PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 121

abril 29, 2023 Randerson Figueiredo 0 Comments

 


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INTOCÁVEIS – ANÁLISE DE FILME

abril 20, 2023 Randerson Figueiredo 0 Comments

 


A análise de filme de hoje será com o filme INTOCÁVEIS(não confundir com Os Intocáveis de Brian de Palma) de 2011, e já faz um bom tempo que não atualizo essa série aqui na plataforma não é verdade?

 

SINOPSE

Não recomendado para menores de 14 anos

Em, Intocáveis, Philippe (François Cluzet) é um aristocrata rico que, após sofrer um grave acidente, fica tetraplégico. Precisando de um assistente, ele decide contratar Driss (Omar Sy), um jovem problemático que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado. Aos poucos, Driss aprende a função, apesar das diversas gafes que comete. Philippe, por sua vez, se afeiçoa cada vez mais ao jovem por ele não tratá-lo como um pobre coitado. De pouco em pouco a amizade entre ambos vai se estabelecendo, conhecendo melhor um o mundo do outro.

 

Intocáveis conta a história de Phillip (François Cluzet) e Driss (Omar Sy), o primeiro é um multimilionário tetraplégico que procura um assistente para executar algumas atividades rotineiras.

 

Driss, é um senegalês que vive nos subúrbios de Paris e que vai exercer tal função, e um grande detalhe: não tem a menor experiência no que faz.

 

Os dois com o passar do tempo formam uma amizade fora do comum.

 

Em algumas cenas, o Driss oferece um baseado para o cadeirante, e, durante o jantar, eles começam a conversar sobre qual é o ponto G do Phillip.

 

Um filme simples com uma história muito bonita sobre amizade, sobre não julgar pelas aparências e não nos limitarmos pelos nossos passados.

 

Dois homens com realidades opostas criando uma amizade bonita e sincera, isso faz a gente ver como que muitas vezes os estereótipos e preconceitos impedem que coisas como essa aconteçam, inclusive o preconceito contra ricos que muitos têm, não apenas o racismo contra negros.

 

Com certeza, foi o filme mais visto da França em 2011, e a terceira maior bilheteria do seu país. Foi o filme mais rentável da história. O dinheiro arrecadado com a venda dos direitos de autor da adaptação do livro ao cinema, cerca de US$ 650 mil, foi doado a uma associação de ajuda a deficientes físicos

 

Omar Sy faturou muitos prêmios por sua atuação. Nada mal para um filme, baseado em fatos reais.

 

FICHA DO FILME:

 

31 de agosto de 2012 No cinema / 1h 52min / Drama

Direção: Eric Toledano, Olivier Nakache

Roteiro: Eric Toledano, Olivier Nakache

Elenco: François Cluzet, Omar Sy, Anne Le Ny

Título original: Intouchables

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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 120

abril 15, 2023 Randerson Figueiredo 0 Comments

 


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OS GURUS DE SODOMA E OS JULGAMENTOS DE GOMORRA – POSTAGEM ESPECIAL

abril 13, 2023 Randerson Figueiredo 0 Comments

Uma sagrada verdade sempre será inacessível àquele que faz da mentira uma crença inabalável.

- Randerson Figueiredo


Olá, prezado leitor deste humilde e sincero blog.

 

O mundo ultimamente se transformou numa bandeja de restaurante pronto a sempre servir o melhor prato ou o pior dependendo da situação.

 

Não me cabe aqui o julgamento raivoso e intempestivo sob qualquer hipótese, acredito que a vida tem me ensinado grandes e importantes lições no que diz respeito a intersubjetividade.

 

Acredito que todos nós estamos a saber do que aconteceu com o líder espiritual Dalai Lama, e o alvo de julgamentos que ele foi acometido por parte de certos posicionamentos.

 

Acredito que mais do que nunca, uma reflexão é necessária.

 

Eu vou falar diretamente por mim... Há muitos anos, desde quando me deparei com a psicologia analítica, percebi o quanto a questão da sombra é importante do ponto de vista não só ontológico, mas puramente físico-espiritual mesmo.

 

Quando li a obra de Deepak Chopra, O EFEITO SOMBRA, percebi que em minhas mãos estava algo que poderia não só trabalhar como efeito de pesquisa, mas trabalhar primeiramente em mim para depois tentar enxergar no outro.

 

Sim, muitas vezes esquecemos desse pequeno detalhe.

 

Aquilo que te irrita no outro pode levar a um melhor conhecimento sobre nós mesmos.

– Carl Gustav Jung


Um vídeo que circulou em todas as redes sociais mostra o líder espiritual pedindo que uma criança chupe a sua língua. E aí? O que argumentar sobre essa situação?

 

É bem verdade que a sociedade se sustenta num nível hierárquico amplamente regido pelo patriarcado, e que por conseguinte é respaldado numa soma de outros fatores que sustentam uma miscelânea de ações injustificadas a sempre corroborar o que é válido para uns, mas insustentável para outros.

 

Nessas minhas andanças internet afora, no meu instagram aqui do blog o @blogsaberjung, sou seguido e sigo muita gente que obviamente sabe muito, mas muito mais do que eu em relação a muitos assuntos. E eu claro, fui pedir ajuda a quem entende.

 

Antes de fechar esse post, conversei com o professor de psicologia profunda Jorge Miklos, uma grande referência para mim na abordagem junguiana, assim como muitos outros, felizmente mantemos uma relação amistosa uns com os outros.

 

Ele compartilhou uma postagem que me motivou a escrever estas linhas que compartilho com você. Ele retirou do Instagram Despatriarcando, um importante canal de reflexão e análise fabuloso da Universidade Paulista. O meu muito obrigado aos representantes do canal.

 

Até que ponto invadimos o espaço do outro?

 

Até que ponto tratamos o outro como objeto?

 

Na mesma perspectiva rolando o feed do Instagram me deparei com um teólogo, o qual admiro, defendendo veementemente o seu amigo guru: ele tem o hábito de fazer comentários jocosos e seu comportamento é puro. Disse o teólogo, que inclusive foi perseguido pela Igreja e sua teologia alicerçada em parâmetros puramente sociais foi rechaçada pela comunidade eclesial.

 

Igreja essa que acobertou a presença de padres pedófilos durante muitos anos, diga-se de passagem.

 

Até que ponto questões como essas são tratadas somente como objeto de identificação cultural e não como um atentado violento à dignidade do ser?

 

Muitas são as perguntas e poucas são as respostas.

 

E o mais curioso de tudo é que nós homens sempre somos colocados em posição de vantagem, sempre. Como se fôssemos deuses ou heróis capazes de fazer birra caso algo não dê certo.

 

O patriarcado é uma desgraça! Reitero meu posicionamento, sempre.

 

Já escrevi mais de uma vez sobre esse assunto aqui no blog.

 

E o patriarcado está presente na manifestação desses “representantes de Deus na Terra”, nesses gurus que a todo instante se deixam abraçar pelos desdobramentos da sombra, do seu lado mais sombrio, do seu lado mais oportuno em seu benefício próprio.

 

O patriarcado reforça as desigualdades de gênero, de classes e sociais dos mais variados tipos. Isso explica também a quantidade de mulheres que estão sendo exterminadas a todo momento, altos índices de feminicídio.

 

Isso tudo, caro leitor, é uma constatação e não julgamento.

 

Eu não estou aqui para julgar quem quer que seja, meu papel não é esse, longe de mim realizar um trabalho tão mesquinho e medíocre a ponto de dilapidar o que construí com tanto suor e determinação.

 

Gurus não existem, essa questão de representante de Deus na Terra é uma grande invenção para como disse: manter as rígidas estruturas da sombra e do patriarcado em evidência.

 

Procurar não se alinhar junto à sombra é o melhor posicionamento, o posicionamento mais esclarecido que podemos ofertar a quem está destruído moralmente e emocionalmente.

 

As pessoas que procuram por tais gurus são pessoas que se encontram muitas vezes no fundo do poço, pessoas fragilizadas emocionalmente e espiritualmente.

 

E tais criaturas (ditas gurus) com o intuito de se aproveitar dessas fragilidades lançam mão de uma parcimônia fajuta e inescrupulosa capaz de fisgar o mais atento dos seres.

 

Temos que ter cuidado, muito cuidado, com pessoas que se travestem de pura harmonia, de pura paz espiritual e gozo sem fim no mundo além.

 

Aqui mesmo em Fortaleza, um rapaz se passava como líder espiritual numa seita chamada Comunidade Afago, ele cometia abusos das piores espécies.

 

Veja a reportagem: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2020/09/29/guru-espiritual-denunciado-por-crimes-sexuais-durante-reunioes-de-seita-e-preso-em-fortaleza.ghtml

 

Osho, Sri PremBaba e até mesmo o João de Deus cometiam seus excessos a todo vapor, ainda bem que as vítimas os denunciaram, a mostrar quem de fato essas figuras “santas e iluminadas” são de verdade.

 

Não existe essa de representante de Deus na Terra, reitero.


O corpo do outro não é público, é mais do que necessário rever certos conceitos e certos parâmetros que norteiam a civilização como um todo.

 

Eu não falo nem em divisão Ocidental e Oriental, mas na civilização como um todo, num conjunto global. Você pode até indagar, mas isso é uma tarefa impossível! Será mesmo?

 

Parar de colocar a cultura como mote para as idiossincrasias, principalmente no âmbito religioso.

 

O que acredito que devemos nos atentar é para o despertar da nossa consciência, sempre, e perceber que em todo campo luminoso esconde sempre uma sombra à espreita.

 

Não adianta disfarçar e nem chamar Deus de “o cara lá de cima”, para justificar qualquer situação vexatória diante dos mitos do herói e/ou do patriarcado. Afinal essa mesma que chamava Deus em suas músicas na década de 80 e que hoje está a bradar aos quatro cantos sobre o líder espiritual fez um filme com um garoto no início da carreira, salvo engano. O sujo falando do mal lavado.

 

Sabe leitor, acredito que ainda há muito a ser descoberto, muito.

 

Desejo agradecer enormemente ao professor Jorge Miklos, que me respondeu prontamente sobre minhas indagações dentro da perspectiva da psicologia analítica, muito obrigado professor. O que precisar de mim e eu puder colaborar, também estou aqui.

 

Graças a Deus posso contar com a colaboração de quem é comprometido com a pesquisa, com a descoberta, com o ensino e principalmente com a veracidade dos fatos. Fico imensamente feliz por isso.

 

Não cabe a ninguém julgar, mas a indagar, o que de fato convém.

 

Vou indicar alguns perfis no Instagram:

 

Professor Jorge Miklos - https://www.instagram.com/jorge_miklos/

(Uma grande referência na seara da psicologia profunda)

Despatriarcando - https://www.instagram.com/despatriarcando_/

(Textos necessários e para importantes reflexões, perfil pertence a pesquisadora/es associados ao PPGCom em Comunicação da Universidade Paulista)

Blog Saber Jung - https://www.instagram.com/blogsaberjung/

(Deste ser que vos escreve)

 

Tem uma frase atribuída ao dalai lama que diz assim:

 

Não permita que o comportamento do outro tire a sua paz.

 

Nesse caso o comportamento deste senhor que se diz a reencarnação de Buda e que muitos acreditam ser o último, está tirando a paz de muita gente, algo muito controverso.

 

Então finalizo o texto de hoje com estas reflexões, será que se trata somente de um relativismo cultural? Um choque de culturas? O desafio nosso de cada dia está em fazer esmaecer as ervas daninhas que surgem e infestam nosso pequeno jardim pleno de (in)certezas.

 

Até a próxima se Deus quiser.

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PSICOLOGIA PARA LEIGOS # 4 # O QUE JUNG DISSE REALMENTE | E.A.BENNET

abril 12, 2023 Randerson Figueiredo 0 Comments

 

Olá, novamente com uma série nesta plataforma.

 

A série de hoje é a PSICOLOGIA PARA LEIGOS, uma série que particularmente gosto muito, haja vista que também sou leigo no assunto, sou pesquisador nas abordagens.

 

O livro a ser indicado hoje é O QUE JUNG DISSE REALMENTE DE E.A.BENNET, amigo pessoal de Jung e que com sua linguagem bastante acessível permite um entendimento claro face a obra do nosso querido Jung.

 

O livro inicialmente me foi indicado por um grande amigo de infância, estudante de direito, viu na bibliografia a indicação da obra em uma de suas pesquisas resolveu me apresentar o livro.

 

Eu fui imediatamente pesquisar no site Estante Virtual, o qual recomendo para aquisição da obra, um site seguro e bastante acessível a nós pesquisadores.

 

O livro é de 1985 pela Zahar Editora.

 

Trecho apresentado no site Skoob:

 

"O que Jung Disse Realmente" fornece uma excelente introdução às suas principais ideias em uma linguagem que pode ser entendida por qualquer pessoa.

 

E. A. Bennet, já falecido, era amigo pessoal de Jung e foi hóspede frequente dele e de sua família em Zurique. Trocaram ideias em carta e em encontros pessoas durante muitos anos, de modo que o Dr. Bennet tem a dizer reveste-se de uma autenticidade inigualada por outros trabalhos sobre Jung e sua obra.


A importância de Jung tende a ser subestimada e aqueles que não se deram ao trabalho de ler seus escritos rejeitam-no frequentemente como um místico visionário cuja obra está em dissonância tão gritante com a psicologia experimental que pode ser ignorada sem perigo.

 

De fato, como demonstram suas primeiras pesquisas, Jung tinha um domínio competente do método científico; mas a maior parte de sua obra subsequente interessa-se por áreas em que o método científico não pode ser aplicado.

 

O significado da vida não pode ser quantificado, mas isso não invalida, de forma alguma, a procura de significado pelo homem. Hoje, quando os laboratórios psicológicos de mundo inteiro são dominados pela abordagem experimental, a insistência de Jung em que a experiência subjetiva do indivíduo é vitalmente significativa constitui valiosa compensação.

 

Quer se compartilhe ou não das convicções fundamentais de Jung, não pode haver dúvidas sobre a importância de suas numerosas contribuições para o estudo da mente.

 

Sua ênfase sobre os aspectos espirituais da natureza humana fornece um necessário contraste com a insistência de Freud sobre o físico.

 

A afirmação de Jung da importância da autorrealização como meta e sua certeza de que as realizações supremas da humanidade são sempre realizações individuais impõem-se como desafios aos sistemas políticos e sociais que exaltam o Estado à custa do indivíduo.

 

O livro do Dr. Bennet continuará prestando um valioso serviço ao representar o pensamento de Jung a um círculo mais vasto de leitores.


Essa foi a indicação de hoje, não sei se já conhecia a obra, de qualquer maneira está indicada, aos poucos vou avançar tanto nos teóricos junguianos como no próprio Jung aqui na série.

 

Tudo com calma, sem pressa.

 

Desejo uma ótima leitura.

 

Até a próxima, se Deus quiser.

 

DADOS BIBLIOGRÁFICOS

 

O QUE JUNG DISSE REALMENTE

 

Autor: Edward Armstrong Bennet (E.A.Bennet)

ISBN-13: 9788585061302

ISBN-10: 8585061308

Ano: 1985 / Páginas: 148

Idioma: português

Editora: Jorge Zahar

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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 119

abril 12, 2023 Randerson Figueiredo 0 Comments

 


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A PRIVATIO BONI E AS MANIFESTAÇÕES DA SOMBRA – POSTAGEM ESPECIAL

abril 07, 2023 Randerson Figueiredo 0 Comments

 

“Só alcançaremos à luz quando definitivamente aceitarmos que seu ponto de partida é a escuridão”.

Randerson Figueiredo

 

Mais uma vez desejo marcar presença aqui na plataforma Saber Jung em relação a um assunto espinhoso, intrincado e muito, mas muito delicado.

 

Ao observar tudo o que vem ocorrendo nos últimos dias, pude constatar algumas percepções a respeito de um dos arquétipos da psicologia analítica/profunda do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung.

 

Estou a falar da SOMBRA COLETIVA.

 

Os casos que ocorreram em escolas nos últimos dias, demonstram a meu ver as manifestações da sombra coletiva, e não casos isolados de surtos psicóticos que vitimaram uma professora de 71 anos e 4 crianças numa creche.

 

Eu pesquisei bastante antes de tecer estas malfadadas e curtas linhas aqui no blog e pude perceber que não podemos simplesmente tratar com leviandade sobre a questão da neurose e/ou psicose dentro da perspectiva psiquiátrica, mas numa abordagem mais ampla e complexa.

 

E eu falo isso dentro da minha própria perspectiva, eu sou paciente psiquiátrico há mais de 10 anos, e dentro do transtorno no qual estou inserido não podemos ser levianos diante nem dos neuróticos (somos todos neuróticos diga-se de passagem) e nem dos psicóticos, sinceramente caro leitor, isso para mim é uma afronta e das mais graves.

 

Jamais podemos levantar tamanho acinte dentro desta perspectiva.

 

E porque não podemos simplesmente dizer que fulano de tal é um mero “doido”, louco varrido ou um doidivano capaz de provocar as piores sensações ou situações vexatórias? Até mesmo de matar alguém?

 

Primeiro, porque cairíamos num determinismo dos mais nocivos.

 

Segundo, não teríamos condições suficientes de tecer quaisquer comentários sobre uma anormalidade social tendo em vista perpassar por um rigoroso esquema de pesquisa social, cultural e psicológica como um todo.

 

Terceiro, indicar crimes destas naturezas como manifestações psiquiátricas até onde sei configuram uma forma de varrer para debaixo do tapete algo muito mais sério.

 

Quarto, pessoas psicóticas ou que entram em surto psicótico quando ameaçam alguém normalmente estão tentando se defender e não atacar ou ferir o outro.

 

Quinto, é vil tratar manifestações da sombra como um aspecto puramente psicótico, haja vista que a sombra coletiva costuma agir sorrateiramente e quando se mantém presa costuma se manifestar pelos sentidos, costuma escapar pelas extremidades.

 

Depois de elencar estas situações podemos prosseguir com cautela até onde desejo chegar com o texto de hoje.

 

Essa semana estava a ler sobre um dos maiores filósofos da cristandade ocidental, estou a falar de Santo Agostinho. A teologia Agostiniana foi de fundamental importância para a manutenção da ortodoxia cristã vigente e para fixar as bases de uma religiosidade e não espiritualidade capaz de moldar o cristianismo.


Santa Mônica, a mãe de Santo Agostinho lutou muito com ele, para sua conversão. Seu pai não era afeito às questões religiosas e coube a sua mãe tentar levar a Agostinho uma vida longe de profanações e bem perto de Deus.

 

Aos 32 anos Santa Mônica conseguiu seu intento, Agostinho se converteu, após isso sua mãe veio a falecer, com a sensação acredito eu de dever cumprido.

 

Agostinho lutava com sua compulsão sexual e seu lado religioso.

 

Em Confissões ele narra sua experiência de conversão à Cristandade. Era estudioso do neoplatonismo, provavelmente por estudar Plotino e obviamente Platão.

 

Mas e o que tem a ver Santo Agostinho, sombra coletiva e tudo o que aconteceu no Brasil nos últimos dias? Com calma chegarei lá, acredito que você entenderá a mensagem.

 

Em termos da psicologia moderna, a conversão é uma dissociação definitiva. Nesse caso, o Self age como poder agente, o poder do Self dá razão a todos os atos movidos por Agostinho.

 

Mais adiante, até mesmo o pai pagão foi convertido é bom que se diga.

 

Três vertentes de pensamentos perpassam a sua obra: neoplatonismo, maniqueísmo e religião relativa às escrituras do Antigo e Novo Testamento.

 

Aos 67 anos ele escreveu um manual importantíssimo com suas 7 doutrinas básicas. Não vou me ater exatamente às 7 uma por uma por razões de facilitar a leitura e ir ao que interessa.

 

Eu vou pular 6 doutrinas e vou direto na quinta chamada de Privatio Boni (Privação do Bem). O que diz a quinta doutrina agostiniana a qual me refiro no texto de hoje?

 

A doutrina da Privatio Boni é a doutrina lógica da dissociação psíquica.

 

E eu, Randerson Figueiredo, sou contra essa doutrina agostiniana da Privatio Boni (Privação do Bem), ela pode ser muito perigosa, pois algumas pessoas podem usá-la como desculpa para viver alguns aspectos justamente da sombra.

 

E digo mais, com certo entendimento dos opostos, não se pode postular um oposto e eliminar o outro.  Não podemos esquecer que quanto mais luz, mais sombra é recalcada no inconsciente.

 

Nada mais perigoso que uma pessoa capaz de fazer um bem consciente. 

– John Sanford.

 

Obviamente caro leitor, é bom salientar que dirijo estas conclusões a um domínio empírico (psicológico) e não teológico. A metafísica com a metafísica, a psicologia com a psicologia.

 

A psicologia profunda de Jung nos mostra que um Deus psicológico, o Self, carrega consigo o bem e o mal, os dois opostos lado a lado. Essa questão se torna problemática quando tocado por um ego consciente que faz aflorar um dos dois lados.

 

E no nosso caso, na grande maioria das vezes aflora a sombra.

 

Jesus Cristo é a representação fiel do que estou a falar, Ele é a suprema encarnação do bem, mas tem um oposto que o enfrenta diversas vezes: o demônio (a sombra).

 

No Antigo Testamento, Deus encarnava os dois, tanto é que o demônio aparece somente umas 3 ou 4 vezes quando é desafiado por ele em relação a Jó. Lembra desse detalhe?

 

Eu acredito que já cheguei a dizer aqui no blog que se tivéssemos uma sombra diluída, um mal diluído ou um demônio fragmentado poderíamos viver melhor e não transformar essa entidade maledicente e/ou malevolente num bode expiatório dos mais graves.

 

É bom frisar que sempre falo num aspecto psicológico. Sempre.

 

Tendemos sempre a terceirizar nossas frustrações e ações das mais cruéis e insanas. Quase sempre a colocar a culpa no morador da fornalha que se situa logo abaixo de nós, intitulado satanás.

 

Nós temos que parar com a cáustica ideia de que a culpa é sempre a melhor saída, seja culpando o demônio, ou quem quer que seja.

 

Outro ponto também que atrapalha e muito sobre uma análise acurada a respeito do que vem a ocorrer não só no Brasil, mas no mundo como um todo é a interpretação do dogma da trindade.

 

Até onde iremos chegar com essa interpretação?!

 

É sabido que há muito tempo é mais do que necessário um quarto elemento junto à trindade, um quarto elemento, algo que possa embasar e transformar o triângulo equilátero num quadrado ou num círculo, aparando as arestas...

 

A sombra é esse elemento meu caro leitor.

 

Não adianta nada ter Pai, Filho e Espírito Santo numa união familiar e rechaçar o elemento formador da quaternidade, a sombra coletiva, o nosso lado sombrio, nosso lado mais vil e nebuloso.

 

Discordo do posicionamento da igreja, quando faz ser Nossa Senhora o quarto elemento que junto à trindade irá compor o quatérnio.

 

Quer dizer que somos somente luz?! E a sombra?! E o nosso lado negativo?! Por onde anda?! Temos que incorporar com urgência a sombra com a trindade.

 

O que aconteceu nas escolas nada mais é que a manifestação no sentido mais cruel da sombra coletiva, esse lado que tanto queremos esconder e fazer esmaecer diante do sol.

 

Somos bombardeados diuturnamente com mensagens de péssimos átimos astral, ruins mesmo, com notícias das mais devastadoras e péssimas, isso também é um atraso em nossas vidas, no café da manhã, no almoço e no jantar. Isso faz incutir em nosso inconsciente uma carnificina sempre à espreita.

 

O mundo se transformou no principal palco onde reina a tragédia da sombra. Infelizmente. Eu sei que a bondade age na surdina, e que torcemos para que um certo espírito vampiresco domine a cena, mas já está demais, não acha?

 

Outra coisa que desejo abordar no texto de hoje:

 

Jamais devemos culpabilizar governo A ou B por ações impensadas ou até mesmo pensadas e repensadas conscientemente em ações como estas, jamais.

 

Mas o governo anterior promoveu o acesso às armas, promoveu a violência com discursos de ódio, promoveu a leviandade diante de Fakes News. Certo, pode até ter promovido tudo isso, mas jamais devemos culpar por crueldades como essas.

 

Isso seria recair no bode expiatório do demônio, demonizar alguém é tão terrível quanto praticar tal ação, eu penso desta maneira e estou aqui para que possamos chegar num consenso.

 

O que podemos fazer é transformar a culpa em responsabilidade e assumir nossos atos, acredito que desta forma poderemos transformar uma sociedade mais justa e mais tranquila para se viver, tendo sempre em mente que o diálogo sincero e honesto com nosso lado mais sombrio pode aquecer nosso coração e arrefecer os ânimos mais bravios.

 

Espero que você nobre leitor desta plataforma tenha gostado do texto de hoje, que eu tenha elucidado um pouquinho sobre o ocorrido, humildemente falando. Deixarei logo abaixo as referências bibliográficas dentro da perspectiva junguiana.

 

É IMPORTANTE DIZER QUE NÃO SOU PSICÓLOGO, PSICANALISTA E MUITO MENOS PSIQUIATRA, MINHAS OPINIÕES SÃO ELABORADAS COM BASE EM PESQUISA DENTRO DA TEMÁTICA DA PSICOLOGIA PROFUNDA DO PSIQUIATRA SUÍÇO CARL GUSTAV JUNG. SOU AUTODIDATA NO ASSUNTO, SEMPRE A PROCURA DE APRENDER MAIS E MAIS.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

 

A PSIQUE NA ANTIGUIDADE – LIVRO DOIS – GNOSTICISMO E PRIMÓRDIOS DA CRISTANDADE.


Autor: Edward F. Edinger

Editora: Cultrix

Edição: 10ª

Ano: 2006

Páginas: 224

 

EGO E ARQUÉTIPO – UMA SÍNTESE FASCINANTE DOS CONCEITOS PSICOLÓGICOS FUNDAMENTAIS DE JUNG

Autor: Edward F. Edinger

Editora: Cultrix

Edição: 2ª

Ano: 2020

Páginas: 344

 


INTERPRETAÇÃO PSICOLÓGICA DO DOGMA DA TRINDADE (11/2 – PSICOLOGIA E RELIGIÃO OCIDENTAL E ORIENTAL)


Autor: Carl Gustav Jung

Editora: Vozes

Edição: 10ª

Ano: 2013

Páginas: 128

 

MAL – O LADO SOMBRIO DA REALIDADE

Autor: John A. Sanford

Editora: Paulus

Edição: 1ª

Ano: 1998

Páginas: 200

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