MENSAGEM # 62 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

outubro 31, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments


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MENSAGEM # 61 # FRASES - RANDERSON FIGUEIREDO

outubro 31, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments


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O RACISMO INCONSCIENTE

outubro 19, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments




Sempre que possível tento apresentar temas instigantes aqui no blog.

E hoje acredito que não será diferente.

Será sobre preconceito racial, o racismo inconsciente.

O preconceito racial aqui no Brasil é velado, invisível, oculto e porque não dizer pintado com um verniz capaz de ocultar aquilo que há de pior no ser humano. E disso sabemos muito bem.

O racismo faz parte do inconsciente coletivo da sociedade brasileira. E no decorrer do texto tecerei argumentos convincentes que provam o que estou a asseverar.

No Brasil se construiu um apartheid simbólico, que mantém os negros em determinados lugares sociais de pouco prestígio, assim como os impedem de acessar os bens socioeconômicos de maior valor.

O racismo é um daqueles fenômenos que contém fatores biológicos, psíquicos, sociais e longa duração histórica. Logo requer uma abordagem mais interdisciplinar.

Essa questão sendo analisada por conceitos junguianos está intimamente relacionada aos arquétipos e ao inconsciente coletivo, ou seja, heranças herdadas dos nossos antepassados.

Os conceitos de Jung são os mais adequados para tais aferições.

É errôneo pensar que só há racismo quando há xingamentos e piadas de alto valor ofensivo, a psicologia analítica nos faz repensar sobre isso.

Afinal de contas, todo preconceito é uma forma de violência. Seja física, psíquica ou moral.


Jung faz uma comparação muito interessante de inconsciente individual e inconsciente coletivo, ao relacionar o indivíduo com a sociedade.

As categorias herdadas ou os arquétipos de Jung explicam o fato de o racismo brasileiro ter esse caráter inconsciente, e que todos nós, eu disse todos, somos racistas numa explanação inconsciente.

O brasileiro tem vergonha de ser racista, mas todos têm práticas discriminatórias porque carregam dentro de si um passado escravista, carregado no inconsciente coletivo.

Como se sabe, a escravidão é uma das feridas psíquicas brasileira.

A meu ver são 4: colonização, escravidão, ditadura militar e miséria.

É como se o negro estivesse que estar no seu devido lugar. Sempre!

Frases como: a coisa tá preta, ponha-se no seu lugar e cada macaco no seu galho só faz reforçar as prerrogativas da sociedade a qual vivemos.

Uma das características que reforça o que escrevi no início do texto é a presença do negro de alma branca.

No Brasil ser negro é um marcador social que acarreta discriminação e desigualdade, inconscientemente uma parcela de negros como não pode ser branca, procura ser negro de alma branca.

Buscam uma aceitação social.

O objetivo como se dá para perceber é não só buscar uma aparência física, mas também do pensamento. Essa busca se dá principalmente pela cor da pele, cor dos cabelos e ascensão socioeconômica.

Assimilando o comportamento das elites.

Outra forma da negação das origens é não se referir ao negro como negro, tratam na maioria dos casos como morenos ou outras denominações. O que beira ao ridículo.

No caso das mulheres algo a se observar é o corpo, logo modificado, o cabelo assume cores aloiradas e forma lisa. Os homens cortam bem curtinho para esconder suas raízes.

A aparência dos brancos, ao longo dos séculos de dominação, virou
sinônimo de beleza.

O corpo como se sabe é o primeiro objeto utilizado na construção da identidade de uma pessoa, a sua negação vai produzir um ego conturbado, uma imagem corporal conturbada.

A meu ver o Brasil construiu sim um apartheid, não geográfico, mas simbólico, por isso que as pessoas acham estranho um negro ascender socialmente.

Acham normal ver negros em lugar que para outras pessoas são lugares de negros. Que eles necessitam habitar. Ele está no seu lugar social. O preconceito existe e não é de hoje. É de sempre.

Acredito que se essa mentalidade mudar, se é que algum dia irá mudar, poderemos vivenciar áureos tempos de mansidão e alegria nesta terra Brasilis.

Mas enquanto isso não acontece temos que suportar bravamente, pois já virou um construto social tão enraizado que acredito ser difícil mudar.

E para que essa realidade possa a vir a ser modificada, algum dia, resta a cada um fazer a sua parte.

Referências bibliográficas

JUNG, Carl Gustav. O Eu e o Inconsciente. Petrópolis: Editora Vozes, 1982.
MAUSS, Marcel. Sociologia e antropologia. São Paulo, Cosac Naify, 2003.
ZANATTA, Rodrigo. O Id e o Inconsciente Coletivo: Questões a Freud, Jung e Lacan. São Paulo, 1999.

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NA MIRA DO ÓDIO

outubro 13, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments



Hoje estou aqui para escrever sobre uma situação que está contaminando os corações de uma forma geral, corações endurecidos pelo ódio.

Estamos na mira do ódio.

Parece-me que odiar o outro está na moda. Digo isso porque até nas rodas de conversa mais tranquilas se você não odiar alguém você é considerado antiquado. Descartado.

É essa mentalidade que está nos levando para o buraco. Odiar o outro porque é de outra classe social, porque é negro, porque é branco, porque é tatuado, gay... E por aí vai.

Estamos nos deixando contaminar por uma raiva sem precedentes.

E isso é adoecedor.

Jesus jamais se deixou contaminar por essa raiva, Ele ia além do problema, deixou-se crucificar também para não compactuar com as atrocidades dos que estavam ao seu redor.

Em uma das passagens mais puras e sublimes da Bíblia, a das bem-aventuranças, Ele nos passa uma mensagem fantástica, propõe um caminho de Santidade.

Contrapondo a visão de ódio que tanto hoje nos atormenta.

Em Mateus 5, 3-16 temos:

3  Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;

4  Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;

5  Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;

6  Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;

7  Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;

8  Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus;

9  Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;

10 Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;

11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, falarem todo mal contra vós por minha causa.

12 Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

13 Vós sois o sal da terra; e se o sal se tornar insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.

14 Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte,

15 Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.

16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.

Estamos na mira do ódio, mas podemos nos esquivar da melhor forma possível enchendo nosso coração com misericórdia e pacificando nós mesmos e quem está ao nosso redor.

É sabido que temos uma inclinação para o mal, já tratei sobre esse tema diversas vezes aqui no blog, mas podemos se quisermos ser melhores a cada dia.

Como bem disse Chico Xavier: 

Aos outros dou o direito de ser como são, a mim dou o dever de ser cada dia melhor.

Não foi à toa que escrevi algumas postagens aqui nesta plataforma referentes à política. Sobre corrupção, código penal e psicologia analítica, socialismo, sobre o próprio Jesus e a dialética da compaixão. Enfim sobre vários assuntos. Relacionados principalmente ao momento no qual estamos vivendo.

Acredito piamente que o ódio pode ser suplantado pelo amor.

É essa a mensagem que tento passar aqui no blog também, através das postagens. Acredito muito na humanidade, que ainda temos jeito, que ainda temos solução.

O problema é que vibramos muitas vezes numa frequência muito baixa, nociva ao nosso próprio bem-estar, ao nosso próprio benquerer. E é isso que nos maltrata, que invade a nossa alma.

Devemos sempre pensar que dias melhores virão. Que a bondade sempre prevalecerá e que o justo e o certo sempre terão vez e voz ativa em nossas vidas.

A tentativa pode nos levar ao erro, mas a verdadeira busca em acertar já nos garante a vitória – Randerson Figueiredo.

O ódio é um veneno que corrói a alma. Por isso a mensagem de hoje é que plantemos nossa semente do amor para que possamos regar com água viva de misericórdia.

Até a próxima se Deus quiser.

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