O QUE JUNG DISSE REALMENTE – BOA LEITURA
Olá caro leitor, mais uma vez firmo mais um encontro com você que visita este blog, esta plataforma virtual sobre psicologia analítica, filosofia e espiritualidade.
Como ficou prometido serão duas postagens por mês, uma no início e outra no final, intercalando com frases, com pensamentos e aforismos de uma forma geral.
Aos poucos vamos nos acostumando com essa nova fase do blog.
Pois muito bem, hoje com a série Boa Leitura, apresento a obra de Edward Armstrong Bennet: O que Jung Disse Realmente. Um livro de 1985 lançado pela editora Zahar.
Um livro fascinante, pois mostra com clareza o pensamento de Carl Gustav Jung. E. A. Bennet era amigo de Jung e ficou hospedado algumas vezes em sua casa em Zurique.
Nessa obra podemos observar vários conceitos da psicologia analítica como por exemplo: anima x animus; introversão e extroversão; complexo; inconsciente coletivo; individuação.
Já citei a referida obra num artigo aqui no blog sobre introvertidos e extrovertidos - a tipologia junguiana.
Como se sabe Jung nasceu em 1875 e morreu em 1961. Muitas de suas ideias e alguns dos termos que ele introduziu foram incorporados à psicologia sem reconhecimento de sua origem.
Jung foi o primeiro a aplicar ideias psicanalíticas ao estudo da esquizofrenia. Introduziu os conceitos de "extroversão" e "introversão", e os termos "complexo", "arquétipo", "individuação" e "inconsciente coletivo".
A noção de Jung da mente como sistema autorregulador harmoniza-se perfeitamente com as ideias modernas em fisiologia e cibernética. A insistência em que o homem necessita buscar significado em sua vida prenunciou as concepções dos existencialistas.
Entretanto, a importância de Jung tende a ser subestimada e aqueles que não se deram ao trabalho de ler seus escritos rejeitam-no frequentemente como um místico visionário cuja obra está em dissonância tão gritante com a psicologia experimental que pode ser ignorada sem perigo.
De fato, como demonstram suas primeiras pesquisas, Jung tinha um domínio competente do método científico; mas a maior parte de sua obra subsequente interessa-se por áreas em que o método científico não pode ser aplicado.
O significado da vida não pode ser quantificado, mas isso não invalida, de forma alguma, a procura de significado pelo homem.
Hoje, quando os laboratórios psicológicos de mundo inteiro são dominados pela abordagem experimental, a insistência de Jung em que a experiência subjetiva do indivíduo é vitalmente significativa constitui valiosa compensação.
Quer se compartilhe ou não das convicções fundamentais de Jung, não pode haver dúvidas sobre a importância de suas numerosas contribuições para o estudo da mente.
Sua ênfase sobre os aspectos espirituais da natureza humana fornecer um necessário contraste com a insistência de Freud sobre o físico.
A afirmação de Jung da importância da autorrealização como meta e sua certeza de que as realizações supremas da humanidade são sempre realizações individuais impõem-se como desafios aos sistemas políticos e sociais que exaltam o Estado à custa do indivíduo.
O livro do Dr. Bennet continuará prestando um valioso serviço ao representar o pensamento de Jung a um círculo mais vasto de leitores.
Essa foi minha indicação de hoje, espero que tenha gostado, no início de dezembro abordarei mais outro assunto.
Fraternal abraço.
OBS.: Acredito que você pode encontrar essa obra no site Estante Virtual, adquiri o livro nesse site e em perfeito estado de conservação, vale muito a pena. Quero aqui reiterar que não tenho nenhum contrato com o site, apenas o indico porque considero referência em encontrar livros no Brasil.




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