NÃO JOGUE SUAS PÉROLAS AOS PORCOS
“Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem.” (Mt 7. 6)
Como deu para perceber essa é uma passagem bíblica, mas meu objetivo hoje não é tecer comentários teológicos a respeito de tal situação e sim observar alguns aspectos que esta passagem pode nos causar no cotidiano.
À luz do Evangelho pode-se afirmar que as pérolas são o próprio Evangelho, e os porcos são aquelas pessoas que não estão nem aí, ou melhor, para esticar um pouco a questão comportam-se demoniacamente em relação a palavra de Deus.
Mas partindo do ponto de vista à luz da atualidade, não que a Bíblia não seja, pode-se inferir a partir desta passagem que as pérolas são tudo o que nos torna merecedores de algo que vai além da nossa capacidade.
E os porcos são os sabotadores. Pessoas capazes de tudo para driblar o caminho da retidão e da sabedoria advindos de um plano superior. Ora, mas até que ponto podemos nos deixar ludibriar por esses facínoras?
E a pérola negra é a nossa própria vida.
Cada vez que perdemos tempo com questões frívolas nosso potencial de defesa será a cada momento atingido e nos tornamos enfraquecidos. Por isso que devemos ter cuidado com o porco que nos cerca.
Indivíduos autossuficientes e que para tudo tem um argumento são as mais ardilosas e para esses deve-se dar uma lição jamais vista: não dizer o que se passa com você em nenhuma hipótese.
Porque assim se está dando mais que uma pérola e sim o colar inteiro. Pessoas que não querem sequer nos escutar não merecem mais que migalhas.
Que não suportam o sucesso dos outros, como diz um amigo: são fãs frustrados, que podem ser abolidos do fã-clube a qualquer momento. Só é dar um basta.
É, não dá para fugir do Evangelho neste texto, quando Jesus encontra com os fariseus, Jesus declara aos seus discípulos: “Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco.” (Mt 15. 14)
Essa passagem resume tudo o que falei em todo o texto. Por isso devemos ter cuidado com quem e o que pregamos. Não podemos desperdiçar o que temos de mais precioso, as pérolas.
Quando perceber que suas pérolas estão sendo jogadas aos porcos, busque outra oportunidade, mas não esmoreça jamais. Afinal a pérola mais que um material valioso representa o que temos de mais precioso conosco: a própria vida.
Até a próxima,
Randerson Figueiredo.



0 Comments: