UM BRINDE AOS SEPULCROS CAIADOS – PEDAGOGIA DE DEUS
Olá leitor deste blog!
Hoje ergo um brinde a ninguém mais ninguém menos que aos sepulcros caiados, aqueles que não fazem o que dizem e nem dizem o que fazem.
O que seria de nós se não fossem os sepulcros caiados?
Os falsos de plantão, que acabam por nos alertar sobre tudo o que acontece ao nosso redor e que sempre dão pistas sobre os próximos passos. Os deles, não os nossos, claro.
Hoje retorno a série Pedagogia de Deus com essa temática.
Está presente exatamente em Mateus capítulo 23 dos versículos 27 ao 32:
27 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e podridão! 28 Assim também vocês: por fora, parecem justos diante dos outros, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e injustiça. 29 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês constroem sepulcros para os profetas, e enfeitam os túmulos dos justos, 30 e dizem: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices na morte dos profetas’. 31 Com isso, vocês confessam que são filhos daqueles que mataram os profetas. 32 Pois bem: acabem de encher a medida dos pais de vocês!
Essa passagem nos exorta a levarmos nossa fé de forma séria.
Pois caso contrário nos tornaríamos como sepulcros caiados, cairíamos no abismo de falar o que se deve e praticar o que se não deve.
Ou pior, vivenciar uma religiosidade de aparências.
Mas só Deus é capaz de perscrutar o nosso coração. Só Ele sabe o que sentimos, o que fazemos, quem realmente somos. De nada adianta burlar as leis divinas se a qualquer momento podemos ser pegos.
Não devemos ser bajuladores da mentira nem amigos da iniquidade.
Devemos amar a Verdade, ir em busca daquilo que nos liberta como está em João 8:32:
E conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará.
Mas voltando ao tema central do texto.
Volto a perguntar: o que seria de nós se não fossem os sepulcros caiados?
Não conseguiríamos nem dar um passo a nossa frente.
Não conseguiríamos atravessar o caminho das veredas e não sucumbir aos ditames e liames que a vida insiste em nos ofertar, uma vida cheia de seduções e martírios.
São esses sepulcros caiados, esses falsos profetas, essas pessoas pérfidas que acabam por nos erguer. São eles que sem querer nos levantam. Mostram nosso verdadeiro potencial.
Essas duras críticas que essas pessoas cruéis nos atingem, me leva a crer que nos leva a perversão e não a conversão, pois nos afasta do caminho de oportunidades e nos faz atravessar um caminho perverso e cruel.
Jesus mostra que a religião formalista e jurídica não é meio de salvação, mas produz prática escravizadora; portanto, é frontalmente oposta àquela que deve ser vivida por qualquer comunidade cristã.
Devemos ser profetas, verdadeiros profetas.
Sal da terra e luz do mundo!
Abençoar e não amaldiçoar quem quer que seja.
Devemos compreender que nossa vida religiosa não é somente ritual, mas comprometimento, necessidade e desejo de proporcionar ao outro, melhorias em sua vida.
Dia desses conversava com um conhecido e ele soltou inúmeras verdades a meu respeito. Inverdades para se falar a verdade. Logo ele que possui dentro da família problemas esses que são gritantes. Não olhou para a trave que estava em seus olhos, preferiu me advertir ao invés de resolver o que tinha para resolver.
E ele é de comunidade cristã, só para vocês terem uma ideia. Acredito caro leitor, que dentro da religião há uma sombra imensurável, gigantesca, capaz de engolir quem quer que seja.
Se não somos capazes de dar uma palavra de conforto a quem quer seja, cala-te e escuta. Não queiramos ser a palmatória do mundo, os sepulcros caiados.
É a velha sombra a se manifestar, conceito esse de Carl Jung, já falei inúmeras vezes aqui no blog sobre esse assunto. Quanto mais se reprime a sombra, mais ela se manifesta. E quase sempre de forma violenta.
É para isso que estamos aqui. Para CO-LA-BO-RAR.
Mas para que isso ocorra, é necessário se colocar no lugar do outro.
Sentir o que o outro sente. Ou pelo menos procurar sentir.
Só assim saberemos o verdadeiro valor do servir e da eterna e suprema caridade.
Por isso que o brinde que ergui a essas pobres criaturas representa uma ruptura a antigos conceitos e a quebra de paradigmas com o passado.
Esses mesmos falsos profetas necessitam passar por essa experiência de humilhação, de incredulidade, de hipocrisia e principalmente de negação da Verdade. Só assim irão despertar para o que realmente importa.
Esses sim são os verdadeiros ímpios. Capazes de tudo e para tudo fazer do seu falso moralismo o seu baluarte para a mediocridade, erguendo a bandeira do cinismo e da sordidez.
Eu mais uma vez ergo um brinde a todos eles, afinal, são eles que nos mostram como não segui-los e como não ser definitivamente iguais a eles.
Até a próxima se Deus quiser.


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