NÃO HÁ VÍTIMAS!

janeiro 28, 2013 Randerson Figueiredo 0 Comments




Quantas vezes nos sentimos injustiçados no decorrer da vida? Esta pergunta pode parecer um tanto quanto inócua, mas não é. Faço esta pergunta e me refiro a inúmeras possibilidades que ela possui.

Quando por algum motivo somos afrontados moralmente, fisicamente e muitas outras terminações com mente nos sentimos altamente prejudicados e consideramos que pelo menos momentaneamente somos vítimas.

É aí que mora o perigo, a vitimização é mordaz e crucial para que pensemos que a vida é um contrassenso e que você é responsável por tudo de ruim que acontece no planeta e está sendo punido por isso.

Pode parecer que nossa jornada é um pouco sem sentido quando se toca no assunto vingança. Para ser mais exato uma vingança planejada por todos, ou melhor, uma vingança planetária ou inferno astral.

Aí aparece uma doença que você menos espera, aquela pessoa que você também menos espera te diz umas poucas e boas, aparece um problema no carro, a(o) filha(o) que vai mal na escola, a sua sogra que não te deixa em paz, ou cunhado, vizinho...

Lógico que não acontecendo necessariamente nesta ordem. O sentimento é de ultraje. Você se sente a pior pessoa do mundo, acha que é uma grande vítima.

Na verdade não somos vítimas, somos aprendizes dos acontecimentos vividos. Muitas situações ocorrem em nossas vidas e não entendemos o motivo, mas no fundo no fundo merecemos passar por tudo que estamos passando.

Seja qualquer um dos motivos que citei, a referência é sempre a mesma, observar e ficar atento às dicas que a vida nos oferece e sempre ter em mente que não é uma cilada do destino, mas uma forma de sermos eternos aprendizes na vida. 

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SOMOS FRUTOS DA IGUALDADE. ATÉ QUANDO?

janeiro 28, 2013 Randerson Figueiredo 0 Comments





Infelizmente casos como esse da concessionária insistem em acontecer todos os dias país afora. Para você que não sabe do que estou falando trata-se de um caso de preconceito racial motivada por um vendedor de carros.

Enquanto os pais estavam escolhendo um carro mais amplo para a família em uma concessionária BMW, o filho do casal, negro (é bom que se frise), dirigiu-se a uma sala para assistir TV, quando de repente o gerente da loja despachou o menino com uma atitude preconceituosa, dizendo que ali não era lugar para ele.

Para encurtar a história, os pais fizeram uma campanha no facebook. E a pergunta que insiste em ressoar: até quando casos como esse serão destaque na mídia?

A meu ver segundo as minhas observações é que somos frutos da igualdade. Sim, é a igualdade que promove qualquer tipo de preconceito.

Quando falamos que desejamos ser igual a outra pessoa, inconscientemente estamos sendo preconceituosos com nós mesmos.

Quando alguém não condiz com a igualdade do grupo ele logo será exterminado, aniquilado, limado de vez. Podem observar que isso acontece na grande maioria dos grupos. Quando alguém não participa do grupo e não está em pé de igualdade com os demais isso é um grande problema.

Não vou muito longe, basta observar a história do patinho feio, um patinho que era rechaçado pelos demais que eram belos e ele era feio, ou seja, foi dispensado devido não ter se encaixado na igualdade do grupo.

Outra história também me veio à cabeça: a dos cisnes brancos. Havia um grupo de cisnes brancos que se davam muito bem, mas quando chegou um cisne negro, trataram que eliminá-lo sumariamente. Porque? Porque a igualdade prevaleceu.

Atitudes como essa só fazem reafirmar o quanto somos atrasados culturalmente. O quanto isso nos faz mal. 

Portanto não devemos ser igual a alguém, pois é essa igualdade que causa o preconceito, devemos ser diferentes e nos prevalecer disso, sempre! A diferença é a força motriz para o nosso desenvolvimento.

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O DESEJO DE QUERER

janeiro 03, 2013 Randerson Figueiredo 0 Comments




O texto de hoje irá tratar de um assunto que muito nos interessa: a liberdade.

Acredito que o bem mais precioso que temos além é claro de nossa saúde é a liberdade.

Só que essa liberdade é ameaçada por um entrave social. E esse entrave é o que garante a manutenção dela. Parece um pouco paradoxo não é?

Mas observe, para termos a liberdade é necessário que queiramos conquistá-la, a liberdade não é individual, ela é coletiva. E o que vai nos garantir o seu pleno exercício é a sociedade.

A sociedade é o entrave e ao mesmo tempo o viés substancial para que nós possamos adquirir esta tão importante aquisição.

Mas somente adquirirmos o ato de ser livre quando queremos conquistar esse direito à medida que ele se torna mais palpável para nosso bel-prazer.

Quando somos privados do desejo de querer, automaticamente deixamos de desejar o desejável, e aquilo não nos tem mais importância.

A liberdade nada mais é que o desejo de querer. Até a próxima. 

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O DESENLACE DA RAIVA E A MITOLOGIA GREGA

janeiro 01, 2013 Randerson Figueiredo 5 Comments




O texto de hoje como já adiantei no título refere-se a relação da mitologia grega com o politicamente correto, ou melhor dizendo, sobre o desenlace da raiva.

Antes de falar sobre a raiva propriamente dita, vou voltar na cronologia e lembrar/entrar no mundo da mitologia...

Conta a mitologia grega que lá no reino de Hades, é a terra dos mortos, existe e reside um cão, chamado Cérbero, e esse cão tem três cabeças, um ação imenso e que é muito difícil passar por ele.

Esse cão feroz, indomável, apesar de difícil existe uma forma de passar por ele. Tem que levar pão, joga-se o pedaço de pão, ele corre e enquanto isso o indivíduo passa a outra margem, mas é importante que se diga que é necessário levar pão para a volta da travessia, porque normalmente ele sente o cheiro de quem atravessou.

Mas tudo na mitologia tem uma simbologia. Toda vez que estamos em um estado melancólico e quando estamos entrando em contato com nossas questões profundas nos deparamos com este cão. Este cão se chama raiva.

Segundo a psicologia analítica ou junguiana cada cabeça representa um tipo de raiva. A cabeça do meio, a principal, Carl Jung irá chamar de raiva arquetípica que é aquela raiva que todos nós sentimos. E essa raiva é gerada a partir do momento que tiro o espaço do ego da criança, quando tudo me é negado e quando sou tolhido.

Para ser mais didático, basta pensar que na nossa psique tem umas sacolas onde alguns dados são armazenados e em uma delas tem o nome raiva. E tudo que acontece na minha vida desde o meu nascimento e contraria o meu desejo faz volume nessa sacola.

A segunda cabeça é originada de uma auto alienação. Graças aos complexos, a persona eu construo uma imagem que não é real. Toda vez que eu contrario essa alienação, pois trata-se de uma dependência psicológica, essa raiva é despertada.

A terceira cabeça representa quando eu proponho a mim mesmo situações que geram raiva.

A raiva é uma emoção primária e própria da natureza humana. Ela quase nunca é aceita, ou melhor, ela não é aceita. E é aí que mora o perigo.

Por exemplo: uma criança pequenininha, naquele processo de constranger que nós passamos, quando ela manifesta qualquer coisa parecida com raiva ela rapidamente é reprimida. Por quê?
É feio, mamãe não gosta, a irmã também, os amigos, o papagaio e por aí vai.

Percebo que há uma moda do politicamente correto, do enquadrado e bonitinho e a raiva não tem espaço. Isso gera um fator de degeneração orgânica, daí o aparecimento das doenças, principalmente o câncer.

Se olharmos para o estilo de vida de nossos avós iremos perceber o quanto eles aproveitaram a vida de forma mais plena. Subindo em árvores, andar sem os chinelos, comendo todo tipo de fruta, enfim, uma vida saudável.

As crianças de hoje são totalmente tolhidas, cheias de pudor, não que eu esteja pondo isso em questão (e na verdade eu estou), mas não possuem uma liberdade que havia. Há uma supressão da liberdade.  E isso causa muita raiva.

Voltando a nossa história da mitologia há uma necessidade de saber lidar com a raiva, um desempenho hercúleo, sim, porque Hércules foi o único herói que conseguiu domar Cérbero.

E como lidar com a raiva? Não podemos deixar que nossa racionalidade saia do comando. Agora me lembrei da minha avó quando cata feijão, pois devemos ficar com o que há de melhor e o que há de pior a gente exclui.

Você tem que assumir que tem raiva. Dizer que nunca sentiu raiva pode ser um enorme companheiro da esquizofrenia, quem tem embotamento emocional tem sérios problemas psiquiátricos.

Não podemos manter uma autoimagem idealizada, achar que tudo é maravilhoso, eu preciso reconhecer em mim todas as minhas emoções. É importante que eu reavalie minha autoestima, pois ela quando está em baixa é um fator adicional à raiva.

A raiva é uma forma de o organismo mostrar onde está sua ferida, por isso ela deve ser tratada. A raiva não é ruim, ela é necessária para descobrirmos onde está nosso calcanhar de Aquiles, o nosso ponto vulnerável. Ela é uma forma de defesa.

Portanto devemos ponderar e trabalhar com ela, não aprisionar como o cão Cérbero, mas trata-la da melhor maneira possível, pois ela pode ser a cura para a alma.

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O NATAL E AS LEIS DA ROBÓTICA

janeiro 01, 2013 Randerson Figueiredo 0 Comments




Graças a Deus mais uma vez faço-me presente neste espaço com mais um texto, desta vez alusivo ao natal.

Você deve estar se perguntando, o que tem haver natal com as leis da robótica? E eu respondo: tem tudo haver. Vamos às explicações.

A ideia de escrever este texto surgiu de forma espontânea, não esperava escrevê-lo desta forma, com este objetivo.

Acontece que a ideia de unir ciência e religião sempre me motivou, sempre me impulsionou para que eu idealizasse essa união de forma pacífica e duradoura. Pensei da seguinte maneira: porque não unir os dois lados da moeda?

Insinuadas em obras anteriores, as três Leis da Robótica, de Isaac Asimov, foram enunciadas pela primeira vez no conto Runaround, de 1942.

Quando me deparei com essas leis disse a mim mesmo: puxa vida! Se todo ser humano seguisse esses preceitos o mundo seria uma maravilha.

E de fato essas leis são extremamente compatíveis com os ensinamentos de Jesus Cristo, é isso que as torna brilhantes.
Vamos a elas:

PRIMEIRA – Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano seja ferido.

SEGUNDA – Um robô deve obedecer a ordens dadas por seres humanos, exceto quando entra em conflito com a Primeira Lei.

TERCEIRA – Um robô deve proteger sua própria existência enquanto não entrar em conflito com a Primeira e Segunda Lei.

Se trocarmos a palavra robô por ser humano, ficando a relação ser humano x ser humano, a paz mundial poderia ser alcançada com mais facilidade e afinco. 

Mais tarde Asimov sentiu que suas três leis eram insuficientes para proteger a sociedade como um todo. Por isso em seu livro de 1985, Os robôs e o império, ele criou a lei “Zero”, à qual as outras estão subordinadas:

ZERO – Um robô não pode fazer mal a humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal.

Essa Lei Zero a meu ver é a principal, pois com ela o ser humano não faria mal algum a humanidade, como já mencionei, substituindo a palavra robô por ser humano. Laços fraternos seriam respeitados, a harmonia sinergética também seria acatada. A paz se estabeleceria nos confins da terra. O respeito seria validado como moeda pacificadora. A civilidade seria plena. Enfim, viveríamos como Cristo nos ensinou.

Se olhássemos com mais carinho para as leis da robótica enxergaríamos que na verdade Asimov não estava somente se referindo a robôs e sim a nós, que somos feitos de carne e osso, mas que muitas vezes nos embrutecemos com as revelias da vida e acabamos nos tornando máquinas mortíferas.

Sinceramente, meu desejo neste natal é que cuidemos uns dos outros assim como os robôs de Asimov e que sigamos o exemplo do grande Mestre Jesus para que possamos seguir com dignidade na estrada da vida sem muitos percalços. Afinal de contas, já que não podemos ser robôs que sejamos autênticos seres de carne e osso. Verdadeiros cristãos.

Um excelente natal a todos.


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