MENSAGEM # 100 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

agosto 27, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments


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MENSAGEM # 99 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

agosto 27, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments


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MENSAGEM # 98 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

agosto 27, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments


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MENSAGEM # 97 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

agosto 27, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments

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ELLA VITTA FRASES | DIVULGAÇÃO PENSAMENTOS DE RANDERSON FIGUEIREDO

agosto 26, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments



É com imenso prazer que escrevo esta postagem para divulgar o site de pensamentos Ella Vitta Frases. Mais um site que divulga meus pensamentos e frases dos mais variados tipos.


Por isso é com enorme prazer que escrevo esse post.

É uma honra poder ver minhas frases e pensamentos de uma forma geral estampados nesses sites especializados em mensagens das mais variadas formas.

A internet tem sido uma importante aliada na divulgação do meu trabalho como um todo, principalmente com os pensamentos. E só tenho a agradecer a você também leitor deste blog, que divulga, curte e compartilha as postagens.

Mais uma vez o meu muito obrigado.


                        ELLA VITTA FRASES – RANDERSON FIGUEIREDO.

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CONTOS DE FADA – UMA ABORDAGEM JUNGUIANA | NOVA SÉRIE

agosto 24, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments



Olá nobre e estimado leitor desta plataforma.

Apresento-vos uma nova série aqui no blog:

CONTOS DE FADA – UMA ABORDAGEM JUNGUIANA.

A principal missão dessa série será apresentar a você as características dos contos de fada numa abordagem junguiana, ou seja, numa nova perspectiva.

Desta feita entrará em cena um nome de peso da psicologia profunda: Marie-Louise von Franz. Ela através dos seus diversos livros poderá facilitar nossa jornada rumo aos diversos contos de fada. Não só ela, mas outros autores também.

Então é isso, a partir do mês de outubro já começo a postar sobre a nossa nova série aqui do blog Saber Jung. A postar, a indicar filmes e livros sobre o assunto.

Um fraternal abraço e até lá com as novas postagens sobre o universo dos contos de fada.

Randerson Figueiredo.

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ANATOMIA DA PSIQUE – O SIMBOLISMO ALQUÍMICO NA PSICOTERAPIA – BOA LEITURA

agosto 20, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments


O tema de hoje será a série Boa Leitura com a obra do psiquiatra norte-americano Edward Edinger intitulada Anatomia da Psique – O simbolismo alquímico na psicoterapia.

SINOPSE

Dando continuidade aos estudos alquímicos de Carl. G. Jung, Edward F. Edinger procura, neste livro, lançar luz sobre determinados modos ou categorias experimentais do processo de individuação, manifestos no simbolismo alquímico. Nessa obra imprescindível destinada tanto para amantes do pensamento junguiano como para os leitores em geral interessados no tema, o autor não apresenta apenas uma construção teórica, nem uma especulação filosófica, mas uma organização de estudos sobre o psiquismo com base no método de Jung. Por meio da familiaridade com o simbolismo arquetípico, e o processo de autoconhecimento obtido através de uma análise pessoal, o objetivo de Edinger é elaborar uma anatomia da psique que exiba a mesma objetividade da anatomia do corpo físico.

Os livros de Edward Edinger são um tanto quanto difíceis de serem encontrados, e quando se encontra, os preços não são tão acessíveis assim, como é o caso por exemplo de Ego e Arquétipo e Bíblia e Psique – simbolismo da individuação no Antigo Testamento.

Edward Edinger é espetacular não só do ponto de vista da psicologia analítica/profunda, como também como escritor. Suas abordagens são sempre muito elucidativas e coerentes com o que aborda nas suas obras.

O livro de hoje é uma obra fundamental não só para terapeutas junguianos, mas também para aqueles que buscam se inteirar sobre os diversos aspectos da realidade da psique.

Nele, a analogia entre psicoterapia e processos alquímicos, grande pilar das descobertas de Carl Jung, é explicada minuciosamente, explorando em detalhes cada um dos sete principais processos alquímicos: calcinatio, solutio, coagulatio, sublimatio, mortificatio, separatio e coniuntio.

As descobertas de Jung em relação à alquimia podem ser vistas de forma muito coerente e bem embasadas nesta obra.

“Vi logo que a psicologia analítica coincidia de modo bastante singular com a alquimia. As experiências dos alqumistas eram, num certo sentido, as minhas próprias experiências, e o mundo deles era, num certo sentido, o meu” (Jung, Memórias, Sonhos e Reflexões, ed.2005, pág. 181).

Para ficar mais claro, vou citar um dos pontos do livro, calcinatio.

Claro que é bom salientar que a leitura do livro de Edinger irá aumentar consideravelmente as inúmeras possibilidades de entendimento. Inclusive os outros pontos.

As imagens alquímicas descrevem o processo da psicoterapia profunda que é idêntico àquilo que Jung denomina individuação.

Tomada como um todo, a alquimia oferece uma espécie de anatomia da individuação. Suas imagens serão mais significativas para aqueles que tiverem tido uma experiência pessoal do inconsciente.

Edinger preferiu chamar os estágios alquímicos em latim.

Vamos a um pequeno resumo do item calcinatio.

CALCINATIO

O processo químico da calcinação envolve o intenso aquecimento de um sólido, destinado a retirar dele a água e todos os demais elementos passíveis de volatização.

Resta um fino pó seco. Exemplo clássico de calcinação, do qual surgiu o termo cal (calx= cal), é o aquecimento da pedra calcária (CaCO3) ou do hidróxido de cálcio para produzir cal viva (CAO, calx viva).

Acrescentando-se água à cal viva, esta apresenta a interessante característica de geração de calor. Os alquimistas pensavam que continha fogo e por vezes a equiparavam ao próprio fogo.

A CALCINATIO é a operação do fogo. ( as outras são: solutio, água. Coagulatio, terra; e sublimatio, ar). Eis porque toda imagem que contêm o fogo livre queimando ou afetando substâncias se relaciona com a Calcinatio.

Isso nos leva ao rico simbolismo do fogo. Para Jung o fogo simboliza a libido. Trata-se de uma afirmação bastante geral. Para conhecer as implicações do fogo e dos seus efeitos, devemos examinar a fenomenologia da imagem em suas inúmeras ramificações.

O fogo da calcinatio é um fogo purgador, embranquecedor. Atua sobre a matéria negra, a nigredo, tornando-a branca... Há muitas alusões ao simbolismo do fogo ( purgatório, inferno, etc.).

Uma interpretação psicológica do fogo é importante, inclusive para a correta interpretação dos textos bíblicos.

O fogo do inferno é o destino daquele aspecto do ego que se identifica com as energias transpessoais da psique e as utiliza para fins de prazer ou de poder pessoais.

Esse aspecto do ego, identificado com a energia do SELF (SI-MESMO), deve passar pela calcinatio. Só se considerará o processo "eterno" quando se estiver lidando com uma dissociação psíquica que separe de modo inevitável o bem do mal e o céu do inferno.

"Pelo elemento fogo, tudo o que há de impuro é destruído e retirado".

Em toda parte, associa-se o fogo com Deus, sendo ele, por conseguinte das energias arquetípicas que transcendem o ego e são experimentadas como numinosas.

Cristo também é associado ao fogo.

De uma forma característica, o pensamento místico distingue dois tipos de fogo. Os estóicos falavam de um fogo terrestre e de um fogo etéreo.

O etéreo corresponde ao NOUS, o divino LOGOS, aproximando-se da concepção cristã posterior do Espírito Santo. A Palavra de Deus é descrita como um fogo. (cf Jr 5,14; Jr 23,29; Tg 3,6).

Em Pentecostes O Espírito Santo desce como fogo (At 2,3)... Nos tempos primitivos, o fogo era o principal método de sacrifício aos deuses. O fogo conectava o divino com o humano.

A calcinatio é um processo de secagem. A cinza é alquimicamente equivalente ao sal. Na psicoterapia envolve a secagem de complexos inconscientes que vivem na água.

De modo geral, quando enfrentamos a realidade da vida, ela nos propicia grande número de ocasiões para a calcinatio do desejo frustrado...

A calcinatio tem um efeito purgador e purificador. A substância é purgada de sua umidade radical.

Por fim a calcinatio produz uma certa imunidade ao afeto e uma habilidade para ver o aspecto arquetípico da existência, na medida em que estamos relacionados com o aspecto transpessoal do nosso ser, experimentamos o afeto como fogo etéreo (Espírito Santo) e não como o fogo terrestre - a dor do desejo frustrado.

(O material aqui exposto é resumo livre da Obra: EDWARD F EDINGER, ANATOMIA DA PSIQUE - O Simbolismo Alquímico na Psicoterapia, Editora Cultrix, São Paulo, 1995.)

Então é isso, por hoje acredito que é basicamente essa apresentação, essa indicação do livro de Edinger. A obra tem muitas referências ao Evangelho, o que a torna muito rica.

Inclusive tem uma que vou até citar aqui, está presente em Mateus 18:3.

E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: “Com toda a certeza vos afirmo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus”.

Nesse ponto, a imagem arquetípica da criança é vista como a imagem de Deus, Si-Mesmo ou como também chamada Imago Dei. De pureza, de tranquilidade e amor.

Então encerro por aqui a postagem de hoje com a indicação do livro Anatomia da Psique – O simbolismo alquímico na psicoterapia.

Comprei a minha obra num sebo aqui em Fortaleza, acabei conseguindo adquirir a obra, só havia um exemplar, mas acredito que você, se quiser e preferir, pode adquirir no site Estante Virtual.

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O ANJO MALVADO – ANÁLISE DE FILME

agosto 14, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments



Olá leitor, tudo bem? Espero que sim. O tema de hoje será a série Análise de Filme com o filme O anjo malvado de 1994 que traz como protagonista o ator Macaulay Culkin.

O Macaulay Culkin naquela época, na década de 90 vinha fazendo muito sucesso, principalmente com a franquia Esqueceram de Mim, o que o levou ao estrelato.

Mas com esse filme especificamente foi um pouco diferente. O filme não alcançou tão sucesso assim quanto se esperava.

À época, Culkin vinha sofrendo pressão familiar e sua atuação não foi das melhores, segundo a crítica, mas o ator coadjuvante Elijah Wood que anos mais tarde foi ser o Frodo de O Senhor dos Anéis, esse sim arrebentou na interpretação.

Eu discordo da crítica. A meu ver a interpretação dos dois atores foi excelente! Culkin a seu modo deu vida ao personagem perverso Henry Evans. E Elijah Wood a Mark Evans, o garoto bonzinho que sofre o pão que o diabo amassou nas mãos do primo.

Esse é um bom filme de suspense, Culkin de certa forma acaba acertando o tom de seu personagem e consegue de fato a dar medo a quem assiste.

Macaulay Culkin é Henry Evans um garoto com uma mente doentia, tem uma índole má, completamente homicida, pode-se dizer uma mente de um psicopata, perverso.

O filme é um tanto previsível em alguns pontos, mas não atrapalha a nostalgia em assisti-lo. Pelo contrário, quem busca um bom material sobre maldade vai encontrar neste filme.

Elijah Wood é Mark Evans, um garoto que ao perder a mãe vai morar com o primo, personagem de Macaulay Culkin.

Sem contar a expressão facial de Culkin, sempre dúbia, não sabemos se é de anjo ou de demônio. Assisti novamente esse filme para escrever com mais profundidade essa resenha, essa análise. Mas a primeira vez quando assisti ainda era criança, salvo engano tinha uns 7 pra 8 anos. Com fita VHS. 

Filme um tanto quanto pesado pra criança não é? Mas tudo bem, já passou. Sobrevivi (risos). Aqui estou contando sobre o filme...

O filme em si tem muita qualidade e percebemos algo assustador, que a maldade se esconde de forma muito sutil. De um rostinho bonito a sorrisos delicados. A maldade tem muitas caras, como aparece na chamada do cartaz do filme.

Eu não vou contar o final, mas é bem interessante, muito bom mesmo. Vale muito a pena assistir. O filme enfim é espetacular, merece nossa reflexão e atenção tanto quanto for possível. 

Abaixo o trailer do filme:


Ficha técnica

Data de lançamento: 14 de fevereiro de 1994 (1h 27min)
Direção: Joseph Ruben
Elenco: Macaulay Culkin, Elijah Wood, Wendy Crewson
Gêneros: Suspense, Drama, Terror
Nacionalidade: EUA

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REVIVENDO O FLAGELO DE JESUS – PEDAGOGIA DE DEUS

agosto 08, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments




Bom dia leitor!

Hoje retomaremos a série Pedagogia de Deus com o tema: Revivendo o flagelo de Jesus.

Vou começar com uma pergunta: como pode alguém fazer apologia à tortura? Como pode alguém fazer apologia à destruição de outro ser humano?

Acredito que hoje fazemos uso de um Deus customizado. Revivemos o flagelo de Jesus a todo instante.

Um Deus capaz de ser adaptado a qualquer custa e a qualquer valor.

Refiro-me principalmente ao que vem acontecendo no Brasil especialmente. Alguém que incita a violência e posa de defensor dos preceitos evangélicos.

E o pior, alguém que está no posto mais elevado da República Federativa do Brasil.

Usa a apologia da violência e defende a tortura em nome do bem, quando o Deus da misericórdia foi torturado. Será que essas pessoas leram o mesmo Evangelho que eu li?

Excluir pessoas que merecem a compaixão em nome de um Deus elaborado, customizado. Torna o ódio uma virtude. Afirma a violência em nome de Jesus.
Segundo o Evangelho que eu li, Jesus veio principalmente àqueles que são os menos favorecidos. Para os samaritanos, publicanos, adúltera...

Todo e qualquer cristão sinceramente nobre leitor, nasce com a obrigação de ser inimigo da tortura e da violência.

Afinal, Jesus foi torturado e morto. E aquele que segue seus propósitos segue seu destino que é pregar a paz, o Evangelho e o amor a toda criatura neste planeta e onde for.

Logo qualquer tortura em qualquer ser humano é tortura em corpo de Cristo, ou seja, é oposta ao cristianismo. Todo corpo humano faz parte do corpo de Cristo, princípio teológico.

Elogiar a tortura é dizer que se é inimigo de Cristo.

A ditadura muito elogiada por inúmeras pessoas, na qual muitos foram cruelmente torturados e desaparecidos é compactuar em reviver a cena de Jesus sendo chicoteado e levando cusparadas dos soldados romanos.

O que estou querendo dizer é que não se deve agir com esse ínterim.

Quando Jesus não condenou à adúltera, quem não tiver pecado que atire a primeira pedra. Não é porque alguém errou que deverá ser dizimado da face da terra.

Se alguém se deu ao trabalho de ler os 4 evangelhos Jesus irá procurar realmente quem eram os marginalizados.

Usa-se o Evangelho para defender o indefensável.

Jesus fugiu desses “homens de bem”. Compactuar com tudo isso que relatei em relação a tortura é ser inimigo da fé. Pois a bíblia condena a destruição do humano.

O conflito que se entra com a vida de Jesus, é que a sua história, como se encarnou de carne e osso se coaduna com a nossa. Ele é a expressão máxima da benevolência que já passou por este planeta.

Alimentar a raiva, o ódio, a ira não é a melhor saída.


Tudo isso gera rancor e amarguras, como se combater a violência com mais violência fosse a melhor alternativa. Sabemos que não é verdade.

Como disse na frase acima, pode-se até matar alguém, pode-se apagar um foco de incêndio, mas um ideal jamais irá morrer, jamais irá sucumbir. Esse pensamento pode ser usado com o que desejo apresentar aqui no texto de hoje.

Jesus mesmo disse: aquele que desembainhar a espada será punido com a espada. E no sermão da montanha, ao citar as bem-aventuranças fala da paz como um todo, nas suas mais diversas formas.

Querer transformar um Deus misericordioso num Deus customizado de ira e ódio não passará! Esse desejo de inflamar o rancor no coração dos brasileiros é a pior forma de se conseguir amor, ou melhor, não conseguirá de forma alguma.

E ao posar de defensor da moral e dos bons costumes é o que transforma sua imagem de grande propagador do bem num mero fantoche do mal. Devido as suas escolhas erradas, claro.

Que esses “homens de bem” sejam somente uma febre passageira. E que possamos acordar e perceber que essas ervas daninhas transformam o trigo somente em joio.

Até a próxima.

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A ARTE DE VIVER SEGUNDO OS ESTÓICOS – FILOSOFANDO

agosto 01, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments



Olá leitor deste blog. De volta a esta plataforma para discutirmos temas interessantes. Estava a garimpar temas de relevado interesse, e acredito que o tema de hoje é bem pertinente.

Hoje, depois de termos trabalhado com John Rawls sobre a equidade na última postagem da série Filosofando, trago hoje um tema bastante interessante para debatermos: estoicismo.

Acredito nobre leitor, que se não estamos no caos, estamos à beira dele, digo isso em relação as situações em que o mundo se encontra: uma nova onda neoliberal (posso falar assim?), a era da pós-verdade, o voyeurismo pós-moderno, estamos passando dos limites. Sob todos os aspectos.

E acredito que nada melhor para enfrentar essa onda de caos do que por em prática os ensinamentos dos filósofos estóicos, mais precisamente um: Epiteto.

E o propósito do estoicismo é um só: a calma diante do caos. Ou melhor falando, um dos pilares.

Como viver uma boa vida em um mundo imprevisível? O manual de epíteto está aí para nos ensinar da melhor forma possível como nos controlar em meio a situações adversas.

Li esse manual de ponta a ponta, está na internet, basta pesquisar. Mas como sou seu amigo vou disponibilizar esse manual aqui no blog para download, basta um clique para se deleitar.

O estoicismo pregava o valor da razão, propunha que emoções destrutivas eram resultados de erros na nossa forma de ver o mundo e oferecia um guia prático para nos mantermos resolutos, fortes e no controle.

A escola estóica teve profunda influência na civilização grecoromana e, por consequência, no pensamento ocidental como um todo - e foi mais além.

Ela está presente no cristianismo, no budismo e no pensamento de diversos filósofos modernos, como o alemão Immanuel Kant, além de ter influenciado a técnica contemporânea de psicoterapia chamada Terapia Cognitivo-Comportamental.

Hoje, adeptos ou curiosos podem "passar uma semana vivendo como estóicos", participar de conferências, integrar grupos de estóicos no Facebook, ouvir podcasts de todos os cantos do mundo, comprar livros sobre o tema e aprender como as práticas e o pensamento estóico podem ser aplicados nos esportes, nos negócios e na política.

A história do estoicismo é bem bacana. O estoicismo foi fundado no século 3 a.C. por Zeno um rico mercador da cidade de Cítio no Chipre.

Após sobreviver a um naufrágio em que perdeu tudo o que tinha, Zeno foi parar em Atenas. Ali, conheceu as filosofias de Sócrates, Platão, Aristóteles e seus seguidores.

Ele se deu conta de que existia um mundo não material que era mais previsível e controlável do que o mundo que ele tinha como mercador. Abraçou as ideias daqueles filósofos e passou a viver uma vida simples e fundou sua própria escola filosófica.

Os primeiros estóicos criaram uma filosofia que oferecia uma visão unificada do mundo e do lugar que o homem ocupava nele. O pensamento era composto de três partes: ética, lógica e física.

Os estóicos propunham que os homens vivessem em harmonia com a natureza, logo, estar equilibrados com a natureza era estar equilibrado, harmonizado com Deus.

A virtude também era um grande propósito da filosofia estóica.

Um conceito que para eles estava intimamente associado à razão.

E por volta de outros séculos, um pensador que ganhou grande notoriedade foi Sêneca, que por sinal era conselheiro do imperador romano Nero.

Em uma carta a seu amigo Lucílio, Sêneca fala sobre a blindagem que podemos e devemos fazer em relação ao infortúnio.

Veja o que ele diz:

A maioria dos homens míngua e flui em miséria entre o medo da morte e as dificuldades da vida; eles não estão dispostos a viver, e ainda não sabem como morrer. Por essa razão, torne a vida como um todo agradável para si mesmo, banindo todas as preocupações com ela. Nenhuma coisa boa torna seu possuidor feliz, a menos que sua mente esteja harmonizada com a possibilidade da perda; nada, contudo, se perde com menos desconforto do que aquilo de que, quando perdido, não se sente falta. Portanto, encoraje e endureça seu espírito contra os percalços que afligem até os mais poderosos.

A questão dessa carta não diz respeito somente para enfrentarmos as dificuldades da vida, mas que devemos nos preparar para o pior.

Um exercício muito comum entre estóicos é você se preparar para alguma situação crucial que deve enfrentar perguntando a si mesmo: qual seria o pior desfecho possível para essa situação?

A lógica por trás disso é, primeiro, se você já sabe qual seria o pior resultado possível, pode começar a se preparar para ele. Segundo, o exercício serve para lembrar você mesmo de que, se o pior acontecer, você é perfeitamente capaz de lidar com isso. E na verdade, na maioria das vezes, o pior não acontece.

Sêneca acabou cometendo suicídio por ordem de Nero, para o estoicismo a morte nem sempre é ruim, e a riqueza não é necessariamente boa.

Para os estóicos a vida é uma grande oportunidade, e o que importa é o que fazemos dela, seu grau de aproveitamento. A finalidade com que se leva a vida é o que a torna boa ou ruim. Essa é a grande questão.

Outra grande questão é a forma como lidamos com as emoções.

Ensaio sobre a ira discute esse tema, de Sêneca.

Os homens não são preocupados pelas coisas que aconteceram, mas pelas opiniões que eles têm delas. Quem acusa os outros pelos infortúnios vividos tem completa falta de educação, mas quem acusa a si próprio mostra que a sua educação começou. Mas quem não acusa nem a si mesmo nem aos outros revela que sua educação está completa.

A busca do auto-controle é central à filosofia estóica. Mas para isso é importante sabermos distinguir o que está sob o nosso controle.

Em resposta a essa pergunta, Epiteto criou duas listas.

"As coisas que estão sob nosso controle são nossos julgamentos, opiniões e valores que escolhemos adotar. E o que não está sob nosso controle é todo o resto, além de tudo o que é externo. O externo aqui inclui minha reputação, minha riqueza e até meu próprio corpo".

"Você pode influenciar seu corpo, manter uma dieta saudável, fazer exercícios. No final, porém, seu corpo não está sob seu controle. Você pode pegar um vírus ou sofrer um acidente e quebrar sua perna".

Essa distinção permite perceber que se as únicas coisas que estão sob seu controle são seus julgamentos, opiniões e valores, é neles que você deve manter seu foco.

Acredito que depois de todos esses ensinamentos dos estóicos podemos tentar conseguir manter certo equilíbrio em nossas vidas. Sigamos adiante e juntamente com o estoicismo buscar garantir uma vida melhor.

Até a próxima.

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