NÃO JOGUE SUAS PÉROLAS AOS PORCOS

novembro 12, 2014 Randerson Figueiredo 0 Comments



“Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem.” (Mt 7. 6)

Como deu para perceber essa é uma passagem bíblica, mas meu objetivo hoje não é tecer comentários teológicos a respeito de tal situação e sim observar alguns aspectos que esta passagem pode nos causar no cotidiano.

À luz do Evangelho pode-se afirmar que as pérolas são o próprio Evangelho, e os porcos são aquelas pessoas que não estão nem aí, ou melhor, para esticar um pouco a questão comportam-se demoniacamente em relação a palavra de Deus.

Mas partindo do ponto de vista à luz da atualidade, não que a Bíblia não seja, pode-se inferir a partir desta passagem que as pérolas são tudo o que nos torna merecedores de algo que vai além da nossa capacidade.

E os porcos são os sabotadores. Pessoas capazes de tudo para driblar o caminho da retidão e da sabedoria advindos de um plano superior. Ora, mas até que ponto podemos nos deixar ludibriar por esses facínoras?

E a pérola negra é a nossa própria vida.

Cada vez que perdemos tempo com questões frívolas nosso potencial de defesa será a cada momento atingido e nos tornamos enfraquecidos. Por isso que devemos ter cuidado com o porco que nos cerca.

Indivíduos autossuficientes e que para tudo tem um argumento são as mais ardilosas e para esses deve-se dar uma lição jamais vista: não dizer o que se passa com você em nenhuma hipótese.
Porque assim se está dando mais que uma pérola e sim o colar inteiro. Pessoas que não querem sequer nos escutar não merecem mais que migalhas.

Que não suportam o sucesso dos outros, como diz um amigo: são fãs frustrados, que podem ser abolidos do fã-clube a qualquer momento. Só é dar um basta.

É, não dá para fugir do Evangelho neste texto, quando Jesus encontra com os fariseus, Jesus declara aos seus discípulos: “Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco.” (Mt 15. 14)

Essa passagem resume tudo o que falei em todo o texto. Por isso devemos ter cuidado com quem e o que pregamos. Não podemos desperdiçar o que temos de mais precioso, as pérolas.

Quando perceber que suas pérolas estão sendo jogadas aos porcos, busque outra oportunidade, mas não esmoreça jamais. Afinal a pérola mais que um material valioso representa o que temos de mais precioso conosco: a própria vida.

Até a próxima,


Randerson Figueiredo.

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INTERVENÇÃO MILITAR E O RECALQUE PÓS-ELEIÇÕES.

novembro 12, 2014 Randerson Figueiredo 0 Comments



Não nasci a época do Regime Militar, graças a Deus, mas como pesquisador percebo que há uma espécie de retrocesso político que muitos querem armar sem se dar conta do que estão fazendo.

Não participei, mas já li muito a respeito sobre o golpe instaurado nos anos 60 até meados da década de 80, inclusive estou escrevendo meu novo livro ambientado nessa época, Tocaia, e também pretendo escrever um outro, esse sim, terá como pano de fundo a ditadura.

E por falar em ler existe uma coleção excepcional do escritor e jornalista Elio Gaspari: A ditadura envergonhada, A ditadura escancarada, A ditadura derrotada e A ditadura encurralada.

E com certeza quem leu e quem vivenciou esse período está absolutamente vacinado contra toda forma de investida de pessoas alheias a essa situação, ou seja, de pessoas que não tem o que fazer.

Outro livro bastante interessante chama-se A Conquista do Estado de Rene Armand Dreifuss Esse é espetacular! Rene Armand é o cara nesse livro que projeta de forma satisfatória os lances mais ardilosos dessa época.

E porque dou tantas dicas de leitura? Porque o que parece é que falta informação, e logo em uma época de "selfie-services" literários e bibliotecas virtuais e o escambal algumas pessoas minaram num campo restrito do conhecimento histórico.

Poxa será que todo o conhecimento que fora adquirido nos tempos de escola não bastaram para encerrar esse assunto como sendo uma das páginas mais negras da nossa história?

Isso é recalque. Não aceitar a democracia quando ela simplesmente não convém é uma prova inequívoca que somos aquilo que um dia almejamos nos tornar, mas não queremos ser aquilo que o presente insiste em nos ofertar.

Fazer parte da história é um presente dos deuses, e esse presente para muitos é de grego, afinal construímos nossa própria história com uma análise do passado, passado esse que alguns querem esquecer.

No meu blog, o Pistas da História, a frase que abre o portal é de Goethe: "Escrever a história é um modo de nos livramos do passado". Agora analiso essa frase sob uma perspectiva mais objetiva, os erros, a história é feita de repetições. E se for para repetir, que se repitam os acertos. 

É abominável que se pense em intervenção militar, principalmente nos dias de hoje. Um novo DOPS, um novo SNI, um novo AME-O OU DEIXE-O e um novo Golbery do Couto e Silva? Sim, mas a diferença para os dias atuais é que quando alguém for espancado tem que postar uma selfie com os hematomas não é isso mesmo?

Mas que facebook? A tinha esquecido, não seria possível utilizar esses meios tão arrojados atualmente.

Sem contar tudo o que o Regime fez com a educação, com o sistema de saúde, foi uma falta de bom senso sem tamanho. 

A questão é que não aprendemos com a história, basta observar os abusos sexuais, o preconceito, e por falar em preconceito antigamente a sociedade era até mais tolerante com muitas práticas ditas hoje até mesmo intoleráveis. Até hoje ainda existem grupos extremistas radicais antissemitas (neonazistas) e por aí vai.

Como disse, a história é feita de repetições, só resta a nós apaixonados por esta disciplina aparar as arestas e contar com o desvelo que temos por ela para um dia se possível contarmos aos nossos netos e bisnetos o quão ela foi graciosa e bondosa conosco, pois somos testemunhas oculares, cada um a seu tempo e espaço dessa engrenagem chamada vida.


Até a próxima,

Randerson Figueiredo.

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