SUPREMA INSPIRAÇÃO | AMAZON | E-BOOK GRATUITO

novembro 28, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments

 

Quem aprecia as frases de minha autoria não pode perder essa chance. A obra Suprema Inspiração está disponível GRATUITAMENTE de hoje até segunda-feira (30/11) na plataforma Amazon.

E graças a Deus o livro mal começou com a promoção já está em 4° lugar na categoria referência e em 51° em educação. E está quase entre os 1000 mais baixados na plataforma.

Só tenho a agradecer a Deus e aos leitores que participam do meu trabalho. 

O meu muito obrigado.

O livro é uma coletânea com os 250 melhores pensamentos deste que vos escreve. Desejo desde já uma ótima leitura.

 

Link para download – SUPREMA INSPIRAÇÃO | DOWNLOAD

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E-BOOK GRATUITO | AMAZON | SABER JUNG

novembro 26, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


Olá leitor.

 

A obra Saber Jung encontra-se disponível de forma gratuita de hoje (26/11/20) a 30/11/20 (segunda-feira) na plataforma de livros digitais Amazon.

 

Basta só entrar no site e fazer o download, de forma simples e segura.

 

Esse é o link para o download >>> Saber Jung | Amazon

 

E se puder fazer uma avaliação sobre a obra, agradeço demais.

 

Críticas (bem fundamentada) e sugestões são bem-vindas.

 

Desde já muito obrigado e desejo uma ótima leitura.

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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 42

novembro 25, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments

 


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NEM PRETO NEM BRANCO, MUITO PELO CONTRÁRIO - LILIA MORITZ SCHWARCZ | BOA LEITURA

novembro 21, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments

 


Nesse momento que se tem falado bastante sobre movimentos antirracistas é de fundamental importância trazer esse tema para o centro do debate. E também ontem foi o dia da consciência negra, mais importante ainda.


O Boa Leitura de hoje será sobre esse tema.


Em Nem preto nem branco, muito pelo contrário, a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz revela um país marcado por um tipo de racismo muito peculiar - negado publicamente, praticado na intimidade.

 

Para isso, volta às origens de um Brasil recém-descoberto e apresenta ao leitor os primeiros relatos dos viajantes e as principais teorias a respeito dos "bárbaros gentis", desse povo "sem F, sem L e sem R: sem fé, sem lei, sem rei", teorias estas fundamentais para o leitor moderno entender a complexidade de uma nação miscigenada e com tantas nuances.

 

Passando pelos modelos deterministas raciais de finais do XIX, pelas teorias de branqueamento do início do século XX, depois pelas ideias da mestiçagem dos anos 1930, ou de estudos que datam da década de 1950, que queriam usar o "caso brasileiro" como propaganda, pois acreditava-se que o Brasil seria um exemplo de democracia racial, a autora nos mostra que, por trás do mito da convivência pacífica e da exaltação da miscigenação como fator determinante para a construção da identidade nacional, na prática, a velha máxima do "quanto mais branco melhor" nunca foi totalmente deixada de lado.

 

Se por um lado a autora traça um panorama histórico, por outro joga luz sobre as sutilezas perversas do cotidiano. Seja na literatura, como no conto de fadas "A princesa negrina", em que os pais desejam ver a sua filha negra transformada em garota branca, seja na boneca loira como modelo de beleza, é também nos detalhes que a ideia de uma nação destituída de preconceitos raciais cai por terra.

 

Com um texto engenhoso e claro, este ensaio, mais do que propor análises conclusivas, convida o leitor para uma grande reflexão sobre a questão racial no país.

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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 41

novembro 18, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments

 


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A LÓGICA ARISTOTÉLICA E A MALDIÇÃO DA PSICOLOGIA PROFUNDA | FILOSOFANDO

novembro 15, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments

 

Aristóteles

Bom dia leitor, hoje 15 de novembro de 2020, dia de praticarmos nossa cidadania, dia de votação, mas antes de ir confirmar meu voto comento aqui algumas palavras sobre o pensamento de Aristóteles.

 

Sobre a lógica aristotélica e a maldição da psicologia profunda.

 

Mas, antes de tudo quem foi Aristóteles?

 

Aristóteles nasceu em 384 a.C. na Macedônia, ao norte da Grécia, e cresceu na corte como filho do médico do rei. Aos 18 anos foi para Atenas e se tornou discípulo de Platão, continuando lá por 20 anos.

 

Depois da morte de Platão em 347 a.C., Aristóteles deixou Atenas e por vários anos foi preceptor do então jovem Alexandre da Macedônia, que depois viria a se chamar Alexandre O Grande.

 

Aos 49 voltou para Atenas e fundou a escola peripatética de filosofia, que ele dirigiu por 12 anos. Depois da morte de Alexandre em 323 a.C., houve uma série de acirramentos políticos entre ele e sua colocação política macedônica.

 

Ele deixou Atenas para se recolher à ilha de Euboea, próxima da Grécia continental, onde morreu um ano depois, em 322 a.C., com 62 anos.

 

Sua relação com Alexandre O Grande é simbólica.

A meu ver Aristóteles representa o triunfo do ego. Ele foi um conquistador do mundo intelectualmente falando, assim como Alexandre foi politicamente e militarmente.

 

Num sentido mais amplo eles partilharam da mesma psicologia.

 

Em Aristóteles vemos o surgimento do ego racional consciente. Ou seja, em termos de filosofia e psicologia, Aristóteles não tem vamos dizer assim uma vasta bagagem psíquica a oferecer quanto os outros filósofos, já que sua abordagem é mais a nível consciente.

 

Com Aristóteles, a consciência do ego começa a se separar de um modo fundamental a partir de um modo de plano de fundo arquetípico.

 

Uma das grandes realizações de Aristóteles foi sua obra sobre lógica. Ele ensinou a todos como pensar objetivamente e como entender a natureza.

 

A investigação científica e objetiva começa em grande parte com ele. Ele começou a enquadrar certos fatos e conceitos em categorias.

 

Ele fala até sobre psicologia em seu tratado sobre a psique, intitulado em latim De Anima (Sobre a Alma), e em grego Pery Psyche (Sobre a Psique).

 

Trata-se do primeiro esforço objetivo em larga escala para estudar a psicologia. Muitas das questões que foram levantadas estão ainda para serem respondidas até hoje.

 

Como disse, Aristóteles é o verdadeiro formulador da lógica moderna, o filósofo que estabeleceu a lei do meio excluído, ou seja, a lógica aristotélica não permite um terceiro. O terceiro não é dado.

 

De acordo com a lógica aristotélica, ou a afirmação é verdadeira ou é falsa. Ou A é B ou A não é B. Não é possível uma terceira alternativa no mundo da lógica, no caso do meio, Aristóteles entra num terceiro entre os opostos.

 

O surgimento da lógica naquele momento era de extrema importância, pois Aristóteles estava expandindo a consciência do Ego, cuja operação principal é dividir as coisas em opostos.

 

É isso o que faz a consciência...

 

Mas essa lógica aristotélica é a maldição dos analistas junguianos e eu vou explicar o porquê agora.

 

Jung aborda esse tema logo na primeira página do livro Resposta a Jó, que começa com o seu “Ao gentil leitor”, ele diz nesse momento sobre situações nas quais a lógica aristotélica não pode ser aplicada.

 

Vejamos um trecho:

 

No que segue, falarei dos objetos veneráveis da crença religiosa. Quem quer que se ocupe de tais assuntos inevitavelmente corre o risco de ser feito em pedaços pelos dois grupos em conflito mortal acerca dessas próprias coisas. Esse conflito se deve à estranha suposição de que uma coisa só é verdadeira quando se apresenta como um fato físico. Assim algumas pessoas creem que é fisicamente verdadeiro que Cristo nasceu como filho de uma virgem, ao passo que outros negam isso como uma impossibilidade física. Todos podem perceber que não há solução lógica para esse conflito, e que seria melhor não se envolver nestas disputas estéreis. Ambos estão certos e ambos estão errados; no entanto eles poderiam deixar de lado a palavra físico. “Físico” não é o único critério da verdade: há também verdades psíquicas.

 

Nesse trecho Jung tenta desafiar a lógica aristotélica, pois sejamos sinceros, é uma abordagem puramente simples no que diz respeito às questões da psicologia profunda.

 

Outra questão que gostaria de trazer aqui pro blog é o conceito de catarse em Aristóteles.

 

Já encontrado anteriormente em Empédocles, esse termo é relacionado a Aristóteles em relação à tragédia grega, pois ele (Aristóteles), coaduna as questões da tragédia grega como sendo uma imitação de uma ação séria e completa.

 

Jung comenta essa questão em Símbolos de Transformação:


Uma pessoa pode descrever o teatro de maneira um tanto não estética, como uma instituição para trabalhar complexos particulares em público.

 

Essa é uma variante de catarse em Jung, uma variação de Aristóteles.

 

Pessoas com psicologias diferentes têm reações adversas em relação a uma peça de teatro. Por isso o teatro tem tanta importância em nossas vidas.

 

Ele nos dá uma nova dimensão arquetípica da psique, e nos faz abrir ainda mais a consciência, pois aquilo que reagimos é o que é relevante para nossa psicologia.

Mas esse é um debate que trarei com mais critério para cá, aqui pro blog mais adiante.

 

Espero que tenha gostado do Filosofando de hoje.

 

Até a próxima.

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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 40

novembro 11, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments

 


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FEMINISMO, SORORIDADE, MISOGINIA E PATRIARCADO – UMA QUESTÃO ANTROPOLÓGICA | POSTAGEM ESPECIAL

novembro 07, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


Não se nasce mulher, torna-se mulher. – Simone de Beauvoir

 

Olá, nobre leitor do blog Saber Jung... Antes de mais nada desejo esclarecer que não seria essa postagem com esse tema, mas uma postagem sobre a série Filosofando, a qual estou muitíssimo atrasado com as postagens aqui no blog.

 

Mas, devido aos últimos acontecimentos no cenário social resolvi de última hora modificar os planos e escrever um post sobre o assunto acima: FEMINISMO, SORORIDADE, MISOGINIA E PATRIARCADO – UMA QUESTÃO ANTROPOLÓGICA.

 

Vou tentar estabelecer conexões sobre estes diversos assuntos.

 

A começar com uma frase de Simone de Beauvoir: não se nasce mulher, torna-se mulher. Uma frase puramente existencialista e que diz muito sobre o que iremos abordar.

 

Assim como posso dizer não se nasce humano, torna-se humano...

 

Essa semana veio à tona o caso da modelo e influencer digital Mariana Ferrer, ela foi estuprada por André de Camargo Aranha em dezembro de 2018 num camarim privado, durante uma festa em um beach club em Jurerê Internacional, em Florianópolis. Ela tinha 21 anos e era virgem.

 

O inquérito policial concluiu que o empresário havia cometido estupro de vulnerável, quando a vítima não tem condições de oferecer resistência. O Ministério Público denunciou o empresário à Justiça.

 

Durante o processo, o promotor do caso foi transferido para uma outra promotoria e o entendimento do novo promotor foi o de que o empresário não teria como saber que Mariana não estava em condições de dar consentimento à relação sexual, não existindo, assim, o dolo, a intenção de estuprar. Essa conclusão do promotor está sendo chamada de "estupro culposo". André de Camargo Aranha foi absolvido.

 

Durante a sessão do julgamento ela foi várias vezes humilhada pelo advogado do empresário, que através de ações bruscas e desumanas a tratou de forma leviana e impiedosa.

 

As perguntas que não querem calar: porque a vítima foi tratada dessa maneira? Porque a mulher tem que ser tratada sempre assim? Como a sordidez consegue nos entorpecer dessa forma? Será que algum dia a mulher terá o devido tratamento que merece?

 

Basicamente falando por mim, fui criado no meio de muitas mulheres, somente três homens fazem parte da família: eu, meu tio e meu avô. Somente. E mais 8 mulheres na família. Então desde cedo fui acostumado a respeitar o papel da mulher na sociedade e a perceber o quão importante são para todos nós.

 

Não estou falando somente pelo aspecto biológico, vai muito além.

 

Numa linguagem metafórica costumo dizer que a sociedade modificou o software e não o hardware, ou seja, ainda vivemos na idade da pedra só com uma nova roupagem, mais estilizada. Deu para entender?

 

O computador social é o mesmo, a mesma porcaria de sempre. O que mudou foi o programa com algumas atualizações, péssimas atualizações, diga-se de passagem. E programas esses com vírus.

 

Esse caso da modelo me fez pensar em um monte de outras mulheres que passam por essa mesma situação e não possuem condições de fazer uma denúncia, de ir atrás do que realmente importa, são importunadas a todo o momento...

 

Sinceramente, eu como homem me sinto envergonhado de estar escrevendo sobre esse tema. Já era para termos superado essa fase ridícula faz tempo. Há muitos séculos.

 

Mas é muito importante abrir espaço pro debate, para esclarecer.

 

Por isso que acredito que o feminismo é necessário. É fundamental.

 

Feminismo é:

 

Defesa dos direitos das mulheres com base na igualdade dos sexos.

Teoria da igualdade política, econômica e social dos sexos.

Crença de que homens e mulheres devem ter direitos e oportunidades iguais.

Movimento que defende os direitos sociais, políticos e todos os outros direitos das mulheres iguais aos dos homens.

Fim do patriarcado, o sistema social em que homens mantêm o poder primário e predominam em funções de liderança política, autoridade moral, privilégio social e controle das propriedades. No domínio da família, o pai mantém a autoridade sobre as mulheres e as crianças.


Existem ideias equivocadas sobre o feminismo, vejamos algumas delas:

 

1 – Toda feminista odeia os homens

Ideia errada! As mulheres feministas adotam a questão do fim do patriarcado, não contra os homens, essa é uma questão fundamental a ser debatida. Muitas feministas são casadas, mães, avós de homens. Um exemplo sou eu mesmo, eu sou um aliado do movimento! Também prego pelo fim do patriarcado e pela igualdade de gênero, tento ajudar a promover a equidade.

 

2 – Feministas não são femininas

Outra ideia errada a respeito das mulheres. As mulheres têm o direito de se vestirem do jeito que quiserem e ser do jeito que quiserem.

Podem não querer seguir os padrões de beleza impostos pela sociedade.

 

3 – São mal amadas

Tudo errado quanto a essa questão também. É um direito da mulher em ser reconhecida como pessoa completa e independente. Ou seja, ter alguém ao seu lado não a faz mais ou menos mulher. Então esse papo de “mal amadas”, pode ser considerado muito equivocado.

 

4 – Todas são lésbicas

O feminismo é um posicionamento político e assim como qualquer outro, os seus adeptos tem todas as orientações sexuais possíveis. Então sim, existem mulheres lésbicas no movimento, assim como, héteros, e bis que lutam em diferentes frentes contra os machismos diários que atingem a todas, ainda que de formas específicas. E acalmem os corações, apesar dessa afirmação ser feita na tentativa de xingar, não há nada de pejorativo em ser lésbica.


5 – Feministas odeiam mães e crianças

O movimento entende que nem todas as mulheres nasceram para serem mães, como a sociedade impõe. Mães são mulheres, então não só são acolhidas pela luta, quanto são defendidas. Mas, ainda vale lembrar que uma mulher não se torna inferior simplesmente por não querer construir o que chamam de “família tradicional”. E tudo bem se outras quiserem desde que seja uma decisão consciente e não por uma pressão social. Escolher cuidar do lar também não faz da pessoa menos feminista, assim como querer construir uma carreira.

 

6 – Sem “mimimi”

É importante saber que o movimento feminista – é na verdade, um grande grupo cheio de ideias divergentes e vertentes de luta. E questões específicas de mulheres negras, lésbicas, periféricas, prostitutas, indígenas e transexuais, também são levadas em consideração.

 

O que o feminismo defende?

 

O feminismo defende a igualdade jurídica, política e social entre homens e mulheres. Essa igualdade deve ocorrer no campo dos direitos e das oportunidades, envolvendo direitos políticos, liberdades civis, direito à educação, direitos reprodutivos (dentre eles, o que mais causa controvérsia é o direito ao aborto), direitos trabalhistas, equiparação salarial e divisão do trabalho doméstico.

 

Além de atuar em pautas propositivas, o feminismo também faz o contraponto, o combate às diversas formas de opressão que se manifestam cultural e socialmente, tais como o assédio moral, psicológico, físico, a violência física e sexual, bem como a imposição de padrões de beleza e comportamento.

 

E dentro de toda essa questão que envolve o papel da mulher temos sobre o que chamamos de sororidade. E o que vem a ser sororidade?

 

Sororidade diz respeito a um comportamento de não julgar outras mulheres e, ainda, ouvir com respeito suas reivindicações.

 

Muitas vezes, o termo sororidade é erroneamente interpretado como se, por obrigação, as mulheres devessem gostar de todas as outras mulheres.

 

Mas essa não é a questão, o termo refere-se, sobretudo a ter empatia e sobre o exercício de cada mulher se colocar no lugar umas das outras, respeitando seus respectivos contextos.

 

Portanto, a sororidade é um movimento importante pois é preciso desconstruir a rivalidade que foi colocada para as mulheres e, no lugar de tal rivalidade, pautar um sentimento de união.

 

E como colocar isso na prática?

 

Como está sendo abordado no texto a mulher vivencia uma opressão de gênero, para por freios em relação a essa prática algumas atitudes são mais que necessárias.

 

As mulheres devem se apoiar mutuamente:

 

Compartilhar informações e ensinamentos umas com as outras, contribuindo para um crescimento mútuo;

Respeitar e tratar outras mulheres como gostaria de ser tratada, independente do contexto;

Criar um ambiente seguro para trocas de experiências e desabafos;

Encorajar e indicar oportunidades para outras mulheres;

Oferecer ajuda para mulheres que se encontram sobrecarregadas;

Consumir e indicar trabalhos de outras mulheres.

 

Além disso, a mulher, quando sozinha, ainda encontra-se em uma posição na sociedade em que possui grande dificuldade de ser ouvida, fazendo com que suas reivindicações e denúncias nem sempre sejam validadas.

 

O ato de união e solidariedade umas com as outras trará mais força para o movimento, possibilitando uma transformação das estruturas sociais.

 

E no que tange às questões de gênero, outro termo que se apresenta a todos nós é MISOGINIA. É um termo oriundo da Grécia antiga que voltou à luz para conceituar as relações nocivas que ocorrem entre homens e mulheres.

 

As bases misóginas desse pensamento ocidental geram a banalização da violência ao feminino que se estende pelos vários pontos da vida da mulher: social, psicológico, econômico e político.

 

Desse modo há uma reprodução quase que inconsciente, eu diria inconsciente mesmo, de ações machistas entre homens e mulheres.

 

Ou seja, a mulher um ser servil e o homem um ser ativo...

 

Mas essa atitude da mulher muitas vezes é um mecanismo de defesa e não de subserviência ao homem. Ferindo por completo a sua dignidade.

 

A misoginia no Brasil é um caso sério, o mapa da violência de 2015 colocou o país na quinta posição em casos de assassinatos de mulheres, com uma média de 4,8 mortes a cada 100 mil.

 

Já os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgados em 2017, revelam outro fato chocante: a cada onze minutos uma mulher é estuprada no país.

 

Com intuito de enfrentar a violência de gênero, em 2006 surgiu a Lei Maria da Penha, para combater a violência doméstica. Em 2009, a Lei 12.015 alterou o Título VI do Código Penal para Crimes contra a dignidade sexual, unificando o estupro e o atentado violento ao pudor, com a aplicação de uma única pena.

 

E em 2015, foi sancionada a Lei 15.104 que define o feminicídio como um crime hediondo – crimes de extrema gravidade, cujas penalidades são mais rigorosas.

 

Em 2018, foi sancionada a Lei 13.718 que trata do crime de importunação sexual: “realização de ato libidinoso na presença de alguém de forma não consensual, com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”, assim como tornou crime a divulgação de cenas de estupro, nudez, sexo, pornografia sem o consentimento da outra parte envolvida.

 

Ainda que essas leis possam representar grandes vitórias para a causa das mulheres, a desconstrução do papel social feminino é um trabalho contínuo, que requer a aplicação de programas sócio-educativos para instigar a sociedade a assumir o papel de protagonista na desnaturalização da vigente hierarquia social entre os gêneros.

 

Mas é importante que se diga que nem sempre a sociedade foi ancorada pelo patriarcado...

 

Em tempos de uma organização social primitiva, as pessoas se  arranjavam em torno da figura da mãe, a partir da descendência feminina, uma vez que desconheciam a participação masculina na reprodução.

 

Eram matrilineares.

 

Os papéis sexuais e sociais de homens e de mulheres não eram definidos de forma rígida e as relações sexuais não eram monogâmicas, tendo sido encontradas tribos nas quais as relações entre homens e mulheres eram bastante igualitárias.

 

Todos os membros envolviam-se com a coleta de frutas e de raízes, alimentos dos quais sobreviviam, bem como a todos cabia o cuidado com as crianças do grupo.

 

Muito tempo depois, com a descoberta da agricultura, da caça e do fogo, as comunidades passaram a se fixar em um território.

 

Aos homens, predominantemente cabia a caça, e às mulheres, também de forma geral, embora não exclusiva, cabia o cultivo da terra e o cuidado das crianças.

 

A defesa dessa estrutura patriarcal é o que desorganiza a sociedade como um todo. Sabe leitor, falando um pouco de psicologia profunda, se o patriarcado fosse igualmente igualado ao matriarcado tudo poderia ser diferente.

 

O sistema patriarcal sustenta o capitalismo, manifesta-se nas diversas esferas da vida pública e privada, na família, na religião e na cultura, ou seja: na sociedade como um todo.

 

Ele revela-se no cotidiano, desde comportamentos explicitamente violentos, até frases sutis, que parecem inofensivas. Aparece em relacionamentos abusivos, quando a mulher é proibida pelo homem de usar determinadas roupas ou maquiagens. Ou quando ele impede que ela tenha amizades e se relacione com familiares.

 

O patriarcado e o machismo guiam nossas relações sociais.

 

Como já mencionei, nós nem nos damos conta de que muitas vezes estamos sendo machistas, por isso é preciso fazer uma desconstrução de práticas opressoras.

 

Diante de tudo que foi mencionado, é importante mais do que tudo, identificarmos o nosso verdadeiro papel na sociedade, homens e mulheres.

 

O meu, por exemplo, já que tenho esse canal na internet tenho uma obrigação, um dever de expor esse assunto a todos os leitores do blog.

 

Tudo que foi exposto aqui hoje foi com o intuito de alertar para todo esse imbróglio que permeia a sociedade como um todo. Devemos nos conscientizar, reitero.

 

Mais do que nunca devemos nos tornar melhores seres humanos.

 

Espero sinceramente ter colaborado com estes esclarecimentos sobre a mulher e sobre nós homens de uma forma geral e ter disseminado de certa forma um novo olhar para essas questões.

 

O meu muito obrigado por ter lido até aqui.

 

Até a próxima.


Referências:

Mapa da violência – VEJA – O Valor do Feminino – Café com sociologia – QG Feminista – Universa – UOL – UFES – FEATA – Scielo – UOL – Unifesp – CNJ – JUS

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PENSAMENTOS ESCOLHIDOS # 39

novembro 05, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments

 


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