O OLHO QUE TUDO VÊ – O PODER DO OLHAR DO OUTRO
Muito me questiono a respeito do olhar do outro, por isso a temática do texto de hoje. Não irei falar do olho esotérico que está presente em diversas fraternidades.
Existem pessoas que conseguem atravessar a sua alma só com um olhar, chega a ser algo assustador, realmente apavorante.
Porque o olhar do outro nos incomoda tanto?
Acredito que o olhar do alheio é taxativo, é a primeira coisa que vem à cabeça.
Segundo porque acreditamos que devemos alguma satisfação às pessoas por aquilo que fazemos ou que deixamos de fazer, é como se tivéssemos que prestar contas, compreende?
Isso além de ser extremamente desagradável é adoecedor.
Não vou falar em terceira pessoa, porque não cabe aqui me fazer de vítima, até mesmo porque quando me refiro “as pessoas” estou também nesse rol, algumas vezes.
E terceiro, que a maioria de nós repreende aquilo que não lhe agrada, mas faz do proselitismo sua arma de barganha, pois como bem disse Jung: aquilo que te irrita no outro pode levar a um melhor conhecimento sobre nós mesmos.
Não devemos buscar no outro a permissão para ser nós mesmos.
Acredito que essa é a grande sacada.
Herman Hesse, grande escritor, disse certa feita:
Quando está em nós e achamos que está no outro incomoda muita gente não é verdade? Essa percepção de Hesse é sensacional, pois é elucidativa.
Não vivemos para estarmos presos na caverna, adorando sombras e não vivenciando não só o belo, mas o feio também, afinal de contas a sociedade possui principalmente seus desarranjos.
Não basta procurar esmiuçar e encontrar somente defeitos na sociedade. Deve-se extrair o que há de melhor, pois já disse e repito, a maioria dos seres humanos tem uma inclinação para a maledicência, para o mal mesmo.
Por isso esse olho é tão taxativo, repressor e calcificante, no sentido de fazer estagnar o semelhante com suas palavras ofensivas e doutrinárias. Diminuindo-o cada vez mais.
Devemos ser quem somos e isso basta.
Nada de procurar agradar o outro, pois no frigir dos ovos não se agradará a ninguém, a não ser se tornar uma pessoa frustrada por não ter conseguido massagear o ego de alguém.
É notório como muitas pessoas têm tendência a querer agradar o outro, de serem bajuladores, dissimulados e uma série de outros adjetivos que dão náuseas só em falar.
Não podemos esquecer que a grande maioria, mais de 90% dos casos fazem isso com segundas intenções e digo mais, são seres mesquinhos e que possuem uma sombra atrelada em humilhações e em conceitos arraigados na tragédia humana.
Então, não percamos tempo tentando agradar o outro, só nós podemos creditar poder no olhar penetrante do próximo; tem tantas outras situações mais importantes a fazer do que perder tempo com essa questão.
Até a próxima.




Fico muito feliz por ter gostado dessa postagem. Espero que se possível retorne ao blog, sua presença é importante. A cada semana uma novidade. Desejo sempre uma ótima leitura. Fraternal abraço.
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