DELEUZE ME LIVRE! – FILOSOFANDO

abril 29, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments



Leitor, o Filosofando de hoje será com o filósofo francês Gilles Deleuze. 

Certa feita ele disse uma frase que me intrigou e será como ponto de partida do Filosofando de hoje: 

o verdadeiro charme de uma pessoa são seus traços de loucura.

Deleuze me livre dessa afirmação dele, e eu vou esclarecer o porquê.

Muitos filósofos têm uma péssima mania em tratar a loucura, como sendo uma atitude vanguardista. Horrível. Péssimo e de extremo mau gosto.

Loucura é loucura e ponto final.

Não tem essa de amenizar a situação. De tratar como sendo algo de vanguarda como já mencionei como atitude de gente que é transgressora ou algo a mais do tipo.

Isso beira ao ridículo, sinceramente. Michel Foucault foi outro, que usou e abusou sobre a loucura. Se muitos o aplaudem é porque não compreendem verdadeiramente o significado dessa patologia, dessa psicose.

Sou totalmente contra rotular a loucura como meio para ser uma pessoa além das expectativas, quase sempre ou sempre dá errado por quem colocou a alcunha.

Muitos aplaudem esses filósofos ou arremedos de filósofos justamente porque são famosos, ou porque não entendem nada de filosofia e nem de psiquiatria.

Ou se assim agem dessa maneira é para sim dar amostras de sua falsa autenticidade, se assim o fazem é para aparecer ou parecer que são de fato pessoas cools.

É um perigo leitor suavizar a patologia, sou radical sim, mas é necessário. Se não possuirmos saúde mental não vamos a lugar nenhum, não saímos nem para comprar pão na esquina.

E vem uns filósofos dessa estirpe dizer que a loucura é sinônimo de potencialidade, de vivência e até mesmo de transgressão? Ora, façam-me o favor: Deleuze me livre dele mesmo!

A psicose é um assunto seríssimo, e já tratei aqui neste espaço, com todo o respeito devido, claro. Já indiquei até livro, como o do psicanalista Darian Leader: O que é loucura? Delírio e sanidade na vida cotidiana.

Elaborei o filosofando de hoje com um único intuito: ser verdadeiro com minhas concepções. E estou sendo. Como sempre fui. Não vamos amenizar essa questão porque não há espaço para isso, verdadeiramente não há.

Deleuze e Foucault nunca foram meus filósofos preferidos. E eu nem preciso dizer o porquê não é? Não é só por causa deste pensamento, mas de muitos que os identificam como falsos filósofos, como filósofos de assuntos banais, uma filosofia excludente e não inclusiva.

Acredito mais ainda que o texto de hoje possa ser um contraponto a interferência desses filósofos numa questão importante como é o caso da psicose.

Em nenhum momento a psicose poderá ser tratada da forma como é tratada por esses filósofos: como se estivéssemos num pesadelo e desse pesadelo pudéssemos acordar a qualquer momento lindos e belos.

Só que Deleuze e Foucault se esqueceram de avisar que a realidade pode vir a ser esse maior pesadelo e do quais muitos sequer deram conta de que estão presos nele e que não poderão despertar.

E Deleuze me faz recitar a máxima: Deleuze me livre, dele!

Até a próxima.

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