PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 86

maio 14, 2022 Randerson Figueiredo 0 Comments

 


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UM TOQUE DE CLASSE - POSTAGEM MAIS QUE ESPECIAL

maio 06, 2022 Randerson Figueiredo 0 Comments

 


Boa tarde prezado leitor deste blog.

 

Hoje acordei com um enorme desejo de escrever sobre o intrincado assunto de hoje, postagem intitulada UM TOQUE DE CLASSE, porque ontem foi aniversário de nascimento de Karl Marx, 204 anos (05 de maio de 1818).

 

Eu disse pra mim mesmo, essa data não pode passar em branco, vou de acordo com alguns poucos conhecimentos que me é devido rabiscar algo para o nobre leitor desta plataforma.

 

Como já me habituei a escrever as postagens em formato de crônica, a partir de agora vai mais uma, espero atingir meu objetivo quanto as situações que essa novela que não acaba nunca vai nos proporcionar picos de audiência por parte da burguesia e do proletariado.

 

Então vamos lá...

 

Quando cursava Técnico de Segurança do Trabalho no IFCE aqui em Fortaleza logo no primeiro semestre tinha um professor de sociologia muito perspicaz, ele em suas assertivas tentava nos deixar a par sobre diversas situações que envolvem o proletariado e a classe burguesa.

 

Eu sempre achei muito tediosa essa classificação, chega a dar sono.

 

É como se fossemos inimigos mortais, arqui-inimigos capazes de mover céus e terras para saber quem é o mais forte, quem esconde a kriptonita para vencer o superman.

 

Pois muito bem, chegou o momento de apresentar alguns trabalhos, seminários esses que eram sempre o mais do mesmo, movidos por uma doutrinação dentro dos meios universitários.

 

E esse professor trazia consigo esse ranço, da dita burguesia, do imperialismo e da classe média.

 

Eu gentilmente questionei com ele o que ele estava a fazer ali naquele instituto? Perguntei mais ainda porque ele só falava nestes assuntos tão empoeirados e cheios de falsas percepções? Porque só falava em imperialismo e Mc Donald’s? E mais, porque não passava aos seus alunos, no qual eu era um deles, a verdadeira essência da sociologia?

 

Ele no seu afã de impor as ideias agiu de forma acintosa comigo. Ele trazia no seu interior mais do que uma revolta de classe, trazia um recalque dos mais severos. Como se sentisse humilhado pela sua condição de ser humano.

 

Isso me fez pensar muito sobre a minha vida.

 

Quem me conhece sabe que desejo muito ser professor, mas acredito que não me agradaria a ideia de doutrinar quem quer que seja, é como se fosse um colonizador a adentrar terras alheias.

 

Deixar o outro escolher o que melhor lhe aprouver é a melhor saída, a meu ver. O que as faculdades fazem hoje é algo desumano, querem empurrar goela abaixo o que bem desejam, não oferecem espaço para pensar, e o resultado é o que se observa: um monte de robôs alienados.

 

Eu não afrontei o professor, apenas disse alguns questionamentos que se faziam necessários aquela situação naquele momento. Era necessária uma intervenção, se não fosse por parte da direção do instituto, mas de algum aluno. Por isso as perguntas...

 

Às vezes percebo que esse comportamento de não reconhecimento da própria consciência de classe oferece embasamento para uma séria desestruturação da sociedade.

 

Falta seriamente ao brasileiro: pensamento crítico, interpretação de texto e consciência de classe.

 

Ao auge dos meus 6 até os 10 anos quando assistia a um programa na TV brasileira chamado Sai de Baixo eu obviamente não assistia com a percepção que tenho hoje, mas achava um máximo o Caco Antibes (Miguel Falabella) falar de pobre.

 

Era uma família que morava no largo do Arouche falida e rolava a sátira, a comicidade. Mas por trás daquele programa, daquele riso todo havia uma verdade inconteste.

 

A do pobre que não se reconhecia pobre.

 

E é disso que falo aqui, de não reconhecermos muitas vezes o nosso lugar, a nossa capacidade de não estar em determinado lugar porque não estamos adequados ali, a nossa classe social mesmo.

 

E como bem disse Marquês de Maricá: nada acentua a capacidade de ser mais pobre quanto querer parecer ser rico.

 

Não vou aqui resumir meu texto a defenestrar a classe média porque não é essa a questão, o problema não é a classe média. Que vá as favas essa problemática de não sair de cima do muro, vá as favas...

 

A questão caro leitor é que essa incapacidade de se enxergar no espelho com brioches quando na verdade se está comendo um pão carioquinha é de amargar.

 

Foi isso o que aconteceu com a chamada nova classe média, a chamada classe C, C de corra que o crédito vem bater à porta e você irá parar na sarjeta.

 

Foi isso o que este senhor que é capa da Time fez: maquiou um sério problema, de ordem moral, ética e principalmente financeira. Ele trouxe à tona uma séria problemática, a de nos acharmos menos feios do que realmente somos, e com uma demão de tinta e argamassa pôde tapar alguns buracos por algum tempo.

 

Mas estes buracos deram o ar da graça aparecendo para o próximo pedreiro que está aí, um pedreiro diga-se de passagem quer consertar este país a balas, como se estivesse estrelando um filme de John Weyne ou do Clint Eastwood.

 

Outro personagem por falar em política é o Justo Veríssimo do saudoso Chico Anysio, um político envolvido em trambiques e que detestava pobre: eu quero é que pobre se exploda! Dizia seu bordão.

 

Aqui pobre pensa que é classe média; classe média pensa que é rico; rico pensa que é estrangeiro.

 

A classe média é tão estrábica quando a pobreza, enquanto pensa que enxerga o pote de ouro, na verdade o outro olho vê seus irmãos pobres bem perto de sua calçada.

 

Costumo ver médicos, advogados e outros tantos profissionais liberais se julgarem pertos da riqueza quando na verdade são somente prestadores de serviço quanto um zelador e empregadas domésticas.

 

Eu sei, a verdade dói, eu sei. Mas ainda há jeito, basta reconhecer o seu devido lugar diante de tanta atrocidade disfarçada de bom humor, de cordialidade e pacificação.

 

Volto a dizer, o brasileiro nunca foi cordial, nunca.

 

E principalmente quando está entre os seus, faz de tudo para demonstrar seu poderio vomitando tudo que vem pela frente, ofendendo a tudo e a todos.

 

Falta reconhecer a classe a que pertence, reitero.

 

Num país de destaque para desigualdade social, e de grandes fortunas nas mãos de poucos, falta investimento educacional e em diversos setores, isso sabemos muito bem.

 

Há uma grande injustiça na distribuição de recursos, isso acentua uma situação muito, mas muito desigual, é como se o grito dado de cima do precipício não chegasse no seu devido lugar, vai perdendo força.

 

É como diz aquela máxima: o pobre cada vez mais pobre e o rico cada vez mis rico. Outra que tem parcela de culpa em todos os quesitos desta escola de samba do crioulo doido é a igreja católica.

 

Apoiou o que não deveria e agora rasteja por aquilo que a apavora.

 

As grandes fortunas estão aí cada vez mais se tornando grandiosas, a cada segundo que escrevo este texto cascalhos a cair nos bolsos de grandes magnatas.

 

E como muitas dessas fortunas foram formadas, bem meu caro, aí só deus com “d” minúsculo pode saber, aquele lá do reino de Hades, do quinto dos infernos mesmo...

 

Como diz um amigo meu: Randerson com essa sua revolta você vai ganhar uma ponte de safena e um marca-passo na melhor das hipóteses.

 

E eu respondo a esse amigo: caro amigo mesmo que consiga tudo isso, vou me sentir feliz se colocar uma pulga na mente de quem quer que seja, para que possamos acordar diante desse marasmo e possamos acordar diante dessa onda que teima em nos molhar.

 

Quando o Cazuza dizia em sua música Burguesia: “A burguesia não repara na dor da vendedora de chicletes. A burguesia só olha pra si. A burguesia só olha pra si. A burguesia é a direita, é a guerra”.


Se não há consciência de classe, não há mudança.

 

E não adianta ligar pro seu melhor amigo do seu iPhone X sem crédito, tem nem crédito pra colocar, fala com os amigos pelo WhatsApp mesmo, ligação gratuita, pensa que eu não sei.

 

E a consciência de classe está atrelada numa consciência política, ora isso é meio que evidente, mas porque ela está imersa numa consciência das classes. Falta também consciência política, uma está atrelada a outra.

 

Norberto Bobbio é quem esmiúça essa questão direitinho no seu livro: Direita e Esquerda.

 

Acredito que tudo isso só mudará de fato quando a educação for tida como prioridade. Só assim poderemos estruturar uma via acessível e realista para todos, porque só a educação é capaz de remover os empecilhos que atravancam a fortaleza inacessível de uma sociedade mais justa.

 

Algumas pessoas dirão que essa minha conversa é pra boi sonhar.

 

Não, não é! Muitas conquistas foram elaboradas com sangue, trabalho, lágrimas e suor... Quero dizer, esse é um título de um direitista britânico: Winston Churchill. Num viés mais socialista: com martelo e foice.

 

Então pra encerrar essa nossa conversa de hoje, que para mim foi agradabilíssima, pude externar mais as ideias e ideais que por ora me soam como viés de justiça e verdade.


Dito isso, é preciso perceber que proletário era usado na Roma antiga e representava cidadãos pobres que tinham a única função de fornecer a prole que significa filhos para servir a República, entretanto hoje são as pessoas que dependem do seu salário, assim sendo, não interessa se o salário é baixo ou alto. Todos que dependem do salário para sobreviver é um proletariado.

 

Espero ter esclarecido algumas questões, na realidade meu intuito aqui não é ser um moralista ou dizer que isto ou aquilo é certo ou errado, mas conversar com você e escutar também você através dos comentários ou pelo e-mail.

 

Por isso vou deixar aqui meu e-mail:

 

randersomfigueiredo@hotmail.com

 

Que possamos através de uma educação de qualidade abrir nossos olhos, e enxergar o que de fato nos angustia, se é o fato de não pertencermos a um lugar que nos é longínquo ou não nos adequarmos aquilo que nos é de direito?

 

Estes são questionamentos que só o indivíduo pode realizar e responder, afinal somos individualidades e como individualidades devemos ser respeitados.

 

Seres humanos de todo o mundo, uni-vos!

 

Até a próxima.

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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 85

maio 06, 2022 Randerson Figueiredo 0 Comments

 


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