E QUANDO A VÍTIMA NÃO É NINGUÉM?

outubro 28, 2015 Randerson Figueiredo 0 Comments



Vitimização. Palavra a meu ver extremamente desagradável e que provoca muitos transtornos de ordem moral, ética e psicológica.

É certo que olhando bem de perto, ninguém, eu disse ninguém, é flor que se cheire, mas vá lá temos as nossas qualidades e nelas temos que nos firmar para dar alguns passos adiante.

Fazer-se de coitado não é a melhor solução, pelo contrário, só trará dor de cabeça e náuseas a quem quer que seja, pelos danos enfrentados e causados.

A questão sendo logo bem direto é a seguinte: não há vítimas!

Isso mesmo, se passamos pelo que passamos é porque de alguma maneira temos o merecimento de ordem divina para um aprimoramento carnal.

É aquela velha frase: colherás o que plantar. E isso é um dos ensinamentos mais severos e duradouros que perpassa toda a raça humana.

Agora temos que impor limites nas pessoas, pois, caso contrário elas montarão e ceifarão suas credenciais de ser pensante e colocarão muitas caraminholas em sua cabeça.

Aquela velha história do coitadinho, do pobre de mim, do ninguém me ama e ninguém me quer - ninguém me chama de meu amor.

Isso tudo é uma grande lorota e que infelizmente ganha cada vez mais adeptos de pessoas que insistem em torrar nossa paciência e que desejam nos levar para o abismo da tristeza sem fim.

São pessoas que tem uma visão distorcida da realidade, acreditam que há um fator externo sempre responsável pela sua desgraça, pelos dissabores da vida...

Carregam um sentimento de culpa gigantesco e levam consigo até as profundezas do mar sem fim um sentimento de derrota capaz de sugar quem quer que esteja ao seu redor.

Ao invés da culpa vale ressaltar que devemos ter a maturidade de assumir a própria responsabilidade de levar nossos erros e acertos da melhor maneira possível. Afinal somos humanos!

É de extrema relevância/perspicácia/brandura saber até que ponto podemos avançar na direção de um patamar abundante e que nos traga qualidade de vida.

Vou até falar de uma forma bem grosseira agora, mas todos apontam o erro do outro, mas ninguém olha o próprio rabo meus amigos... A velha história da trave e do argueiro no olho do irmão que está no Evangelho.

Se participamos de situações vexatórias no passado, esqueça, jogue o manto! Se você não compactua mais com isso porque se torturar eternamente?

Há pessoas que te julgam o tempo inteiro, mas acredito que ninguém joga pedras em árvores que não dão frutos. Essa é uma grande máxima que levarei para o resto de minha vida.

Não podemos nos apegar ao passado e nos tornar vítimas de nós mesmos ou dos outros. Costumo dizer que o passado é acusador, o presente uma dádiva e o futuro um mistério.


Resta-nos saber distinguir o que nos torna mais mansos e humildes de coração, aceitando que a mácula que fere os outros um dia pode ser a mácula que ferirá a nós mesmos sem dó nem piedade, e de vítimas passaremos a ser responsáveis pelo nosso próprio destino.

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# SÉRIE PECADOS CAPITAIS # 1 # INVEJA – DE OLHOS BEM ABERTOS

outubro 21, 2015 Randerson Figueiredo 0 Comments



Inicialmente peço desculpas por não ter postado sobre inveja semana passada, tive alguns contratempos.

Iniciando a série pecados capitais, hoje começaremos com a inveja. A meu ver, um dos piores pecados capitais, senão o pior. Muitos até falam abertamente, a mas a luxúria é ótimo, não tenho vergonha de praticar a luxúria... A gula? Esse pecado aí eu me farto de tanto comer... Mas a inveja...

A inveja é traiçoeira, acabrunhada, dissimulada, envergonhada. Pode perceber que ninguém diz que sente inveja, na verdade diz que é invejado.

E o ponto crucial do nosso texto começa aí caro leitor. A inveja deriva da vaidade, no prazer de se exibir, de se destacar, de chamar a atenção. E isto está presente em todos nós.

Outro ingrediente que nos acomete é a comparação. Nos sentimos agredidos em função do sucesso de outrem, ela não necessita ter feito nada contra a gente, mas somente isso desencadeia uma série de situações negativas conosco. A sensação de estar por baixo.

Nesse ínterim surge a sombra coletiva que dá o ar da graça quando a questão é inveja. Mas de que forma? Bem, trabalhando de todos os lados possíveis.

Meticulosamente a pessoa invejosa, ou o invejado, traça de forma bastante sutil todo o plano para se alcançar o tão esperado prêmio que é o objeto invejado.

Já citei aqui inúmeras vezes a sombra coletiva, e é nesse sentido que trabalhamos o sentido de inveja nas pessoas. O lado cruel que todos nós possuímos.
Vamos ser sinceros, invejar algo de outra pessoa é como assinar um atestado de fracasso.

É aquela questão: você pode ser feliz, mas não mais do que eu.

E o olhar, a inveja baseia-se pelo olhar. Quanto mau-olhado não recebemos e ofertamos durante a nossa vida, hein? Até mesmo institivamente, e quando nos deparamos somos assombrados pelo terror de sermos um ser invejoso.

Agora só nos resta controlar nossos impulsos e questões mal resolvidas, pois desta forma poderemos agir interiormente e controlar essa situação de forma segura e com perseverança.


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# LANÇAMENTO # SÉRIE SOBRE PECADOS CAPITAIS - UMA ANÁLISE FILOSÓFICA

outubro 08, 2015 Randerson Figueiredo 0 Comments




Olá caro leitor!

Bem, já faz um tempinho que anunciei aqui no blog Jung na Veia que algumas novidades iriam dar o ar da graça. Pois muito bem, a mais recente novidade será o lançamento de séries, de artigos com a mesma temática.

A primeira série será sobre os pecados capitais com análise junguiana. A primeira postagem será logo na próxima semana.

Conto com sua ajuda para tentar descrever os principais questionamentos que tanto afligem a alma humana. Deixe sua opinião no chat ou nos comentários.

Depois de encerrada essa série, lançarei outra e peço que usem o chat, que fica a esquerda do monitor na parte inferior, se quiserem entrar em contato comigo diretamente para sugerirem outros assuntos ou pelo formulário de contato.


Um grande abraço a todos. 

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