DE UM JESUS HISTÓRICO A UM JESUS HISTÉRICO – PEDAGOGIA DE DEUS
Olá leitor, tudo bem? Espero sinceramente que sim, principalmente devido aos últimos acontecimentos não é verdade? Espero que esteja realmente tudo bem com você.
A série Pedagogia de Deus de hoje trará um assunto que, acredito eu, nem é mais polêmico haja vista a profusão de causos e casos, de vastos acontecimentos que marcaram profundamente a história das religiões.
Uma das coisas que mais me perturba é transformar Jesus histórico em Jesus histérico, mas como assim? Onde estou querendo chegar com essa história?
Acredito que há uma deturpação da figura de Jesus, mais do que nunca feita por pregadores que como os fariseus desejavam fazer adeptos a todo custo.
E dessa forma, Jesus não é mais histórico, mas histérico!
É o desespero em fazer novos cristãos, arregimentar a massa e esquecer a principal figura do cristianismo: Jesus Cristo. Desta forma, o pastor vale mais que Cristo, e isso é perigoso.
O que eu percebo muitas vezes é que qualquer um está apto a pregar a palavra de Jesus, a pregar o Evangelho... Eu sei, eu sei, que você pode me dizer: mas está no Evangelho. Ide e pregai o Evangelho a toda criatura.
Mas o suporte que o Evangelho oferece é ter o mínimo de conhecimento e embasamento sobre o que se está falando, caso contrário às igrejas tornar-se-ão somente casas de arrecadação de dízimo e de ofertas das mais vantajosas.
Qualquer um que acaba de sair dos cueiros se acha na condição de pregar o Santo Evangelho a quem bem entender e propagar impropérios e pseudoverdades das mais levianas.
Estão sempre pregando o dinheiro, esquecendo-se da figura, mais uma vez repito de Jesus Cristo. A figura do pregador é quem prevalece, e isso é desleal.
Há, a meu ver, uma imensa competição entre igrejas, para ver quem pode mais, templos suntuosos são erguidos, igrejas com helicópteros e até carro-forte são utilizados para recolher o dízimo.
E essa divisão é extremamente prejudicial à mensagem de Jesus.
Acredito mais ainda que o ecumenismo pudesse ser a prática mais saudável para nos adaptarmos às constantes dissenções no mundo contemporâneo.
Pois analise junto comigo, como poderemos ofertar uma mensagem de paz ao mundo se não conseguimos distinguir e enxergar um palmo além do nosso nariz com questões banais?
Sim, porque essa divisão não soma, mas subtrai esforços.
Se não formos ecumênicos, não ensinaremos nada ao mundo.
E a palavra-chave que delimita todo esse questionamento é: individualismo. Voltando a questão central do texto, o Jesus histórico se torna histérico devido justamente às práticas que já se tornaram comuns no métier religioso.
Jesus Cristo é o mesmo para todos, mas muitos insistem em afirmar que o meu Cristo é melhor que o seu Cristo, fazendo valer a máxima de que existem Cristos, um para cada denominação religiosa.
Existem obviamente pregadores que são excelentes, bons mesmo.
Que fazem da figura de Jesus o baluarte para os seus ensinamentos, mas em contrapartida, muitos sujam de lama o que de fato deveriam aderir a um pensamento imaculado, digno e principalmente valoroso à figura do Salvador.
Muitos querem fazer da mensagem do Santo Evangelho a seu bel-prazer, fazer da importante mensagem rediviva de luz o seu próprio quinhão e obviamente reduzir a quatro ou cinco versículos a grandiosa e imponente mensagem de salvação.
Fazem o que bem entendem, afinal são coachs da religião e não estudiosos e viventes da espiritualidade. Propagam mentiras e sandices daqui e dali e não suportam a Verdade, ou seja, seu trabalho não é com Jesus, mas com a mentira, com o dinheiro.
Propagar aos quatro cantos que Ele dará riquezas e poder é o mesmo que dizer que ele é amigo do demônio, o que seria uma blasfêmia do ponto de vista escatológico, mas sejamos sinceros, o que mais importa nesse jogo sujo não é descobrir a Verdade, mas ter que suportá-la.
Até a próxima.


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