APAREÇO: LOGO EXISTO!

maio 27, 2015 Randerson Figueiredo 0 Comments



Não, infelizmente não venho hoje falar sobre o filme O Grande Ditador de Charlie Chaplin ou mais especificamente sobre a cena antológica na qual ele brinca com o globo.

Mas escolhi essa imagem propositalmente para ilustrar a postagem de hoje justamente por se tratar de um tema capcioso e que requer uma atenção maior.

Se Descartes estivesse vivo provavelmente a sua épica frase: penso, logo existo ganharia lugar a - Apareço, logo existo.

Sinceramente leitores, acreditamos que somos os donos do mundo, por isso a escolha da imagem de Chaplin. Temos a tamanha necessidade megalômana em aparecer.

Não basta ser mais um desconhecido na multidão; a necessidade em aparecer dá o ar da graça a todo instante, seja nas redes sociais, no trabalho ou até mesmo numa reunião de condomínio.

Você tem que ser visto, notado e aprovado!

Não interessa se são 10 minutos, 10 horas ou 10 anos. Passar a ser conhecido é o que interessa. A sua vitrine é o seu rosto, e de conhecidos você passa a ter fãs que te azucrinam o juízo pelo Facebook ou pelo Whatsapp.

Passamos a observar os ditos famosos e a querer imitá-los (alguém se enquadra nisso?) essa é a grande obsessão do momento. Uma vitrine artificial num grande circo armado onde o palhaço adivinha quem é?

Basta ver essa glamourização com o que aconteceu com a família Hulck, o quase acidente gerou um estardalhaço sem fim, e nem se falou no nome dos piloto e co-piloto e nos nomes das babás.

É como se a todo o momento fizessem de tudo para alavancar o ibope com tanta sede de poder.

Casamentos luxuosos, baladas regadas a champanhe da mais alta “catiguria” e fotógrafos prontos para registrarem pseudo-flagrantes de "celebridades" que agonizam descendo até o chão, chão, chão... Pelo tão decaído status de alguma mulher fruta dessa quitanda canastrona chamada Brasil.

Como bem disse H. L. Mencken: É pecado pensar mal dos outros, mas raramente é engano. Então vou continuar o texto (risos).

E o pobre... Nem falei do papel do pobre nessa situação toda. Well... O pobre veja bem, ele quer ser igual ao rico e faz de tudo pare sê-lo, se endividando ao máximo para tentar possuir nem que seja por um punhado de dólares a duras e fatídicas prestações um modelo aviador estilo RayBan.

E a mídia... O que falar dela? É notório que ela se aprofunda em ganhar adeptos a cada dia pelo seu alto poder de persuasão e por se engendrar em todas as camadas sociais.

As inúmeras selfies que são tiradas a todo o momento mostram e comprovam o quanto somos penduricalhos, o quanto somos marionetes nessa engrenagem chamada vida.

Deixar de ler Paulo Coelho ou Zibia Gaspareto com medo de ser hostilizado pelos demais e passar a ler Deepak Chopra e Khalil Gibran já é um bom começo para você que pretende ser gente como a gente, e não quer estar em evidência. Não que eu tenha algo contra os titios espirituais acima... Na verdade eu tenho sim.

Ser nós mesmos, sem holofotes, sem uma grande mídia a te massacrar e sem selfies requer um preço muito alto a ser pago, resta saber até que ponto desceremos do pedestal e enterraremos mesmo que seja por uns instantes nossa tão amada e insuportável vaidade.

Até a próxima.

0 Comments:

PORQUE A CIÊNCIA NÃO CONSEGUE ENTERRAR DEUS?

maio 21, 2015 Randerson Figueiredo 0 Comments




E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
(Gênesis 1:3)

É notório o grande repertório, a vasta literatura e a grande mídia falar neste assunto: "porque a ciência não consegue enterrar Deus?" E falo nestas conjecturas  numa voz uníssona: de uma vez por todas.


Não que que queira que isso aconteça, longe de mim. Mas o que eu percebo é que nos tornamos um tanto quanto fanáticos em relação a essa força tão poderosa chamada DEUS.


Quando escrevi o livro Desconfiei de quem não deveria.​ dediquei um capítulo especialmente a esse Ser místico que tanto insiste em nos ajudar, mesmo sem merecermos tal ajuda claro.


Não necessitamos tocar a rocha, basta sentir... Está no Evangelho. Não, não preciso mentir, não sou um leitor assíduo da Bíblia, mas vez ou outra procuro ler seus ensinamentos.


E por falar em bíblia, ela para quem ainda não percebeu isso, é um retrato sociológico fiel de uma determinada época. E quando costumamos dizer que ela é tão atual, é porque a sociedade não mudou quase nada de uns tempos pra cá.


Não há nada de mistério nisso. Sejamos sinceros.


E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
(João 8:32)


A mensagem do Evangelho é esclarecedora, vivifica a alma e inebria o ser. E mais do que deter a grande Verdade, Verdade essa sustentada pela Igreja, devemos ir em busca da Verdade.


O Evangelho divulgado pelo Cristo é brilhante, e a ciência sabe disso, ela não é tola a ponto de negar tal situação. E o ponto alto da ciência a meu ver que demonstra uma humildade avassaladora é que ela dá mão a palmatória para evidenciar que ela, a ciência, não está certa.


Isso a meu ver é um grande ato de humildade, propagado principalmente por quem? Jesus Cristo.



Somos seres espirituais, necessitamos manter nossa espiritualidade preservada e livre de quaisquer amarras. Uma dessas amarras é a vaidade que dilacera o coração e entorpece a psique.


A ciência nunca conseguiu e nem vai conseguir, a meu ver claro, enterrar Deus, pois um é o consolo do outro. Se um cair o outro também cairá, guardadas as devidas proporções, penso desta maneira.  


E encerro este texto com a seguinte citação:


Mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.
(1 Pedro 1:25)



Até a próxima.

0 Comments:

QUANDO O SUICÍDIO COMEÇA POR DENTRO

maio 20, 2015 Randerson Figueiredo 0 Comments


Há um livro intitulado Vida Ética no qual o autor Peter Singer aborda temas de relevado interesse social, e um deles é sobre o suicídio. Principalmente o suicídio assistido.

Como o Blog Jung na Veia propõe uma perspectiva mais reflexiva e não tão direta não vou aqui tecer comentários sobre o livro, apenas farei sua devida indicação, pois ele assim merece.

Antes de mais nada acredito que o suicídio começa por dentro. Morremos pouco a pouco quando somos acachapados por injúrias e quando não estamos preparados para o acertos e desacertos que a vida nos oferece.

Sempre quando circulo por aqui em Fortaleza percebo nos rostos da maioria das pessoas um ar de conformismo, de resignação, de falta de motivação...

Pode até ser impressão minha mas essas fotos estampadas nas redes sociais muitas vezes não fazem jus ao estado de espírito que realmente evidenciamos no cotidiano.

E essa é uma grande problemática existencial. Fazemos de tudo para mostrar aos outros que estamos bem, quando na verdade somos verdadeiros exércitos de zumbis melancólicos.

Nos matamos pouco a pouco justamente por termos esse verniz da constância prazerosa de (uma falsa) felicidade. Quando deveríamos de fato abrir o jogo para quem quer que seja.

Ajudamos a China, a Groelândia e até mesmo o Nepal, mas não procuramos ajudar quem está ao nosso lado, e isso é matar um pouco o outro, isso é matar um pouco a si mesmo.

Matamos cotidianamente nossos sonhos, nossas conquistas e nossos ideais para dar vida a conceitos efêmeros que por si só já não se bastam, precisam do consentimento do outro...

A o outro, o que seria de nós se não fosse o outro, a visão alheia, e sua ideia anunciada para matar até o fim custe o que custar as nossas reveses infindáveis de amplitude do ser.
Sim, este texto baseia-se na seguinte ideia de que morremos não por nossa própria vontade, mas também, por uma questão do ser e não ser / do ter vontade e não ter vontade / do ser diferente e não ser diferente a partir de uma visão alheia.

Morremos mais por causa do outro, dos seus deleites macabros em não aceitar as virtudes como elas são. Essa sociedade na qual vivemos é uma máquina de moer carne... Humana.

Nos matamos por tão pouco, nos sacrificamos, e nos martirizamos por algo que muitas vezes não vale a pena. Sim, devemos respeitar o olhar diferente daquele que nos rodeia e não baixar a cabeça.

Somos verdadeiros doutores Kervokians à solta por aí em busca de uma tragédia, em busca de uma vítima que aceite de bom grado morrer, ou melhor, aceite se matar, pouco a pouco, cada vez mais... Por dentro.

Até a próxima,


Randerson Figueiredo.

0 Comments:

OS GRILHÕES DA GRATIDÃO

maio 07, 2015 Randerson Figueiredo 0 Comments



Há mais de um mês que não escrevo nesta página aqui no blog Jung na Veia, não por falta de assunto, mas porque estou sem computador, escrevo pelo tablet, portanto se houver algum erro de escrita peço que me perdoem.

O assunto de hoje é de uma clareza absurda. Irei falar dos grilhões da gratidão. Quantos de nós não estivemos presos aos grilhões de uma gratidão desmedida e controladora? Gratidão essa que é estampada em nossos rostos.

Esse sentimento tem que ser natural, sem ser forçado e sem subterfúgios. Temos que ser gratos a todo momento ao Criador. Se devemos ser gratros aos outros pelo que eles fizeram conosco? Claro que sim, mas não sermos presos aos jugos maliciosos daqueles que nos circundam.

Essa meus amigos é a grande jogada da vida. Muitas vezes o outro quer que nos humilhemos a todo momento e que estampemos em nossa testa o nosso bem querer eterno para este ou aquele.

Não, não é por aí. A grande necessidade não está em sair por aí exibindo que é isto ou aquilo e que deve ser eternamente grato "forçosamente" a uma ou outra situação, ou sendo mais direto a uma ou outra pessoa.

Tudo deve ser natural, pois a gratidão é a memória do coração.

Quando alguém lembra que você tem que ser grato a alguém essa pessoa não está sendo humilde e não quer que você progrida, quer que você esteja com pés e punhjos cerrados, trancafiado numa masmorra emocional.

Essa é a sensação de quem vive uma gratidão amarrada a conceitos efêmeros, a sensações puramente humanas e banais.

A meu ver a maior gratidão que devemos ter é com o Altíssimo, com o Mestre Jesus, porque ele sim deu a sua vida por nós.

Com os demais devemos ter um laço de animosidade e de simpatia e sermos gratos naturalmente como uma brisa leve que esvoaça nossos cabelos. E nunca devemos esquecer que os grilhões da gratidão nunca devem nos esmorecer e nos aprisionar.

Como bem disse Madre Teresa de Calcutá, no fim das contas nunca foi entre você e os outros e sim entre você e Deus.


Até a próxima.

0 Comments: