O SHOW DE TRUMAN, O SHOW DA VIDA – ANÁLISE DE FILME

agosto 31, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments



Olá leitor!

Hoje escrevo esta postagem para fazer menção a um filme muito interessante que vai mais para o lado da ficção científica e distopia chamado “O show de Truman, o show da vida”.

Um filme que completará vinte anos neste ano de 2018 e continua tão atual.

O filme acompanha a história de Truman (Jim Carrey) que vive sua vida frente às câmeras 24 horas por dia, só que ele não sabe o que está acontecendo, todos ao redor dele sabem, menos ele.

A obra é assinada pelo diretor Peter Weir.

E quem comanda toda essa mística, vamos por assim dizer, é o personagem de Ed Harris, Christof, o diretor que comanda todo o espetáculo.

A relação entre os dois, entre Truman e Christof é de criatura e criador necessariamente nessa ordem.

Porque eu digo ser tão real e esse filme ser tão atual?

Porque já naquela época o cinema explorava o “show da vida”, ou seja, uma história comum ser manipulada atrozmente por câmeras espalhadas por todos os cantos.

O reality show está aí por toda a parte, pois as pessoas se sentem parte daquilo que estão compartilhando, daquilo que estão vendo.

Antigamente as pessoas se aqueciam horas e horas frente à lareira conversando sobre diversos assuntos costumeiros do cotidiano. Hoje não se precisa mais de lareira com feixes de lenha, temos uma lareira eletrônica chamada televisão que nos traz tudo pronto. Não é necessário acender o fósforo, mas liga-la na tomada.

Há um certo “conforto” em assistir histórias “reais” na TV.

E no decorrer do filme Truman se mostra infeliz em continuar ali, mesmo não sabendo que sua história está sendo mostrada na TV. Tentam conte-lo dentro de sua própria realidade.

A parte final de “O show de Truman” é sensacional! Muito profunda. Pois o próprio criador, Christof, tenta quase que por um instante esmaga-lo para não deixar que ele descubra a verdade.

Truman ansiava por liberdade, acredito ser esse um dos nossos maiores trunfos e busca por ideal de vida. Ser livre requer uma dose extra de coragem para que possamos transgredir nossos valores mais obscuros.

E para finalizar a indicação de hoje, tomo como minhas as palavras do diretor Weir: “Lembro que alguém me disse ‘esse é um filme muito bizarro’. Mas, apesar de sua história ser bem antiga, o cenário é novo e reflete os nossos tempos”, disse Weir em 1998. E continua refletindo.

Até a próxima se Deus quiser!

Ficha técnica

Data de lançamento: 30 de outubro de 1998 (1h 43min)

Direção: Peter Weir
Elenco: Jim Carrey, Laura Linney, Natascha McElhone 
Gêneros: Drama, Comédia , Ficção científica
Nacionalidade: EUA

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MENSAGEM # 53 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

agosto 28, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments


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MENSAGEM # 52 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

agosto 28, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments


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O ARQUÉTIPO PAI E A PSICOLOGIA ANALÍTICA – POSTAGEM ESPECIAL

agosto 12, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments



Caro leitor deste blog, hoje por se tratar de ser o dia dos pais a postagem será especial, será voltada para esta data, para esta finalidade.

Bem, Carl Jung não desenvolveu de forma profunda o arquétipo do Pai como desenvolveu o arquétipo da Grande Mãe, é bom deixar bem claro isso, mas também não quer dizer que ele deu menos importância a esse assunto.

Antes mesmo de existir a figura concreta e humana do pai, a ideia de pai já estava presente no inconsciente coletivo. A tomada de consciência da paternidade foi um longo processo que acompanhou o desenvolvimento psíquico da humanidade.

De certa maneira, havia um pai abstrato já operante, o que pode ser observado pela organização e pelo funcionamento de algumas civilizações antigas.

A compreensão do homem como pai só foi possível com o aumento da capacidade de raciocínio ao longo do desenvolvimento da espécie humana.

O pai é uma construção que precisa ter intencionalidade, vontade, autoimposição e ser programada. A paternidade precisa ser construída e descoberta não apenas no ato do nascimento, mas ao longo da vida na relação que irá se estabelecer entre pai e filho.

O arquétipo masculino é caracterizado por Jung como estando ligado ao desenvolvimento da consciência, tanto nos homens como nas mulheres.

Já o arquétipo feminino é ligado ao inconsciente.

Ocorre portanto uma polarização entre o arquétipo do pai e da mãe.

A mãe está mais ligada a concretude, ela é o leite materno, já o pai é uma abstração (a palavra). Fazendo uma análise mais objetiva em relação a mãe: ela vê o indivíduo.

O pai em sua manifestação arquetípica uniformiza e normatiza.

O arquétipo pai para a psicologia analítica representa a base fundamental para o crescimento humano individual e coletivo. E com isso, muitos pós-junguianos acreditam que a divisão em sociedade matriarcal e patriarcal como estruturas-base para a vida individual e coletiva.

Importante frisar que um dinamismo não é superior ao outro.

Hoje vivemos uma sociedade patriarcal, que apresenta problemas devido a unilateralidade. Nunca se viu tantos indivíduos normatizados e com tanto individualismo (o que é diferente de individualidade), e o ser deixado de lado.

O arquétipo Pai corresponde às palavras de ordem e orientação.

Quando o filho começa a engatinhar nos primeiros meses, ele tem uma visão horizontal, está ligado ao solo estreita relação com a mãe; com o passar dos anos passa a ter uma visão vertical, é aí que o arquétipo do pai entra.

De acordo com as ideias expressas na Teogonia de Hesíodo, que apresenta a origem e evolução dos deuses da mitologia grega, há uma relação de hierarquia e conflito entre pais e filhos, que é ilustrada por três gerações de deuses encabeçadas por Urano, Cronos e Zeus, em que o filho sempre destrona o pai e toma seu lugar.

Tendo como referência este texto, entendemos que o arquétipo masculino está submetido à temporalidade, que muitas vezes encontra-se associado à cultura e à tradição.

Em suma, o masculino, se expressando pelo arquétipo do pai ou pelo animus, possui as características de ser criativo e transformativo, sendo chamado por Jung de logos spermatikós.

O Pai também representa o Rei, símbolo da saúde física e espiritual do povo. Nas tribos mais antigas, quando o rei ficava velho ou doente, era morto e substituído.

Essa imagem arquetípica pode ser vista na relação pai e filho. A oposição inconsciente à nova ordem vigente corresponde ao lado terrível do arquétipo Pai.

O medo da superação pelo filho pode tomar o homem. Isso se aplica mais ao filho homem do que à filha, pois no imaginário do pai ela não é páreo para ele e leva a projeção de sua Anima.

Um pai pode impedir o desenvolvimento do filho, planejando sua vida a ponto dele não conseguir pensar em nada a não ser o que o pai planejou a ele.

E para que isso não aconteça é necessário despertar a consciência.

O filho lembra ao pai uma jovialidade que não volta mais, e isso é torturante, massacrante, o pai prefere segurar suas amarras impondo limites.

Por isso que seria interessante o pai fazer com que o filho possa viver um outro arquétipo: o do herói. Tratarei mais adiante esse assunto. 

Um feliz dia dos pais!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Hopcke, R. H. Guia para a Obra Completa de C. G. Jung. Petrópolis: Vozes, 2011.
Jung, C. G. Freud e a psicanálise. In: Obras Completas de C. G. Jung, vol. IV. Petrópolis: Vozes, 2011.
Jung, C. G. Civilização em transição. In: Obras Completas de C. G. Jung, vol. X/3. Petrópolis: Vozes, 2011.

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MENSAGEM # 51 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

agosto 05, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments

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FRASES DE RANDERSON FIGUEIREDO

agosto 05, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments



A pedidos, as frases de minha autoria irão retornar a este blog. Quotes com as melhores frases que estão destacadas no site Pensador muito em breve estarão de volta. Aguarde!

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A VERTIGEM DO EQUILIBRISTA

agosto 05, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments



Olá leitor! Tudo bem com você? Espero que sim.

Hoje retorno das minhas férias para tratar com você sobre um texto filosófico, um texto menos carregado sobre psicologia analítica.

Na verdade hoje vou fazer alusão ao circo, já que praticamente estamos a todo momento sendo tratados como palhaços por uma série de situações (principalmente na política) nas quais tratarei mais adiante.

Imaginemos um circo.

No circo há a presença de malabares, acrobatas, mágico, os palhaços e os equilibristas, dentre outros.

Hoje irei tratar sobre a figura do equilibrista. Aquele que fica na corda bamba tentando passar de um lugar para outro.

E somos mais do que palhaços, somos verdadeiros equilibristas.

Uma vez o escritor Nelson Rodrigues disse certa feita que quando estamos olhando o equilibrista nosso desejo mais arrebatador é para que ele (o equilibrista) caia com sombrinha e tudo.

Partindo dessa analogia vejo que é bem isso mesmo.

Não suportamos, raras algumas boas exceções, o sucesso do outro.

E o equilibrista com tantas situações de penúria acaba por ser acometido de vertigem, acaba por cair daquela imensa altura. Caindo assustadoramente e se esborrachando no chão.

Não é de se espantar que isso ocorra, haja vista o insucesso do espectador que assiste tudo aquilo de camarote. Ele por se sentir um fracassado não admite o sucesso alheio.

Dia desses estava assistindo sobre uma matéria jornalística na televisão sobre acrobacias aéreas com a esquadrilha da fumaça e fiz o seguinte comentário com meu avô:

- Vô, fazendo a mesma analogia com o pensamento de Nelson Rodrigues, acredito que o desejo das pessoas que estão a observar essas acrobacias aéreas é que os aviões se espatifem no ar e possam ir ao chão.

Meu avô soltou uma gargalhada daquelas e concordou.

Temos a sutil necessidade de nos sentirmos superiores, de não nos sentirmos por baixo compreende?

Essas duas analogias, a do equilibrista e a da esquadrilha da fumaça demonstram isso, nossa cruel capacidade de querer sermos melhores do que o outro. A todo momento.

É aquela antiga questão: se ele (o outro) consegue e eu não consigo, ele também não pode e nem deve conseguir, pois no mínimo ele tem que ser igual a mim, não superior.

Por isso diante de tantas situações, o equilibrista acaba caindo, tem vertigem. Não suporta a pressão de tantas pessoas, o olhar atravessado e a desfaçatez dos que o rodeiam.

O que nós esquecemos é que todos nós teremos uma corda bamba a atravessar, um caminho pedregoso a passar e passaremos pelo mesmo imbróglio em ter que lidar com o olhar do outro.

Essa será nossa lição, atravessar a corda bamba sem cair e passar ileso pela cruel avaliação do nosso irmão.

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