REVIVENDO O FLAGELO DE JESUS – PEDAGOGIA DE DEUS
Bom dia leitor!
Hoje retomaremos a série Pedagogia de Deus com o tema: Revivendo o flagelo de Jesus.
Vou começar com uma pergunta: como pode alguém fazer apologia à tortura? Como pode alguém fazer apologia à destruição de outro ser humano?
Acredito que hoje fazemos uso de um Deus customizado. Revivemos o flagelo de Jesus a todo instante.
Um Deus capaz de ser adaptado a qualquer custa e a qualquer valor.
Refiro-me principalmente ao que vem acontecendo no Brasil especialmente. Alguém que incita a violência e posa de defensor dos preceitos evangélicos.
E o pior, alguém que está no posto mais elevado da República Federativa do Brasil.
Usa a apologia da violência e defende a tortura em nome do bem, quando o Deus da misericórdia foi torturado. Será que essas pessoas leram o mesmo Evangelho que eu li?
Excluir pessoas que merecem a compaixão em nome de um Deus elaborado, customizado. Torna o ódio uma virtude. Afirma a violência em nome de Jesus.
Segundo o Evangelho que eu li, Jesus veio principalmente àqueles que são os menos favorecidos. Para os samaritanos, publicanos, adúltera...
Todo e qualquer cristão sinceramente nobre leitor, nasce com a obrigação de ser inimigo da tortura e da violência.
Afinal, Jesus foi torturado e morto. E aquele que segue seus propósitos segue seu destino que é pregar a paz, o Evangelho e o amor a toda criatura neste planeta e onde for.
Logo qualquer tortura em qualquer ser humano é tortura em corpo de Cristo, ou seja, é oposta ao cristianismo. Todo corpo humano faz parte do corpo de Cristo, princípio teológico.
Elogiar a tortura é dizer que se é inimigo de Cristo.
A ditadura muito elogiada por inúmeras pessoas, na qual muitos foram cruelmente torturados e desaparecidos é compactuar em reviver a cena de Jesus sendo chicoteado e levando cusparadas dos soldados romanos.
O que estou querendo dizer é que não se deve agir com esse ínterim.
Quando Jesus não condenou à adúltera, quem não tiver pecado que atire a primeira pedra. Não é porque alguém errou que deverá ser dizimado da face da terra.
Se alguém se deu ao trabalho de ler os 4 evangelhos Jesus irá procurar realmente quem eram os marginalizados.
Usa-se o Evangelho para defender o indefensável.
Jesus fugiu desses “homens de bem”. Compactuar com tudo isso que relatei em relação a tortura é ser inimigo da fé. Pois a bíblia condena a destruição do humano.
O conflito que se entra com a vida de Jesus, é que a sua história, como se encarnou de carne e osso se coaduna com a nossa. Ele é a expressão máxima da benevolência que já passou por este planeta.
Alimentar a raiva, o ódio, a ira não é a melhor saída.
Tudo isso gera rancor e amarguras, como se combater a violência com mais violência fosse a melhor alternativa. Sabemos que não é verdade.
Como disse na frase acima, pode-se até matar alguém, pode-se apagar um foco de incêndio, mas um ideal jamais irá morrer, jamais irá sucumbir. Esse pensamento pode ser usado com o que desejo apresentar aqui no texto de hoje.
Jesus mesmo disse: aquele que desembainhar a espada será punido com a espada. E no sermão da montanha, ao citar as bem-aventuranças fala da paz como um todo, nas suas mais diversas formas.
Querer transformar um Deus misericordioso num Deus customizado de ira e ódio não passará! Esse desejo de inflamar o rancor no coração dos brasileiros é a pior forma de se conseguir amor, ou melhor, não conseguirá de forma alguma.
E ao posar de defensor da moral e dos bons costumes é o que transforma sua imagem de grande propagador do bem num mero fantoche do mal. Devido as suas escolhas erradas, claro.
Que esses “homens de bem” sejam somente uma febre passageira. E que possamos acordar e perceber que essas ervas daninhas transformam o trigo somente em joio.
Até a próxima.



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