O COMPLEXO DE SUPERIORIDADE

dezembro 19, 2012 Randerson Figueiredo 2 Comments




Muito se tem falado do complexo de inferioridade. De pessoas que se sentem inferiores a outras pessoas, fator esse decorrente de alguns agravantes que se estendem ao longo da vida.

Alguns deles são possíveis de serem denominados como: cultura, sociedade e fator econômico. Estes empecilhos dificultam a vida de algumas pessoas que estão à prova diante de seu semelhante.
Ora, mas se existe o oprimido podemos concluir que existe a figura do opressor. É justamente esse arquétipo que na maioria das vezes é bem delineado que representa um ponto negativo nesta história.

Sempre afirmei em minhas indagações que o ser humano a todo instante quer demonstrar ser superior, e essa demonstração em grande parte é com seu semelhante.
Essa demonstração é através de humilhações, deboches, conjecturas negativas em relação ao oprimido e na pior das hipóteses as torturas são também empregadas na situação.

As situações são diversas quando se quer demonstrar essa relação de sadismo. Mãe e filho, amigos, namorados, relação profissional que aí já envolve o assédio moral, hierarquias dos mais variados tipos e dentre tantas outras.

A meu ver a que mais predomina é a relação que envolve laço pecuniário (dinheiro). É a que está inserida no jargão: “Se estou pagando então posso tudo!”. Não, não é assim que funciona.

Nas relações profissionais então nem se fala, é só o que presenciamos no dia a dia. Hoje o assédio moral não só está mais em evidência como as medidas preventivas também entraram em combate.

A relação de patrão e subordinado é algo conflitante, muitos dos chefes costumam exceder sua cota de liberdade e acabam se tornando agressivos e corriqueiramente esses ataques costumam acontecer na frente dos colegas o que torna a situação ainda mais ultrajante.

Na relação de namoro isso também se torna evidente. O que dizer daquele que percebe que o outro está “completamente” apaixonado e faz do seu par um verdadeiro escravo sentimental? Essa relação não foge a regra, muito pelo contrário, pois a escravidão sentimental é extremamente traiçoeira tanto quanto às outras.

São muitas as maneiras de demonstrar a superioridade para satisfazer o ego, pois como já mencionei aqui neste blog em outros textos, detestamos quando o ego é frustrado, mas só assim posso amadurecer.

Esse amadurecimento é fortificado quando reconheço minhas limitações e as limitações do outro e quando percebo que o complexo de superioridade nada mais é que um estágio alterado do cérebro em não perceber que na verdade essas ações não te farão nem mais nem menos superior/inferior e que esse intrincado complexo nada mais é que uma sobreposição de um garotinho mimado chamado EGO.

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A NATUREZA É PURAMENTE FEMININA

dezembro 06, 2012 Randerson Figueiredo 0 Comments





Sabe-se que a natureza não é tão masculina quanto se pensa. Tecer comentários a respeito disto reforça a tese que o homem é que domina a situação, que é ele quem manda.

Essa afirmação é falaciosa. A natureza é puramente feminina, há uma tendência natural de nascerem mais mulheres que homens. E isso frustra uma corrente de pensamento que acredita como já disse: que a dominação é masculina.

Nós homens somos uns intrusos neste meio dominado por mulheres, haja vista que só a mulher pode conceber uma criança, ou seja, um homem não pode ficar “grávido”.

A maternidade é algo curioso, a relação da mãe com o filho é um tanto quanto carnal, de simbiose e de profunda troca de interesses afetivos tão intensos que se torna quase que indescritíveis.

Como disse, nós homens, somos os invasores, alvos de mutações; sim porque nós só existimos graças a uma mutação. Observe: o cromossomo XX sofre uma variação XY que é o homem. O Y é como se fosse o X sem um prolongamento. Uma mutação.

O pai da psicanálise, Sigmund Freud, já havia atestado que a relação da mãe com o filho é algo propriamente cultural. Hoje, sabe-se que não é. Freud estava errado. A natureza interfere nessa relação.

E a própria natureza se encarregou de mostrar isso, pois a probabilidade de nascer uma criança do sexo feminino é muito maior do que nascer uma do sexo masculino.

A natureza no auge de sua beleza é extremamente feminina. Ainda bem!


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A VAIDADE DOS PERDEDORES

dezembro 05, 2012 Randerson Figueiredo 0 Comments




Crescemos e nos formamos levando em consideração, basicamente, aquilo que ouvimos dos nossos pais e professores.

Por influência deles, somos levados a concluir que é conveniente sermos boas pessoas, esforçadas, trabalhadoras e gentis com os nossos colegas, uma vez que este é o caminho para sermos aceitos e queridos por eles.

Uma das mais desagradáveis surpresas que muitos de nós tivemos ao longo da adolescência reside no fato de que, exatamente por sermos portadores de tais qualidades, somos muito mais hostilizados que amados. A ideia de que o acúmulo de virtudes despertará o amor das pessoas parece lógica, de modo que quase todos se esforçam nesta direção.

Só que não é bem assim. Quanto mais atraímos felicidade para nossas vidas mais despertamos o sentimento de inveja que nos circunda. É como um ímã, algumas pessoas ao se sentirem desprestigiadas não se conformam com as benesses alheias.

Não conseguem controlar seus anseios e se tornam reféns de seus impulsos agressivos. Renunciam até mesmo seus próprios prazeres em detrimento de suas ideologias.

Desta maneira conseguem viver dois tipos de pessoas ao longo da vida: aqueles que conseguem vencer estes obstáculos interiores e se tornam criaturas melhores, e outros que não conseguiram superar estas primeiras dificuldades e que se esforçam ao máximo para disfarçar suas fraquezas.

E o que acontece? Os perdedores se sentem incomodados e humilhados pelo fato de não possuírem igual capacidade de controle interior.

Os perdedores sabem exatamente quais são essas virtudes, mas não aderem a elas porque é necessário um esforço que não são capazes de fazer.

Comparam-se com o virtuoso, consideram-se inferiores a eles, sentem-se por baixo, irritados com a presença daquelas virtudes que adorariam possuir. A vaidade dos perdedores fica ferida e eles, como têm pouca competência para controlar a agressividade, saem atirando pedras.

É praticamente impossível uma pessoa se destacar por virtudes ou competências especiais sem ser objeto da enorme carga negativa derivada da hostilidade invejosa.

Sim, porque o invejoso admira muito o invejado; senão seria tudo totalmente sem sentido. Saber que o bandido inveja o mocinho é uma das razões da esperança que sempre tive no futuro da nossa espécie.

A agressividade sutil derivada da inveja nos derruba, entre outras razões, porque ela vem de pessoas que gostaríamos que nos amassem.

Afinal de contas, nos esforçamos tanto para conseguir os bons resultados justamente para ter essa recompensa. É difícil para um filho perceber que suas qualidades despertam em seu pai emoções contraditórias: por um lado, a admiração se transforma em inveja, de modo que o pai se ressente da boa evolução do filho.

O mesmo acontece entre mães e filhas, sendo inúmeras as exceções onde a admiração não dá origem à vertente invejosa.

As “agulhadas”, as indiretas e as observações depreciativas e inoportunas próprias da inveja existem de modo muito intenso entre irmãos (eternos rivais), entre marido e mulher, assim como em todas as outras relações sociais e profissionais.

Tudo isso é, além de triste, inevitável, ao menos no estágio atual do nosso desenvolvimento emocional. Poderíamos ser ao menos alertados por uma educação mais sincera e sem ilusões.

Toda ilusão trará uma desilusão! E a inveja é apenas uma de suas vertentes.
   

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