A SUA REPRESENTATIVIDADE NÃO ME REPRESENTA

fevereiro 17, 2019 Randerson Figueiredo 0 Comments



Olá caro leitor deste blog!

Hoje a temática será sobre representatividade, mas visto sob outro aspecto, um outro olhar a respeito deste tema que suscita debates calorosos e inflamados.

Ontem, 16.02.2019, estava a assistir ao Jornal Nacional quando me deparei com a Maju Coutinho como âncora no jornal televisivo, antes ela só figurava como moça do tempo no mesmo telejornal e de vez em quando em outros telejornais. Até aí nada demais, mas quando fui acessar o twitter ontem mesmo, seu nome estava nos Trending Topics (tópicos mais acessados).

E a repercussão foi gigantesca sobre a jornalista ser âncora no JN.

Tudo pelo fato dela ser negra e estrear como âncora num grande telejornal. É aí que entra o tema de hoje. Representatividade.

Assim como o tema politicamente correto, já tratado aqui nessa postagem o tema representatividade gera muito lucro por parte de muitos setores da esfera capitalista.

Por isso que sustento que a representatividade tratada da forma como é tratada hoje é falsa! É uma falsa ideia de luta ideológica. Onde quem ganha realmente é verdadeiramente uma minoria com poder aquisitivo elevado.

E a grande maioria do grupo formado por negros, mestiços, cafuzos, mamelucos, mulheres, comunidade LGBT são colocadas de lado com o intuito de serem cada vez mais explorados.

A representatividade vende e vende muito bem.

O marketing hoje está se remodelando a essa estrutura.

O que eu percebo é que esse mesmo marketing está se moldando ao consumo dessas maiorias, que aliás nunca foram minorias, podem ser minorias em relação ao poder aquisitivo, mas aí é outra história.

A questão é que demorou tanto para que essa ideologia de representatividade pudesse dar o ar da graça que as pessoas se vislumbram, se vendem a qualquer custo para parecerem que estão sendo vistas.

Você é apenas um consumidor, só isso!

Aí o mercado viu que essa estratégia deu certo, começaram a vender boneca trans por não sei quantos reais, blusas com frases feministas e com foto da Simone de Beauvoir e tudo mais. Favela é nois morô?! por R$ 150,00. E por aí vai.

Drag queen em campanha de hamburgueria conhecida nacionalmente.

Empresa de cerveja que muda cor da latinha em tom de respeito pela diversidade sexual. Tudo isso a meu ver é blá blá blá. Querem mesmo é faturar em relação a ideologia alheia.

Então tudo isso é uma ideia capitalista. A roda do dinheiro gira.

É ou não é uma falsa representatividade?

E o que fazer? Não sei, pois provavelmente o mercado iria se readaptar a novos conceitos e quebrar padrões. É isso que ele faz constantemente.

Voltando a questão da jornalista que tratei no início do texto, ela também representa uma falsa ideia atrelada a questão da representatividade.

Acompanhe comigo, qual é o maior sustentáculo da emissora em questão?

Se você respondeu novelas acertou.

A maioria das novelas que se passa em locais onde os negros são maioria como Bahia, por exemplo, por incrível que pareça, os negros não aparecem como maioria, muito pelo contrário, quando aparecem desempenham papéis ultrajantes e de teor preconceituoso.

Então o que esperar de uma emissora que nos trata dessa forma? Digo nos trata, pois também sou negro.

Empoderamento? Representatividade? Não, nenhuma dessas alternativas.

A mídia está aí para enganar, tratar e idealizar um falsa noção de ideais ditos utópicos. 

Essa ideologia é coletiva e não individual.

Por isso que a emissora colocou ontem uma âncora negra, poderia ter feito isso há muito tempo, não? Porque resolveu fazer isso somente ontem?

Por exemplo, o Heraldo Pereira (que é negro) já é âncora faz tempo no jornal, mas porque cargas d’água somente agora uma mulher negra apresentou o telejornal?

Coincidência? Não, porque esse tema está na moda, e quando o tema está em evidência fazem de tudo para explorar ao máximo. Com um verniz de sofisticação e boas maneiras, como se estivesse se adequando aos novos conceitos.

Então sustento até o fim que essa questão de representatividade é lucro, e dá muito dinheiro! Não é meramente uma questão ideológica, mas sim de cunho financeiro.

Vou encerrar o texto de hoje com uma frase de Bob Marley que diz muito sobre o que conversamos hoje:

Se Deus criou as pessoas para amar e as coisas para cuidar, por que amamos as coisas e usamos as pessoas? Bob Marley

Fraternal abraço e até a próxima se Deus quiser.

Você também pode gostar de...

0 Comments: