O SHOW DE TRUMAN, O SHOW DA VIDA – ANÁLISE DE FILME
Olá leitor!
Hoje escrevo esta postagem para fazer menção a um filme muito interessante que vai mais para o lado da ficção científica e distopia chamado “O show de Truman, o show da vida”.
Um filme que completará vinte anos neste ano de 2018 e continua tão atual.
O filme acompanha a história de Truman (Jim Carrey) que vive sua vida frente às câmeras 24 horas por dia, só que ele não sabe o que está acontecendo, todos ao redor dele sabem, menos ele.
A obra é assinada pelo diretor Peter Weir.
E quem comanda toda essa mística, vamos por assim dizer, é o personagem de Ed Harris, Christof, o diretor que comanda todo o espetáculo.
A relação entre os dois, entre Truman e Christof é de criatura e criador necessariamente nessa ordem.
Porque eu digo ser tão real e esse filme ser tão atual?
Porque já naquela época o cinema explorava o “show da vida”, ou seja, uma história comum ser manipulada atrozmente por câmeras espalhadas por todos os cantos.
O reality show está aí por toda a parte, pois as pessoas se sentem parte daquilo que estão compartilhando, daquilo que estão vendo.
Antigamente as pessoas se aqueciam horas e horas frente à lareira conversando sobre diversos assuntos costumeiros do cotidiano. Hoje não se precisa mais de lareira com feixes de lenha, temos uma lareira eletrônica chamada televisão que nos traz tudo pronto. Não é necessário acender o fósforo, mas liga-la na tomada.
Há um certo “conforto” em assistir histórias “reais” na TV.
E no decorrer do filme Truman se mostra infeliz em continuar ali, mesmo não sabendo que sua história está sendo mostrada na TV. Tentam conte-lo dentro de sua própria realidade.
A parte final de “O show de Truman” é sensacional! Muito profunda. Pois o próprio criador, Christof, tenta quase que por um instante esmaga-lo para não deixar que ele descubra a verdade.
Truman ansiava por liberdade, acredito ser esse um dos nossos maiores trunfos e busca por ideal de vida. Ser livre requer uma dose extra de coragem para que possamos transgredir nossos valores mais obscuros.
E para finalizar a indicação de hoje, tomo como minhas as palavras do diretor Weir: “Lembro que alguém me disse ‘esse é um filme muito bizarro’. Mas, apesar de sua história ser bem antiga, o cenário é novo e reflete os nossos tempos”, disse Weir em 1998. E continua refletindo.
Até a próxima se Deus quiser!
Data de lançamento: 30 de outubro de 1998 (1h 43min)
Direção: Peter Weir
Elenco: Jim Carrey, Laura Linney, Natascha McElhone
Gêneros: Drama, Comédia , Ficção científica
Nacionalidade: EUA


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