PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 69

outubro 21, 2021 Randerson Figueiredo 0 Comments


 

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OS FLINTSTONES – ANÁLISE DE DESENHO ANIMADO

outubro 17, 2021 Randerson Figueiredo 0 Comments

 


Olá a você que me acompanha sempre por aqui.

 

A postagem de hoje será sobre o desenho animado Os Flintstones, um desenho criado pelo grupo Hanna-Barbera no início da década de 60.

 

É um desenho que resiste até hoje, pelo menos aqui na capital onde moro em Fortaleza, a televisão local ainda transmite o desenho todas as manhãs sempre às 09h.

 

O desenho inicialmente pelo que andei a pesquisar abordava dramas cotidianos da vida adulta, tanto é que os personagens apareciam fumando em comerciais de TV.

 

Somente depois com a participação de personagens infantis é que a situação acabou mudando ao abordar temas típicos de família de classe média.

 

Resumo sobre o desenho:

 

Flintstones, Os (Flintstones, The, EUA, 1960)

 

Primeiro desenho animado de 30 minutos produzido pela Hanna-Barbera, permanece no ar até hoje, sendo considerado um dos maiores sucessos da televisão mundial, com 166 episódios e mais de 300 milhões de telespectadores em 80 países. Mostra a rotina de duas famílias encabeçadas pelos inseparáveis amigos Fred Flintstone e Barney Rubble, combinando um cenário típico da Pré-História - a cidade de Bedrock, onde a moeda vigente é a lasca - com o contexto da vida agitada dos anos 60. Assim, todos os itens de consumo do mundo moderno, como telefone, chuveiro, liquidificador, jornal, entre outros, são feitos de pedra, muitos deles operados por animais. As moradias situam-se no interior de grandes rochas e os automóveis movem-se por tração exercida pelos pés dos próprios passageiros e motorista. Além de vizinhos, Fred e Barney trabalham juntos numa pedreira e estão sempre armando para conseguir algum tipo de diversão longe das esposas, Wilma e Beth, entrando em muitas frias; mas, no final, o amor prevalece e acabam sendo perdoados. Fred tem dois gritos inesquecíveis: o eufórico "Yabba-Dabba-Doo!" e o irritado "Wilma!!!". A série também teve duas aberturas. A primeira mostrando Fred passando em vários lugares antes de chegar em casa, quando é recebido por Wilma e uma bandeja de lanche. Ele a beija e vai direto para o sofá da sala, de onde Dino sai para dar lugar ao dono da casa para ver televisão. A segunda, mais lembrada por começar com o grito "Yabba-dabba-doo", mostra Fred deslizando sobre o brontossauro, caindo em seu carro, para pegar Wilma, os vizinhos Barney e Betty, além dos bichos da casa, para ir a um drive-thru e depois a um drive-in para ver um filme. Com a chegada de Bam-Bam e Pedrita, eles também são incorporados à abertura.

 

Pois muito bem esse foi o resumo do desenho animado Os Flintstones. Agora vamos a uma pequena análise do desenho, especialmente em relação a amizade entre Fred e Barney.

 

Como sempre gostei de desenhos animados, e com Os Flintstones não seria diferente, sempre gostei de analisar a relação entre Fred e Barney, uma amizade muito singela e a meu ver problemática.

 

Fred é casado com Wilma que formam um casal de classe média na Idade da Pedra Moderna. São os vizinhos e melhores amigos de Barney e Betty Rubble.

 

Pelo que sempre percebi nos episódios do desenho o desejo atávico de Fred era ficar rico. Ah sim, já ia me esquecendo da sogra de Fred que sempre diz que sua filha, Wilma, teria que ter se casado com o Sr. Firestone, o que inventou a roda, e não com Flintstone (pedra dura em inglês).

 

Fred e Barney trabalham em uma pedreira e participam de festivais de boliche com o grupo Búfalos d’Água. Só que tem como companheiros homens evoluídos, outros em processo de evolução e macacos que trabalham em troca de amendoins.

 

O desenho é uma maravilha, e mostra a intrincada relação de amizade entre Fred e Barney que para mim deixa de ser amizade a passar a ser uma espécie de endeusamento do outro.

 

Fred considera Barney sim um grande amigo, mas nada que se compare ao que Barney sente por Fred, chega a ser de uma fidelidade canina.

 

Barney Rubble faz tudo pelo amigo, que muitas vezes não o responde com a mesma combinação de fatores que Barney, o desenho retrata bem isso, o quanto muitas vezes fazemos de tudo por uma pessoa e essa pessoa não responde na mesma intensidade que nós.

 

Os Flintstones merece muito ainda ser visto e revisto incontáveis vezes. É um desenho maravilhoso.

 

Na Netflix acredito que ainda está passando o filme Os Flintstones de Steven Spielberg, nessa superprodução de 1994 que conta com nomes como John Goodman (Fred), Rick Moranis (Barney) e Rosie O’Donnell (Betty) o filme é bem fiel ao desenho, muito fiel mesmo.

 

Vale muito a pena assistir.

 

Com destaque para uma participação mais que especial de Elizabeth Taylor como a sogra de Fred.

 

Na postagem de hoje era justamente sobre essa amizade complicada que paira no ar a pergunta: até que ponto deixamos de fazer o que é certo para nós para sermos mais fiéis ao outro?

 

Até que ponto nos anulamos por quem quer que seja?

 

Então através do desenho de hoje faço estes questionamentos.

 

Sim, porque é esse tipo de amizade incondicional que muitas vezes nos frustramos, afinal a vida é uma via de mão dupla, na qual desejamos e precisamos de reciprocidade.

 

Então já vou finalizar a análise de desenho de hoje, desejava salientar justamente essa amizade que por vezes se torna tóxica, uma amizade onde não existe muita reciprocidade.

 

Peço que se você gostou dessa análise e deseja participar do blog, não deixe de comentar o texto de hoje ou me enviar um e-mail:

 

randersomfigueiredo@hotmail.com

 

Ficarei muito feliz com a sua participação. Despeço-me por hoje e até breve com a análise de novos desenhos.

 

Até a próxima.

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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 68

outubro 17, 2021 Randerson Figueiredo 0 Comments


 

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PSICOLOGIA PARA LEIGOS # 2 # A PSIQUE NA ANTIGUIDADE – LIVRO UM | EDWARD EDINGER

outubro 01, 2021 Randerson Figueiredo 0 Comments

Olá, muito boa tarde.

 

Hoje apresento mais uma vez aqui na plataforma a obra Psique na Antiguidade – livro um; do autor norte-americano Edward Edinger, a meu ver um dos maiores analistas junguianos dos últimos tempos.

 

Edward Edinger tem uma destreza sem tamanho ao lidar com temas por vezes de difícil acesso no mundo da psicologia, um deles envolve sobre religião e filosofia.

 

Vou tentar nesta série apresentar passo a passo uma amostra sobre psicologia analítica. Até mesmo porque me considero leigo nesta seara psicológica, estou engatinhando ainda.

 

De Tales a Plotino muitos filósofos são apresentados nesta obra que envolve uma atmosfera filosófica, claro, mas acima de tudo uma aura psicológica.

 

O livro é simplesmente maravilhoso.

 

Eu acredito que para quem está começando, ler os teóricos nesse momento se faz mais necessário do que começar a ler o próprio Jung, essa é a perspectiva que vejo.

 

Se você deseja aprofundar seus conhecimentos em filosofia tendo por base a psicologia esta é uma boa oportunidade para começar a estudar com essa visão.

 

Edward Edinger é um grande mestre que vai te conduzir com sabedoria sobre os mais variados assuntos dentro do campo da psicologia profunda.


DESCRIÇÃO DA OBRA

 

A Psicologia profunda, em sua aplicação prática, é herdeira de três nobres tradições; a tradição médica do cuidado com os pacientes, a tradição religiosa do cuidado com a alma e a tradição filosófica do diálogo em busca da verdade. Este estudo se concentra particularmente na terceira tradição, a filosofia.  O objetivo deste livro, contudo, não examinar a filosofia mas, de preferência, rastrear a psique à proporção que ela se manifesta nas ideias arquetípicas que tanto fascinaram os antigos filósofos gregos tais como gregos tais como Pitágoras, Heráclito, Platão e Aristóteles. Essas ideias são organismos psíquicos que ainda vivem em nós, como vemos nas imagens vindas do inconsciente que brotam espontaneamente nos sonhos, nos desenhos e na imaginação ativa.  Sabendo que muitas culturas consideram vital para seu bem-estar o vínculo com seu ancestrais; da mesma forma, contribui para a nossa saúde psicológica estar os antigos gregos, nossos ancestrais culturais, que foram os primeiros a articular certas ideias e imagens centrais para a psique ocidental. Este estudo nos liga às nossas raízes psíquicas que no inconsciente coletivo, têm a forma de camadas geológica constituídas durante a evolução da psique humana.  Em nossa época, o perigo está em a filosofia ser vista como um esqueleto abstrato, mera estrutura sem vida nenhuma. A perspectiva junguiana do Dr. Edinger revitaliza esse alicerce da psique ocidental, relacionado ideias arquetípicas à experiência moderna.

 

UM POUCO SOBRE O AUTOR

 

Edward F. Edinger (1922 – 1998)

 

Edward Edinger nasceu em 13 de Dezembro de 1922 em Iowa, nos Estados Unidos. Formou-se em Química pela Universidade de Indiana em 1943 e recebeu seu doutorado em Medicina pela Universidade de Yale em 1946. No início de sua carreira, atuou como médico militar no Panamá pela Marinha dos Estados Unidos e, posteriormente, atuou como supervisor da ala de psiquiatria no Rockland State Hospital, em Nova York. Em 1952 iniciou sua análise com Mary Esther Harding, considerada a primeira analista junguiana relevante nos Estados Unidos.

 

Dr. Edinger é tido como o analista junguiano mais influente dos E.U.A. Ele esteve na vanguarda dos que realizaram o trabalho iniciado por C. G. Jung., levando seus conceitos para uma nova geração de analistas americanos. Foi membro fundador da CG Jung Foundation, em Manhattan, bem como do CG Jung Institute de Nova York, onde foi presidente no período de 1968 a 1979. Depois, mudou-se para Los Angeles, onde viveu atuando como analista, ministrando palestras e escrevendo a maior parte de seus livros e artigos até o fim de sua vida. Faleceu em 17 de Julho de 1998, aos 75 anos de idade, devido a um câncer de bexiga.

 

Sua obra é bastante vasta e trata sobretudo dos temas Religião e Alquimia numa perspectiva junguiana. Edinger defende que muitas das neuroses existentes têm sua origem no declínio da religião. Nesse sentido, ele acreditava que apenas através da compreensão da dimensão religiosa da psique é possível ao homem moderno ocidental desenvolver uma nova visão de mundo e encontrar alívio para suas angústias. Dentre as suas publicações, destacam-se “Ego e arquétipo: individuação e função religiosa da psique” e “Anatomia da Psique”. 

 

Em Ego e Arquétipo, o autor afirma que o sucesso de um tratamento envolvendo psicoterapia só é possível se houver uma conexão entre o Ego e o Self, imagem arquetípica de Deus. Esse diálogo entre o ego e o arquétipo é fundamental para que se alcance a individuação, processo através do qual o ser humano atinge sua totalidade, se diferenciando dos demais como um ser único, o que lhe oferece uma nova forma de ver o mundo e viver a vida. Ao longo do livro, Edinger discorre sobre como se constitui a estruturação do Ego, de que maneira ocorre a cisão do eixo Ego-Self e como, ao longo da vida, somos impulsionados a restabelecer esta ligação. O livro mostra-se bastante didático, utilizando-se de muitas imagens, relatos de sonhos e situações vivenciadas pelo autor como analista para ilustrar os conceitos apresentados. É uma leitura indispensável para aqueles que tem interesse em se aprofundar na teoria junguiana.

 

Em Anatomia da Psique, Edinger dá continuidade aos estudos alquímicos de Jung, onde ele traça um paralelo entre o simbolismo alquímico e as manifestações psíquicas experimentadas no processo de individuação. De acordo com o autor, as imagens alquímicas nos fornecem uma base objetiva para a abordagem de materiais vindos do inconsciente. Este conhecimento nos auxilia a distinguir os fatos objetivos de inclinações pessoais quando lidamos com a psique.

 

Abaixo outras obras do autor publicadas no Brasil:

 

Ego e arquétipo: Individuação e Função Religiosa da Psique (Ego and Archetype: Individuation and the Religious Function of the Psyche)

Anatomia da Psique: o Simbolismo Alquímico na Psicoterapia  (Anatomy of the Psyche: Alchemical Symbolism in Psychotherapy)

A Criação da Consciência – O Mito de Jung para o Homem Moderno (The Creation of Consciousness: Jung’s Myth for Modern Man)

O Encontro com o Self: Um comentário junguiano sobre as “Ilustrações do Livro de Jó” de William Blake (Encounter With the Self: A Jungian Commentary on William Blake’s Illustrations of the Book of Job)

Bíblia e Psique – Simbolismo da Individuação no Antigo Testamento (The Bible and the Psyche: Individuation Symbolism in the Old Testament)

O Arquétipo Cristão: Um Comentário Junguiano sobre a Vida de Cristo (The Christian Archetype: A Jungian Commentary on the Life of Christ)

A Ciência da Alma: Uma Perspectiva Junguiana (Science of the Soul: A Jungian Perspective)

O Mistério da Coniunctio: Imagem Alquímica da Individuação (The Mystery of the Coniunctio: Alchemical Image of Individuation)

A Psique na Antiguidade – Livro 1 – Filosofia Grega Antiga de Tales a Plotino (The Psyche in Antiquity: Early Greek Philosophy: From Thales to Plotinus)

A Psique na Antiguidade – Livro 2 – Gnosticismo e Primórdios da Cristandade (The Psyche in Antiquity: Gnosticism and Early Christianity: From Paul of Tarsus to Augustine)

 

Ainda não publicados no Brasil:


Living Psyche: A Jungian Analysis in Psychotherapy Pictures

Goethe’s Faust: Notes for a Jungian Commentary

Transformation of Libido: A Seminar on CG Jung’s Symbols of Transformation

Transformation of the God-Image: An Elucidation of Jung’s Answer to Job

The Mysterium Lectures: A Journey through CG Jung’s Mysterium Coniunctionis

Melville’s Moby-Dick: A Jungian Commentary. An American Nekyia

The New God-Image: A Study of Jung’s Key Letters Concerning the Evolution of the Western God-Image

The Aion Lectures: Exploring the Self in CG Jung’s Aion

Ego and Self: The Old Testament Prophets. From Isaiah to Malachi

Eternal Drama: The Inner Meaning of Greek Mythology

The Psyche on Stage: Individuation Motifs in Shakespeare and Sophocles

Archetype of the Apocalypse: Divine Vengeance, Terrorism, and the End of the World

The Sacred Psyche: A Psychological Approach to the Psalms

An American Jungian: In Honor of Edward F. Edinger

 

Referência:

 

https://en.wikipedia.org/wiki/Edward_F._Edinger

 

https://www.nytimes.com/1998/08/02/us/edward-f-edinger-75-analyst-and-writer-on-jung-s-concepts.html

 

https://prabook.com/web/edward.edinger/3745109

 

EDWARD EDINGER



SOBRE A OBRA EM ANÁLISE - DETALHES

Editora: Cultrix

Autor: EDWARD F. EDINGER

ISBN-139788531606427

Edição: 1

Ano da Edição: 2000

Número de Páginas: 200

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