O CHARLATANISMO RELIGIOSO

abril 11, 2013 Randerson Figueiredo 1 Comments





É muito comum nos depararmos com algum charlatão no decorrer das nossas vidas.

E o pior é quando esse trapaceiro é religioso. Mas de que forma?

Para corroborar minha afirmação vou contar uma história: imagine que existe um homem com 1m40cm que deseja jogar basquete e que ele insiste em fazer isso.

Até aí tudo bem, já que o esporte é algo democrático e que ele pode participar da melhor maneira possível.

Só que nesse ínterim, aparece alguém que o encoraja e diz para ele ter fé que ele irá conseguir jogar basquete assim como os outros jogadores, ou seja, que ele chegará aos quase dois metros dos seus colegas de time.

Será que pelo fato desse charlatão ter falado para ele ter fé resultará realmente em algo satisfatório? Você acredita que apenas ter fé irá resolver o problema dele?

Na verdade não! Esse homem que induziu o pequeno jogador a permanecer em quadra titubeando com os enormes jogadores na verdade é um sabotador.

O que estou querendo dizer é que ser realista não é deixar de ter fé, deu para entender? Jogar com a realidade é a melhor atitude que se pode tomar.
Em nossas vidas muitas vezes jogamos a culpa na fé, em algo idealizado, em algo inalcançável para tentar nos redimir de nossas frustrações.

Ou até mesmo quando insistimos em participar de algo que não nos convém, como é o caso do jogador de basquete que citei acima.

Essa prática faz um efeito desgastante em nossas vidas, pois é como se parecesse que queremos demonstrar uma força superior àquela que não está a nossa altura.

É aí que vem o perigo. Voltando a questão religiosa, Deus não vai ficar com raiva da gente por desistirmos de algo que não vai bem em nossas vidas, de algo que nós sabemos que não vamos resistir por muito tempo.

Quando fazemos algo somente por dinheiro, quando extrapolamos nossos limites e quando surrupiamos nossa verdadeira felicidade, estamos agindo de forma egoísta e equivocada.

Não estou aqui para criticar religião nenhuma, até mesmo porque, criticaria também a minha de certa forma já que nenhuma sai ilesa de alguns despautérios.

Só que a religião muitas vezes pode até parecer que nos encoraja, mas é uma ilusão, dizer que o cidadão pode sim jogar basquete e que ele não toca nem na bola e que chegará aos dois metros de altura é um verdadeiro acinte.

O oportunismo religioso advém de regras (a)morais com o intuito de se locupletar com a boa-fé das pessoas. É essa a grande questão que levanto neste espaço.

Por isso fiquemos de olho, para não acharmos que Jesus Cristo brinca conosco ao “suscitar” no coração do irmão mais próximo que podemos sim chegar aos dois metros de altura, possuindo um metro e quarenta somente com a nossa fé.

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COMO ESTÁ SEU INTESTINO?

abril 11, 2013 Randerson Figueiredo 0 Comments





Esta pergunta pode soar muito estranha para se começar um texto não é mesmo?

Mas tenho uma explicação bem interessante sobre o motivo de ter escolhido esta indagação.

Conta-se que perguntaram a um sábio chinês o que para ele era felicidade, e ele prontamente respondeu: felicidade depende do bom funcionamento do seu intestino.

Ora, essa comparação de antemão pode parecer estapafúrdia, mas não o é. Eu explico.

O que o sábio quis dizer é que para ser feliz muitas vezes necessitamos o que é visível aos olhos, daquilo que está ao nosso alcance, dificultamos a vida de uma maneira que muitas vezes nem nós mesmos entendemos.

Ficamos apopléticos com cada situação que nos ocorre e deixamos a felicidade escapar. Por isso que ele citou a questão dos intestinos, pois se eles não funcionarem bem, ficaremos como reis e rainhas tristes nos nossos tronos rsrsrsrsrs.

A diferença básica para alegria e felicidade é que a alegria é passageira, já a felicidade é mais duradoura, dai advém notar que para sermos felizes basta também aceitar as situações e moldá-las da melhor maneira possível.

Temos a capacidade de adaptação. E é essa capacidade que nos transforma a modificar situações-problema em pequenas searas da vida, do cotidiano.

Voltando a corroborar a história do intestino, basta observar que a vida, já que é feita de momentos e que esses momentos são passageiros, podemos concluir que a felicidade pode ser a reunião desses fatos. Concorda?

Não estou querendo dizer que se você está alegre você é feliz, mas se você é feliz você é alegre.

Sei que pode parecer clichê, mas a felicidade está sempre ao nosso alcance e muitas vezes nem percebemos sua existência, ou então quando a percebemos negligenciamos suas aparições.

Agora lembrei-me de uma famosa frase de Ataulfo Alves que diz assim: (...) eu era feliz e não sabia. Quem nunca? Será que alguém diz: eu era triste e não sabia?

De jeito nenhum, pois a sublime delicadeza da felicidade está em senti-la, e como fazer esse gesto está tão difícil ultimamente. Preferimos sentir a dor, a tristeza, a melancolia, porque essa sim, essa doe, machuca, estraçalha, arrebenta corações (no mau sentido é claro).

Preferimos o mais óbvio que é a certeza do sofrimento do que o tilintar de corações apaixonados, sedentos por felicidade, preferimos o que não nos pertence, querendo sempre o que é do outro.

A essa mania que nos ronda de estar insatisfeito com a própria vida... Achar que a grama do vizinho é sempre a mais verde e por muitas vezes duvidar da capacidade de aceitar as condições oferecidas.

E mais uma vez: o que o intestino tem haver com esse dilema?

 Só digo uma coisa: cuide bem do seu intestino que você saberá.

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