O QUE O TEMPO DISSE AO TEMPO? TUDO TEM SEU TEMPO...

janeiro 27, 2015 Randerson Figueiredo 0 Comments



“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.”

Eclesiastes 3:1-8

Mais uma vez o Evangelho é muito claro diante das conjecturas em relação ao tempo e as suas circunstâncias no qual ele está inserido e também quando nós estamos.

Ao que parece hoje, é que não possuímos mais tempo para nada, viver hoje virou um verdadeiro caos na imensidão da falta de tempo que nos impomos.

O Evangelho nos diz que há tempo para tudo, e mais uma vez preferimos não escutar a palavra de Deus e fazer o nosso próprio tempo, com as nossas próprias mãos.

A verdade caro leitor é que perdemos muito tempo tentando encontrar... Tempo. Nos matamos dia e noite, noite e dia para escarafunchar algumas horas, minutos e até mesmo segundos da nossa preciosa vida em busca de algo fortuito que nos faz perder tempo.

Nos matamos de estudar, horas e horas por dia para conseguirmos um emprego e nele acumular nossas benesses cotidianas, mas e aí vem a pergunta: cadê o tempo?

Você pode até ter dinheiro, isso pode até ser inegável, mas onde está a tranquilidade para gastá-lo, para usufruí-lo da melhor maneira possível?

Os amigos? A os amigos... Esses no qual já escrevi aqui no blog são uma forma de Deus estar com a gente, perderam-se no tempo, com o passar dos anos. Foram-se, devido a nossa falta de tempo.

Acumulamos cargas e mais cargas cotidianas dos malefícios vividos e não nos acostumamos com o que há de melhor na vida: vivenciá-la.

E só podemos vivenciá-la quando temos tempo para tal. Caso contrário apenas existiremos e não viveremos; seríamos como um dente-de-leão que é levado pelo vento e se encosta em tudo que lhe aparece pela frente.

E sem contar que não podemos voltar ao tempo como na famosa máquina apresentada em literatura e em filmes científicos. Só esse segundo que você acabou de ler esta frase não poderá mais vivenciá-lo novamente. Não da mesma forma, com a mesma intensidade.

Caro leitor, o que temos de mais precioso não é o dinheiro e sim o tempo que não volta mais. O presente, o agora, a tão famosa frase Carpe Diem(aproveite o dia de hoje) é muito sensata e ao mesmo tempo cruel.

Sensata porque é através dela que podemos viver o que há de melhor no dia de hoje, e cruel porque se perdermos uma fração de segundo que seja podemos estar liquidados para sempre.

Louvores e graças ao Santo Evangelho que é tão lúcido e atual como sempre. Plantemos hoje para colhermos amanhã. Reguemos hoje para que floresça no outro dia. Caso contrário perderemos nosso maior tesouro: nosso precioso tempo.  


Até a próxima.

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SOBRE A VIDA NÃO VIVIDA

janeiro 08, 2015 Randerson Figueiredo 0 Comments



Um dos grandes questionamentos que sempre tenho feito aqui neste blog diz respeito ao fato de não vivenciarmos plenamente a vida.

Uma vida não vivida. Uma vida centrada mais no acúmulo de objetos do que de situações e efemérides prazerosas. E isso é uma característica extremamente comum.

Não costumamos aproveitar a vida na sua essência, na sua versatilidade e na sua totalidade. Temos na maioria das vezes uma vida amorfa, sem graça e sem dinamicidade.

Uma vida pautada em futilidade requer uma dose de heroísmo hercúleo para que a sua vida não caia no ostracismo de um cotidiano cheio de infindáveis dramas já conhecidos.

O mundo se acabando, tufões, terremotos, e agora o mais recente terrorismo na França e você se preocupando com pau de selfie? Para saber quem saiu melhor na foto. Francamente não é?

Acredito que está na hora de rever nossos conceitos. De “desproblematizar” o que não é problematizável e de encarar as dúvidas, os questionamentos pautados em dados confiáveis que deem um pouco de ânimo aquela ou outra situação.

É isso que necessitamos colocar em prática na vida: ânimo. O mais nobre dos sentimentos: amor e uma pitada de: atitude. Sei que se fosse fácil assim já estaríamos habitando outras esferas. Outras galáxias.

E por falar em habitar outras esferas, no campo moral somos altamente tenebrosos, mas no campo científico avançamos horrores. E o que isso quer dizer?

Quer dizer que apesar de sermos avançados cientificamente, no campo das relações interpessoais não passamos de bebês prematuros.

Acredito que ainda não começamos nem a engatinhar, estamos no abecedário redivivo dos laços fraternos, ou seja, numa comparação a lá Darwin: estamos na era das cavernas no campo emocional.

Por isso que quando fazemos pipizinho fora do nosso piniquinho, temos que dar satisfações de bate pronto a quem cometemos a indelicadeza de magoar. Caso contrário seremos taxados de pré-históricos. E com toda razão já que é a era(emocional) que nos encontramos.

Por isso que a vida não vivida é reflexo dos nossos atos, das nossas insanidades, dos nossos conceitos e preconceitos mais obscuros.

Essa vida que não vivenciamos não é um erro, é a prova cabal que ainda temos muito que melhorar para atingirmos a nossa plenitude. É uma questão de mudança, de melhora.

Agir com consciência e ter a convicção de que somos passíveis a erros e principalmente a acertos é o que confere um grau maior de liberdade a todos nós.

Temos que ter audácia e discernimento. Mais do que tudo, ter vontade de mudar.


Não viver a vida é sempre tecer uma teia no qual o lanche mais cedo ou mais tarde da aranha chamada esquecimento um dia poderá ser você. 

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