A PROBLEMÁTICA DA EMANCIPAÇÃO FEMININA

setembro 24, 2012 Randerson Figueiredo 2 Comments



Bem, vamos a mais uma análise do cotidiano... Nunca vivemos em uma sociedade tão doente como agora, e isso se reflete na prática da emancipação feminina.

As mulheres do século XXI tendem a ter uma visão mais relutante de se manter aprisionada a um contexto basicamente patriarcal e conservador.

Só que a mulher paga um preço por esse vamos dizer assim, privilégio. Será que estou sendo machista?

O preço que se paga é que a imagem da mulher cristaliza-se como um ser de caráter mercadológico, vide as propagandas que utilizam a mulher como um objeto de consumo.

Hoje a mulher tem certa autonomia, principalmente financeira, e aí surge outra problemática: o casamento. Não que a mulher seja obrigada a casar, pelo contrário, ela pode perfeitamente ter uma vida baseada em conceitos pré-determinados pelo seu status quo de criatura independente.

Só que essa independência gera um ar de arrogância e de autossuficiência a ponto dela achar que não necessita mais do ser do sexo masculino, ou melhor, prefere corroborar a ideia de que necessita somente como parceiro reprodutor.

Defendo a ideia de que o ideal do amor romântico sempre foi uma verdadeira tragédia. Essa idealização do amor, do ser, do indivíduo como forma de salvaguardar seus preceitos e projetar seus ideais no outro é terrível.

Agora chegar ao ponto de usar o outro como provedor de sua felicidade, isso eu não concordo mesmo.

Lembrei-me de Simone de Beauvoir com sua célebre frase: ninguém nasce mulher, torna-se.

Simone também foi um símbolo do feminismo francês, um de seus argumentos é o de que as mulheres teriam sido consideradas, ao longo da história, como anormais e transviadas.

Recentemente li na revista Veja a entrevista da pesquisadora Catherine Hakim, que faz um feminismo às avessas, ela acredita no seguinte:
“O mito feminista da igualdade dos sexos é tão infundado quanto a afirmação de que todas as mulheres almejam a total simetria nos papéis familiares, emprego e salário. As feministas insistem que a independência financeira é necessária para a igualdade em casa. Argumentam ainda que a maior parte das mulheres é carreirista, como os homens, e detesta ficar em casa para criar os filhos. Diversos estudos indicam o contrário. A maioria das mulheres prefere ficar em casa em tempo integral quando as crianças são pequenas, pelo menos até elas começarem a frequentar a escola. Um parceiro bem-sucedido torna essa opção mais viável.”

Outro ponto, sobre o fato de possuírem maridos com condição financeira agradável:
“Tornar-se uma dona de casa ‘à toa’, em tempo integral, é uma utopia moderna para a maioria das mulheres. Em estudos realizados em todo o mundo, quando questionadas sobre as características mais valorizadas em um parceiro, as mulheres afirmam preferir homens com recursos, condição que viabiliza a permanência delas no lar.”

Resumindo, o preço que se paga para uma possível emancipação e aumento do status de dona de seus ideais é muito alto. Presencio constantemente mulheres que se comportam como homens, isso a meu ver é inadmissível, como por exemplo se fazer presente em um bar ingerindo bebidas alcoólicas, isso é degradante.

Sempre argumentei que há uma vitimização em massa das mulheres por se acharem em uma situação em menor escala de igualdade, isso é uma grande bobagem, pois a igualdade entre homens e mulheres é um risco porque gera justamente todos esses problemas que citei.

A mulher perde seu brilho, e principalmente sua característica de fina dama da sociedade. Não de sexo frágil, porque isso também é outra grande besteira, sou contra qualquer ato de discriminação mas a mulher necessita em se manter ávida em ser ela mesma e não querer igualar seu status ao existencialismo masculino.

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O ESTIGMA DE JUDAS ISCARIOTES E O SENTIMENTO DE CULPA

setembro 24, 2012 Randerson Figueiredo 0 Comments



É muito comum na história positivista encontrar em determinado fato um culpado, um bode expiatório. Isso vem de tempos remotos. Um exemplo de um grande bode expiatório é o povo judeu, um povo marcado pelo ódio e insatisfação de outros povos.

E já que estou cerceando a esfera judaica basta lembrar o complô de que foram vítimas pela Rússia czarista com o lançamento do pernicioso Os Protocolos dos Sábios de Sião, o qual é uma compilação com 24 postulados sobre uma possível conspiração, tratando-se assim sobre a nova ordem mundial com os seguintes pontos:
1.   Projeto para o domínio mundial
2.   Advento de um reino maçônico
3.   Um rei do sangue de Sião... da raiz dinástica de Davi
4.   O rei dos judeus será o verdadeiro papa
5.   O governante do mundo será o patriarca de uma igreja internacional
E pasme, a versão brasileira foi organizada por Gustavo Barroso, um grande escritor e declarado antissemita.

Não preciso nem lembrar do holocausto não é?
Para não ser injusto cito a Alemanha nos idos de 1919 com o Tratado de Versalhes, esse tratado foi um acordo entre os países europeus assinado no fim da primeira guerra mundial; neste Tratado, a Alemanha assumiu, ou melhor foi obrigada a assumir a responsabilidade pelo conflito mundial, comprometendo-se a cumprir uma série de exigências políticas, econômicas e militares. Estas exigências foram impostas à Alemanha pelas nações vencedoras da Primeira Guerra, principalmente Inglaterra e França. Em 10 de janeiro de 1920, a recém criada Liga das Nações (futura ONU) ratificou o Tratado de Versalhes.

Não preciso nem dizer que a Alemanha ficou arrasada.

Até agora citei dois casos que exemplificam a culpa, o bode expiatório como mencionei, mas não falei sobre o sentimento de culpa que é justamente o título desse pequeno texto.

Vou citar um exemplo que fica perfeito para falar sobre “a culpa” e sobre “sentimento de culpa”, pois vai servir de base para o desenrolar do texto. Esse caso é de conhecimento de todos, e muitas vezes quando se fala nele há certa ojeriza com esse personagem e que a meu ver ele também é vítima, vocês vão entender o porquê.

O personagem é Judas Iscariotes, e na minha humilde opinião, ele é o maior bode expiatório da história. Ele é considerado o responsável por ser o delator do o maior ser humano que já passou por esse planeta, chamado Jesus Cristo.

A escolha de Judas não foi por acaso e imediatamente nos perguntamos: o que motivou-o a trair Jesus?

Cheguei à conclusão que só podem ser três as verdadeiras razões para tal, todas as outras são apenas variantes dessas três.

Por avareza:
A maioria dos teólogos acha que foi a cobiça que levou Judas a cometer sua traição, já que isso parece ser o mais óbvio. Para isso baseiam-se em três argumentos, tirados do próprio Evangelho: ele o vendeu por dinheiro (cf. Mt 26,15), a que era excessivamente apegado, como nos mostra o episódio da mulher que unge os pés de Jesus, sob a censura de Judas (cf. Jo 12,4); e o Evangelho acusa-o de ladrão (cf. Jon12,6).

Quando se fala na venda de trinta moedas de prata, esse valor demonstra que foi um preço muito baixo, já que era o preço fixado pela lei para pagar a indenização pela morte acidental de um escravo (cf. Êx 21,32).
Então pela vida de um mestre da Lei, um homem ambicioso teria pedido muito mais. Conclusão: Judas fez um negócio pouco vantajoso, que revelava pouca ambição.

E por fim quando o acusam de ladrão, quando o Evangelho de São João foi escrito, uns 60 anos após a morte de Jesus a tradição que àquela altura já era adversa não teria acrescentado além de traidor o de ladrão? Muitos teólogos pensam assim.

Por ódio:
Alguns estudiosos da exegese compartilham da ideia de que Judas era um nacionalista, fanático e violento e que pertencia a um grupo da época chamado de “sicários”, cujo objetivo era expulsar de qualquer forma os romanos da palestina.

Judas teria visto em Jesus um líder influente e poderoso que poderia encabeçar com sua palavra e poderes milagrosos, uma grande rebelião judaica contra os estrangeiros que subjugavam seu povo. Ao comprovar que Jesus seguia outro caminho, o do amor e o da não-violência sua devoção converteu-se em desilusão e depois em profundo ódio que o levou a buscar a morte daquele que havia esperado tantas coisas que terminara por enganá-lo. Quem sabe Judas acabou odiando Jesus por não ter sido o Cristo que ele e muitos judeus queriam que fosse.

Sinceramente esse argumento não é convincente.

Porque a partir da traição no Jardim de Getsêmani, Judas desaparece de cena, em vez de usufruir, como teria sido lógico do espetáculo da paixão?

Enfim o suicídio, símbolo inequívoco do desespero não concorda muito com a hipótese de seu ódio contra Jesus.

Por amor:
Agora a versão mais provável da traição, a versão que eu simpatizo e que sinceramente condiz com os relatos no Evangelho.
Talvez Judas jamais tenha desejado a morte de Jesus, porque o amava. Quando falei da visão positivista bem no início do texto, era justamente para exemplificar essa situação.

Algumas pessoas inflamadas por esse pensamento dirão: mas isso é impossível! Judas não amava Jesus!

Amava sim, na realidade Judas acreditava que aquela situação seria uma via muito fácil para Cristo já que Ele havia se livrado de inúmeras provações dificílimas... Aquela seria apenas mais uma de fácil realização.

Judas no fundo no fundo acreditava que Jesus pudesse superar aquela situação com um piscar de olhos, mas ele esqueceu que Jesus sempre foi um homem pacífico, de boa índole, avesso a confusões e violência.

Foi aí que Judas cometeu um grande erro ao entregar aquele grande Homem.

O suicídio exemplifica o desespero diante do que ele cometeu. Há um filósofo grego chamado Orígenes escreveu uma das mais belas coisas que já se disseram sobre esse apóstolo.
Ele afirma que quando Judas se deu conta do que acabara de fazer, apressou-se em suicidar-se, esperando encontrar-se com Jesus no mundo dos mortos e ali, com a alma a descoberto, implorar-lhe o perdão.

O suicídio é prova cabal de sentimento de culpa, isso não tem como duvidar.

A Igreja nunca ensinou a condenação de Judas e nem poderia fazer isso, pois sua missão é salvar e declarar os que já estão salvos, ou seja, os santos, mas nunca os condenados.

Escrevi esse texto hoje, dia da independência, não para expressar minhas ironias a respeito deste país (que por sinal são muitas) e muito menos supervalorizá-lo, textos deste tipo têm aos montes na internet, mas com estas palavras mostrar um outro lado da história que muitos não conhecem e além do mais sempre tive vontade de escrever sobre personagens polêmicos e que são malvistos injustamente diga-se de passagem, Judas é um exemplo. 

Espero com essa iniciativa apresentar as diversas facetas da história.

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UMA FARSA CHAMADA: "NOVA CLASSE MÉDIA"

setembro 24, 2012 Randerson Figueiredo 0 Comments



Mais uma vez é sempre muito prazeroso ocupar este espaço neste blog instantâneo. O assunto de hoje será para esclarecer alguns pontos que de certa forma me perturbam.

Diz respeito à classe média, ou melhor, a intitulada Nova Classe Média, que de “nova” não tem nada. Digo isso porque estou lendo o excelente livro do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), Márcio Pochmann, chamado: Nova Classe Média?

Concordo plenamente com o pensamento do autor de que não houve um surgimento de uma nova classe no país, muito menos a de uma nova classe média.

O resgate da condição de pobreza e o aumento do padrão de consumo, não tiram a maioria da população emergente da classe trabalhadora.

O ponto em questão nesse caso é que a classe trabalhadora ganhou e vem ganhando cada vez mais espaço na última década devido aos inventivos governamentais nas diversas esferas socioeconômicas para uma melhor condição de vida.

E nesse mister a massa popular em emergência ganha um caráter predominantemente mercadológico(principalmente), individualista e conformista sobre a natureza e a dinâmica das mudanças socioeconômicas no Brasil. 

Acredito que a dinâmica das ocupações e do rendimento requer algo mais do que a inserção das pessoas no mercado de consumo. É algo mais profundo, menos simplista e não tão diretamente capitalista.

A análise dos dados mais recentes mostra que a melhora dos indicadores na distribuição da renda do trabalho e de seu aumento na participação da riqueza gerada concentra-se, fundamentalmente, na base da pirâmide social, o que revela também os seus limites.

Decorrente desse dado juntamente com as políticas de apoio às rendas na base da pirâmide social brasileira, como elevação do valor real do salário mínimo e massificação da transferência de renda, houve o fortalecimento das classes populares assentadas no trabalho.

Portanto o adicional de ocupados na base da pirâmide social reforçou o contingente da classe trabalhadora, equivocadamente identificada como uma nova classe média. Talvez não seja bem um mero equívoco conceitual, mas expressão da disputa que se instala em torno da concepção e condução das políticas públicas atuais.

Nesse sentido, há o fortalecimento dos planos privados de saúde, educação, assistência e previdência, entre outros, como consequência de uma reorientação das políticas públicas para a perspectiva fundamentalmente mercantil, baseada na interpretação da classe média (nova).

O que quero dizer é que a classe trabalhadora apresenta uma espécie de sociabilidade capitalista, já que o poder de consumo aumenta cada vez mais haja vista a enumeração de itens acima, e tomando por base outro dado: o trabalhador gasta tudo o que ganha, ele não tem a propensão de poupar. Podemos constatar isso com o elevado endividamento da classe.

Tudo isso que acabei de mencionar é mercadológico e feito extremamente de caso pensado pela classe dominante, e claro, pelo governo para que pudessem pensar que estão uma posição acima da pirâmide social.

Ledo engano meus caros! Ledo engano.

Muitas pessoas até sentem que seu status quo é diferente, e de certa forma o é, mas não como queriam, sem a chance de subir posições na pirâmide, isso causa um ESTRAGO NO EGO de qualquer um não é?

Que lástima... rsrsrsrs

A questão é que você que se acha da “nova (falsa) classe média” não passa de um trabalhador emergente e que está melhorando (dependendo da sua situação financeira) de vida, estabelecendo como base nesse caso obviamente a situação financeira.

É melhor vangloriar-se como um trabalhador do que um representante de uma falsa classe criada para atrair investimentos e aquecer a economia, pois a meu ver você não corre o risco de ser chamado de pobre: quem é trabalhador nunca será pobre. Afinal a pobreza é relativa.

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E MEU DELÍRIO É A EXPERIÊNCIAS COM COISAS REAIS

setembro 24, 2012 Randerson Figueiredo 2 Comments




Eu não estou interessado em nenhuma teoria,
Em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Nem em tinta pro meu rosto ou oba oba, ou melodia
Para acompanhar bocejos, sonhos matinais
Eu não estou interessado em nenhuma teoria,
Nem nessas coisas do oriente, romances astrais
A minha alucinação é suportar o dia-a-dia,
E meu delírio é a experiência com coisas reais
(Belchior)

Esse é um trecho de uma excelente canção de Belchior chamada Alucinação que vou utilizar como base para escrever o texto desta semana. Belchior foi muito feliz na composição desta música, pois ele já antevia uma situação que se tornaria comum nos dias atuais: o cyber vício.

A comunicação está insustentável, cada vez pior. Quando ele cita na letra: A minha alucinação é suportar o dia-a-dia / E meu delírio é a experiência com coisas reais; ele quer dizer que quer aproveitar a situação na sua totalidade, sem subterfúgios.

O que quero exprimir aqui neste espaço é que esse nosso mundo virtual, e eu como cidadão participativo e, por conseguinte ciente de suas atitudes e que colabora com esse espaço cibernético, quero mostrar que essa atividade demonstra que optamos (influenciados ou não) pelo ADIAMENTO DO ENFRENTAMENTO DA REALIDADE.

Voltando ao assunto da comunicação, hoje teclamos perfeitamente numa velocidade de fazer inveja a qualquer digitador profissional, mas em compensação nosso poder de comunicação verbal diminuiu a mesma proporção.

Sempre quando estamos dialogando, vez ou outra surge aquela frase: o que você está querendo insinuar com isso?

Essa frase é recorrente. Desta feita gera outro diálogo: Eu não estou querendo insinuar nada, apenas achei que, o que você estava pensando era aquilo que eu pensei ontem à tarde, porque o que você estava pensando na verdade não condiz muito com o que você deveria pensar...

- E por acaso quem te deu razão para achar o que eu devo pensar sobre aquele assunto que eu estava pensando e que não condiz com o seu pensamento?

É notório que aí não um há diálogo coerente, coeso e significativo. E vivenciamos justamente isso hoje. Chegamos a esse ponto. Pessoas cada vez mais desconfiadas umas das outras, do que estão propondo ou agindo.

Sem contar com o voyeurismo virtual. A internet tem facilitado o crescimento do anonimato e da impunidade. Pessoas que estão ali à espreita para dar o bote. Vestem-se da capa de chapeuzinho, mas na verdade são lobos maus, são avatares dispostos a tudo porque sabem que estão garantidos e que não vão ser descobertos, e há como frear essa investida abrupta dessas criaturas vorazes dos mais variados níveis e dos mais variados tipos.

Acredito que o anonimato só é possível porque é vantajoso(US$) aos grandes “empresários cibernéticos”.
E por fim tem também aqueles que fazem da internet seu mundo real.

São pessoas aparentemente comuns, que transitam normalmente e que passam despercebidas, mas na internet... Transformam-se em outros seres: destemidos, valentões, anárquicos, transgressores e por aí vai.

A meu ver, não conheço muitas questões clínicas, mas esses aí podem ser considerados esquizofrênicos, pois transferem seu mundo imaginário para o mundo real.

Podemos perfeitamente passar por cima dessas questões com equilíbrio e confiança, já que eu também participo desta seara virtual tenho o direito de não contribuir para os referidos itens acima.

A INTERNET NÃO AUMENTA O PODER COGNITIVO DE NINGUÉM! Pelo contrário pode até piorar. Dizer que fulano ficou mais inteligente porque usa a internet é um absurdo, um ACINTE e quem disser o contrário vamos entrar em uma grande discussão. O que quero dizer aqui á que a internet pode ser uma grande aliada ou uma grande vilã. Você pode até dizer: e quem é que não sabe disso?

Tudo bem, você pode até saber, mas não se dá conta! É aí que mora o grande perigo virtual, mas que pode ser uma grande ameaça mais que real.

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VAMOS PARAR DE ENDEMONIAR O DEMÔNIO.

setembro 24, 2012 Randerson Figueiredo 0 Comments



Tornou-se corriqueiro a expressão: é culpa do inimigo! Essa expressão sinceramente quando escutei pela primeira vez fiquei estarrecido e perplexo com a capacidade do ser humano de sempre ter em mente a questão do bode expiatório.

Esse bode pode ser bem maior do que se pensa em se tratando de religião. Quando escrevi sobre o sentimento de culpa e a culpa propriamente dita queria abordar ali naquele texto toda a centralidade da situação.

Hoje mais uma vez escrevo sobre culpa, mas com enfoque no imaginário popular em querer creditar que tudo de ruim que acontece é culpa do demônio, principalmente oriundas de pessoas que são ligadas a religião, leia-se: cristianismo. Isso é irritante.

Quando estabelecemos prioridades em nossas vidas e quando nos responsabilizamos pelos nossos atos, essa suposta culpa do demônio desaparece.

Não que eu queira eximir o demônio de culpa, longe disso, o que quero aqui é procurar acender a chama da responsabilidade, pois nossos problemas são nossos e de mais ninguém, não adianta ficar jogando a culpa no “inimigo”, como ele é comumente chamado.

E os mais alarmistas são pessoas que tem a chama da religião acesa como brasa incandescente e possuem a verve para este fim, pessoas que estão acostumadas a escutar o padre ou o pastor bradarem de forma enérgica sobre a presença daquele ser, inclusive uns fazem até talk-show, conversam com o demônio.
Existe coisa mais bizarra?

O que está acontecendo é uma prática de eximir a culpa e jogá-la nele. Não precisamos disso. Primeiro porque antes de acreditar nessa figura demoníaca, acredito que tenho um Deus maior que tudo. Segundo que a parapsicologia é um assunto bem mais interessante do que conversas de comadres em quermesse sobre satanás.

Por isso que digo: Temos que parar de endemoniar o demônio e não falar mal dele pelas costas.

Esse ato é irritante, pois quando substituímos a culpa pela responsabilidade atraímos algo mais valioso para nossa vida, atraímos liberdade.

E parar de falar só em demônio, satanás, inimigo e não sei mais o quê, isso é aterrador, triste demais.

Assassinatos e barbaridades isso sempre o homem foi capaz de fazer, isso parte de várias questões que suplanta as religiosas, principalmente genéticas, pois as psicopatologias geram um mal estar social, pessoas que não estão possuídas coisíssima nenhuma, apenas estão deslocadas da sociedade, com alguma enfermidade mental e que precisam de tratamento.    

DIGO E REPITO: TEMOS QUE PARAR DE ENDEMONIAR O DEMÔNIO E NÃO FALAR MAL DELE PELAS COSTAS, POIS NEM TUDO É CULPA DELE, A RESPONSABILIDADE É NOSSA, AFINAL ELE É SÓ MAIS UMA FORMA DE OPRESSÃO.

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A TRISTE HERANÇA DE MICHEL FOUCAULT

setembro 24, 2012 Randerson Figueiredo 5 Comments



É muito salutar escrever aqui neste espaço de debates. Hoje surgiu em uma conversa com um grande amigo o tema: desequilíbrio emocional.

Creio que esse tema deve ser muito recorrente em conversas informais, haja vista o elevado índice de pessoas em desequilíbrio que nos circundam. Até já escrevi sobre isso, mas de uma forma bem mais amena do que o texto de hoje, pois se tratava do Vazio nosso de cada dia.

O foco do assunto hoje será o filósofo francês Michel Foucault. E porque esse filósofo? Porque sinceramente ele nos deixou uma triste herança. Conhecido como o “arqueólogo do saber”, Foucault sempre defendeu a tese que o homem é produto do meio, de que é produto das práticas discursivas.

Essa tese infelizmente contribuiu para que a medicina fosse sabotada por muitos profissionais, pois os que trabalham na área psi(psiquiatra, psicólogo e psicanalista) não foram vistos com bons olhos e Foucault era psicólogo.

Foucault foi um grande transgressor! MENTIRA!!! MIL VEZES MENTIRA!!! Discuto até o fim quem tentar me convencer que ele foi um grande transgressor. Vou citar quem eu considero um transgressor nessa área psi: Carl Jung! Ele sim foi deveras importante nessa área da psicanálise.

Onde estou querendo chegar com tudo isso? Que Michel Foucault na verdade possuía uma grande amargura em relação ao sistema. Ele tentou o suicídio em 1948 e iniciou um tratamento psiquiátrico, foi aí que entrou em contato com o universo psi.

Normalmente meu caro quem possui pensamentos vanguardistas como esse de que o home na verdade é produto do meio e manipulado pelo sistema também possui uma linha de raciocínio de alguém com transtorno mental sério, ou seja, era uma forma de suavizar o sofrimento que ele sentia e mais uma vez ter a presença do bode expiatório que é justamente o sistema. Deu pra entender? :D

Foucault na realidade sentia-se reprimido por suas inquietudes dissonantes para a época. O que ele defendia era a idéia retrógrada, diga-se de passagem, de Freud. Para Freud a soma das partes forma o todo. Freud estava certo? NÃO!

É sabido que o Todo é muito maior que a soma das partes. É a soma das partes + religião + características socioambientais e principalmente + misticismo. Não é preciso ser gênio para saber disso. Conclusão: Freud além de estar errado não era um gênio. Que péssima notícia para estudantes/adoradores de psicologia Freudiana hahahahahaha.

Voltando ao assunto Foucalt... Para ele (Foucault) a loucura era um ato de resistência ao sistema opressor e o indivíduo deveria exercer a seu bel-prazer toda a forma de conquista moral e concreta em direção a um rumo idealizado por ele.

Ora, mas Foucault ao falar em garantias individuais esqueceu-se de mencionar que quando devemos respeitar a individualidade alheia devemos antes de tudo querer o bem do próximo, portanto uma intervenção médica é crucial nesses casos.
Defender a ideia de Foucault é defender a acintosa ideia que toda e qualquer forma de loucura deve ser rebatida com um olhar do tipo: deixa pra lá vem pra cá o que é que tem? Eu não estou fazendo nada nem você também faz mal bater um papo assim gostoso com alguém (delírio)...

Acredito que Foucault desconsiderou a psicopatia , que é um transtorno gravíssimo de personalidade e que o sujeito pode fazer distorções na sociedade de forma calamitosa.

A triste herança de Foucault é isso, uma forma pretensiosa de uma mágoa que ele nunca foi capaz de suprimir e sendo assim propagou seus ideais pseudotransgressores para não ser mais um Doutor da Sorbone, já que a intervenção médica é essencial.

Se ele tivesse estudado os ensinamentos de Jung tudo poderia ter sido diferente.     

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O VAZIO NOSSO DE CADA DIA.

setembro 24, 2012 Randerson Figueiredo 0 Comments



Cada um oferece o que tem. Essa frase além de ser simplista e extremamente lógica reflete a temática do texto de hoje. Longe de mim tentar parecer prolixo e exaurir você que está lendo este post, mas aqui escrevo para evitar ter outro blog e porque é mais cômodo, administrar um site não é nada fácil...

Pois muito bem, escrevo sobre esse tema porque é recorrente o desrespeito com nosso semelhante com O VAZIO NOSSO DE CADA DIA.

Pessoas vazias são um verdadeiro desacato a nossa integridade. Ouvir certas conversas sem graça no decorrer do dia é parte do espetáculo, agora o prolongamento dessa situação é massacrante.

Dizer besteiras todo mundo diz e isso é muito saudável, nos torna mais sociáveis com a maior parcela da sociedade e o melhor: provoca o riso.

Agora vou ser sincero, tudo isso em doses HOMEOPÁTICAS, é importante que se diga isso, pois a situação requer essa precaução.

O vazio se manifesta neste estágio. Conversas sem sentido. Plastificação de ideais. Consumismo baseado em conceitos equivocados lançados pela mídia. Despropósito de ideias.

Aí que entra o nosso respeito por essas pessoas. Elas só tem isso a oferecer e temos que respeitá-las. Indivíduos que só falam em aparecer na mídia, o apelo ao uso das plásticas (principalmente bioplastia), ou seja, a servidão moderna.

Mulheres cada vez mais saradas e musculosas estão em alta, influenciadas pela mídia, vivemos a ditadura da beleza, onde entra em questão o porte físico. E o intelecto, onde fica? Atrofiado claro.

Mulheres que só se importam com a quantidade de fibras no café da manhã e no almoço, porque elas nem jantam.

Ficar com uma mulher assim é ter uma vida cheia de emoções, para exemplificar melhor é como estar em um leilão, pois quem der mais leva.

Aí o amor acaba quando entra em cena a primeira Range Rover do pedaço kkkk.

Não estou dizendo que todos que praticam academia estão sujeitos a essa análise, não é isso. Mas uma certa(boa) parcela age assim.

Mas é justamente esse o objetivo do texto. Para mim é vazio agir assim, mas para você pode não ser, para você pode ser a coisa mais normal do mundo (sabendo que não é).

Por isso que em todos os relacionamentos, seja ele só amizade ou mais profundo, devemos nos ater a pessoas que nos complementem e que nos transformem profundamente de forma benéfica claro. Sem vazios.

A beleza é só mais um atrativo, não é tudo, pode ser que só faça aumentar o VAZIO NOSSO DE CADA DIA, ou dependendo da situação pode até ser que não.

Mais uma coisa é certa, O INTELECTO é bem mais interessante quando se coloca BELEZA X INTELIGÊNCIA na balança.

É nesse momento quando se coloca em questão que uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas (Sêneca).

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O SENTIMENTO DE CULPA: UM DOS MAIORES MALES DA SOCIEDADE.

setembro 24, 2012 Randerson Figueiredo 0 Comments



O sentimento de culpa a meu ver é um dos maiores males que afligem a sociedade. Digo isso porque é muito recorrente usá-lo, e esse uso faz parte de reações do inconsciente para conter uma situação negativa, de repulsa, que está no limiar da assertividade ou não.

Esse sentimento é totalmente ilusório e em nada é percebido em nós como tal. Nós o cultivamos e ele apresenta-se a nós como a grande solução que ocorre na vida. Portanto sua natureza é essencialmente onipotente, divina. Conclusão: o sentimento de culpa é sentimento de onipotência.

Por se fazer onipotente, muitas vezes o escondemos, queixamo-nos dele e não o queremos em nossa companhia, mas não o largamos em nenhuma hipótese afinal a culpa é sentida como uma grande companhia.

Sei que estou muito vago em meus questionamentos, mas é essa a intenção...

O sentimento inconsciente de culpa baseia-se na ideia de que é consequência de algo, de um ato, de um pensamento, ou que surge em face de algo que fizemos ou deixamos de fazer, uma das principais manifestações.

Em outras palavras, nós somos os causadores daquilo que nos leva, depois, a nos sentir culpados. Isso é uma enorme vantagem não acham? Temos recursos para dirigir a vida, somos a causa primeira de todas as coisas e adquirimos poder para alterar os determinantes da vida. Supervalorizando-nos.

Além disso, haveria outro benefício: a falsa impressão da possibilidade de repetição das coisas.

O que quero dizer é que o passado pode tornar-se presente até por um ato de pensamento.

Nós criamos o sentimento de culpa/onipotência em nós mesmos e este não constitui consequência de nada, pois não passa de uma invenção mental com o objetivo de atingir nossa ILUSÓRIA SUPERVALORIZAÇÃO.

E sendo mais rigoroso, é impossível na vida humana a repetição de qualquer coisa, pois a vida humana não é cíclica, ou seja, um exemplo é a doutrina espírita que afirma que a vida é regida por cíclicos reencarnacionistas, ou seja cíclico, quando sabemos que a vida não é cíclica, a ciência já comprovou isso... Mas isso é outra história que irei abordar bem mais adiante no Pistas da História.

Continuando, agora não devemos confundir o sentimento de culpa com remorso, mal-estar, abatimento ou coisa semelhante porque esses são estados comuns do ser humano, fazem parte do conjunto que nos auto-regula.

Quero reafirmar que o sentimento de culpa nos SUPERVALORIZA. Mas de que forma? Quando agimos assim: Eu não queria fazer isso, me desculpe, eu sei que foi minha culpa, eu me sinto tão culpado por isso, o que eu posso fazer para retificar o que fiz?
Quando alguém age assim, ela assim o faz com a esperança de ser interpelado com brandura e ternura, pois o inconsciente se encarrega de fazer o trabalho de advogado de defesa.

A culpa expressa-se pelas autoacusações permanentes, pela rigidez com que a pessoa trata a si própria, pelo APARENTE sentimento de inferioridade que na verdade é de grandeza.

Esse sentimento é uma tentativa de autovalorização, que muitas vezes surge como uma reação individual e que agora linkando com o título do texto representa uma reação nada agradável da sociedade, pois esse sentimento apesar de ser inconsciente pode ser evitado.

Agora me lembrei de um personagem na história que representa ainda hoje a imagem de traidor e que leva o estigma da culpabilidade.

Estou falando de Judas Iscariotes, sempre defendi a tese de que Judas nunca quis trair Jesus, sou totalmente contra o pensamento positivista então em minhas pesquisas encontrei indícios a favor do tesoureiro do grupo de Jesus.

O beijo da traição também é outro momento mal interpretado, pois em algumas versões bíblicas o termo anafileim é usado simbolizando um beijo mais literal, só que quando o beijo de Judas em Jesus é citado utiliza-se o termo katafileim, que é um beijo mais afetuoso, um beijo de irmão.

Na verdade Judas considerava que se Jesus conseguiu fazer milagres, conseguiu superar as artimanhas do inimigo, ele também conseguiria superar aquela situação e sair dali ileso.
Só que ele esqueceu que Jesus era manso e humilde de coração, incapaz de ranger os dentes, começar ali um massacre e fugir.

É aí que entra a culpa. Judas foi culpado e se sentiu culpado por ter entregue Jesus.

E não venham me dizer que Judas era ambicioso, nada disso. Judas quando recebeu as 30 moedas de prata poderia ter recebido muito mais, afinal Jesus era conhecido e era um Mestre. Esse valor de 30 moedas era um preço de um escravo, ou seja, ele poderia ter lucrado muito mais, a questão não era dinheiro.

Citei Judas porque a meu ver ele é o maior bode expiatório da história, sempre lançando a culpa em alguém.

E ele de fato se sentiu culpado, o enforcamento é prova cabal.

Orígenes escreveu uma das mais belas coisas que já se disseram sobre esse apóstolo.
Ele afirma que quando Judas se deu conta do que acabara de fazer, apressou-se em suicidar-se, esperando encontrar-se com Jesus no mundo dos mortos e ali, com a alma a descoberto, implorar-lhe o perdão.

A Igreja nunca ensinou a condenação de Judas e nem poderia fazer isso, pois sua missão é salvar e declarar os que já estão salvos, ou seja, os santos, mas nunca os condenados.

Encerro com essa história de Judas porque acredito que o simples ato de culpar e declarar-se culpados requer uma boa dose de discernimento, pois a melhor forma de deixar com que a culpa fique de lado é assumir a responsabilidade por determinado ato, acredito que seja a melhor solução, pois quando se assume um fato automaticamente estamos deixando a culpa de lado.

É sob minha responsabilidade, sob minha máxima responsabilidade... Era assim que deveria ser.

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A IMPORTÂNCIA DE SE TER INIMIGOS.

setembro 24, 2012 Randerson Figueiredo 0 Comments




Sei que hoje é o dia do amigo (escrevi no dia 20/07/2012) e coisa e tal e tal e coisa, mas não estou aqui para ser piegas e falar dos meus grandes amigos que eles sabem quem são.

Hoje estou aqui para falar de INIMIGOS. Há algum tempo li uma citação da escritora Care Santos e ela comentou certa vez que alguém que chegue aos 30 anos sem alguns bons inimigos é uma pessoa digna de piedade, pois isso significa que ela não conseguiu nada na vida.

Realmente, essa pessoa não foi ninguém, ela não viveu, não saiu de casa, viveu na clausura só pode. Até o mais bondoso dos seres tem inimigos, aliás, é o que mais tem inimigos, vide Jesus Cristo.

Pessoas bondosas são as que mais encontram obstáculos pelo caminho, leia-se: pessoas.

Mas aí é que está, com uma perspectiva diferente de Care Santos, o budismo nos ensina que o inimigo é nosso melhor mestre, pois assim disse Dalai-Lama:

Nunca devemos usar nossos inimigos como desculpa para não praticarmos a calma, nem dizer que eles são a causa de nossa irritação.

Não podemos dizer que o mendigo é um obstáculo à generosidade, já que é justamente sua razão de ser.

Por outro lado, as pessoas que nos irritam e põem nossa paciência à prova são relativamente poucas. E para exercitarmos a paciência precisamos de alguém que nos ofenda.

Encontrar um verdadeiro inimigo é tão incomum que deveríamos nos alegrar por tê-lo e apreciar os benefícios que ele nos oferece.

Ele é digno de respeito pelo simples fato de nos permitir praticar a paciência e merece ser o primeiro a receber os méritos daquilo que nos possibilita alcançar.

Portanto não se vanglorie de ser tão bonzinho e não ter inimigos, porque você tem meu caro, e muitos, que estão a espera para dar o bote e que fingem ser seu amigo.

Encontrar uma boa amizade é tão rara quanto encontrar um bom inimigo.

Portanto, que esses mestres sejam bem-vindos.

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ESPIRITUALIDADE E SOMBRA COLETIVA: PLURALIDADE OU SINGULARIDADE?

setembro 24, 2012 Randerson Figueiredo 0 Comments




Sempre que escrevo, cito Carl Gustav Jung, pai da psicologia analítica; uma psicologia mais humana, mais próxima da realidade, dos nossos anseios.

Cito-o porquê Jung a meu ver é o psicanalista que mais se aproxima da vivência humana no seu mais amplo contexto, pois como ele mesmo disse: conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.

E foi isso que ele fez, quando assistia seus pacientes, tocava como outra alma humana, ao contrário do pai da psicanálise, Sigmund Freud, que robotizava e plastificava os sintomas e os próprios pacientes, pois para ele a questão da sexualidade era extremamente evidente para determinar a origem das mais diversas patologias.

Quando Jung escreveu Sobre os arquétipos do inconsciente coletivo ele lançou uma tese muito mais plausível do que Freud, a tese de que nós temos um inconsciente não individual, mas coletivo, um inconsciente que está interligado com a sociedade, com nossos antepassados, enfim, que está interligado com o ambiente em que viemos sobre o qual sofremos influência.

E é nesse contexto que entra o conceito de Sombra Coletiva. A sombra coletiva é uma espécie de lado negro que todos nós temos, um lado obscuro que está escondido nas profundezas do nosso ser e que na maioria das vezes nós sabemos que ela existe e insistimos em aprisioná-la.

Essa lado Dark, muitas vezes aflora em momentos de tensão, de ansiedade e tristeza. A sombra é o lado negativo que todos nós temos e fazemos questão de esconder, de aprisionar, de manter longe do nosso alcance.

E quanto mais nos afastamos de um diálogo saudável com a sombra, com nós mesmos, mais nos tornamos vítimas dela. A sombra se manifesta de diversas maneiras, uma explosão de temperamento em uma conversa, quando você chega da academia e experimenta aquele bolo de chocolate, quando sua/seu companheira/companheiro está preparando o jantar e você acessa pornografia no quarto, de várias e várias maneiras.

E o que isso tem haver com espiritualidade? Tudo. Alguns irão dizer que isso é o inimigo agindo, outros irão dizer que é algum obsessor que está agindo na vida do indivíduo, explicações religiosas são muitas... Mas conclusões são poucas.

Sempre fui a favor da união da ciência e religião. Creio que aliar as duas é o que melhor se pode fazer. Existe uma força imensurável que movimenta tudo o que é manifesto: espírito e energia.

Então a sombra coletiva está intimamente ligada à aceitação e desprendimento de cada um, saber conviver e mediar a sua manifestação é primordial.

Voltando a falar de espiritualidade argumento a respeito dos CHACRAS, palavra de origem sânscrita que quer dizer roda, ou disco giratório. Os chacras são pontos de conexão ou enlace pelos quais flui a energia de um corpo a outro.

Acredito que a energia que emitimos e que nos são transmitidas representa boa parte de nossas ações e estado de espírito ao longo do dia, pois o tamanho dos chacras depende do desenvolvimento espiritual e das vibrações que emitimos.

Quando você acorda muito bem e quando conversa com outra pessoa com uma baixa energia fluídica, essa energia que é transmitida a você não é interessante e interfere nas suas ações ao longo do dia fazendo desabrochar ou não a sombra coletiva.

Quando alguém nos trata mal, às vezes nem sabemos por que, mas intimamente esse mal-estar pode estar relacionado à transmissão de energias negativas, através de pensamentos ruins, planos maliciosos e maledicências de uma forma geral.  

Os chacras são os seguintes:
  1.      Coronário
  2.      Frontal
  3.      Laríngeo 
  4.      Cardíaco
  5.      Esplênico 
  6.      Solar
  7.      Genésico      


A questão que escrevo  aqui é do alinhamento dos chacras e obviamente de ordenar os conflitos com o lado sombrio que todos nós temos, e procurar vincular os dois melhor ainda, pois o reordenamento dos chacras e a procura para um melhor esclarecimento de nossas transgressões é o que melhor podemos fazer. 

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A IMPORTÂNCIA DA RESILIÊNCIA

setembro 24, 2012 Randerson Figueiredo 0 Comments



É sempre bom voltar a escrever algum texto de caráter filosófico aqui neste blog instantâneo, e hoje escrevo sobre a importância da resiliência.

Esse termo surgiu em 1955 quando duas psicólogas, Werner e Simith visitaram o Havaí e conseguiram perceber que apesar da miséria que a população ali se encontrava, muitas pessoas conseguiam superar seus próprios limites, vencendo seus medos e enfrentando desafios até então inimagináveis. E o melhor disso: conseguiram vencer na vida.

Elas ficaram tão maravilhadas que deram a essa atitude o nome de resiliência, agora vale lembrar que esse termo já era usado em Física, mas no campo psicológico era a primeira vez, pois segundo a psicologia: “resiliência é uma capacidade universal que permite que uma pessoa, grupo ou comunidade previna, minimize ou supere os efeitos nocivos das adversidades” (Grotberg, 1995, p. 7).

O foco da pesquisa relatada no livro Vulnerable but invincible foram 72 crianças (42 meninas e 30 meninos) com uma história de quatro ou mais fatores de risco, a saber: pobreza, baixa escolaridade dos pais, estresse perinatal ou baixo peso no nascimento, ou ainda a presença de deficiências físicas. Uma proporção significativa dessas crianças era proveniente de famílias cujos pais eram alcoolistas ou apresentavam distúrbios mentais. Para surpresa das pesquisadoras, nenhuma dessas crianças desenvolveu problemas de aprendizagem ou de comportamento (Werner & Smith, 1982), o que foi considerado então
como “sinal de adaptação ou ajustamento”.

O que quero dizer com esses dados é que ainda hoje vivenciamos a sociedade do pobre de mim, a sociedade do coitadinho, do jeca, do indivíduo que se orgulha de manter sua vida ou sobrevida com bolsa-família e faz questão de ironizar que não quer sair dessa mediocridade.

O termo RESILIÊNCIA é diferente (bem diferente) de RESIGNAÇÃO, esta última refere-se a aceitação, na espiritualidade, na conscientização e na psicologia humana, geralmente se refere a experienciar uma situação sem a intenção de mudá-la. A aceitação não exige que a mudança seja possível ou mesmo concebível, nem necessita que a situação seja desejada ou aprovada por aqueles que a aceitam.

Acredito que ser resiliente requer um esforço maior, mais sofrível mas não menos agradável e prazeroso, já a resignação você pode até não concordar mas aceita passivamente aquela situação, quem mais nos mostrou a resignação foi o Mestre Jesus Cristo, o Espírito perfeito... Mas até chegarmos a ser pelo menos uma pequena porcentagem do que Ele foi será realmente louvável, mas creio que nossa constância serena irá as favas em pouco tempo, a não ser que vivamos isolados como os monges tibetanos :D

Então a melhor saída é a resiliência para qualquer problema que enfrentarmos, e por falar nisso existe um curso que está em alta no mercado que é o COACHING, um curso voltado especialmente para quem quer vencer seus problemas e sair ileso de suas artimanhas principalmente emocionais, o maior entrave das nossas vidas, viver de forma equilibrada.

Conseguir viver sem entrar em um surto psicótico, pelo menor que ele seja, como estresse momentâneo. As doenças da mente viraram mais do que nunca vilãs memoráveis do novo paradigma preestabelecido pela sociedade moderna.

Depressão, síndrome do pânico, estresse e os mais variados transtornos mentais tornaram-se doenças ditas "normais". Uma tris te realidade não é?

Agora vou fazer a ligação com o início do texto, a questão é que essas doenças estão ligadas a RESIGNAÇÃO, isso mesmo, o aparecimento da maioria dessas doenças estão ligadas ao uso da resignação, quando os sintomas começam a aparecer o sujeito/família simplesmente dá com os ombros e não faz nada. Essas doenças são sintomáticas e principalmente psicossomáticas, acumulam-se com o passar do tempo.

E quando vem o surto psicótico na maioria das vezes é ligado a religião. Exemplo: "Eu quero ler a Bíblia"(de uma hora para outra, ele simplesmente nunca quis lê-la); "Quero fazer um curso de teologia"(nunca demonstrou interesse no assunto); "Carrega todas as imagens de santos que vê pela frente"; "Quero ir à missa/culto" (de forma exagerada); "Quero ser padre ou pastor" (sendo que nunca falou disso). Desconfie se isso acontecer.

Isso é um alerta, pois provavelmente ele(a) está surtando, pois na maioria dos surtos há algo místico-religioso, dá para perceber uma anormalidade. Aí que entra a RESILIÊNCIA para buscar tratamento não só com a espiritualidade (que é ótimo) mas também médico, clínico. "Entregar a Deus" não é a melhor saída. O que melhor temos a fazer é enfrentar as dificuldades de frente e com altivez, saindo da zona de conforto.

Bem, todas as informações aqui fornecidas não foram inventadas, retirei de livros de psicologia e da ABP - Associação Brasileira de Psiquiatria.

Desejo que todos nós sejamos RESILIENTES e que a RESIGNAÇÃO nos mostre o caminho de elevação espiritual e não a inércia de vivenciar nossas emoções, mas sim um caminho de tranquilidade e equilíbrio na tomada de decisões.

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O PRAZER COM A TRAGÉDIA ALHEIA E AS SITUAÇÕES DRAMÁTICAS

setembro 24, 2012 Randerson Figueiredo 0 Comments




É sabido que o ser humano tem uma tendência natural para a tragédia, mas andamos exagerando ultimamente.
Digo isso porque a constante depreciação da dignidade alheia faz com que nos tornemos mesmo que por poucos instantes melhores do que outros.



Se não bastassem os terremotos, os tsunamis, as enchentes, e todos os fenômenos naturais que assolam o mundo, estamos investindo duramente em novas formas de tragédias, como os assassinatos cada vez mais premeditados, os saltos de pontes, os assassinatos em massa de crianças indefesas, pedófilos que escancaram sua patologia ou como muitos preferem afirmar(o que é perigoso) de falta de vergonha.



Estamos travando uma nova guerra, uma guerra individual, psicológica... O que é muito pior porque não existe nada mais cruel do que estar envolvido psicologicamente, pois você pode estar em qualquer lugar mas o pensamento te acompanha.



Quando abrimos os jornais diariamente, não conseguimos mais somar a quantidade de crimes, muitos bárbaros, como o rapaz que foi esfaqueado tantas vezes, o homem que foi “alvejado” com não-sei-quantos tiros, ou o diretor de uma multinacional que foi cortado em pedaços pela garota de programa que ele conhecera em um site de acompanhantes. Pior que saber dos fatos, é vê-lo, pois as imagens aterradoras estão expostas na internet.



E isso é aterrador. Ser indiferente não é a melhor solução, pois quanto maior a distância dessas situações dramáticas pior será sua reação quando um dia você for acometido por um desses dramas.



Essa semana fui à biblioteca fazer um empréstimo de uma obra que há muito tempo estava de olho; quando estava conversando com o bibliotecário surgiu um homem descompensado questionando o porque muitos funcionários terem faltado ao serviço devido a greve de motoristas de ônibus, humilhou o pobre homem e coagiu-o sem pestanejar. 



O bibliotecário reagiu a altura e disse que sentiu medo, pois não sabemos com quem estamos nos relacionando, pois a possibilidade de ele sacar uma arma naquelas condições aumenta 48%. Ele ficou muito nervoso, muito aflito.



E o que o destemperado fez foi se aproveitar da fraqueza do outro, e isso é uma forma de locupletar-se do medo, da "fraqueza", dos conflitos alheios, ou seja, aproveitando-se da tragédia alheia.



Estar ciente de nossas mazelas, de nossas sombras e principalmente dos nossos medos é condição sine qua non para ter uma vida mais ajustada com os padrões vigentes, pois não podemos prever o que vai nos acontecer daqui a 1 minuto.



Agir como um sadista e com um sorriso cínico diante dos conflitos pode fazer com que nos tornemos apáticos e insensíveis.



O que quero dizer é que não podemos fugir das tragédias, pelo menos uma delas irá nos acometer, conversei com um amigo psicanalista e ele mostrou essa lista de situações dramáticas, vejamos:

1. Súplica
2. Libertação
3. Crime seguido de vingança
4. Vingança entre famílias
5. Perseguição
6. Desastre
7. Ser vítima de crueldade ou fatalidade
8. Revolta
9. Aventura ousada
10. Sequestro
11. O enigma
12. Obtenção
13. Inimizade dos parentes
14. Rivalidade dos parentes
15. Adultério com assassinato
16. Loucura
17. Imprudência fatal
18. Crimes involuntários de amor
19. Morte por engano de parente disfarçado
20. Auto-sacrifício por um ideal
21. Auto-sacrifício por seus próximos
22. Todos sacrificados por uma paixão
23. Necessidade de sacrificar seus próximos
24. Rivalidade entre superior e inferior
25. Adultério
26. Crimes passionais
27. Descoberta da desonra do(a) amado(a) (Este está subdividido em subsituações)
28. Obstáculos ao amor
29. Amor por um inimigo
30. Ambição
31. Conflito com Deus
32. Ciúme equivocado
33. Erro de julgamento
34. Remorso
35. Reencontro com ser amado
36. Perda de entes queridos


Ufa! ;D Não dá para fugir de algumas dessas situações. Para terminar digo que a maioria dessas situações dependem obviamente do equilíbrio interior e de como encaramos a realidade, viver em um mundo paralelo a base de pílulas da felicidade não é interessante, exceto os que realmente necessitam de tais tratamentos, questiono pessoas que estão a base de remédios por opção e querem fugir, não querem sair da Matrix (inclusive vou escrever sobre esse assunto, o universo da Matrix, que é filosófico ao extremo) ou até mesmo atacam o semelhante e possuem um comportamento completamente avesso ao equilíbrio sustentável da nossa espécie.



O drama sempre vai existir, só nos resta moldá-lo e exercer a compaixão com a tragédia alheia.

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