UM BREVE DESCANSO

novembro 21, 2015 Randerson Figueiredo 0 Comments



Estimado leitor do blog Jung na Veia escrevo para dizer que vou tirar férias até janeiro, mas muito em breve estarei de volta se Deus quiser para convidar você a participar de um novo projeto, de antemão digo que tem relação com o livro Jung na Veia... Mais adiante darei mais detalhes sobre esse projeto, somente quero agradecer mais do que nunca às milhares de visitas que o blog recebe todos os meses. Muito obrigado. E completar que voltarei com os textos como de costume e com a série #pecadoscapitais. Meus cordiais cumprimentos e até a volta.

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DE QUE LADO APERTA O CORAÇÃO?

novembro 21, 2015 Randerson Figueiredo 0 Comments



Depois de semanas com tragédias e desastres ambientais com proporções monumentais fica o questionamento: de que lado aperta o coração?

Pode até parecer uma pergunta ingênua, mas não é. Até mesmo por que o coração aperta de muitas formas e jeitos / cores e sensações.

Por exemplo, para uma mulher grávida, o coração aperta no ventre. Para um esquizofrênico ele aperta na mente, no cérebro. Para um paraplégico, nas pernas e por aí em diante.

Por isso que pergunto, de que lado aperta seu coração?

Para outros o coração pode estar no bolso, já que sua última força que o sustenta é o dinheiro. Esse sim é o ladrão de vicissitudes e boas situações que podem reger sua vida, ou melhor, nossa vida.

Sutileza nas ações – provocações nas palavras – borboletas no estômago. Tudo isso faz o nosso coração acelerar mais do que de costume.

Mas já que para quase tudo se tem uma explicação poderemos um dia respirar aliviados e deixa-lo descansar efetivamente, efusivamente diante das catástrofes cotidianas que nos assolam.

Essa é uma esperança que nunca vai morrer. E por falar em morrer, não precisamos morrer para ele descansar, afinal é bem vivo que passamos as maiores emoções de nossas vidas, obviamente.

É por isso que ele pulsa e repulsa o que não quer decididamente em seus átrios e ventrículos, desde taxas de triglicerídeos a pessoas sem noção.

O respeito a esse importante órgão do nosso carpo fica claro e evidente que é isso que desejo passar durante toda minha exposição ao longo desse texto.

Como os textos desse blog, o Jung na Veia, são bem reflexivos deixarei sempre esta pergunta no ar: de que lado aperta seu coração?


É através dessa pergunta que poderemos entender e compreender como funciona nosso corpo de uma maneira mais transcendental e alimentá-lo da melhor maneira possível sem rejeitos, sem terrorismo, com brandura e leveza esperando a paz rediviva chegar.

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O EFEITO BUMERANGUE

novembro 14, 2015 Randerson Figueiredo 0 Comments



"A história em si é basicamente a mesma, um povo acuado é o retrato fiel de uma sociedade visivelmente doente".
Randerson Figueiredo 

Hoje escrevo para discorrer sobre o que está acontecendo no mundo de uma forma geral. Tudo que você pratica hoje retornará a você no futuro.

E porque digo isso? Bem, todos estão acompanhando a onde de violência imposta no mundo inteiro, sem escalas, do seu bairro a uma superpotência ocidental, como é o caso da França.

Em relação ao caso da França acredito que seja o efeito bumerangue que está acontecendo, pois aquilo que um dia foi voltará e retornará ao seu lugar de origem.

Refiro-me às guerras empreendidas para dominação dos povos de uma forma geral, desde os conflitos de coalizão das guerras napoleônicas até os conflitos das guerras mundiais.

Isso, bem é uma opinião extremamente pessoal, acredito que algumas superpotências irão enfrentar problemas daqui em diante com a ameaça do terrorismo.

Países como Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos poderão, espero que não, ter grandes problemas nestas circunstâncias referente a esses atentados que houve ontem, sexta-feira (13/11/2015).

Não é algo pontual, foi uma ação extremamente articulada que pôs em xeque a vida de inúmeras pessoas e em alguns sites colocam a autoria dos atentados ao Estado Islâmico.

Dada à complexidade e esforço coordenado do ataque, é provável que o evento tenha sido planejado há algum tempo por terroristas que vivem na França.

E reitero a afirmação: tudo que está acontecendo não é só uma questão de Nova Ordem Mundial não, é uma questão de responsabilizar culpados por todo um caos gerado no passado.

Através de invasões, guerras, conflitos sangrentos e outras séries de deturpações morais e éticas que violentam toda uma sociedade, sociedade essa global que assiste a tudo isso chocada com o que está acontecendo.

E volto ao topo do texto. O que a chacina em Messejana, um dos bairros aqui de Fortaleza, e o atentado em Paris têm em comum?

Citarei um exemplo: o medo. A revolta de que algo de errado está acontecendo ao nosso redor e não estamos fazendo nada para impedir que um massacre em larga escala aconteça mais adiante. Refiro-me as autoridades de uma forma geral...

A “justiça” com as próprias mãos está ganhando cada vez mais espaço.

Ou seja, é a velha tática do olho por olho dente por dente, lá do velho Hamurabi há não sei quantos séculos...

E por falar em medo, estão adotando essa técnica, querem nos controlar pelo medo. Outra velha tática de dominação. Incrível como a história se repete não é?

O que muda são as circunstâncias e a forma como ela (a história) é retratada. Mas a história em si é basicamente a mesma, um povo acuado é o retrato fiel de uma sociedade visivelmente doente.

E o efeito bumerangue acontece a todo vapor, o poder nas mãos de poucos, muitos sendo explorados para corroborar a velha máxima de que manda quem pode, obedece quem tem juízo e alguns bandoleiros sedentos por vingança atingindo os poderosos usando inocentes que tem muito a perder: a própria vida.

E assim a roda viva de injustiças vai girando, vai solapando quem está pela frente, ruindo projetos, derrubando sonhos e alardeando que o melhor está por vir, e eu pergunto: até quando nossa esperança estará disposta a esperar para definitivamente escapar dessa velha caixa de Pandora que nos encontramos?

Até a próxima.

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# SÉRIE PECADOS CAPITAIS # 2 # ORGULHO – O INÍCIO DE TODOS OS PECADOS

novembro 08, 2015 Randerson Figueiredo 0 Comments




“Deus apaga a memória dos orgulhosos, enquanto faz perdurar a dos humildes de coração.”Eclo 10,14-21

Antes de tudo, quero dizer que essa série funcionará da seguinte maneira. Serão três postagens comuns para uma da série, ou seja, a cada três postagens será uma dos pecados. Tudo bem? 

E isso eu posso postar um artigo sobre a série no mesmo dia que uma postagem comum, como estou fazendo hoje.

Continuando a série sobre pecados capitais hoje iremos abordar sobre: orgulho. E como essa é uma análise filosófica, abordarei neste espaço alguns filósofos sobre as diversas temáticas. Cristãos ou não-cristãos vamos exercer a diversidade.

A o orgulho, esse sentimento que tem várias facetas e que pode vir camuflado de soberba, vangloria, vaidade dentre outros.

É do desordenado amor a si mesmo, a raiz de todo pecado, que brotam as três concupiscências de que fala S. João quando diz:

"Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida não vem do Pai, mas do mundo".

Estas são, de fato, as três maiores manifestações do espírito do mundo no que concerne os bens do corpo, bens exteriores e bens espirituais, vamos a principal delas para entender o texto:

A soberba da vida é o amor desordenado da nossa própria excelência, de tudo o que possa enfatizá-la, não importa quão difícil ou duro isso possa vir a ser.

Aquele que se agarra mais e mais ao orgulho acaba por tornar-se seu próprio deus, como lúcifer fez. Deste vício todo pecado e perdição pode originar-se; dai a importância da humildade, uma virtude fundamental, fonte de todas as virtudes, justamente como o orgulho é a fonte de todo pecado.

Portanto meus amigos, a principal virtude que se contrapõe ao orgulho é a humildade.

O orgulho é uma venda nos olhos espirituais. Ele nos mata aos poucos, camuflando as suas ações de forma sorrateira.

Veja o caso de Adão. Foi puro orgulho, ele agiu impulsionado em conhecer o bem e o mal e não ter superior, não ter chefe, ser um verdadeiro autônomo nas ações físicas e espirituais.

E o que aconteceu todo mundo já sabe. Com essa ideia de Adão querer ser seu próprio mestre colocou tudo a perder, uma tentação que até hoje se repete em relação ao dinheiro, para alguns o primeiro e único deus.

O orgulho nos afasta, portanto, do conhecimento efetivo da vontade de Deus, da contemplação, do que a humildade, pelo contrário, nos dispõe. Por isto Cristo diz:

"Eu Te agradeço, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque Tu escondeste estas coisas dos sábios e prudentes e as revelastes aos pequeninos."

O orgulho espiritual é o mais poderoso agente para nos tirar da contemplação das coisas divinas. Com esse entendimento, S. Paulo escreve: "A sabedoria incha, mas a caridade edifica".


Que possamos ficar com este ensinamento, pois através dos benefícios divinos podemos acolher uma morada sadia e benéfica e que a humildade possa prevalecer em todas as nossas ações. Que Deus cresça e eu desapareça.

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TELHADO DE VIDRO

novembro 08, 2015 Randerson Figueiredo 0 Comments



Somos todos pecadores sem exceção. Se aceitarmos essa máxima como verdade poderemos enfim caminhar para a celebrar a centelha rediviva divina.

O texto de hoje é mais do que alusivo ao próprio telhado de vidro, refere-se às perturbações que passamos e procuramos enveredar por caminhos tortuosos em busca de situações efêmeras, ou seja, passageiras.

Ninguém tem o direito de atirar pedras em quem quer que seja com o intuito de ferir o irmão a quem foi desferido o golpe. Todos temos telhados de vidro.

O nosso manual antropológico, sociológico e psicológico... A Bíblia nos ensina que devemos sempre perdoar quem quer que seja, ou seja, a palavra maior nos revela que o perdão é palavra edificante.

Vamos a uma passagem do Evangelho que traduz bem o que desejo exprimir: a passagem da mulher adúltera.

Os escribas e fariseus levaram uma mulher que havia sido pega em adultério à presença de Jesus, conforme relatado na passagem abaixo, em João 8.1-11.
 8.1 - Porém Jesus foi para o monte das Oliveiras.8.2 - E, pela manhã cedo, voltou para o templo, e todo o povo vinha ter com ele, e, assentando-se, os ensinava.8.3 - E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério.8.4 - E, pondo-a no meio, disseram-lhe. Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando,8.5 - e, na lei, nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?8.6 - Isso diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra.8.7 - E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se e disse-lhes. Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.8.8 - E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra.8.9 - Quando ouviram isso, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficaram só Jesus e a mulher, que estava no meio.8.10 - E, endireitando-se Jesus e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe. Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?8.11 - E ela disse. Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus. Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais.

Jesus é sensacional! Não existem adjetivos para qualifica-lo o suficiente para que mostre a sua misericórdia infinita de pura bondade e resiliência.

O que o Evangelho traduz é que a mácula pode ser suplantada por caminhos honrosos da chama viva de Deus em nossas vidas, sem medir esforços para alcançar a plenitude.

O último versículo quando Jesus diz: vai-te e não peques mais é de arrepiar até mesmo os corações mais endurecidos, porque até esses que se fazem de fortes o tempo inteiro tem em seus átrios e ventrículos o sangue purificador daquele que morreu por nós.

A nossa missão, acredito eu, é que possamos desempenhar nosso papel aqui neste planeta e também ajudar o semelhante nos seus caminhos, com retidão e perseverança. Não estamos aqui para atrapalhar ninguém.

Referente ao título desta postagem poderia citar outra passagem, como a da trave e do argueiro no olho do irmão... Lembra dessa? Até já falei sobre essa passagem em uma das postagens aqui no blog.

Pois bem, essa passagem também inspira outros questionamentos, mas dentro dessa ideia, claro.

Voltando a falar sobre a passagem da mulher adúltera, Jesus nos revela que todos nós temos telhado de vidro, e, portanto não podemos jogar pedra no telhado dos outros.

É essa a ideia que defendo no texto, já que somos perecíveis e meros mortais, que possamos enxergar com abundância as virtudes que Deus preparou para nós. Sem apontar os defeitos alheios.

Não digo deixar o irmão de lado, no obscurantismo espiritual do erro. Não, não é isso. Muito pelo contrário, que olhemos para o outro com compaixão e misericórdia.

Que possamos olhar para o outro com bondade e alegria e saber que o outro também é um ser humano com erros e acertos, com ousadia e resignação, com afeto e destempero e principalmente com fé e determinação.

Como bem disse Santa Teresa D’ávila:
“A amizade com Deus e a amizade com os outros é uma mesma coisa, não podemos separar uma da outra”.

E que esse amigo, chamado Deus, que está refletido no outro possa espelhar no telhado de vidro de cada um a altivez de um grande pai, mas também a doçura e vitalidade de uma grande mãe.

E que antes de jogar nossas pedras de discórdia seja em que telhado for, que abramos os olhos físicos e espirituais para saber qual caminho devemos seguir, afugentando todo tipo de mazela e desesperança.

Blindar o nosso telhado, blindar a nossa vida contra qualquer ameaça que possa vir a nos atingir. Tendo sempre em mente que a maior blindagem vem do alto, vem de cima, vem de Deus.


Até a próxima se Deus quiser.

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CHEGADAS E PARTIDAS...

novembro 02, 2015 Randerson Figueiredo 0 Comments




Hoje é lembrado o dia de finados, um dia para recordarmos com mais amor dos nossos entes queridos que já cumpriram sua passagem aqui neste planeta.

Que Deus nesse momento possa nos confortar e que possamos lembrar dessas pessoas queridas com saudade, sim, tristeza de forma alguma, afinal de contas a vida é um grande ritual de passagem para outro patamar.

E quando atravessamos o horizonte da esperança, acredito que poderemos recomeçar a labuta. Acredito que a espiritualidade não nos deixará na mão em hipótese alguma.

Somos seres em transição. Seres em expiação. Seres em constante evolução. Seria de uma crueldade imensa acreditar que tudo terminaria agora, nesse momento, nessas circunstâncias.

Não, acredito que não é por aí que tudo se agiganta. O nosso aprimoramento interpessoal nos mostra o quanto temos que avaliar cada movimento, cada passo empreendido em ser uma pessoa melhor.

É essa a minha perspectiva, sinceramente é para isso que vivo, tentar a todo custo transgredir meus anseios mais vis a procura de progredir como ser pensante - como ser humano.

É bom relembrar os velhos tempos, frases, ações, até mesmo a fragrância daquele perfume que determinada pessoa usava para sair, ou mesmo ficar em casa. Tudo isso é saudável.

Particularmente não frequento cemitérios neste dia, prefiro lembrar a minha maneira das pessoas que amei, assim como estou lembrando agora escrevendo este texto. Mas também não critico quem frequenta, óbvio. Cada um faz a sua maneira.

Duas coisas que Deus nos proporcionou que são espetaculares: a vida e a morte. A primeira porque podemos usufruir de tudo, e a segunda porque o fim provisório chega em determinado momento.
Não aguentaríamos se fôssemos eternos, não aguentaríamos mesmo (falando na forma carnal, claro). Essa é a maravilha da nossa jornada, ter uma pausa, ter reticências...

Agora me veio a mente aquela música do Vinícius de Moraes(que você poderá ouvir neste post): "tem dias que fico pensando na vida e sinceramente não vejo saída, como é por exemplo tentar entender, a gente mal nasce começa a morrer... Depois da chegada vem sempre a partida porque não há nada sem separação... Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão, sei lá, sei lá, eu só sei que ela está com a razão".

Essa música responde bem ao texto, de forma bastante significativa. A música do Vinícius de Moares é estupenda, reproduz nossas agonias e anseios em tentar entender a vida.

Mais do que entender devemos vivê-la da melhor forma possível sem nos sabotarmos e sabotar os outros. Não estamos aqui para atrapalhar a vida de ninguém. Essa é a questão. E principalmente sermos humanos, com falhas e acertos / com decepções e alegrias.

Só assim quando um dia partirmos, poderemos acolher em outro plano astral os sentimentos dos que aqui ficaram e aproveitar em algum momento com entusiasmo a última dança, o último adeus o último afago num mundo de chegadas e partidas.

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