DEUS - LUZ NA ESCURIDÃO.
É muito saudável poder acreditar em um ser que vela por nós. Um ser que apesar de ser insistentemente colocado à prova revela-se ainda misericordioso conosco.
Não quero aqui neste espaço lançar base para discussões sem fundamentos entre ateus e cristãos, quem sou eu para fazer tal análise, mas para fazermos reflexão com base nas questões que ligam este mundo a outra dimensão(dimensões).
Muitas vezes somos pegos ao acaso quando analisamos nossa condição humana, nosso existir. Dirimir estas dúvidas requer uma dose de autoconhecimento incrível.
É aí que entra o olhar para dentro, como bem disse Carl Jung: quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta. E é nesse ínterim que desejo seguir este texto.
Deus revela-se nas pequenas coisas, nos pequenos detalhes, nas frações de segundo. Um verdadeiro baluarte de nossas inquietações e martírios.
Precisamos sentir a montanha e não necessariamente tocá-la, compreende? É necessário seguir cinco estágios para se obter uma abertura espiritual, veja:
Estágio 1: Abertura - Temos uma poderosa experiência pessoal que nos eleva para fora de nossa consciência do dia a dia. Pode ser uma súbita visão interior, capaz de mudar a vida para sempre ou uma sensação de consciência da unidade; ou ainda ter a sensação de que está seguro, que tudo na sua vida tem um propósito.
Estágio 2: Revisar o significado da vida - Seja aos poucos, seja de repente, percebemos que a vida material não é o que parece na superfície. Há um propósito maior, que implica uma mente e uma consciência, maior que a mente do indivíduo.
Estágio 3: Tornar-se parte do plano - Se a realidade mais elevada passa fazer mais sentido que a vida cotidiana, começamos a encontrar maneiras de nos transformar. Aumenta nosso desejo de viver num plano diferente.
Estágio 4: Seguir o caminho - Com uma visão em mira levamos a sério o processo de atingir uma realidade superior. A meta é Deus ou uma consciência mais elevada e deve-se encontrar uma maneira de chegar lá.
Estágio 5: Iluminação - A consciência superior se torna uma realidade viva. A mudança está completa. Não temos mais outra forma de ver o mundo a não ser como um aspecto do divino. Na verdade o sagrado e o não sagrado não tem mais significados distintos. Existe apenas a luz da consciência para onde olhar.
Sinceramente digo a você que está lendo este texto, acredito que qualquer vida com um significado mais profundo se encaixa neste modelo, sem levar em conta a religião.
E digo mais, uma das maiores falhas das religiões é afirmar que tem patente do caminho para Deus.
O caminho espiritual existe e pode ser seguido. Quando você deixa de procurar o Deus tradicional, surge um objetivo em seu lugar: a transcendência.
Transcender significa ir além. Jesus fez isso como ninguém. Ele no auge de sua transcendência não recomendava o prazer como substitutivo para a dor. Apontava soluções que ia além do nível do problema.
Sem transcendência nossa experiência do sofrimento nunca vai mudar. E onde está o mistério de encontrar Deus? Bem, vou citar agora o pioneiro psicólogo americano William James que resumiu este questionamento numa frase: em toda nossa volta há infinitos mundos, separados pelos mais tênues véus.
O caminho espiritual significa remover os véus que cobrem nossa própria percepção, e isso exige dedicação. O que faz com que o esforço valha a pena é saber que o despertar pode surgir a qualquer momento.
A realidade em Deus em si é muito melhor quando vista com a mesma clareza que a luz do dia, assim como uma luz na escuridão.


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