O APEGO E O DESAPEGO – O QUE CONDUZ AO ERRO?

setembro 24, 2014 Randerson Figueiredo 0 Comments



O apego a meu ver reflete em uma forma de sustentação de valores que conduzem a um sistema situações que conduzem a algo a que chamamos de querer bem e não queremos perder.

Não quero aqui dizer que o total desapego nos fará ser convincentes a todo instante de que nossas escolhas estão realmente corretas.

E o que fazer?

Sinceramente, prefiro o desapego, mas também em algumas ocasiões o apego é essencial. Precisamos nos apegar mais ao que é essencial à vida. Ao amor, a felicidade e a própria vida!

Hoje nos deparamos com a dura realidade de que não somos mais tão amáveis assim uns com os outros, de que as relações tornaram-se cada vez mais supérfluas e liberais.

Será que retornamos a era das cavernas? No qual os corpos só serviam para reprodução e o tratamento era feito de forma abrupta e grosseira, sim eu sei que aqueles eram outros tempos, mas estes também são.

Partilho da tese de que vivemos em ciclos e que o ser humano ao vivenciar experiências traumáticas e degradantes tende a se fechar em copas como uma planta carnívora, só que ao invés de comer pode ser devorado a qualquer momento.

E é aí que praticamos o desapego. Essa prática de constantes frustrações nos faz enxergar a vida com outros olhos, com olhos de porcos, que fixam o olhar olho no olho e não com olhos de águias que visam o horizonte e voam adiante a procura de melhores condições.

Já o apego pode nos levar a um saudosismo prejudicial. Além de nos contaminar com um falso retorno as origens, nos prende com algo que jamais irá voltar. E isso é muito frustrante.

E o que conduz ao erro?

A meu ver não erramos. Somos seres extremos, seres cativantes e fascinantes, mas que procuramos evoluir a cada momento, só reitero que a ideia que passei do ciclo é uma ideia que sustento.

Somos natureza e a natureza é assim. Vide o efeito Gaia. Alguns sustentam, principalmente nas universidades que o meio é que modifica o homem. Eu acredito que seja o contrário.

O homem  é quem modifica o meio. E está modicando tanto que está se perdendo em tanto retrofit. Brincadeiras sérias à parte, acredito que temos que rever nossos conceitos e repensar com o que nos apegamos de fato para não desapegarmos de nós mesmos.

Até a próxima.

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ÀS FAVAS COM OS ESCRÚPULOS

setembro 05, 2014 Randerson Figueiredo 0 Comments



Caro leitor mais uma vez disponho do meu tempo para escrever mais um texto e você, por conseguinte dispõe do seu para lê-lo.

Como deu para perceber o título de hoje é uma paráfrase de um texto de Jarbas Passarinho dito no período do regime militar no governo de Costa e Silva, no fervilhar no ato de implantar o AI-5.

Ele exerceu inúmeros papéis na época do governo chefiado pelos militares e depois também a época do governo Collor, mas não estou aqui para falar sobre ele e sim sobre a frase proferida pelo mesmo.

A verdadeira frase é a seguinte: "Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência."

Ou seja, ele não estava com o menor pudor sobre o ato instaurado naquele momento. Mas e o que isso tem a ver com o que está sendo colocado no atual cenário da política brasileira?

Tudo. Essa frase corrobora o atual cenário político haja vista que somos acachapados por uma série de mentiras/lorotas inventadas a todo o momento pelos candidatos em todos os horários, não só o político.

E o que eles dizem para nós? Às favas com os escrúpulos. Não possuem o menor pudor de chegar a nossa residência e pedir licença, não! Chegam chegando...

É chegada a hora de sentar junto com a pobreza nos restaurantes populares, de abraçar quem quer que seja para conquistar o seu voto, de tirar foto com criancinhas mal-educadas e de sussurrar ao seu ouvido a seguinte frase: “vota em mim”.

E não são somente eles que fazem isso. Nós também nos sujeitamos a toda e qualquer investida maledicente. Sim, pois veja bem:

Quando dizemos assim: “doutor, eu só voto no senhor se o senhor me der isso...”. A meus amigos, existe coisa pior do que isso? Isso é uma tremenda arbitrariedade.

Somos os primeiros a não nos darmos o devido respeito que por direito nos é conferido. É por isso que os políticos nos tratam tão mal e vão continuar nos tratando até mudarmos os pensamentos e nossos atos também.

Até tomarmos consciência que esse ato de troca de favores mais beneficia quem dá do que quem recebe seremos sempre vistos como uma moeda de troca, e não como chance de amealhar de forma digna as benesses que possam vir a nos oferecer.

Benesses essas que são um direito nosso, não é esmola, não é ser bonzinho. É algo que nos é digno por direito. Não é nenhum favor que eles, os representantes, estão prestando.

O convescote eleitoral nada mais é que uma fanfarra feita às nossas custas, uma (pan)farra política. E nós como marionetes somos almejados assim como um cachorro almeja uma cadela no cio (não, não é exagero meu essa comparação). E o resultado é que terminamos como a cadela e não como o cachorro.

Eles até podem bradar aos quatro cantos: “não me firam, não taquem pedras em mim, eu não sou Geni!”. Saem como vítimas a todo o momento.

Digo e repito, se as eleições nesse país fossem livres, esse país poderia ser melhorado de forma clara e evidente. Mas não, nos obrigam a votar, justamente para manter o atual sistema retrógrado e vergonhoso de sempre.

Será que aquela máxima está sempre correta? Rir por último quem rir melhor? Na atual conjuntura, no caso deles, sim!

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