UMA BABÁ QUASE PERFEITA – ANÁLISE DE FILME
A análise de filme de hoje será o grande sucesso de crítica e de público lançado em 1993 chamado Uma babá quase perfeita, ou Mrs. Doubtfire nos Estados Unidos.
Sinceramente esse é um dos filmes que marcou minha infância.
A história narra a trajetória de pais que se separam e se veem obrigados a disputar a guarda dos filhos na justiça. Robin Williams é Daniel Hillard enquanto Sally Field é Miranda.
Logo após a separação, Daniel Hillard é impedido de manter um relacionamento mais costumeiro com seus três filhos, e logo tem a ideia de se vestir de uma senhora inglesa chamada Efigênia Doubtfire.
Tudo isso para se aproximar dos filhos.
O que mais me chamou a atenção no filme foi a sensibilidade de Robin Williams ter criado a senhora Doubtfire. Foi de uma sensibilidade extrema.
A transformação da personagem de Daniel em um pai de verdade, deixando de lado aquele bobão e homem sem noção também é um ponto alto na trama.
O filme traz ótimas críticas a sociedade, pois fala de divórcio, relação entre pais e filhos, novo relacionamento do pais, reconstrução da vida após a separação. Um filme que nos ensina muito sobre vida familiar.
Acredito que o grande potencial da trama é a identificação com as personagens, pois quando os pais se separam abre-se um vácuo na vida do(s) filho(s).
E os filhos precisam se adaptar com dinâmicas parentais de estilos totalmente diferentes. O que por vezes gera toda uma variedade de conflitos na imposição de regras e rotinas e, inclusive, sobre os afetos.
O filme em questão, mesmo com uma lente mais cômica, sabe o peso e o poder de identificação pessoal do material que tem em mãos, e se aproveita disso para construir uma bela história de amadurecimento paterno.
Williams, muito a vontade na pele do a princípio infantilizado pai bobão, cresce conforme o andamento da narrativa de forma despretensiosa e cada vez mais assegurado de ser um grande homem na vida dos filhos.
A persona que assume, a de uma babá que sabe ter as rédeas da situação diante das piores manifestações comportamentais se funde e é incorporada a sua vivência de pai.
Ao final, aprendemos junto com o personagem que o amor mútuo deve continuar existindo apesar das significativas mudanças, um amor responsável.
E o que falar mais a respeito desse filme?
Diálogos inteligentes, piadas afiadas e uma maquiagem impressionante fazem de Uma babá quase perfeita um clássico da comédia.
O filme ganhou em 1994 o Oscar de melhor maquiagem e dois globos de ouro, Robin Williams de melhor ator e melhor comédia/musical.
Fique agora com alguns trechos desse maravilhoso filme:
Ficha técnica
Direção: Chris Columbus
Elenco: Robin Williams, Robert Prosky, Sally Field
Gêneros: Comédia, Drama
Nacionalidade: EUA



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