato com eles e tiro minhas dúvidas, sempre.
São
pessoas muito acessíveis, profissionais maravilhosos e verdadeiramente
conscientes do seus papéis na sociedade, não somente quanto terapeutas, mas
como seres humanos.
Agradeço
sempre a Deus pela retaguarda que Ele me oferta.
Se
não fosse a ajuda destes nobres profissionais, o blog Saber Jung jamais teria o
número de acessos e sem falsa modéstia, a qualidade que tento sempre manter com
os textos.
Às
vezes para escrever um único texto utilizo diversos aparatos, desde livros a
teses acadêmicas espalhadas na internet, e revistas também. Faço isso com todo o zelo e carinho
possíveis.
A
postagem de hoje também é para agradecer. Não somente aos medalhões que
participam do meu Instagram, que não são poucos, não vou citar nomes aqui pois
ninguém é melhor que ninguém.
Fico
muito feliz por me seguirem e eu segui-los, mas a igualdade deve ser mantida e
preservada. Não é porque é um nome de peso que será tratado de forma diferente,
nada disso, trato todos iguais.
Agradeço
a todos, todos mesmo, que sempre colaboraram para o meu desenvolvimento
intelectual e humano. De alguma maneira com as postagens, stories e reels... Ou no direct mesmo, e olha que eu
perturbo, viu. Sou chato.
Mas
como não posso deixar de falar das flores...
Há
profissionais que não me espelho de forma alguma.
São
profissionais que tratam Jung como um padre, onde confessam seus piores pecados
e não faltam a nenhuma missa. Fazem dele o seu cão adestrado, onde qualquer
contravenção é vista como uma transgressão das mais onerosas.
Isso
é um atraso! Isso é terrível! É péssimo!
Desde
quando Jung deixou os ditames do pai da psicanálise, o empoeirado, mas sempre
vivo Freud, no início do século XX o campo psicanalítico tornou-se mais
abrangente, não só pelas marcas indeléveis de Jung, mas principalmente por
outros nomes: Erich Neumann é um desses nomes.
É
sempre salutar lembrar disso, o que percebo dentro dessas questões
psicanalíticas é que há uma briga de cão e gato para saber qual abordagem é a
mais interessante.
Gente
pelo amor de Deus, isso é coisa de criança birrenta.
Criança
que saiu com a mãe e ela disse que compraria o brinquedo na volta do passeio, e
obviamente ela não compra nada. Chamem o pediatra e psicanalista Donald Winnicott, para resolver essa
situação rsrsrsrs.
Lembrei
agora do professor Carlos Amadeu Botelho Byington, quando certa feita em uma de
suas palestras sempre lúcidas, disse a respeito da temática, que o melhor a
fazer é unir as abordagens: tanto a psicanálise com a psi profunda.
Eu
sei que não sou pertencente à área psi, e eu tenho consciência plena disso.
Essa assertiva do professor Byington é de uma obviedade... Eu sei, eu sei... O
óbvio sempre precisa ser dito.
Aqui
em Fortaleza como mencionei no início do nosso texto, a situação é crítica,
para não dizer fundamentalista, professores
da área psi profunda (não todos, claro, generalizar é sempre um erro, pois o
quantificador universal TODO sempre abrirá uma brecha para a sua negação como
nos ensina o estudo da lógica) que se agarram a Jung como uma boia numa
piscina, cuja profundidade beira a de um pires.
São
pessoas que tem um conhecimento muito bom, disso não posso me apartar, mas que
se perde numa imensidão de caos e brigas desnecessárias, num seminário cujo
tema é: MINHA ABORDAGEM É MELHOR QUE A SUA! POR FAVOR NÃO ME ESTRESSE! NÃO ME
ABORREÇA!
Essa
semana mesmo, estava numa livraria, até certo ponto bem conhecida aqui em
terras alencarinas, onde se diz bem frequentada, mas não é bem assim.
Sabe
leitor, acredito que se você não souber valorizar o que você sabe aliado a uma
prática holística humilde, nada feito. Tudo se acaba, tudo se esvai, tudo vai
por água abaixo.
Santa
Teresa D’Ávila (doutora da Igreja) estava certa quando disse: a humildade é a Verdade.
Eu
comprei uma obra lá nessa bendita livraria (possui um acervo maravilhoso
inclusive, sem sombra de dúvida) e fiquei um tempo lá a ler a obra que adquiri,
nossa, foi um festival de horrores. Eu estou só abrindo um parêntesis aqui,
justamente pra você ficar por dentro de como é a comunidade leitora daqui. É um
negócio pavoroso.
Extremamente
apegada a dogmas literários.
Muitos
dizem assim: ah, mas o brasileiro não lê! Não se interessa por leitura! Meu
amigo, o acesso ao livro é de lascar o quengo! Os insumos estão pela hora da
morte, e quando chega no produto final, já está super-hiper-ultra-mega-encarecido.
É
assim que funciona, as pessoas não vão deixar de se alimentar ou se vestir para
investir na literatura, vamos acordar pra vida! Está realmente tudo muito caro,
nossa moeda sempre desvalorizada e os empresários (eu falo aqui dos
megalômanos) enchendo as burras de dinheiro e não estão nem aí pros pequeninos. Que se lasquem! Mas antes de se lascar, que forneçam força bruta para eles ganharem rios de dinheiro.
Como
bem disse o geógrafo Milton Santos: a
sociedade é dividida em duas classes, a dos que não comem e a dos que não
dormem, com medo da revolução dos que não comem.
E
isso é uma constatação, a literatura se torna seletivamente pobre quando atende
à demanda somente de uns em detrimento de outros, dos mais favorecidos, no caso.
Isso
é triste demais. É algo medieval, estabelecer sempre um Brasil feudal, Jacques
Le Goff deve estar se remexendo uma hora dessas no seu jazigo. Le Goff que é um
dos maiores nomes da antropologia medieval, referência no assunto.
E
eu não estou sendo socialista não, nada disso, nem de Marx eu gosto, detesto o
seu pensamento e sua ideologia, pra mim ele já está mais que ultrapassado e enterrado.
O ambiente acadêmico infelizmente está empesteado com suas ideias retrógradas,
fazer o quê não é? Aceita que dói menos.
Na
universidade, por ser um semideus do panteão arcaico é tratado com pompa e
circunstância, não concordo, mas quem sou eu na fila do pão, não é meus amigos?
Mas e quem foi Karl Marx? Até hoje não sei afirmar...
Tem
até um economista que era articulista da Veja, muito conhecido, lançou um monte
de livros, que o odeia com todas as suas forças. Não estou com esse
articulista, nada de ódio, faz mal à pele e ao coração, e outra coisa, quando
não se deseja saber sobre algo é só não procurar sobre, ponto.
Eu
não chego a odiá-lo, mas sou indiferente.
“O
vício inerente ao capitalismo é a distribuição desigual de benesses; o do
socialismo é a distribuição igualitária das misérias.” – Winston Churchill
Eu
sei que esse pensamento do Cabeça de Cenoura, o apelido de Winston Churchill
quando infante, é um tanto quanto desleal da minha parte colocá-lo por aqui,
peguei pesado, mas é assim mesmo. É o que acredito também.
Só
para você, prezado leitor, ter uma ideia do que estou a falar, uma obra de Jung
custa 195 reais, meu amigo, é quase um disparate isso, você tem noção do
negócio desleal que o mercado livreiro se tornou?!
Com
esse valor é possível adquirir livros raros, em sites na internet.
E
digo mais, já que estamos aqui numa lavanderia junguiana, é impossível
sustentar uma argumentação favorável ao mercado livreiro quando se está em
questão valores e princípios.
Eu
mesmo já comprei livro de 200 reais fora de catálogo, mas isso foi uma vez na
vida, vou fazer de tudo inclusive para que nenhum familiar meu leia esta
postagem rsrsrs omitir essa informação rsrsrs. Senão vão me matar!
Temos
hoje que praticamente vender um dos nossos rins para nos abastecermos de
cultura, senão a ignorância é capaz de comer nosso fígado acebolado.
Voltando
a falar do fundamentalismo...
Hoje,
se não formos leitores somente de Jung, e ter uma presteza ao ler sua vasta
obra e reler exaustivamente as obras completas, antes que você me pergunte, não
li todas das obras completas, estou quase lá... O que desejo mencionar é que se
você não fizer parte do fã clube Jung, meu amiguinho, você é expulso a
pontapés.
Ler
Marie-Louise von Franz faz parte do
corolário junguiano, senão você pode ser reprovado e não ganhar insígnias ou
estrelinhas e não ascender ao metaverso de Carlos Gustavo Jovem.
Aniella Jaffé também é outra coleguinha que não pode
deixar de fazer parte deste universo purpurinado psi. Era uma analista suíça e
amiga de Jung, salvo engano, era sua secretária. Editou Memória, Sonhos, Reflexões. Uma obra maravilhosa por sinal, referência.
Das
mais recentes temos a professora Verena
Kast (excelente!) do Instituto Junguiano de Zurique, Edward Edinger, um dos meus preferidos, ele era analista
norte-americano e a meu ver, na minha humilde opinião um dos maiores exegetas
do mundo em relação ao universo da psicologia.
É
sabido que o tema religiosidade era recorrente em Jung.
Eu
tenho vários livros do Edinger aqui
em casa, inclusive. Todos eles fora de catálogo, você não imagina o malabarismo
que tive que fazer para adquirir todos eles. Alguns deles adquiri pelo
estupendo site Estante Virtual
e outros por meios... Vamos dizer assim: prefiro não comentar rsrsrsrs.
Outro
também que aprecio bastante é o padre John
Sanford, esse representa a fina flor do conhecimento junguiano, foi esse do livro de
200 reais que comprei num momento de êxtase total rsrsrs.
Tem
o James Hollis e o outro James, o Hillman, do movimento chamado psicologia
arquetípica. Em terras tupiniquins temos o Carlos
Amadeu Botelho Byington, da psicologia simbólica já citado no texto de
hoje, brasileiro e maravilhoso. Ele foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica
(SBPA) e fez pós-graduação em Psicologia Analítica no Instituto C.G. Jung
de Zurique.
No
site do professor Byington tem um
monte de artigos bacanas, infelizmente ele já fez sua partida deste plano, mas
deixou um legado maravilhoso. Acesse aqui >>> Home - Carlos Byington.
Tem
outro brasileiro excelente o professor Gustavo
Barcellos, publica suas obras pela Editora
Vozes, inclusive é a editora que detém os direitos da vasta obra de
Jung, principalmente das obras completas. Por isso o destaque.
Professor
Jorge Miklos, com sua didática
maravilhosa, seguimos um ao outro no insta, também é outra referência na área.
Professor Marcus Quintaes, referência
na área, já publicou até obra pela Editora
Paulus.
E
por falar em Editora Paulus, não
poderia deixar de citar a coleção Amor e
Psique, que desde a década de 80 agiganta nosso conhecimento com diversos
autores-referências nessa área.
Sou
cliente tanto da Editora Vozes, na Rua Major Facundo, 730 (sou um dos
colaboradores da editora nos sazonais) quanto da Paulus, Rua Floriano Peixoto,
523. Todas no centro de Fortaleza.
Tem
também o professor Fabrício Moraes de
Vitória no Espírito Santo (do Instagram também), que é Supervisor Clínico e
diretor do CEPAES (Centro de Psicologia Analítica do Espírito Santo), e junto
com seu grupo de psicólogos mantêm firmes e fortes uma plataforma intitulada JUNG NO ESPÍRITO SANTO – Uma psicologia analítica contemporânea, um blog maravilhoso, excelente mesmo, é uma
das minhas fontes de pesquisa, inclusive. Tenho um contato muito amistoso com o
professor Fabrício.
Os
mais contemporâneos como o Sonu
Shamdasani e Murray Stein também
fazem parte desse seleto grupo. O nada ortodoxo e brasileiro Alberto Lyra, gosto muito de suas
observações, é um psiquiatra que escreve muito bem nessa área, na Estante Virtual você pode encontrar
muitas obras dele, é só dar uma pesquisada.
Principalmente
sobre inconsciente coletivo e espiritualidade.
Jung
como foi um cara muito à frente do seu tempo, fez apontamentos de livro até com
sinólogo (aquele que traça paralelo referente ao estudo da China, os costumes e
tradições), o Richard Wilhelm, com O
SEGREDO DA FLOR DE OURO, vou ainda indicar essa obra aqui, com calma, na
categoria psicologia para leigos.
Essa
obra versa sobre ensinamentos budistas com confucianos, anima x animus
(relacionando com o Yng Yang), inconsciente coletivo e dentre outros assuntos.
Depois
da tradução de Wilhelm e dos
comentários de Jung, ele foi popularizado, por conter traços da psicologia
analítica e transpessoal aqui no Ocidente. O Oriente tem muito a nos ensinar.
É
importante dizer que nem Jung e nem Richard
Wilhelm escreveram a obra O SEGREDO DA FLOR DE OURO, mas o primeiro fez
apontamentos e o segundo traduziu, é necessário salientar isso.
Então
já a finalizar o texto de hoje, já escrevi por demais...
Já
estou com quase 10 páginas corridas no Word, é mole?!
Eu
acredito que foi necessário argumentar sobre tudo isso, como leigo que sou, não
sou um profundo conhecedor da psi profunda, mas como leigo e sempre a estudar
sobre o assunto, tenho a obrigação de falar tudo isso. Eu me esforço para
aprender e apreender, pode ter certeza.
Sei
que em meio às piadas falei muito sério, muito sério mesmo.
Para
muitos esse apego descontrolado ao pai da psicologia profunda é algo positivo,
mas sabemos que não é, e seu irredutível poder de argumentação fomenta com
certeza os liames negativos de um fundamentalismo incontrolável.
Sendo
bem sincero, eu só consegui acessar o Jung por causa dos analistas, eu não fui
direto na fonte, como disse no início, eu não sabia nem pronunciar o sobrenome
dele, eu dizia Jung com som se J (jota) mesmo, e não com som de /yot/ como no
fonema alemão: /Yung/. Mais ou menos assim, compreende?
Não
podemos ter preconceito, jamais.
Foi
através de uma obra de autoajuda, do médico indiano Deepak Chopra e mais duas autoras
que me levou a conhecer o mestre, gente por favor, deixemos de preconceitos
tolos.
O
EFEITO SOMBRA, o nome da obra lançada em 2010, é uma obra para iniciantes, mas
eu não vou mentir, fiquei meio confuso com os termos: sombra coletiva,
inconsciente coletivo e persona... Eu não entendia quase nada.
Não
conseguia compreender direito, hoje sei um pouco melhor.
Sempre
a estudar os conceitos e quando possível tento aplicá-los na prática. Quando
não, recolho-me a minha insignificância mesmo e pronto, tudo certo, pois se
encontro alguém que sabe mais do que eu, obviamente tento me embriagar da fonte
para saber mais.
E
não estabelecer uma guerra de egos inflados a sobrevoar materiais acadêmicos
pontiagudos. Uma hora dessas o balão vai estourar.
E
eu falo isso também pra mim, sabe porquê, leitor? Porque no início escrevia com
pedantismo, uma escrita sofrível (hoje acredito que escrevo um pouquinho
melhor) e cheio de pseudoconhecimento. Isso é muito cruel. Reconhecer isso é libertador.
Reconhecer, é expandir a consciência, pelo menos enxergo assim. Reconhecer que nem
sempre querer é poder, como alertou o excelente filósofo Arthur Schopenhauer, inclusive uma das fontes de Jung junto com Nietzsche, olha que interessante.
Então
que possamos nos recolher a nossa insignificância, pegar o nosso banquinho e
sair de mansinho. Sempre. Com toda sinceridade, sempre procuro, hoje, nos
tempos atuais, fazer isso.
Sei
que tem profissionais que muito sabem, mas como sou fã de Sócrates, só
sei que nada sei, ao
reconhecer os vastos campos da minha ignorância, só não são terrenos baldios
porque dou umas capinadas de vez em sempre.
Muito
obrigado por ter lido até aqui, a minha intenção não foi magoar ninguém, longe
disso, mas alertar que há muitas formas de se chegar ao interior do castelo e
matar o dragão para salvar a princesa.
Eu
também bati em mim, nem eu me salvei hoje. Às vezes é recomendável oferecer uma
dose de realidade a nós mesmos, para não dizer sempre.
Que
sigamos em frente, em busca de conhecimento, mas um conhecimento humanizado,
como bem disse Jung: ao
tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.
Até
a próxima se Deus quiser, fraternal abraço.
***
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