QUE MAL EU FIZ A DEUS? – ANÁLISE DE FILME

julho 30, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments



Muito bom dia leitor do Saber Jung.


Hoje será a vez da série Análise de Filme, e será a película francesa “Que mal eu fiz a Deus?”, um filme excelente, divertidíssimo e muito, mas muito atual.

 

Como sempre faço, vou apresentar a sinopse:

 

O casal Verneuils tem quatro filhas. Tradicionais, conservadores, católicos e um pouco preconceituosos, eles não estão felizes, pois três de suas filhas se casaram com homens de diferentes nacionalidades e religiões. Quando a caçula anuncia o seu casamento com um católico, o casal fica nas nuvens e toda a família vai se reunir. Mas logo descobrirão que nem tudo é como sonharam.

 

Muito bem dirigido por Philippe de Chauveron, a comédia francesa é uma delícia. Tão boa quanto eu esperava. Já havia assistido há algum tempo, mas só hoje resolvi escrever a resenha.

 

Claude (Christian Clavier) e Marie (Chantal Lauby) formam um casal de meia idade, com a vida estabilizada e quatro filhas lindas: Isabelle, Odile, Ségoléne e Laure (Elodie Fontan). As três primeiras casam logo no início do filme, com intervalos de um ano cada. Infelizmente nenhuma casa com um católico.

 

Os genros do casal são o advogado argelino muçulmano Rachid, o empresário judeu David e o bancário chinês Chao. É perceptível que nas reuniões familiares não há paz alguma. Todos implicam com todos, com piadinhas e atos preconceituosos.


O bom desse filme é justamente a mistura de todos os tipos que a globalização propõe, praticar a tolerância e o respeito. Por isso indico esse filme que é muito interessante.

 

Até que um dia as irmãs conversam e resolvem junto com seus maridos firmarem um acordo de paz entre si, e Marie conversa com Claude e tenta convencê-lo de que uma família unida vale muito mais.

 

O natal se aproxima e Marie convida todos para a ceia, Claude tenta se segurar para não dizer o que realmente pensa de todos. Até que todos vão à igreja e entoam hinos de natal, já imaginou um judeu, um muçulmano e um chinês entoando hinos de natal?

 

A comédia fez muito sucesso na França e levou mais de 12 milhões de pessoas aos cinemas. Tem situações bem engraçadas, dentro de um contexto muito atual.

 

Até que a irmã caçula diz que também vai casar, a primeira coisa que os pais perguntam é se o noivo é católico, ela diz que sim, mas nem tudo será como planejado.

 

Ele é de fato católico e ator, mas pertence a uma tribo africana.

 

As piadinhas são ditas até pelos vizinhos: “Olhem só quem chegou, a família Benetton!”  Ou pelo próprio Charles: ” Você não me disse que seus pais eram brancos!” Ou do cunhado David quando compara a situação ao filme “O Resgate do Soldado Ryan”.

 

As famílias irão se conhecer e muitas situações embaraçosas irão acontecer. O filme gira em torno principalmente do preconceito em vários níveis.


Até mesmo com uma das filhas de Marie e Claude, ela tem depressão e é artista plástica, ele tem dificuldade em lidar com a filha, ela os presenteou com um quadro e ele só pendura o quadro na parede quando ela vai visita-los, não acha que ela pinta tão bem assim.

 

Num dos momentos de briga de Claude e Marie, ele reclama que agora ela só quer saber de zumba. E então vemos as mulheres se exercitando com um personal.

 

O filme é de uma inteligência, de uma comédia sem fim, muito bom mesmo. Vale muito a pena assistir e refletir sobre nossos preconceitos, pontos de tolerância e diferenças culturais.

 

Se você tem a rede de filmes streaming NetFlix pode assistir por lá, ainda está no catálogo.

 

Um abraço e até a próxima.


Trailer:


Ficha técnica

Lançamento: 6 de agosto de 2015

Duração: 1h 37min

Gênero: Comédia

Direção: Philippe de Chauveron

Elenco: Christian Clavier, Chantal Lauby, Ary Abittan

Nacionalidade: França

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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 27

julho 29, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 26

julho 28, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


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LIVE COM O ESCRITOR RANDERSON FIGUEIREDO - EDITORA KARUÁ

julho 25, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments




Bom dia prezado leitor.


Hoje estou aqui para convidá-lo a participar de uma live comigo, será segunda-feira próxima, dia 27/07 às 19 horas pelo Instagram da Editora Karuá, uma excelente editora aqui de Fortaleza/Ceará.

 

Fui convidado pela minha querida amiga Rejane Nascimento, coordenadora editorial, a ter uma conversa franca e agradável sobre leitura e processo de escrita.

 

Se puder não deixe de participar, acredito que será muito agradável.

 

Instagram da Editora Karuá: @editorakarua

 

Os dados estão disponíveis no banner que abre esta postagem.

 

Desde já o meu muito obrigado pela participação.

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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 25

julho 20, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 24

julho 17, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


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A DESTRUIÇÃO DO EVANGELHO UTÓPICO – PEDAGOGIA DE DEUS

julho 15, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


Ícone Jesus Cristo

Olá, caro leitor deste blog. Primeiro peço imensas desculpas pelo afastamento repentino, mas tenho uma explicação, tentei de diversas maneiras renovar o blog, mas não foi possível, não encontrei layout adequado e tive que me afastar para cuidar de alguns projetos literários os quais estou a desenvolver.

 

Esses foram os motivos.

 

Agora dadas às devidas explicações, vamos ao que interessa, ao texto de hoje sobre a destruição do evangelho utópico. Já faz um tempo que não trato sobre a série Pedagogia de Deus.

 

Tendemos a acreditar num evangelho utópico, num evangelho impossível, inalcançável e inatingível. Estou aqui para tratar desse assunto especificamente.

 

Quando falamos no Santo Evangelho tendemos a falar de uma forma muito formal, muito séria e até mesmo puxando como se o texto bíblico fosse algo utópico.

 

Pior, como se fosse literatura. Já disse algumas vezes por aqui, o evangelho é uma representação sociológica, psicológica e antropológica de uma sociedade.

 

Costumamos tratar a mensagem de Deus como algo fantasioso, e isso é muito prejudicial, pois além de nos fazer permanecer em nossa eterna zona de conforto, não nos permite ir em busca do que verdadeiramente importa.

 

Como se sabe, Jesus se fez homem e sendo assim passou por todas as nossas inquietudes, anseios e emoções. Só não foi igual a gente no pecado...

 

E é esse o ponto máximo do texto, você entenderá o motivo.

 

Jesus se divertiu (bodas de Caná), se irritou (expulsando os vendilhões do templo), ajudou o semelhante (adúltera), deu uma palavra amiga a quem necessitava, foi traído (Judas), teve medo (jardim do Getsêmani).

 

E, no entanto esquecemos tudo isso, de tudo que ele passou.

 

Ele foi igual a todos nós, mais uma vez repito, só não no pecado. Mas fazemos questão de tratá-lo como algo somente sobrenatural, como se sua mensagem fosse algo impossível de ser tolerada e até mesmo administrada gota a gota diante de nosso irmão.

 

Tratamos o evangelho como algo utópico, e a meu ver devemos destruir essa concepção, esse pensamento. É perfeitamente possível o “amai vossos inimigos”, “amai o próximo como a ti mesmo”, ou até mesmo “amai a Deus acima de todas as coisas”, e também o “quem nunca pecou que atire a primeira pedra” para aqueles que insistem em atirar pedras, mas que possuem telhados de vidro.

 

Todas as indagações do texto sagrado são perfeitamente possíveis, basta acreditar e respeitar o espaço do outro. Acredito que só não fazemos valer essas lindas mensagens porque pertencemos a uma faixa vibratória muito inferior, muito baixa, baixíssima. E é aí que mora o perigo, somos enlaçados pelo pensamento negativo e acabamos por sucumbir.

 

Agora a questão que fica é que devemos partir do individual para o coletivo. Homeopaticamente falando. Devemos individualmente tratar da nossa problemática, e sendo assim partirá automaticamente para o coletivo.

 

Jesus é nosso amigo mais íntimo, mais próximo e mais verdadeiro, caso não o tratemos como verdadeiro amigo ele não poderá surgir para estar ao nosso lado.

 

Costumamos tratá-lo como já mencionei de forma muito velada e até mesmo muito incoerente, ele é nosso amigo e o tratamos como um desconhecido, como um figurão da high society o qual só procuramos quando queremos algum favor, ou como um office boy celestial. Chamando-o de “papi celestial” quando se quer algo e chamando-o de persona non grata quando não se consegue o que se deseja.

 

O evangelho está aí para provar que se Jesus Cristo foi/é gente como a gente, o que estamos esperando? Temos que ir ao seu encontro para trocarmos umas figurinhas, bater um papo e até mesmo tomar um chá das cinco. Falar cara a cara. Face a face.

 

Enquanto não dialogarmos com o evangelho de forma coesa e precisa não iremos muito longe, seremos apenas retardatários na escala evolutiva e repetiremos o que por muito tempo já vem sendo repetido na sociedade, os mesmos erros, as mesmas tragédias e as mesmas misérias.

 

Jesus é nosso grande amigo e nosso maior guardião, resta cada um encontrar o seu caminho para trilhar com dignidade a sua própria estrada, desejoso em ser verdadeiramente seu amigo.


Um grande abraço e até a próxima.

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