DIA INTERNACIONAL DA MULHER – UM DIA PARA REFLETIRMOS (POSTAGEM ESPECIAL)
Mulheres em São Paulo durante marcha no Dia Internacional da Mulher
Hoje é dia internacional da mulher e antes de mais nada meus sinceros parabéns a todas as mulheres, em especial as que leem o blog Saber Jung. E hoje é dia também de postagem especial.
Acredito que hoje não é dia de simples comemoração, mas de intensa reflexão.
Apresento a partir de agora algumas informações pertinentes:
Violência contra a mulher
No mundo
Até 70% das mulheres sofrem violência ao longo da vida.
A violência física imposta por um parceiro íntimo, como espancamento, relações sexuais forçada e outras condutas abusivas, é uma forma mais comum de violência sofrida pelas mulheres no mundo.
De um total de 11 países pesquisados, o percentual de mulheres vítimas de violência sexual por um parceiro varia de 6% no Japão para 59% na Etiópia.
Na Austrália, Canadá, Israel, África do Sul e EUA, 40 a 70% das mulheres assassinadas foram mortas por seus parceiros.
Mulheres com idade entre 15 e 44 anos têm maior risco de sofrerem estupro e violência doméstica do que de câncer ou sofrer um acidente de carro.
As mulheres agredidas por parentes têm 48% de chance de contraírem AIDS.
No Brasil
A cada 4 minutos uma mulher é vítima de agressão.
A cada uma hora e meia ocorre um feminicídio (morte de mulher por questões de gênero).
Mais de 43 mil mulheres foram assassinadas nos últimos 10 anos.
O Brasil é o sétimo país sem classificação de assassinato de mulheres dentre 84 países. Os números são maiores do que os de todos os países árabes e africanos.
Estima-se que mais de 13 milhões e 500 mil brasileiras já sofreram algum tipo de agressão de um homem, sendo que 31% são mulheres ainda convivem com o agressor e 14% (700 mil) continuam a sofrer violências.
54% dos brasileiros conhecem uma vítima de violência doméstica, apenas 18,6% das mulheres afirmaram já ter sido vítima da violência. O medo ainda é o maior inibidor das denúncias de agressões contra as mulheres.
1 em cada 4 mulheres disse que já é sentiu controlada ou cerceada pelo parceiro: que ficava controlando aonde ela ia (15%); procura mensagens sem seu celular ou e-mail (12%); vigiava e perseguia (10%); uma impedia de sair (7%) ou já tinha rasgado / escondido seus documentos (2%).
O total de relatos de violência para a Central de Atendimento à Mulher no primeiro semestre de 2013, uma agressão foi presenciada pelos filhos em 64% dos casos. Em quase 19% eles também sofreram agressões.
O Espírito Santo é o estado brasileiro com os melhores taxa de feminismo (11,24 a cada 100 mil mulheres), seguido pela Bahia (9,08) e por Alagoas (8,84). O Nordeste é uma região com as piores taxas.
Há apenas 500 delegacias para atender mulheres agredidas em todo o Brasil.
2.000 homens são presos anualmente por agredirem suas parceiras.
À medida que as mulheres são mais agredidas; 71% apresentam um aumento de violência em seu cotidiano.
30% das mulheres acreditam que como leis do país não são capazes de proteger as mães da violência doméstica.
A violência física predomina, mas cresce o reconhecimento das agressões morais e psicológicas.
75% dos brasileiros acreditam que as agressões nunca são punidas.
Fonte: Percepções dos homens sobre a violência doméstica contra uma mulher (Acesse o link e faça o download da pesquisa em pdf)
Depois de todos esses dados estatísticos não temos nada a comemorar e sim a questionar esse abuso que as mulheres sofrem cotidianamente.
Esses índices são alarmantes!
A lei Maria da Penha foi um grande avanço, mas ainda é pouco.
É necessário que se tenha uma proteção às mulheres vítimas de desrespeito e agressão.
Num país onde a misoginia ganha cada vez mais espaço, é necessário urgentemente que medidas sejam tomadas constantemente.
Decidi fazer essa pequena reflexão para abrir um pouco mais os nossos olhos. Afinal de contas devemos respeito ao ser humano de uma forma geral.
E a mulher principalmente. Que esse dia possa ser marcado por muita luta e amparo as mulheres que padecem vítimas do preconceito e da ignorância.
Até a próxima!


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