BRASIL ~ O PAÍS DA SACANAGEM

maio 22, 2014 Randerson Figueiredo 0 Comments



Detesto usar estes termos mas tive que usar na abertura do texto, a palavra sacanagem.

Mas falo essa palavra com um pesar que você nem imagina, afinal de contas ser brasileiro alguns bradam e dizem com orgulho: tenho orgulho de ser brasileiro!

Pois eu não tenho, não tenho meu caro devido a tudo que distancia o povo da sua condição humana, devido ao crescente índice de mortalidade infantil, do Brasil estar sempre em colocações vexatórias em rankings mundiais.

Um país que valoriza os dissabores de umas pratas pelo sabor de uma boa conversa, seja com quem for, pertencente a que classe for, sim porque neste país valemos o que temos.

Somos determinados pelas classes sociais e não pelo que realmente somos, isso pra mim meu caro é uma grande vergonha, e a vergonha alheia é a pior que pode existir.

Sem falar na cor da nossa pele, ainda hoje os membros da Klux Ku Klan tupiniquim dão o ar da graça, sabe como? Tratando mal o porteiro do seu prédio, o entregador de pizza, o zelador. Mas duvido tratar mal o Joaquim Barbosa. 

Num país onde os direitos humanos ficaram postergados a pieguice de uma dúzia de bravatas engravatados ser verdadeiramente defensor dos mesmos virou sinônimo de inimigo número 1 dos mais poderosos.

E os que fingem que o defendem com programas policiais que só não são mais imbecis por falta de espaço, onde o apresentador apresenta um estupro de uma criança em pleno horário de almoço. Que maravilha! Audiência lá em cima e a dignidade escorrendo esgoto abaixo.

O Brasil não sabe o momento de parar, nunca soube e nunca saberá. Tem aqueles que defendem a volta dos militares, acredito que chamá-los de burros seria pouco, por isso o nome que guardei para eles prefiro que os mesmos imaginem, o pior que possa existir.

Como disse em uma das minhas publicações no facebook: O Brasil é o país da esculhambação. Se houvesse alguma premiação nesta categoria e em outras do gênero o Brasil ganharia todas. 

Alguns podem me achar revoltado com o teor do texto, mas não é revolta é constatação, só escrevo aqui neste espaço o que leio, o que vejo. Não teria interesse em achincalhar o país se não quisesse uma reviravolta, afinal moro nele.

Sei que o meio científico avança, sei disso, que jovens brasileiros fazem sucesso em feiras internacionais e... e.... e... fica só nisso. Quero ver o governo investir nesses jovens, a isso eu gostaria de ver, mas isso não acontece, como em outros países onde esses jovens são disputados a tapas.

O brasil (vou escrever com b minúsculo mesmo) afunda, enterra sua mina de ouro que é a educação, assassina seu diamante que é a saúde e crava adagas nas costas do erário.

Somos usados discaradamente no período eleitoral e assim a história avança com mais roubalheira, com mais banquete de ostentação, um verdadeiro acinte a quem assiste de camarote a toda essa patifaria. E sem contar a copa que vem vindo aí...

Prostitutas e prostitutos à postos!

O que vou dizer agora reflete todo o texto: se o voto deixasse de ser obrigatório, a democracia no brasil começaria a engatinhar como deveria e a dar passos largos dentro de alguns (longos) anos. 

Muitos países já aderiram a essa escolha e tiveram sinceramente resultados satisfatórios, eles só não fazem aqui porque temem uma grande revolta popular e isso espalharia lama no ventilador.

Já disse que escrevo porque tenho uma grande necessidade de escrever, e porque gosto, caso contrário não perderia meu tempo, e escrever nunca será perda de tempo não é verdade?

Escrevo sobre o que não sei, sobre o sei mais ou menos e sobre o que sei de verdade, e o texto de hoje, mais ácido do que nunca reflete bem a minha posição de tentar com estas breves palavras modificar um pouco a visão de quem acompanha meus rabiscos, para melhor claro.

A sensação que tenho quando escrevo desta maneira é de tentar melhorar a mim mesmo com uma visão menos pejorativa a respeito deste país, pois é como se eu escutasse alguém me dizendo bem distante: sabe de nada inocente. 

Até a próxima,

Randerson Figueiredo.

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O ASILO DOS JOVENS IDOSOS

maio 15, 2014 Randerson Figueiredo 0 Comments



Deveria haver um lugar só para jovens. Eu sei que já existem esses lugares para nós jovens nos divertirmos, mas eu estou falando de um lugar para jovens que buscam tranquilidade.

Um asilo para jovens idosos, jovens que assim como eu que escrevo este texto buscam uma imersão nas profundezas do mar sem fim da tranquilidade.

Quem disse que jovem só gosta de agito? De balada? De estar a todo instante se movimentando? Porque não um lugar que atenda os requisitos de um jovem que já chegou à terceira idade?

Um ambiente onde reinasse a paz, a ordem, a tranquilidade e que pudéssemos encontrar tudo ao nosso alcance, sem pestanejar beber um porre de chocolate quente, agora com cuidado para não queimar a língua hahahaha.

Ambiente wi-fi em todas as instalações, sim, não poderíamos viver desconectados do mundo. E o ambiente mais importante que é fonte de todo conhecimento: a biblioteca. Com um acervo espetacular.

Seria mais que uma colônia de férias, seria uma jornada rumo ao interior desconhecido, uma vida bucólica e cercada de muita informação, mas também de muita paz.

Um jovem idoso assim como eu, friso bem, requer cuidados como um idoso verdadeiro, sim ora pois, necessitamos de doses diárias de leitura abundante e doses homeopáticas de estresse de qualquer ordem.
Já dizia o grande Charles Chaplin, bendito aquele que nasce idoso e morre jovem. Acredito muito nesta lição do eterno Carlitos, como naquele filme do Benjamin Button. Já assistiu?

Observo que hoje falta gente para conversar, mas uma conversa com C(c maiúsculo). Sem bravatas e fofoquinhas, falar de ideias e não de pessoas.

E a gente encontra isso em quem? Em idosos. Lógico que não vou generalizar, mas a grande maioria dos idosos tem uma conversa aprumada e cheia de grandes histórias.

Essa questão de ser ou não idoso reflete o lado espiritual que temos e que levamos durante toda a vida, e que com o tempo vamos aprimorando.

A espiritualidade é muito importante ao analisar esse caso, como disse, devemos respeitar nossa própria bioenergia, alinhar nossos chacras e com eles resvalar qualquer tipo de incertezas.

E por falar em incertezas tinha como incerto o futuro do blog Jung na Veia, mas o texto de hoje é o de número 70, pelo visto está dando tudo certo, mais uma marca conquistada.

Pois muito bem, para encerrar o pensamento, concluo que para termos essa vida no Asilo dos Jovens Idosos precisamos buscar interiormente essa força que tanto nos invade a alma quando precisamos, ou seja, o asilo é interior.

Veja: a biblioteca é o nosso cérebro; a rede wi-fi são os nossos pensamentos; a paz está em nossos corações; o chocolate quente são as coisas boas da vida; o estresse em doses homeopáticas são as desavenças que tentamos contornar.

Observe que essa analogia que tracei durante todo o texto pode refletir quem somos e para onde vamos, pois o asilo dos jovens idosos é mais que um lugar físico é uma grande jornada rumo ao interior dos nossos anseios mais recônditos.

Até a próxima,

Randerson Figueiredo.


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ANJOS E DEMÔNIOS

maio 12, 2014 Randerson Figueiredo 0 Comments



Não somos anjos e nem demônios, somos os dois (Carl Jung).
Assim começo a escrever o texto de hoje com esta frase de Jung que caracteriza bem quem somos.

Antes de tudo é bom esclarecer que é isso que nos torna seres humanos cheios de contradições, cheios de amor e muitas vezes coléricos com algo que deu errado.

Os demônios que se apresentam mais fortes em algumas pessoas do que em outras chama-se sombra coletiva, que é o nosso lado negativo que tanto queremos esconder.

E quanto mais escondemos pior fica a situação. Já os anjos interiores são responsáveis pelo nosso bem-viver conosco e com os outros.

Travam uma guerra infindável com a sombra já que esta requer um pouco mais de atenção e força de vontade daquele que comumente a desafia, o que não é uma boa estratégia.

Aquela figura de desenho animado no qual um anjinho fica de um lado do ouvido enquanto o anjo do mal fica do outro lado é apenas para casos de elucidação, e quem não sabe disso não é?

Mas por falar em elucidar, toda a legião que habita em nós requer o máximo de cuidados, haja vista se formos bonzinhos demais, seremos constantemente pisados pelos outros sem dó nem piedade.

Ao passo que se formos maus seremos a própria escória da humanidade que agoniza em busca de uma pitada de aconchego espiritual.

E aí? Equilíbrio. Esta é a palavra chave que define todo este texto, seja amigo dos dois, escute os dois e tire suas próprias conclusões, pois o que for melhor para você um dos anjos dirá. Sua consciência.

Precisamos ser boas pessoas e não bonzinhos. Entenda a diferença: o bom toma doses enérgicas que até podem ferir este ou aquele, mas ele ajuda em prol dos que estão ao redor.

Já o bonzinho cansa a gente, está sempre querendo ser a madre Teresa de Calcutá do século XXI a todo momento, e faz mais isso para aparecer, aí já quem está agindo neste momento? O anjo malvado.

Veja que tudo pode parecer uma questão de como agir, e uma questão de interesses que há por trás de cada ação que praticamos, concorda?

O anjo malvado ou o anjo do bem repare que são todos anjos, mas cada um com suas especificidades, e que por trás de todo sorriso nem sempre esconde alguém amável, carinhoso, gentil, pode esconder um tridente pronto para nos atacar.

Anjos e demônios formam o nosso caráter. Resta saber quem predomina, qual força nós mais alimentamos e o que nós fazemos para que estes anjinhos rebeldes não tomem espaço demais em nossas vidas, afinal de contas somos responsáveis por nossos próprios atos, ou será que não? Ainda resta alguma dúvida?

Até a próxima,


Randerson Figueiredo.   

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MÃE, MAMÃE, MAMÃE...

maio 11, 2014 Randerson Figueiredo 0 Comments




Quando estava em teu ventre
Você me acariciava com tuas palavras
Doces, inocentes e sábias
O universo estava me esperando e o nono mês já era favas contadas

De que tudo iria dar certo
De que você mamãe seguiria o exemplo de Maria 
De que não iria me abandonar 
E que mãe assim não existiria

E realmente tudo deu certo
Até meu nome foi dado em um sonho
Por um anjo que anunciava 
Que iria me chamar Randerson e não Antonio 

Os anos foram passando
E você mamãe sempre mostrou ser uma guerreira 
De lutas vencidas, batalhas travadas e guerras anunciadas
Mas nunca deixou de lado a ternura da divina centelha

Tenho muitas mães, agradeço a Deus por esta bênção
Uma está no plano espiritual e as outras cá estão comigo
Dando-me uma ajuda no que precisar 
E eu tento ser muito mais que um amigo

Estou acostumado a escrever
Mas faltam-me palavras para expressar tudo que sinto por elas
Afinal de contas, mãe é mais que benevolência
São nossas eternas donzelas

De um conto de fadas muito real
Uma historia de altos e baixos que vale a pena
Mas que se contada em forma de verso
Torna tudo menos desgastante, pois a alma não é pequena

Mas voltando a falar de Maria 
Ela que nos deu o tão agraciado Jesus 
Nossa mãe também fez o mesmo
Cumpriu um papel tão bonito, pois ela nos deu a luz

Nos deu a chance de acontecer
De nascer, morrer e reviver a cada dia
Por isso que falo Nela 
Um sopro de luz chamado Maria 

O grande exemplo de mãe
Um grande exemplo de mulher
Que estava disposta a tudo
Para o que der e vier

Pois a mãe é muito carnal com os filhos
Afinal de contas saímos dela
Pertencemos ao mundo 
Mas quem é louco de dizer isso a ela?

Mãe é mãe já dizia o velho adágio
O eterno amor das nossas vidas
O que seria de mim
Sem você nesse mundo de chegadas e partidas

Declaro todo o meu amor a vocês
Rainhas do meu coração
Desejo que sejam felizes 
Que sigam sua intuição

Pois o radar de mãe nunca falha
E para finalizar deixo o meu singelo poema
Não só a minha, mas a todas as mães que conheço
Pois amar é um grande dilema e a cada dia é um recomeço.

Um excelente dia das mães a todas vocês que demonstram a cada dia o milagre da nossa existência.

Abraço a todos,

Randerson Figueiredo.

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A VIDA ALHEIA – PORQUE ELA É MAIS INTERESSANTE QUE A SUA

maio 10, 2014 Randerson Figueiredo 1 Comments



Saber lidar com situações desagradáveis não é nada fácil quando se está em questão a nossa vida.

A vida alheia é um prato cheio para os desocupados de plantão, ô se é hein? Principalmente quando essa vida é repleta de fartura de bons momentos.

Como este é um blog sério, não quero aqui demonstrar recalque e nem citar nomes até mesmo porque as pessoas que iria citar não teriam tempo de ler o blog, justamente ocupando seu tempo com a vida dos outros.

Agora cito uma denominação junguiana: projeção. A prática da fofoca, que contamina lares, ambiente de trabalho, esporte, enfim é uma tremenda prática da projeção.

A fofoca é uma projeção nociva a quem quer que seja, pois a pessoa que fofoca projeta suas frustrações no outro. Ela não se sente realizada com aquilo que tem e procura de alguma maneira se satisfazer com detalhes efêmeros e desgastantes.

E por falar em desgastante vem à tona outra palavra recorrente chamada inveja, mas depois aprofundo este tema.

E também tem o outro lado da moeda que pessoas fazem de tudo para aparecer, querem estar na mídia a todo instante, já essas fazem questão que a sua vida seja espalhada aos quatro cantos do mundo.

E dizem que os outros estão com inveja, mas é sabido que a inveja que o invejado tanto diz sofrer parte de sua projeção com o olhar do outro.

E muitos até confessam que falam da vida alheia porque não tem nada de interessante para fazer e que suas vidas são monótonas e maçantes, e completam que a vida do outro é mais interessante que a sua.

Na grande maioria dos casos (para não dizer sempre, para não ficar deselegante) são pessoas vazias e sem a menor noção de civilidade com o direito de privacidade alheia.

Essa sensação de insatisfação com a própria vida é um sinal que tudo vai de mal a pior quando o foco é o outro.

O filósofo austríaco Wittgenstein nas suas aulas na universidade dizia sempre aos seus alunos que se cada um cuidasse da sua vida o mundo não estaria a m**** que está, bem ele não disse com estas palavras, mas foi mais ou menos isso.

O que quero dizer é que ao cuidarmos de nossas vidas estamos corroborando a ideia de que somos donos do nosso próprio destino e não meros ventríloquos.


É sensato afirmar que o filósofo citado acima e Jung estão cobertos de razão, agora vale ressaltar que por mais que a vida do outro seja algo interessante procurar uma ocupação também não é nada mal.

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O ESPÍRITO BENEVOLENTE

maio 06, 2014 Randerson Figueiredo 0 Comments




Como é bom encontrar pessoas capazes de se doarem por inteiro a causas que levam a um gozo de direitos e atitudes benéficas não só para si, mas ao semelhante.

Por isso que hoje escrevo sobre O Espírito Benevolente, um espírito que pratica a caridade sem olhar a quem, não a caridade financeira, mas a caridade moral que é a mais complicada de se atingir.

A caridade financeira é muito fácil, basta abrir a carteira, já a caridade moral temos que abrir os recônditos da alma, abrir o coração, nos entregar de corpo e alma, mais alma que corpo.

A forma como se faz a caridade reflete em grande parte quem somos e para onde vamos. Com que finalidade nos debruçamos sobre o martírio alheio.

Ter compaixão com a tragédia alheia remonta a um caso específico de que ser benevolente não é louvável é uma grande obrigação que temos mais conosco do que com o nosso irmão.

E não falo em simplesmente no anúncio de Cristo, mas até mesmo aqueles que não compactuam com esta ideia(a ideia de ser cristão) devem e merecem nosso respeito, pois no final das contas também colaboram e até de forma mais assertiva do que aqueles que enchem a boca para dizer: Eu sigo Jesus!

Não, não, ser um espírito benevolente não tem nada a ver com religião, tem a ver com piedade e comiseração, com vontade de ajudar e sede de justiça, sem barganhar com Deus principalmente.

Mas para se tornar um benevolente requer muito esforço e dedicação, algo que eu e você precisamos e devemos nos esforçar para alcançar essa prática.

Tropeços, quedas, rolar no barranco, remar contra a correnteza tudo isso faz parte de um processo de contínuo aprendizado moral, intelectual e espiritual.

Cabe só a nós ter paciência para encarar todas essas intempéries de forma satisfatória e justa.

Falta a todos nós sabedoria, pois só através dela e não da inteligência poderemos alcançar um estágio de graça e plenitude e quem sabe espalhar o espírito de benevolência a todos que cruzarem nosso caminho.

Até a próxima.

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