O GRANDE COAXAR MÁGICO DOS COACHINGS DESESPERADOS
Olá caríssimo leitor, é com muita alegria que dou novamente início aos trabalhos aqui no blog Saber Jung. Finalmente de volta!
A postagem de hoje será sobre uma intrincada rede de colaboração entre pessoas, os chamados coaches.
A meu ver a utilização desse anglicismo coach refere-se exatamente a ajuda profissional ou pessoal que esses ditos “profissionais” oferecem a pessoas que necessitam de um auxílio em diversas áreas da vida.
Funciona basicamente como alguém que dá um tipo de orientação, como uma espécie de treinador, e segundo seus seguidores, uma aplicação mais pragmática que a terapia.
Tenho muitas ressalvas a tecer no texto de hoje.
Já existe até personal coach assim como o personal trainer. E acredite se quiser, o universo dos coachings já soma um universo de mais de 40.000 “profissionais” no mundo todo.
O salto desses "profissionais" em outros países é algo assustador.
No Brasil estima-se que houve um aumento de 300% entre 2010 e 2014 de coaches ativos no país. É óbvio que essa explosão causa um grande desconforto, em relação à aplicação de sua miscelânea de funções.
É como se fosse uma grande lagoa, onde coaxam sem um objetivo principal. Isso tudo obviamente com um verniz de qualificação e tudo o mais.
Dependendo de quem vende o serviço, o coach vende um pouco de tudo, funciona como um faz tudo.
E quanto maior o coaxar melhor você se acha coach. Pois já que a grande maioria cobra por hora, tem quem cobre de R$ 60,00 a R$ 1.500,00.
Ou seja, quanto menor é a formação, mais capacitado você se acha para resolver o que lhe aprouver, ou o que lhe for solicitado diante do imbróglio do cliente.
A minha grande crítica que faço no texto de hoje é justamente o fato desses “profissionais” no início serem colocados à prova para questões meramente profissionais, até aí pode ser que seja aceitável, já que o modus operandi deles funciona na base da objetividade extrema, e nós sabemos perfeitamente que tempo é dinheiro, segundo a visão capitalista claro.
Agora o que é inadmissível é que essas mesmas criaturas usem o seu coaxar mágico para tratar de um transtorno, por exemplo, de depressão e por aí vai. Como se estivessem tão qualificados quanto um terapeuta.
Como se a vida fosse tão objetiva quanto seu faturamento.
Isso faz parte quero deixar bem claro do processo terapêutico, com psicólogos e psiquiatras. E até mesmo psicanalistas. Sinceramente não tem nada de coaching disso ou daquilo que possa oferecer um tratamento adequado ao paciente que sofre com a subjetividade e não com a objetividade.
Essa é a questão central do texto de hoje.
Surgiu nesse ínterim o life coach. Um coach da vida diária, pode isso? Bem, para a International Coach Federation (ICF) pode sim. E para eles, essa perspectiva é bem próxima da terapia.
Resta-nos saber até que ponto um dia seremos levados a sério realmente, digo nós, pessoas que são sérias e que merecem ser tratadas com respeito.
Já que o coaxar mágico dos coaches ainda representa uma fantasia alimentada em conceitos pré-estabelecidos e em formas pré-moldadas.
Muitos escolhem o coaxar mais barulhento, aquele mais ensurdecedor, muitas vezes esse é o pior de todos, como diz aquele velho ditado: quanto mais vazia é a carroça, mais barulho ela fará.
A solução é não procurar esse tipo de serviço, pois é um desserviço às pessoas. Também comparo o coach como uma espécie de livro de auto-ajuda que se personificou, virou gente, e você sabe que esse tipo de livro só ajuda realmente o autor com suas vendas.
Não há coaxar mágico nenhum que faça qualquer ser humano ir em busca do que ele realmente tem que ir, ele tem que fazer isso por vontade própria e não ser levado pela mão como uma criança mimada.
Fraternal abraço e até a próxima se Deus quiser.


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