OS FARISEUS DA PÓS-MODERNIDADE – PEDAGOGIA DE DEUS
Olá caríssimo leitor, tudo bem? Espero que sim!
Hoje iremos trabalhar sobre a ótica espiritual, texto relacionado a série Pedagogia de Deus, sobre a temática dos fariseus e a perspectiva em relação a pós-modernidade.
E quem de fato eram os fariseus?
Bem, em minhas pesquisas teológicas encontrei que os fariseus representavam um grupo de judeus ultraconservadores, mais que apegados as tradições dos antepassados, as questões rígidas das leis do Antigo Testamento.
Por isso que os encontros dos fariseus com Jesus Cristo eram nada tranquilos, porque eles acreditavam que o Messias iria quebrar as tradições dos antepassados.
Mas era justamente o contrário, Jesus estava ali para se fazer cumprir o Antigo Testamento, tanto é que quando Jesus está sendo crucificado ele recita um salmo davídico: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?!”
Justamente fazendo-se cumprir as escrituras do Antigo Testamento.
Pois muito bem, os fariseus eram inflexíveis. Essa palavra qualifica muito bem essa questão dos fariseus. Resumo da ópera: eram além de inflexíveis, falsos e pregavam uma vida de aparências, os famosos sepulcros caiados.
Uma passagem que demonstra muito bem essa percepção é essa:
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade. (Mt 23. 27-28)
A famosa frase: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço!” também se aplica a esse grupo religioso, ora porque não?
Hoje se aplicarmos essa alcunha de fariseu a alguém estamos atingindo-o severamente, pois na sociedade contemporânea está lotada, repleta de fariseus.
Outro grupo também que foi responsável pela crucificação de Jesus foram os saduceus, mas depois aprofundaremos com mais calma sobre esse e outros grupos da época de Jesus.
Continuando o texto sobre os fariseus...
Então a meu ver se aplicarmos a expressão fariseu hoje, hipocrisia é a palavra-chave. Pessoas que vivem de tentar exibir ao outro aquilo que realmente não são.
O fariseu da pós-modernidade é justamente tudo isso que relatei.
E tudo tão atual porque a Bíblia é um retrato sociológico, antropológico e psicológico de uma sociedade, e como ainda estamos no abecedário evolutivo emocional ainda não conseguimos nos moldar ao que de fato importa, que é justamente o aprimoramento interpessoal/emocional.
Por isso que a Bíblia é tão atual. Porque como se diz na linguagem computacional, fizemos algumas atualizações, mas o software é o mesmo, deu para compreender?
Esse pessoal dos fariseus somos quase todos nós, para não tirar o quase, para aliviar um pouco a barra daqueles que de fato nasceram para servir e se doar ao próximo (de verdade, sem máscaras), mas quase nenhum de nós escapa, essa é a verdade.
Somos muitos fariseus e poucos bons samaritanos. Espero assim que um dia essa realidade possa vir a mudar para que possamos aprender o verdadeiro sentido de sermos tolerantes e flexíveis conosco e com o próximo, tendo em vista a busca da plenitude, a busca da luz.
Até a próxima.




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