MANIPULAÇÃO – A PIOR FORMA DE ESCRAVIDÃO

março 20, 2016 Randerson Figueiredo 0 Comments



Acredito que a manipulação é a pior forma de escravidão. Primeiro porque através do ato de manipular qualquer pessoa de forma bastante sutil queremos revelar outra face da história.

A manipulação requer estratégias jamais vista. Ela faz com que você haja do jeito que ele ou ela quer. Funcionando desta forma como marionetes nas mãos dos ventríloquos.

E essa forma de agir como já mencionei é feita de forma muito sutil, quase que de forma fantasma.

Seja nas relações de amizade, na família, seja na mídia. A manipulação apresenta suas diversas facetas e se enquadra aí como uma forma de escravizar.

Com base em artigos científicos, aqui estão quatro atitudes manipuladoras fáceis de identificar:

1 – O poder do toque

Um tapinha nas costas seguido por um contato visual pode levar uma pessoa a baixar mais a guarda.

2 – A velocidade da fala

Usar uma ideia que se plantou, insisto em dizer, de forma sutil na mente do interlocutor ajuda na manipulação.

3 – Atenção a seu campo de visão

Colocar um objeto na linha do olhar da outra pessoa ou mover algo ligeiramente mais perto de um alvo, por exemplo. Pelos mesmos motivos, acabamos escolhendo a primeira coisa que nos é oferecida.

4 – Algumas perguntas plantam ideias

Quando alguém faz uma sugestão e pergunta aos demais coisas como “Por que você acha que isso é uma boa ideia?” ou “Na sua opinião, quais as vantagens disso?”, está, na realidade, deixando os outros se convencerem a respeito de certas questões por conta própria.

Pode parecer óbvio, mas fazer com que as pessoas reflitam a partir de ideias embutidas nas perguntas significa que elas ficarão mais confiantes em tomar decisões de longo prazo – mesmo não tendo sido ideia delas.

E nem vou me estender muito a respeito da mídia não é? Algo que realmente vem acontecendo no país é o poder massificador da mídia de uma forma geral.

Ela não só aliena como também deixa sementes de discórdia nas mentes das pessoas que acompanham noticiários e que de alguma maneira querem estar bem informadas. Mídia impressa também.


Somo manipulados e de alguma maneira manipulamos alguém em alguma parte do tempo. Num eterno jogo de ventríloquos vence quem determina onde está a sua liberdade de escolha.

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POBRE NÃO GOSTA DE POBRE... E RICO TAMBÉM NÃO! (POSTAGEM ESPECIAL SOBRE A CRISE NO PAÍS)

março 17, 2016 Randerson Figueiredo 0 Comments



Não, quem está escrevendo esta postagem não é o Caco Antibes (Miguel Falabella), bem, piadinhas à parte vamos diretamente ao que interessa: crise no Brasil.

A verdade é que estava dando uma arrumada aqui nos meus livros e encontrei um livro em particular que gosto muito, chama-se: 1964 – A conquista do Estado de Renè Armand Dreyfuss. O livro foi sua tese de doutorado.

Lendo este livro percebo que a situação difícil pela qual atravessa o país configura-se num retrato fiel do que aconteceu nos anos de 1964, ou seja, golpe de classe e conchavos políticos.

A grande vênus platinada (Rede Globo de Televisão) usa de todas as suas armas, e olha que não são poucas, para tentar chamar sua atenção e desviar o foco.

Digo que se trata de um golpe de classe, pois os ricos não suportam mais ver tanto pobre usufruindo dos seus locais preferidos, do salão de beleza ao shopping center.

É notório o que o governo Lula fez pela classe menos favorecida, ascenderam financeiramente, mas socialmente deixou a desejar, ficou provado que nem sempre é possível jogar nas onze...

Já expliquei isso na postagem sobre a nova classe média, então vamos pular essa parte. Não sou a favor do socialismo, mas acredito que o governo Lula trabalhou e muito para todos. Tenho que reconhecer.

Pobre não gosta de pobre, isso é um fato, e rico também não. Estou querendo chegar num ponto que é crucial: a luta de classes. Algo que se estende até os dias atuais.

Desde quando o negro (pobre em geral) saiu da senzala e foi à casa grande causou um estardalhaço tremendo. O rico se sentiu ameaçado.

Os chamados tucanalhas e petralhas, nome genérico dado a psdebistas e petistas representam bem essa dicotomia reacionária contra tudo e todos.

E a mídia ao invés de esclarecer faz é deturpar de forma pretensiosa e acintosa os dados a ela fornecidos, desculpem-me o vernáculo, mas é uma baixaria sem precedentes.

O PSDB passou anos no poder e o que fizeram? Quase venderam por completo este país nas mãos das empresas internacionais, acirrando ainda mais a instabilidade financeira e política.

A pasta rosa do FHC ainda hoje permanece um assunto intocável. Curioso não? Esse assunto quem tem mais idade vai saber do que estou falando.

As universidades públicas praticamente sucateadas e depois alguém vem defender o FHC, que é o único professor aposentado que possui apartamentos no exterior. Pelo menos que eu conheça.

Caro leitor, esta postagem não é para incentivar isso ou aquilo, mas para alertar sobre as constantes ameaças a integridade do nosso país como um todo. Vamos lutar por ele (Brasil), já!

Golpe não! Vamos dar um basta nisso, acessando sites sérios, comprometidos com a verdade e idôneos (se é que existe), mas pelo menos vamos tentar procurar.

Não é possível que uma emissora seja tão poderosa a ponto de manipular sua cabeça, vamos estar mais alertas a tudo, necessitamos de informação de qualidade.

Resumindo: acredito que isso é sim um golpe de classe. O rico nunca admitiu sentar lado a lado com um pobre na universidade, fazer academia ao lado da sua diarista e comprar morangos no supermercado junto com outra pessoa menos favorecida para comer com creme de leite.

É, meus caros, sempre soubemos do despeito do pobre com pobre, agora do rico com pobre isso está cada vez mais evidente neste país.

Digo mais uma vez: o socialismo não é a melhor solução (leia mais). Mas que ficou evidente que houve uma melhora a isso ficou. E temos que reconhecer quando perdemos o jogo, ideologicamente falando.

Mais do que isso, devemos estar a par da situação como um todo, e não em uma parte apenas, olha aquela história de um só lado da moeda...

Para encerrar, o que me parece, é que há uma torcida para que tudo dê errado, uma tristeza, pois estamos todos num mesmo barco, remando sem cessar à procura de um lugar ao sol, ou melhor, à sombra e água fresca...

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SAIA DA MATRIX

março 16, 2016 Randerson Figueiredo 0 Comments



"Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo" (1 Coríntios 3.11).

Quem nunca assistiu ao filme Matrix? Pois muito bem, um excelente filme, cheios de efeitos visuais e especiais, mas será que é só isso mesmo que reflete o roteiro do filme?

Acredito que não. Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nosso acervo de filmes. Mas e afinal o que o filme Matrix tem de tão especial?

O filme em sua síntese afirma que nosso mundo é irreal, assuntos como budismo, hinduísmo e filosofia pós-moderna dominam as cenas repletas de referências a tais religiões e filosofia.

Nessa trilogia nosso complexo mundo físico não passa de um intrincado jogo cibernético, de uma realidade virtual, como um joguinho de computador.

Matrix também tem uma forte analogia com o cristianismo. Existe uma trindade benigna no filme, composta por Trinity ("Trindade", em inglês), Morfeu ("deus dos sonhos" na mitologia grega. Ele faz o papel de João Batista ao preparar o caminho para o "escolhido" e o de Deus Pai ao assumir a figura paterna de todos que já foram libertos da ilusão) e Neo (do grego "novo". Esse é o "escolhido" e um substituto para Jesus Cristo).

No primeiro filme da série, há mais de dez referências a Neo como o "eleito" ou o "escolhido". No primeiro episódio, Neo morreu, ressuscitou e ascendeu aos céus (isso faz você se lembrar de quem?).

Ou seja, Neo, é uma versão pós-moderna de Jesus Cristo. Um versão em bites do Salvador.

Porém, a principal mensagem da trilogia é um novo conceito da "verdade". Nessas películas cinematográficas, a "verdade" é que este mundo é apenas uma matrix ilusória.

Acredito que perdura na trama um conceito niilista.

Para a série Matrix, a "verdade" é que tudo é niilismo e ficamos sem saber quem é o Criador e quem é a criatura. E o pior, fazem de forma muito sutil uma caricatura de Jesus Cristo só que aos moldes cibernéticos.

Queridos leitores, sem Jesus, restam a filosofia pós-moderna, o hinduísmo, o budismo e a trilogia Matrix para nos "consolar" e esse consolo é baseado em uma ilusão.


Depois de tudo que foi exposto aqui sobre esse filme resta-me um pedido a fazer: saia da matrix!

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# SÉRIE PECADOS CAPITAIS # 5 # AVAREZA – DEUS EM SEGUNDO PLANO

março 09, 2016 Randerson Figueiredo 0 Comments



Continuando nossa série Pecados Capitais hoje o tema será sobre Avareza, ou seja, quando Deus fica em segundo plano em detrimento dos bens materiais.

Sempre que lembro de avareza me vem a mente o personagem do Tio Patinhas. Mas hoje como sempre costumo fazer, trago essa questão à luz do Evangelho.

A seguir são apresentados alguns versículos bíblicos, provenientes de várias partes da bíblia, ou de vários livros nela embutidos, que falam da avareza e do que os avarentos podem e devem esperar como castigo:


1) “Acaso alguém pode esconder fogo consigo sem que se queime a sua roupa?” (Provérbios, 6:27)

2) “Quem esconde o trigo será amaldiçoado pelo povo; mas a benção está sob os que vendem” (Provérbios,11:26)

3) “Quem confia nas suas riquezas cairá; os justos, porém, como folhas verdes germinarão” (Provérbios,11:28)

4) “Há quem seja tido por rico, e nada tem; e há quem se faz de pobre, possuindo muitos bens. A garantia da vida de um rico são as suas riquezas; quem é pobre não sofre ameaças” (Provérbios,13: 7 e 8)

5) “Quem é bom deixa herança para filhos e netos, a riqueza do pecador é guardada para o justo” (Provérbios,13:22)

6) “Para que serve o dinheiro na mão do insensato? Para comprar a Sabedoria, se ele não tem Juízo?” (Provérbios,17:16)

7) “Quem ajunta tesouros com língua mentirosa, o vento lançará nos laços da morte” (Provérbios, 21:4)

8) “Mais vale um bom nome do que muitas riquezas; acima do ouro e da prata, o bom acolhimento” (Provérbios, 22:1)

9) “Não te afadigues para enriquecer mas, com tua prudência, acalma-te. Se levantares os olhos para as riquezas, elas já desapareceram: pois se cobrem de penas como águias e voam pelos ares” (Provérbios, 23:4 e 5)

10) “Tem pressa em ficar rico o ambicioso, e não sabe que a indigência vai cair sobre ele” (Provérbios, 28:22)

11) “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lucas 12:15)

12) “Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos” (Timóteo, 6:10)

13) “Seja a vossa vida sem avareza. Se você deseja ter a salvação, uma das medidas é deixar de ser avarento, abra os seus olhos, e vigie para que este sentimento não venha amarrar a sua vida e atrapalhar o seu sonho de conquistar a salvação” (Hebreus, 13:5).


Essas passagens bíblicas nos fazem refletir o quanto ainda necessitamos aprimorar nosso lado espiritual em relação aos bens pecuniários.


Para Freud, na teoria psicanalítica, o dinheiro para o avarento é, um objeto de desejo. Para o pai da psicanálise, em sua obra “As transformações do instinto exemplificadas no erotismo anal”, de 1917, o erotismo anal (advindo da retenção de fezes – encoprese - e incontinência fecal na fase da primeira infância) tem equivalência simbólica ao dinheiro.

Freud (1917) apontou que alguns indivíduos se distinguem de outros por determinados traços de caráter e que esses traços se referem à: 1) ordem, 2) parcimônia e 3) obstinação. No caso do avarento, o traço da parcimônia é o que prevalece através de um exagerado esmero a assuntos econômicos e financeiros.

A retenção feita na fase anal é transformada através do mecanismo de sublimação, fazendo com que o avarento despenda bastante tempo de sua vida para a superação dessa fase através da retenção de dinheiro. É quando Freud (1917) relaciona dinheiro às fezes:

[...] onde quer que tenham predominado ou ainda persistam as formas arcaicas do pensamento - nas antigas civilizações, nos mitos, nos contos de fadas e superstições, no pensamento inconsciente, nos sonhos e nas neuroses - o dinheiro é intimamente relacionado com a sujeira. Sabemos que o ouro entregue pelo diabo a seus bem-amados converte-se em excremento após sua partida, e o diabo nada mais é do que a personificação da vida instintual inconsciente reprimida. Também conhecemos a superstição que liga a descoberta de um tesouro com a defecação, e todos estão familiarizados com a figura do ‘cagador de ducados’ [Dukatenscheisser]’. Na verdade, segundo as antigas doutrinas da Babilônia, o ouro são ‘as fezes do Inferno’ (Mammon = ilu manman). Assim, aqui como em outras ocasiões, a neurose, acompanhando os usos da linguagem, toma as palavras no seu sentido original e significativo; parecendo utilizá-las em seu sentido figurado, está na realidade simplesmente devolvendo a elas seu sentido primitivo [...] (FREUD, 1917, 162-164).

Para Freud (1917) acontece com o sujeito a transferência da impulsão primitiva para o objetivo emergente, pois ele enxerga os caráteres citados acima como prolongamentos inalterados dos instintos originais ou mesmo a sublimação desses instintos como reações contra eles mesmos. O autor afirma que “a defecação proporciona a primeira oportunidade em que a criança deve decidir entre uma atitude narcísica e uma atitude de amor objetal. Ou reparte obedientemente as suas fezes, ‘sacrifica-as’ ao seu amor, ou as retém com a finalidade de satisfação” (FREUD, 1917, p.139).

Assim, as fezes, que são tidas pelo bebê como o seu primeiro presente concreto, transferem-se simbolicamente à coisa mais valiosa do mundo: o dinheiro. Disso surge o prazer parcimonioso do avarento em guardar dinheiro como lembrança do prazer inconsciente infantil de reter as fezes.

Outra questão é que a Igreja trata a questão da avareza com a idolatria, ou seja, idolatram um outro deus: nesse caso o dinheiro. A partir do momento que fazemos essa troca estamos ferindo a tradição cristã.

Assim, a avareza enquanto prazer em acumular bens materiais fere as virtudes da Generosidade (que é o dar sem esperar receber) e da Caridade (que é a manifestação de disposição ao outro, podendo esta disposição ser material).

Aqui, é como se o que é tido como pecado e o que é considerado virtude não pudessem coexistir, pois um anula o outro. A generosidade é tida como o maior combatente da avareza.


Então que sejamos generosos sem perder a graça de estarmos na graça de Deus. E que possamos nos acautelar com distinção quando escutamos a seguinte frase: o dinheiro é um bom escravo e um mau senhor.

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