A DITADURA DA BELEZA
O corpo mais do que nunca continua sendo manipulado pela máquina capitalista, isso é um fato inquestionável, só não imaginava que pudesse chegar a níveis tão alarmantes.
Para Freud o corpo seria representado pelas expressões (Ego e Id), o Ego é a instância psíquica que se diferencia do Id que é o centro dos impulsos.
Trago essa temática hoje para o blog, pois há uma série de questionamentos a serem realizados. O texto será breve, sempre em respeito a você leitor, mas não menos questionador.
De todo modo será que somos escravos do consumo? Provando e aprovando o que a mídia dita? A todo instante e a todo momento somos rodeados pela massificação de produtos, o que nos leva de certo modo a um adoecimento.
No decorrer da história, o corpo passou por intensas transformações.
O objetivo desse texto é discutir justamente isso, como os padrões de beleza sofreram modificações e quais suas finalidades no decorrer da história. De forma objetiva claro.
Existe na sociedade uma busca desenfreada por autoestima.
Uma busca que não tem fim por satisfação pessoal.
Mas a principal preocupação é como se é visto, se é ou não chamado de sexy pelo famigerado olhar do outro. Ah o olhar do outro, o inferno constante dos hedonistas...
Busca-se a partir daí uma ditadura da beleza.
O corpo passa a ser um alter ego altamente sustentado por aqueles que desejam fazer do seu manancial corpóreo uma fonte dos desejos.
E o ovo da serpente: a mídia, prepara tudo ardilosamente, com requintes de crueldade, ou melhor, de sedução, captando recursos infalíveis para atrair a presa.
Resumindo: o corpo torna-se descartável, pois passa a admitir padrões incontestáveis de beleza praticamente inalcançáveis.
Até agora estava falando de um modo geral, mas quando se fala em mulheres o contexto dobra.
Mulheres brasileiras e no geral no mundo, alteram seios, nádegas e outras partes do corpo para se adequar a padrões estéticos. Isso não é só forma de aparência, é uma forma de identidade, necessária para serem aceitas na sociedade.
Será que essas modificações representam somente um processo de autoafirmação? Ou escravidão de padrões estéticos?
Porque algo que eu sempre percebi é que é o corpo que entra e sai de moda e não a vestimenta, não é o figurino. É um silicone de não sei quantos ml’s que tem que ser colocado...
Um preenchimento (botox) labial aqui...
Um ácido hialurônico acolá...
E de repente você que se achava uma brasileira nata, vira quase uma japonesa de tantos remendos e repuxados.
Devemos sim cuidar do corpo, mas a transcendência deve ser uma importante aliada no processo de individuação. Acredito piamente nisso. A transcendência deve vir junto.
Lógico que não me refiro a questão de saúde, isso aí já é outra história. Refiro-me principalmente a todas as pessoas que se submetem a intervenções cirúrgicas para se ter um ideal imaginário de beleza.
Para simplesmente agradar aos outros. Causar impacto.
De nada adianta ter um corpo perfeito, se a cabeça está vazia. E pelo que eu saiba não há ainda preenchimento cerebral. Pelo menos até o fechamento desse post, não estou sabendo.
Portanto para concluir, o corpo nesse ínterim é alvo de todos os sacrifícios, inutilmente, pois sabe aquele adágio? Mente sã em corpo são? Pois muito bem, primeiro deve vir à mente, para depois o corpo entoar a cantiga do fitness.
Então é isso caro leitor, por hoje é só.
Que a ditadura da beleza não nos alcance. Jamais!


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